Lacrosse: Whipsnakes são os primeiros campeões da PLL

Miguel Veloso MartinsSetembro 25, 20195min0

Lacrosse: Whipsnakes são os primeiros campeões da PLL

Miguel Veloso MartinsSetembro 25, 20195min0
Após uma final que precisou de prolongamento, os Whipsnakes acabam a primeira temporada da Premier Lacrosse League vitoriosos. Relembramos o grande jogo e falamos do sucesso da primeira temporada da PLL.

A primeira temporada da Premier Lacrosse League foi fenomenal, mas a cereja no topo do bolo foi sem dúvida a primeira final da PLL. Como tinha mencionado no artigo anterior, o último jogo da época regular entre os Whipsnakes e os Redwoods não foi um jogo bonito de se ver. Os Whipsnakes destruíram os Redwoods por 17-4, num jogo em que os Redwoods sentiram falta de Matt Kavanagh. Felizmente este foi um jogo muito diferente.

Com apenas 1 minuto e 25 segundos de jogo, Kavanagh mostra a sua importância no plantel dos Redwoods marcando o primeiro golo da final. Num primeiro quarto com defesas fantásticas, o segundo golo (e último do quarto) foi marcado pelo líder dos Whipsnakes e MVP da PLL Matt Rambo.
Este golo iniciou uma série de falhas por parte do guarda-redes dos Redwoods e Rookie do Ano Tim Troutner que sofreu cinco consecutivos, sendo quatros destes no segundo quarto (5-1). Como seria de esperar pelo número de golos, os Whipsnakes dominaram o jogo de faceoffs no segundo quarto graças à eficácia de Joe Nardella. Antes que o quarto chegasse ao fim, os Redwoods finalmente voltaram ao marcador com um golo colaborativo entre Brent Adams e Wes Berg, com Berg a dar o toque permitiu a entrada da bola na baliza dos Whipsnakes no último segundo do quarto.

Voltamos do intervalo e os Redwoods não entram bem no terceiro quarto. John Haus marca dois golos com facilidade e Mike Chanenchuk marca um two-pointer (golo marcado a mais de quinze jardas de distância) fenomenal. Os Whipsnakes estavam na liderança por 9-2, mas o jogo estava prestes a mudar. Jack Near marca o golo que faz com que o ataque dos Redwoods renasça. Já no último minuto do terceiro quarto vemos um golo de Ryder Garnsey e um two-pointer nos últimos segundo por Sergio Perkovic. O terceiro quarto acaba 9-6 com os Whipsnakes com três golos de vantagem, mas estava tudo prestes a mudar.

No último quarto do jogo, Garnsey mostra a sua resiliência ao ganhar uma ground ball muito batalhada e faz a assistência para o primeiro golo do quarto por Kavanagh. Os Whipsnakes voltam ao marcador com um golo de Connor Kelly. A conexão Kavanagh-Garnsey volta a fazer impacto na partida, desta vez como um golo de Garnsey. Com um golo de Brent Adams, os Redwoods estavam cada vez mais próximos do empate. Com cinco minutos de jogo, Berg marca o golo do empate com um toque num ressalto de bola e a moral no lado dos Redwoods cresce. Quase a entrar no último minuto de jogo, um passe de Adams para Joe Walters dá finalmente a vantagem aos Redwoods por 10-11. Mas este não é o fim do jogo.

Rambo mostra porque é o MVP da PLL e nos últimos vinte segundos marca o golo do empate. Empate este que nos vai levar a prolongamento.
As regras de prolongamento na PLL são simples: o primeiro a marcar ganha o jogo. O prolongamento inicia-se com Nardella a ganhar o face-off para os Whipsnakes, seguido por um golo espetacular de Rambo. Uma jogada digna de um MVP torna os Whipsnakes nos primeiros campeões da PLL.

Este foi um ano incrível para o lacrosse profissional. Tudo começou em Outubro de 2018, quando a super-estrela de lacrosse Paul Rabil anunciou a sua adição ao mundo dos desportos: a Premier Lacrosse League. O anuncio trouxe tanto entusiasmo como dúvidas. Entusiasmo pela promessa de maior investimento não só na modalidade como também nos jogadores e na experiência dos adeptos. Dúvidas pelo ceticismo que rodeia promessas magnatas como estas.

A verdade é que entre os altos e baixos desta temporada, é difícil negar que Rabil cumpriu aquilo que prometeu. Os jogadores receberam o respeito merecido, sendo pagos e tratados como os atletas profissionais que são. Nas redes sociais, a PLL mostrou-se melhor que muitas outras ligas profissionais. Apesar do número de adeptos nalguns estádios às vezes ser questionável, a PLL nunca falhou em dar uma ótima experiência àqueles que decidiram deslocar-se ao estádio. Para os adeptos em casa, nunca faltaram provavelmente as melhores transmissões televisivas da modalidade. Os adeptos podiam ouvir os jogadores, os comentadores podiam entrevista-los durante o jogo, os jogadores disponíveis ajudavam às vezes a comentar a ação em campo. E por fim, tivemos uma final inigualável, um dos jogos mais memoráveis até à data. Não podíamos pedir muito mais.

A PLL está aqui para ficar e acredito que rapidamente irá ganhar, cada vez mais, um lugar no coração dos adeptos de desporto.


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