CFL Combine 2019: Talento europeu brilha no Canadá

Miguel Veloso MartinsMarço 30, 20193min0

CFL Combine 2019: Talento europeu brilha no Canadá

Miguel Veloso MartinsMarço 30, 20193min0
Com a NFL a aguardar o Draft de 2019, olhamos para a CFL num momento de mudança para a liga canadiana. O Combine de 2019 abriu pela primeira vez as portas a atletas europeus, trazendo consigo o potencial de ajudar a CFL numa nova expansão mundial.

A Canadian Football League (CFL) sempre foi a melhor liga de gridiron football (termo para referir a todas modalidades relacionadas com o futebol americano) atrás apenas da NFL, mas algo mudou esta temporada. O comissário da liga Randy Ambrosie apresentou uma nova proposta, uma “CFL 2.0”. O plano desta CFL 2.0 era abrir a liga a um mercado internacional. A competição começou por fazer um acordo de parceria com a liga profissional mexicana Liga de Fútbol Americano, criando um combine e draft para trazer novos atletas mexicanos para a CFL.

Rapidamente o plano expandiu-se para a Europa, onde as federações da Alemanha, França, Áustria, Itália, Suécia, Finlândia, Dinamarca e Noruega se juntaram à iniciativa. Os 18 melhores jogadores europeus foram chamados a participar no CFL Combine 2019 que decorreu entre 22 e 24 de Março.

Sem dúvida houveram alguns momentos altos e baixos para os atletas europeus, mas ao todo a iniciativa deve ser considerada um enorme sucesso para a CFL. Quais foram as posições dominantes deste lote de jogadores é um tema polarizante entre os lideres da liga. Para Brock Sunderland, general manager dos Edmonton Eskimos, os wide receivers são o grupo em destaque. Sunderland afirma que, sem informação prévia, seria difícil distinguir se alguns dos WRs europeus teriam experiência nas ligas universitárias canadianas ou não.

Por outro lado, Kyle Walters, GM dos Winnipeg Blue Bombers, acredita que os melhores jogadores estão nas “trincheiras”. Walters diz que encontraram melhores jogadores de maior estatura do que no México, onde WRs e kickers dominaram o combine e draft.

As discussões podem continuar, mas algo é óbvio: os jogadores internacionais estão prontos para competir contra os canadianos e, pelo menos, integrar as Special Teams da maioria dos planteis da CFL. Apesar de tudo isto, evolução é claramente necessária para garantir o futuro e sucesso da CFL 2.0.

Grande parte do plano de Ambrosie está nas sidelines e no talento que ainda não está em campo. O Combine gerou enorme interesse por parte dos medias de diversos países, uma primeira vez para a CFL. Este interesse gerado vai permitir maior procura não só pela CFL (o que tratará dinheiro para a liga), mas pela modalidade em geral. A maioria destes jogadores não serão bem-sucedidos na liga ou não serão mais do que suplentes, mas a CFL está a olhar para o futuro. Estes jogadores vão ser exemplos para jovens jogadores por todo o mundo. Provas de que é possível ter uma carreira num desporto que não é tão popular como outros.

A liga pretende também ajudar a desenvolver novos talentos, que vão crescer a ver estes jogadores. Campos de treinos, visitas de jogadores e treinadores profissionais, melhores apoios às federações internacionais, entre outras estratégias que a liga canadiana poderá utilizar para plantar a sua influência na modalidade. Apenas o futuro dirá o quão importante a CFL será para o futebol americano (ou, quem sabe, canadiano) pelo mundo.


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