Tour de France 2018: o futuro é agora

Davide NevesJulho 3, 20184min0

Tour de France 2018: o futuro é agora

Davide NevesJulho 3, 20184min0
O "La crème de la crème" do ciclismo jovem está no Tour de France! Os melhores jovens sub-25, no Fair Play!

Todos os anos, corredores das mais variadas idades lutam pelos objetivos impostos pelas suas equipas. Tenham eles 21 (Bernal ou Gaudu) ou 40 anos (caso de Pelizotti ou Hayman), cada um desempenha o seu papel no pelotão. Mas, como é normal, existem sempre as jovens promessas que despontam todos os anos e que vêem o Tour como a montra para exibirem todo o seu potencial. Assim, o Fair Play juntou uma lista generosa de ciclistas, todos com menos de 25 anos.

Fernando Gavíria (23 anos)

O Furacão Gavíria em estreia no Le Tour.
(Foto: AS Colombia)

É um dos ciclistas pelo qual se aguarda mais. O fabuloso Giro d’Italia de 2017 elevou muito as expetativas em torno deste sprinter colombiano. Num país mais famoso pelos homens de montanha, pode ser um sprinter a dar grandes alegrias neste Tour. A Quick-Step deposita todas as esperanças nele, que se assumiu como um dos melhores do mundo. Sagan que se cuide…

Bob Jungels (25 anos)

Já ouvimos falar deste luxemburguês à muito. Brilhou intensamente nas últimas edições do Giro e chega finalmente ao Tour como co-líder da equipa, lado a lado com o grande amigo Julian Alaphillippe (tem um ano a mais para entrar nesta lista). É perito em contrarrelógio, tem desempenhos acima da média em alta montanha e dá-se muito bem na luta com os grandes nomes da geral. Já foi líder do Giro e pode muito bem andar de camisola amarela durante o mês de Julho.

Tiesj Benoot (24 anos)

Uma das várias promessas belgas. É o líder da Lotto-Soudal para a geral. A etapa 9, ou etapa Paris-Roubaix, pode beneficiar muito este jovem. Terá como objetivo realista a luta pela camisola da juventude e uma possível intrusão no top-10.

Egan Bernal (21 anos)

O ciclista mais jovem do pelotão inserido na equipa mais poderosa do mundo. Trabalhará, obviamente, para Chris Froome, mas não o impede de se destacar por ele próprio.

David Gaudu (21 anos)

É o homem da geral para a Groupama-FDJ, que não conta com Thibaut Pinot. Grande peso para um jovem de 21 anos, que já deu muito que falar na sua curta carreira. A observar com muita atenção.

Gianni Moscon (24 anos)

Mais uma locomotiva do comboio azul da Sky. Um verdadeiro all-rounder, sem medo de assumir a frente da corrida para levar o seu líder à vitória. Será um grande trunfo para Froome na etapa Roubaix.

Pierre Latour (24 anos)

Uma das grandes esperanças francesas. Estará neste Tour como uma sombra de Romain Bardet, mas poderá brilhar se, porventura, ganhar a camisola de melhor trepador.

Guillaume Martin (25 anos)

o que esperar de Martin no Tour? Será que o vemos de camisola amarela?
(Foto: © PHOTOPQR/OUEST)

O mais desconhecido deste grupo. Tentará brilhar o máximo neste ano que pode ser o de afirmação. Um bom trepador que fez pódio numa etapa do Tour 2017. As aspirações da Wanty estão com ele.

Christophe Laporte/Lilian Calmejane (25 anos)

Dois ciclistas franceses com uma ascensão notável, irão tentar ao máximo vencer etapas para as suas equipas (Cofidis e Direct Energie, respetivamente).

Adam Yates (25 anos)

Os irmãos Yates: um pulverizou a concorrência do Giro (até ser pulverizado) – o outro vai lutar pelo Tour.

É, desta lista, o único nome dado como favorito para poder vencer o Tour. A Michelton-Scott está construída à volta dele (Damien Howson, também de 25 anos, é um dos escolhidos). Irá ter em Mikel Nieve um poderoso guarda-costas. Será capaz de fazer o que o irmão não conseguiu no Giro?

 

É de realçar, ainda, nomes como os de Stefan Kung, Marc Soler ou Rick Zabel (todos com 24 anos), bem como Magnus Cort Nielsen ou Dylan Groenewegen (com 25 anos). Muito talento, muito futuro, muito Le Tour de France!


Entre na discussão


Quem somos

É com Fair Play que pretendemos trazer uma diversificada panóplia de assuntos e temas. A análise ao detalhe que definiu o jogo; a perspectiva histórica que faz sentido enquadrar; a equipa que tacticamente tem subjugado os seus concorrentes; a individualidade que teima em não deixar de brilhar – é tudo disso que é feito o Fair Play. Que o leitor poderá e deverá não só ler e acompanhar, mas dele participar, através do comentário, fomentando, assim, ainda mais o debate e a partilha.


CONTACTE-NOS



newsletter