De Rooney a Zlatan. O melhor XI da edição de 2018 da MLS

Diogo MatosDezembro 30, 20186min0

De Rooney a Zlatan. O melhor XI da edição de 2018 da MLS

Diogo MatosDezembro 30, 20186min0
Finalizada a edição de 2018 da MLS, o Fair Play e a MLS Portugal apresentam-lhe o melhor XI da prova, que conta com jogadores como Almirón e Martínez.

A edição de 2018 da Major League Soccer consagrou os Atlanta United como os novos campeões da competição, mas, no plano individual, houve outros destaques para além dos jogadores do conjunto do estado da Geórgia. No rescaldo da prova, o Fair Play e a MLS Portugal dão-lhe o melhor XI da última temporada na MLS.

Zack Steffen

Na sua segunda temporada como titular absoluto dos Columbus Crew, Zack Steffen confirmou todos os predicados que vinha evidenciando e foi considerado o melhor guarda-redes da temporada. Apesar de sua elevada estatura (1,90 m), o guardião de 23 anos apresenta reflexos muito interessantes, sendo também a capacidade de liderança uma das suas maiores qualidades. O ano de 2018 terminou da melhor forma para Steffen, tendo o internacional norte-americano sido transferido para o Manchester City.

Aaron Long

Depois de passagens muito discretas por Portland e Seattle, Aaron Long chegou a New York e, após um ano de adaptação, “explodiu”. Utilizado nos 38 jogos que os New York Red Bulls disputaram em 2018 na Major League Soccer, o central foi um dos elementos que mais contribuiu para o facto de o conjunto nova-iorquino ter sido a melhor defesa do campeonato. A juntar à boa prestação defensiva, o jogador de 26 anos que começa a ser seguido por emblemas europeus ainda apontou três golos.

Michael Parkhust

Temporada de sonho a abrilhantar uma carreira já por si bastante interessante. Aos 34 anos, e depois de passagens pelos New England Revolution e pelos Columbus Crew, Michael Parkhust conquistou o seu primeiro título de campeão da MLS ao serviço dos Atlanta United. Discreto e taticamente irrepreensível, o internacional norte-americano mostrou que a idade ainda é um posto e foi uma das peças mais importantes para o sucesso dos Atlanta United.

Larrys Mabiala

Chegado à Major League Soccer a meio da temporada passada, Larrys Mabiala assumiu-se como o verdadeiro patrão da defesa dos Portland Timbers no ano de 2018. Central com vasta experiência no futebol europeu, Mabiala contribuiu de forma bastante efetiva para a chegada dos Timbers à final da competição. Forte no jogo aéreo, o congolês de 31 anos terminou a época com cinco golos em 35 partidas.

Michael Parkhust sagrou-se campeão da MLS pela primeira vez na carreira (Fonte: Atlanta United)

Tyler Adams

Quem vê Tyler Adams a jogar tem uma enorme dificuldade em acreditar que o internacional norte-americano tem apenas 19 anos de idade.  Com uma maturidade acima da média, o médio dos New York Red Bulls é a definição perfeita de entrega ao jogo e de inteligência tática. É o protótipo de jogador com o qual todos os treinadores gostariam de poder contar e a sua transferência para a Europa, nomeadamente para o Leipzig, parece inevitável. Alinhou em 31 jogos em 2018.

Ignacio Piatti

A idade parece não passar para Ignacio Piatti. Aos 33 anos, o jogador argentino dos Montreal Impact vem mostrando um nível de jogo altíssimo desde que chegou à MLS (2014). Dono de um pé direito bastante dotado, Piatti faz da capacidade de drible, da capacidade de finalização e da visão de jogo as suas melhores características. Apontou 16 golos em 32 jogos na temporada que agora finda.

Miguel Almirón

Com todo o respeito que a Major League Socccer merece, é um “crime” um jogador como Miguel Almirón não estar a jogar na Europa. Rapidíssimo com a bola controlada, dono de um pé esquerdo letal e com uma visão de jogo perfeita, o paraguaio foi uma constante ameaça para as defesas adversárias e o complemento ideal para Josef Martínez. Aos 24 anos, e depois de 13 golos em 37 partidas ao serviço dos Atlanta United, aspira, claramente, a voos superiores.

Wayne Rooney

Entrada em grande do internacional inglês na MLS. Mais do que a qualidade individual que trouxe ao conjunto dos DC United, a maior virtude de Ronney esteve no facto de ter conseguido mobilizar os seus companheiros de equipa de modo a retirar o melhor de cada um (só assim se explica o facto do conjunto de Washington ter passado de último para quarto na Conferência Este depois da chegada de Rooney). Em 20 jogos, o avançado de 33 anos apontou 12 golos.

Wayne Rooney foi decisivo no processo de recuperação dos DC United (Fonte: Sportsnet)

Bradley Wright-Phillips

Começa a tornar-se complicado fazer-se a distinção das temporadas de Bradley Wright-Phillips, isto na medida em que o avançado inglês se apresenta a um nível elevadíssimo desde que chegou aos EUA., em 2013. A juntar às qualidades de finalizador que todos lhe reconhecem, com as saídas de McCarty e Kljestan, o jogador de 33 anos assumiu-se mais como um dos líderes dos New York Red Bulls. Finalizou a temporada com 20 golos em 36 jogos.

Josef Martínez

As palavras são poucas para descrever o que Josef Martínez fez na edição de 2018 da MLS. Totalmente adaptado à realidade da liga, o avançado venezuelano dos Atlanta United terminou a época com 35 golos em 39 partidas. Rápido e com um instinto finalizador fora do comum, o jogador de 25 anos terminou a época sendo eleito o MVP da competição

Zlatan Ibrahimovic

Chegado aos EUA a meio da época, Zlatan Ibrahimovic teve algumas dificuldades de adaptação, mas rapidamente estas foram ultrapassadas e o avançado sueco terminou a temporada com um registo muito interessante de golos (22 golos em 27 partidas). Forte fisicamente e com uma capacidade de finalização fora do comum, se ao sucesso individual conseguir juntar o sucesso coletivo da equipa dos LA Galaxy, o jogador de 37 anos tem tudo para ficar na história da competição.

 

Artigo escrito por Diogo Matos, administrador e fundador da página MLS Portugal.

 


Entre na discussão


Quem somos

É com Fair Play que pretendemos trazer uma diversificada panóplia de assuntos e temas. A análise ao detalhe que definiu o jogo; a perspectiva histórica que faz sentido enquadrar; a equipa que tacticamente tem subjugado os seus concorrentes; a individualidade que teima em não deixar de brilhar – é tudo disso que é feito o Fair Play. Que o leitor poderá e deverá não só ler e acompanhar, mas dele participar, através do comentário, fomentando, assim, ainda mais o debate e a partilha.


CONTACTE-NOS



newsletter