Dubai Tour – La crème de la crème do sprint mundial!

Diogo PiscoFevereiro 11, 20183min0

Dubai Tour – La crème de la crème do sprint mundial!

Diogo PiscoFevereiro 11, 20183min0
Perante a “nata” do sprint mundial, Elia Vivani foi rei.

Perante uma grande lista de sprinters que garantia espetáculo para os metros finais de cada etapa, Elia Viviani (Quick-Step) reclamou a classificação geral, a classificação por pontos, duas vitórias em etapas e foi o rei do Dubai Tour.

O jovem Magnus Cort Nielsen, agora na Astana, apareceu em grande forma ficando em segundo da geral, segundo da classificação por pontos e também duas vezes em segundo em duas etapas, e Sonny Colbrelli (Bahrain) foi terceiro e venceu a etapa mais complicada das cinco.

Por etapa

Na primeira etapa, Dylan Groenewegen (LottoNL-Jumbo) entrou nos metros finais cercado pelos comboios da Katusha e da Quick-Step. O holandês precisou apenas de um lançador, que rompeu as fileiras que o rodeavam com um esticão e lançou o sprint final, surpreendendo os adversários. Na luta com Magnus Cort Nielsen (2º), não houve espaço entre o vencedor e as barreiras para Viviani (3º), e Groenewegen venceu a etapa.

Segundo dia, segundo sprint. Desta feita não houve espaço para grandes comboios, com os sprinters a entrarem nos metros finais cada um por si. Viviani foi superior e nem o facto de ter furado dentro dos 25 quilómetros finais o impediu de levantar os braços em dia de aniversário. Fecharam o pódio Groenewegen (2º) e Riccardo Minali (Astana) (3º).

O regresso de Cavendish

Um regresso às vitórias de um grande nome é sempre um acontecimento de referência. Mas o regresso às vitórias de um dos maiores sprinters de sempre e logo perante a maioria dos que vão ser os seus adversários ao longo da época, foi razão para badalar o mundo do ciclismo. Foi ao terceiro dia que em boa hora apareceu Mark Cavendish (Dimension Data) para vencer a terceira etapa do Dubai Tour. Um posicionamento e uma leitura fantástica dos 500 metros finais superiorizaram Cavendish a Nacer Bouhanni (2º), da Cofidis, e Marcel Kittel (3º), pela Katusha.

Welcome back Sir! (Foto: Tim de Waele/TDWSport.com)

A quarta etapa, com chegada em Hatta Dam, revelava a chegada mais complicada dos cinco dias no Dubai. Esperava-se que aqui pudesse surgir outro tipo de nomes nos metros finais ou outro tipo de abordagem tática, sendo que este seria o dia mais importante para decidir a classificação geral final. No entanto, a chegada era completamente acessível a sprinters mais versáteis e o pelotão trabalhou bastante para conseguir levar a decisão para a linha da meta entre os homens mais explosivos. O jovem de 19 anos Brandon McNulty (Rally Cycling) foi o resistente da fuga do dia, a quem o pelotão a consentiu demasiado tempo, e fez pensar que era possível vencer quando entrou sozinho nos metros finais. No entanto com a corrida lançada após o trabalho para alcançar o homem da frente, McNulty foi devorado por um grande sprint de Sonny Colbrelli que alcançou uma grande vitória. Magnus Cort Nielsen voltou a ficar em segundo e Timo Roosen, da LottoNL-Jumbo, apareceu para fechar o pódio.

Com mais uma chegada ao sprint prevista para a última etapa, a discussão da geral estava em aberto para os três primeiros. Uma queda na ultima curva acabou por abrir um espaço entre os sprinters e os lançadores. Viviani beneficiou de um bom posicionamento e do trabalho do colega de equipa, Fabio Sabatini, para o levar ao grupo da frente e deixar o grande vencedor desta corrida em posição perfeita para sprintar e sagrar-se vencedor absoluto da competição. Na memória ficou a imagem da cara de sofrimento de Kittel, que não teve pernas para tirar partido do trabalho da sua antiga equipa e discutir a vitória par a par com o italiano. Fecharam o pódio Marco Haller, pela Katusha, e Adam Blythe, da Aqua Blue Sport.

 

 


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