24 Mai, 2018

Ciclismo – 10 clássicas que não pode perder em 2018

Davide NevesJaneiro 2, 20185min0

Ciclismo – 10 clássicas que não pode perder em 2018

Davide NevesJaneiro 2, 20185min0
As melhores provas de um dia, ordenadas cronologicamente pelo Fair Play, a abrir a época 2018 do Ciclismo.

Feliz Ano Novo! Com a entrada no novo ano, o Fair Play escolhe 10 clássicas do ciclismo (ordenadas cronologicamente) onde as emoções são garantidas, o espetáculo é certo e onde haverá sempre um vencedor. Eis então as 10 provas que não pode perder em 2018.

1- Milano-Sanremo (17/03)

O primeiro monumento da época. Uma prova sempre exigente, que coloca o pelotão sempre no limite dos esforços. Na próxima época o destaque irá para Peter Sagan. O campeão do mundo nunca venceu a Milano-Sanremo, e 2018 pode ser um bom ano para o conseguir. Destaque também, como sempre, para alguns ciclistas que já venceram a prova e que a querem vencer novamente, como é o caso de Kwiatkowski, Démare ou Kristoff, com Kittel, Greipel, Michael Matthews ou Julian Alaphillippe de olhos postos numa possível vitória.

2- Ronde van Vlaanderen – Tour des Flandres (01/04)

O segundo monumento do ano coincide com o Domingo de Páscoa, dia perfeito para ficar em casa a ver ciclismo! A passagem pela região da Flandres é sempre uma das mais entusiasmantes para os amantes deste desporto, devido ao percurso acidentado e ao tipo de terreno por onde os ciclistas passam. Assim, ciclistas como Peter Sagan, Greg van Avermaet ou o vencedor do ano passado, Phillippe Gilbert tudo farão para se sagrarem vencedores.

3- Paris-Roubaix (08/04)

van Avermaet levanta os braços em Roubaix. (Foto: ASO)

O inferno do Norte. A clássica das clássicas. O derradeiro desafio ao ciclista. O Paris-Roubaix é sempre palco de espetáculo e de emoções muito fortes. O terreno muito acidentado, com as dezenas de sector de pavê e sterrato fazem sempre desta prova uma das mais aguardadas no desporto. No ano passado, assistimos à despedida de uma lenda neste monumento: Tom Boonen “encostou” a bicicleta e despediu-se de uma carreira recheada de conquistas. Só nesta prova foram 4 vitórias. Greg van Avermaet, o nosso Deus dos Olimpos, venceu aqui, num ano fantástico para o belga. Quem se seguirá?

4- Amstel Gold Race (15/04)

A Amtel Gold Race marca o início da semana da Clássica das Ardenas. Naquela que é, porventura a menos famosa das três, o pelotão internacional luta pela vitória nas pequenas colinas que marcam o percurso. Em 2017, venceu Phillippe Gilbert, que está apenas a uma vitória na prova de igualar Jan Raas, que venceu aqui por 5 ocasiões. Outro ciclista em destaque aqui é Michal Kwiatkowski: o polaco venceu esta prova em 2015, e fez segundo no ano passado. Muitos motivos para ver a Semana das Ardenas, a começar pela Amstel.

5- La Flèche Valver… Wallonne (18/04)

O penta de Valverde no Mur de Huy.
(Foto: Le Parisien)

A segunda das três provas das Ardenas. Esta aqui tem sempre um protagonista muito especial: Alejandro Valverde. O espanhol da Movistar é dono e senhor desta prova: 5 vitórias (o melhor de sempre), sendo que 4 delas foram consecutivas, nas últimas quatro edições da prova (2014 a 2017). O Mur de Huy é foco de atracção: pequeno mas muito duro, e encaixa na perfeição nas características de ciclistas de clássicas como Daniel Martin ou o próprio Michal Kwiatkowski.

6- Liège-Bastogne-Liège (22/04)

Mais um monumento, a finalizar a semana das Ardenas. Aqui Valverde também manda: venceu no ano passado, em 2015, e perfaz um total de 4 vitórias nesta clássica, apenas atrás do mítico Eddy Merckx. Prova muito dura e que exige um nível elevado no final. Os favoritos serão sempre os mesmos: Valverde, “Kwia” ou Dan Martin, bem como Alaphillippe ou Ion Izagirre.

7- Clássica de San Sebástian (04/08)

No rescaldo do Tour temos a Clássica de San Sebástian, realizado na província basca da nossa vizinha Espanha. E, pela terceira clássica consecutiva, Valverde também reina por aqui: 2 vitórias e mais 4 presenças no pódio, ficando à frente Luís Leon Sanchéz e Laurent Jalabert, ambos com duas vitórias mas com menos presenças nos melhores três da prova.

8- Clássicas do Canadá (07 e 09 de setembro)

A vitória de Rui Costa em Montréal, então pela Movistar.
(Foto: Lyne Lamoreux)

Bem recentes no calendário mundial, tornaram-se desde logo bem apetecíveis para a grande maioria dos ciclistas. Com apenas 8 edições, apresentam vencedores com muito palmarés por trás. A Clássica do Quebéc tem como líderes da tabela de vencedores Peter Sagan e Simon Gerrans, ambos com duas vitórias – Sagan venceu as últimas duas edições. Já a Clássica de Montréal tem 8 vencedores diferentes: Peter Sagan, Diego Ulissi, Tim Wellens, Greg van Avermaet, Robert Gesink, Lars Nordhaugh e Simon Gerrans, bem como a vitória em 2011 de Rui Costa.

9- Milano-Torino (10/10)

É a única clássica aqui presente que não faz parte do calendário World Tour. Esta prova, que caminha para a centésima edição (será para o ano), apresenta sempre um pelotão recheado de estrelas: entre os últimos vencedores encontram-se Rigoberto Uran, Miguel Angel López, Diego Rosa, Diego Ulissi ou Alberto Contador. Sendo uns dias antes da Il Lombardia, abre o apetite para o último monumento da época.

10- Il Lombardia (13/10)

O último monumento. A classe e a dureza italiana numa prova. Os vencedores tem sido muitos, mas Fausto Coppi é rei e senhor da prova, com cinco vitórias. Nos últimos anos, Nibali, Joaquim Rodriguez e Philippe Gilbert venceram por duas vezes esta prova. A melhor forma de terminar a época de ciclismo!


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