Beach Soccer Stars 2021: os vencedores esperados e… inesperados

Tiago PelicanoNovembro 21, 20215min0

Beach Soccer Stars 2021: os vencedores esperados e… inesperados

Tiago PelicanoNovembro 21, 20215min0
Quem foram os vencedores dos prémios do Beach Soccer Stars 2021? Fica a saber neste artigo de Tiago Pelicano, que reviu todo a gala

No passado dia 6 de Novembro, no Dubai, decorreu a gala da Beach Soccer World Wide, mais conhecida por Beach Soccer Stars, que determinou os prémios individuais da modalidade e o melhor 5. Passando em revisão a gala, o prémio de melhor treinador foi entregue ao selecionador russo, Mikhail Likhachev. Recorde-se que o timoneiro russo liderou a seleção do seu país na conquista do mundial 2021, disputado em “casa”. Fica ainda a injusta exclusão, no meu parecer, do nosso selecionador Mário Narciso do lote de 3 finalistas ao prémio, tendo conquistado a Liga Europeia por Portugal em Setembro passado.

O prémio de melhor jogadora do mundo 2021 foi atribuído à inglesa Molly Clark, ela que foi peça chave na conquista da Euro Beach Soccer Cup e do 2º lugar na Euro Beach Soccer League por parte da seleção inglesa.

O prémio de melhor guarda-redes do mundo 2021 foi atribuído ao suíço Eliott Mounoud, ele que se destaca pelo seu jogo de pés, fazendo inveja a muito jogadores “de campo”, que continua a ser sem dúvida o organizador de jogo da equipa suíça mesmo com a nova regra em que o guarda-redes só pode ter a bola 4s atrás da linha do meio campo. Ajudou a levar a sua seleção ao pódio após repescagem para o Campeonato do Mundo na Rússia.

O melhor golo foi atribuído ao moldavo Nicolae Ignat, o golo aconteceu na EBSL Fase Regular frente à Estónia, após um mau passe do jogador estónio, Ignat com um pontapé de baliza a baliza acaba por fazer um chapéu ao guarda-redes adversário. Foi sem dúvida um excelente golo, mas na minha opinião existiram outros golos com maior intenção e com gestos técnicos de maior dificuldade, como por exemplo, o golo de Silveira (EUA) no campeonato do mundo na Rússia contra o Japão, que efetua uma bicicleta da linha lateral ao angulo do lado oposto da baliza japonesa.

O prémio de Rising Star foi para o senegalês Raoul Mendy (com toda a justiça), o pilar da seleção senegalesa foi sem dúvida a maior revelação do ano, com um físico impressionante e uma capacidade de jogar vários minutos consecutivos faz dele um jogador a acompanhar no futuro próximo, fez um excelente mundial e ainda foi preponderante na conquista da CAF Beach Soccer African Cup of Nations.

O Mundial 2021 na Rússia foi considerado o melhor evento e destacar as instalações desportivas para a prática de futebol praia na Rússia, que apostou forte na modalidade à uns anos, construindo pavilhões para se continuar a jogar a modalidade durante o inverno e ainda com várias equipas já com escalões de formação como é o exemplo do Spartak Moscovo.

Abordamos agora a Dream Team 2021 onde, a meu ver, começa o maior escândalo do futebol de praia desde que estou por dentro da modalidade… O 5 escolhido foi Eliott Mounoud (Gr), Ozu Moreia, Diogo Catarino, Filip Borer e Bê Martins. Note-se que não estou a colocar em dúvida a qualidade dos jogadores escolhidos, isso nunca estará em causa, mas sim a decisão de deixar de fora Leo Martins, que até foi finalista ao prémio de melhor do Mundo 2021. Uma decisão controversa, sem explicação e que fez levantar alguma questões no fim da gala.

Finalmente, o prémio de melhor do Mundo 2021 foi entregue ao japonês Ozu Moreira, ele que liderou a sua seleção à final do mundial, tendo sido aí derrotado pelos anfitriões. Na corrida ao prémio venceu Filip Borer (SUI) e o português, Léo Martins.

Novamente, tenho de deixar claro que a qualidade dos jogadores não está em causa, nem nunca estará, estamos a falar dos melhores intervenientes da modalidade com muitos anos de areia e palcos internacionais. No entanto, é incompreensível, segundo a minha visão e analise da época, que o prémio não seja atribuído a Leo Martins, protagonista de uma época fantástica em termos individuais e com números muito acima dos 3 candidatos finalistas. Quando os números demonstram que deveria ter sido vencedor causa um impacto maior na decisão e, principalmente, maior é a revolta em face da sua ausência da Dream Team.

Nota de destaque também para os russos que, apesar de terem sido campeões do mundo, não conseguiram eleger nenhum dos seus atletas para o lote de finalistas do prémio, nem mesmo para a melhor equipa do ano. Deixar obviamente os parabéns aos vencedores dos prémios. Apesar de sentir a injustiça de que Leo Martins deveria ser atual melhor jogador do Mundo, pretendo reforçar mais uma vez que, vença quem vencer, o prémio será sempre bem entregue, pois nenhum dos selecionados da shortlist e nenhum dos finalistas ao prémio tem falta de “pezinhos”: todos são, sem duvida, atletas de excelência e que elevam a modalidade com o seu profissionalismo.

Certamente que iremos voltar a ver nomes portugueses a discutir este prémio porque qualidade não nos falta. Portugal apresenta diversos candidatos a vencer este prémio e, mais ano menos ano, voltaremos a ter o melhor do mundo na modalidade de futebol de praia.


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