Arranca uma histórica Diamond League parte. 1

Pedro PiresAbril 28, 20194min0

Arranca uma histórica Diamond League parte. 1

Pedro PiresAbril 28, 20194min0
A 1ª parte de antevisão da Diamond League 2019: o modelo, as novidades e o futuro e muito mais nesta parceria com o Planeta do Atletismo!

Arranca nesta sexta-feira mais uma temporada da mais importante competição global anual de Atletismo, que na sua 10ª edição assume especial importância.

Em 2018 foi na Diamond League que o mundo assistiu a algumas das principais performances de Atletismo. 2018 foi um daqueles anos que no Atletismo só existe uma vez a cada 4 anos, em que não existe nenhuma competição global – Mundiais e Jogos Olímpicos – e como tal a Diamond League seria a principal montra a nível mundial, embora outras competições, como os Europeus de Berlim, tenham também produzido excelentes resultados a nível continental. No entanto, em 2019, o cenário será diferente.

Em 2018, pudemos assistir ao recorde mundial de Beatrice Chepkoech nos 3.000 Obstáculos

2019 será sempre marcado pelos Mundiais de Doha que se realizam no final da temporada. Esse será o ponto alto da época atlética, mas é bom salientar que muito do que se vai passar nesses Campeonatos, começa a ser desenhado aqui neste circuito.

De forma direta, é fácil constatar que os vencedores da edição deste ano da Diamond League terão acesso direto aos Mundiais do final do ano, pelo que esse é um incentivo extra da competição a cada dois anos. De forma indireta, é na Diamond League que as principais rivalidades mundiais serão construídas e/ou irão crescer ao longo do ano. Este ano contará ainda com atrativos extra, uma vez que muitas das jovens promessas da atualidade – já vos dissemos que este é um dos mais excitantes momentos da história no que diz respeito a jovens promessas?! – terão a sua estreia no circuito internacional nesta edição da Liga Diamante (nome em português).

Formato: 12 meetings pelo mundo fora, com mais 2 dias de finais (Zurique e Bruxelas), com disciplinas específicas para cada meeting. Existe uma pontuação por lugar e prémios monetários para todos os primeiros 8 lugares de cada meeting. A qualificação para a final é atingida pelos 8/12 atletas com melhores pontuação no somatórios dos meetings de cada disciplina. O atleta que vencer a final, vence o “Troféu Diamante”, 50.000 USD e recebe um wild card para os Mundiais.

Foto: IAAF
Foto: IAAF

A última edição do atual formato: Ameaças e Oportunidades

A IAAF anunciou no passado mês de Março uma série de alterações à competição que não agradaram à grande maioria dos fãs, atletas e agentes implicados. Com a justificação de procurar um formato mais adequado “às gerações mais jovens” que procuram “maior entretenimento” e de “forma mais rápida”, a IAAF anunciou que, a partir do próximo ano, 8 (!) disciplinas (4 no masculino, 4 no feminino) irão cair e não farão mais parte da competição (disciplinas a rever anualmente). Adicionalmente anunciou ainda que não veremos mais provas de 5.000 metros nos eventos pontuáveis e na hora e meia que passarão a ter as transmissões televisivas (até este ano eram/são 2 horas), sendo substituídas por provas de apenas 3.000 (até ao momento é um misto de 3.000 e 5.000, com a final sempre a serem 5.000).

Foto: IAAF

A IAAF decidiu acabar com os 5.000 na competição, mesmo após uma prova louca em Bruxelas no verão passado, em que Barega tornou-se no 4º mais rápido de sempre…

Estas polémicas alterações irão fazer com que muitas das estrelas percam o seu maior auditório mundial, o que poderá, ainda assim, ser uma oportunidade para todos os outros meetings a nível mundial que poderão aumentar de qualidade (fica a questão: será que televisões de países como Portugal se passarão a interessar pelos meetings que formam o circuito da IAAF World Challenge, por exemplo?). O assunto fez, faz e ainda fará correr muito mais tinta no dia em que forem anunciadas quais as disciplinas a serem cortadas, mas parece que a decisão da IAAF é mesmo irrevogável.

Esta será assim a última grande oportunidade para algumas estrelas brilharem nesta competição e provarem que as suas disciplinas podem ser tão espetaculares quanto as outras e que merecem um lugar na competição de pista anual que maior Prize Money tem. Acresce ainda que está será a última edição com 14 meetings (atualmente são 12+2 finais), uma vez que a partir do próximo ano haverá apenas 13 meetings (uma final apenas), o que fará com que os meetings se esmerem também para manter a sua posição na competição e não descerem de nível.


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