Três posições diferentes, três (ou quatro) contratações de luxo

Rafael RaimundoNovembro 10, 20185min0

Três posições diferentes, três (ou quatro) contratações de luxo

Rafael RaimundoNovembro 10, 20185min0
O Fair Play fez uma análise às três melhores contratações do campeão nacional Sporting e do vice-campeão Benfica. A qualidade do campeonato português cresce a um ritmo muito interessante.

Começamos este resumo das melhores contratações pela posição mais recuada e das mais ingratas das modalidades coletivas – a de guarda-redes.

Guitta

Fotografia: site oficial Sporting Clube de Portugal

Os encarnados contrataram na época passada o guardião Diego Roncaglio, jogador que este ano até está a ter uma grande importância na equipa encarnada (já marcou um golo decisivo que deu a vitória ao Benfica), porém o grande destaque vai para o Sporting.

O campeão nacional reforçou-se com grande qualidade nesta posição. Guitta , um dos guardiões mais conceituados da atualidade, veio para ocupar o lugar deixado vago por Marcão e, quem sabe, mesmo o lugar de André Sousa.

Guitta tem características muito semelhantes às de André Sousa: forte no 1×1, facilidade em ir ao chão fazer a conhecida “defesa baixa” e uma forte aptência para atacar também. Contudo Guitta tem uma estatura física que lhe confere uma outra capacidade de”fechar” a baliza.

Durante a fase regular vai ser normal ver ambos a jogar e, por isso, temos de esperar pelos jogos decisivos ara ver quem é o número 1 das redes leoninas. A Champions League de futsal – Ronda de Elite, que vai jogar-se esta semana no pavilhão João Rocha vai ser uma boa oportunidade para perceber qual dos dois está na frente da corrida. Se é que algum está realmente.

Marc Tolrá

Fotografia: site oficial Sport Lisboa e Benfica

Na competição pelo penúltimo defesa – o fixo, o Benfica leva vantagem sobre o clube de Alvalade.

Marc Tolrá, internacional espanhol proveniente do vice-campeão Barcelona Lassa, é o vencedor nesta competição de fixos. O Sporting preferiu apostar na formação  e na preparação do futuro, mas já lá vamos.

A chegada de Marc Tolrá faz com que os encarnados assumam ainda mais como candidatos a ganhar todos os jogos, seja contra que equipa for.

O conhecimento tático que traz dos moldes d ejogo em Espanha e pela Espanha, aliado ao elevadíssimo nível competitivo existente na LNFS (Liga Nacional de Futebol Salão), tornam o atleta a temer por qualquer adversário, nomeadamente quando a equipa está a defender.

Se André Coelho era quase indiscutível – sendo que o Benfica roda à quadra – Tolrá tirou-lhe esse lugar.

Aliás, poucos  no clube têm uma carreira como a do espanhol. Com uma estampa física imponente e boa capacidade de jogar com os pés, Tolrá pode tornar-se tão importante quanto a chegada de Fernandinho ao Benfica a meio da época transata.

Do lado do Sporting, a grande contratação do futuro acabou por ser um regresso a casa. Erick Mendonça integrou o plantel depois de ter feito a formação no clube verde e branco e de ter sido ainda emprestado por uma época à AD Fundão.

Melhorando a capacidade de jogar com os pés, e a nível tático (em consonância com o que uma equipa como o Sporting exige), vai ser certamente uma peça fundamental a médio-prazo e para isso nada melhor do que se ir habituando a lutar por todos os títulos, a pisar qualquer quadra e a enfrentar os melhores do mundo da modalidade.

Fits e Rocha

Rafael Fits
Fotografia: site oficial SPort Lisboa e Benfica

Por último, e não conseguindo diferenciar o que são as evidências de um tipo de jogo muito parecido escolhemos Rocha (Sporting) e Rafael Fits ( Benfica).

Como pivôs ambos têm características muito posicionais. De costas para a baliza a tentar a rotação sobre o opositor direto ou a aproveitar a força e a facilidade com que rematam, ambos os jogadores vão responsáveis pela disposição tática dos adversários. Com Rocha ou Fits em campo, as equipas contrárias vão ser forçadas a baixar as linhas de pressão à mercê de permitirem lances de 1×1 destes jogadores. Para isso basta que haja uma reposição direta do guarda-redes na frente de ataque. Depois de segurarem a bola, é uma incógnita o que poderão fazer.

Caso a opção dos treinadores adversários seja manter as linhas de pressão em zonas mais avançadas do terreno estão sempre sujeitos a sofrerem mais golos. Mais que não seja porque a bola foi jogada rápida no pivôt (Rocha e Fits) e aparecem perto deles colegas de equipa para finalizar. Na gíria, o típico “segura e bate”.

Aqui ao lado, Ferrão (Barcelona Lassa) é o melhor exemplo deste tipo de jogo. No jogo deste sábado a contar para a liga espanhola, o brasileiro marcou um golo que caracteriza na perfeição este tipo de lances de que falámos

Fotografia: site oficial Sporting Clube de Portugal

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