A Reta Final do Mundial de Ralis 2018

Francisco da SilvaOutubro 20, 20183min0

A Reta Final do Mundial de Ralis 2018

Francisco da SilvaOutubro 20, 20183min0
A somente duas provas de terminar a temporada, o Mundial de Ralis ainda continua por consagrar o melhor piloto e o melhor construtor. Fica a par das contas do campeonato de uma das competições automobilísticas mais apaixonante.

Até ao momento, Thierry Neuville, Sébastien Ogier e Ott Tänak disputam intensamente o trono da classificação individual de pilotos, prometendo lutar na Catalunha e na Austrália por um lugar na história da competição, especialmente o piloto belga da Hyundai e o piloto estónio da Toyota que nunca se sagraram campeões na principal competição de ralis. Sébastien Ogier, pentacampeão e atual detentor do título, venceu com alguma fortuna a última prova disputada no País de Gales e voltou a sonhar com a revalidação do trono. Após 3 vitórias consecutivas na Finlândia, Alemanha e Turquia, Ott Tänak liderava também o rali britânico mas um problema mecânico atirou o homem da Toyota para fora da prova, impossibilitando a reaproximação de Tänak na tabela classificativa ao duo francófono. Depois de um fim de semana discreto em que terminou no 5º lugar, Thierry Neuville tem agora apenas 7 pontos de vantagem em relação a Sébastien Ogier. Já Tänak terá que arriscar tudo nas duas últimas provas pois está a 21 pontos de distância do líder da competição.

Tanto no Rali da Catalunha como no Rali da Austrália o principal favorito será Sébastien Ogier. Nos últimos 5 anos, o piloto francês venceu 3 vezes na Catalunha (2013, 2014 e 2016) e 3 vezes na Austrália (2013, 2014 e 2015), enquanto Thierry Neuville somente venceu na Austrália em 2017. Tudo somado, Ogier aponta ao hexacampeonato, Neuville terá que lutar ferozmente pela manutenção da liderança, enquanto Tänak é o outsider e aquele que menos tem a perder, como tal, não irá de todo ser uma surpresa se virmos o estónio dar espetáculo nestes dois últimos ralis.

Sébastien Ogier, o principal favorito a conquistar o título | Fonte: Autosport

Menos equilibradas parecem estar as contas do mundial de construtores. A favorita Hyundai tem padecido com a regularidade modesta de Andreas Mikkelsen pois em 11 provas, o piloto norueguês terminou sem graves problemas 8, contudo, somente na Suécia o nórdico subiu ao pódio (3º lugar). Para piorar a situação, os pilotos mais experientes Dani Sordo e Hayden Paddon têm participado pontualmente no Mundial de Ralis, o que lhes retira algum ritmo competitivo. Já a M-Sport vive muito daquilo que Sébastien Ogier consegue extrair do Ford Fiesta WRC, uma vez que Teemu Suninen e Elfyn Evans têm tido imensas dificuldades em potenciar o rendimento do carro americano. A maior deceção é sem grande margem para dúvidas a formação da Citroën que, além de não ter um C3 WRC competitivo, sofre com a falta de um piloto principal de craveira. O piloto da Citroën com mais pontos encontra-se no 8º posto da tabela classificativa, Craig Breen, um resultado muitíssimo medíocre para o construtor com mais vitórias na história do Mundial de Ralis. Por último, uma palavra em especial para a equipa liderada por Tommi Mäkinen, a Toyota. O regresso do construtor nipónico à competição não podia estar a ser mais regular e positivo. Após um ano de adaptação, 2018 tem sido uma temporada de consolidação e crescimento, sobretudo devido à qualidade e regularidade que Ott Tänak proporcionou à Toyota.

Até ao momento, o fabricante japonês lidera o mundial de construtores com 20 pontos de vantagem sobre a Hyundai e 44 sobre a M-Sport. Fruto de uma tripla de pilotos de altíssimo nível, Tänak-Latvala-Lappi, a Toyota parte em vantagem e confortável para as duas últimas provas e, mantendo a cadência exibida nos últimos 3 meses, dificilmente o construtor da província de Aichi não conquistará o seu quarto título coletivo.

Tommi Mäkinen, o finlandês que lidera a Toyota | Fonte: Yle

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