Zanetti e o Zapatistas: Exército Zapatista de Libertação Nacional e a ajuda nerazzurri

João FreitasJulho 2, 20192min0

Zanetti e o Zapatistas: Exército Zapatista de Libertação Nacional e a ajuda nerazzurri

João FreitasJulho 2, 20192min0
Uma história no mínimo peculiar mas com um impacto político total que envolveu Zanetti, Inter de Milão e os Zapatistas. Um relembrar desta história intensa!

A 1 de Janeiro 1994 o estado mexicano de Chiapas revolta-se contra o Governo Mexicano. Os motivos que levaram a que o Exercito Zapatista de Libertação Nacional (EZLN) se insurgisse-se estavam relacionados com a entrada em vigor do NAFTA –um tratado de Livre Comércio assinado entre o México, EUA e Canadá.

Esse tratado impunha uma neoliberalização e privatização de sectores chaves da economia mexicana, sendo nas palavras do Subcomandante Marcos (Líder Guerrilheiro Zapatista) uma “sentença de morte sobre os pobres mexicanos e os povos indígenas”. O lema da EZLN era “para todos todo, para nosostros nada”.

Apesar de os conflitos armados entre Zapatistas e o governo mexicano terem baixado de tom em 1995, na região de Chiapas mais de 400,000 pessoas continuam a viver sob os princípios da autogestão e cooperação.

Mas que ligação existe entre a EZLN e o futebol? Para além da sua paixão gigante pelo jogo – chegaram inclusivamente a criar a sua seleção e disputar jogos em territórios nos quais tem apoiantes pelo México – em 2005 chegou à sede do Inter de Milão uma carta assinada pelo Subcomandante Marcos. Nessa carta, o líder zapatista pedia ao clube milanês se este podia-lhe enviar bolas de futebol e algum material desportivo, pois o pouco que tinha havia sido destruído num raide militar do exercito mexicano.

O Inter não só enviou o material pedido como, por pressão do capitão Javier Zanetti e de Esteban Cambiasso, todo o dinheiro que os jogadores do Inter haviam pago por multas (de atraso aos treinos, mau comportamento, etc.) fosse enviado para os Zapatistas ,com o intuito de estes construírem um hospital e uma escola.

Zanetti chegou a enviar a sua mítica camisola numero 4 e escreveu uma carta ao Subcomandante Marcos na qual dizia:

“Como vocês acredito num mundo melhor, um mundo não-globalizado, enriquecido pelas nossas diferenças culturais e pelos costumes de todos os povos. É por isso que nós vos queremos apoiar nesta luta, pelas vossas raízes e pelos vossos ideais”.

Foto: Getty Images

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