Um gigante adormecido na sombra de Clough

Pedro SousaOutubro 12, 20193min0

Um gigante adormecido na sombra de Clough

Pedro SousaOutubro 12, 20193min0
Brian Clough levou o Nottingham Forest ao topo do futebol europeu, mas desde aí não temos visto sucesso deste clube. Podemos estar perto de voltar a ver?

Pedro Sousa é autor do projeto Bola na Relva e colaborador do Fair Play!


Nottingham Forest é, sem dúvida, um dos clubes ingleses mais mediáticos. Duas Taças dos Campeões Europeus, uma Liga Inglesa, duas Taças de Inglaterra, uma Supertaça Europeia, uma Supertaça Inglesa e quatro Taças da Liga Inglesa fazem do clube do centro de Inglaterra um dos emblemas mais titulados do país, que atualmente atuam no segundo escalão.

O Nottingham Forest continua a ser um histórico inglês, mesmo afastando da Premier (Foto: FLW)

Brian Clough trouxe a glória até Nottingham

Brian Clough e Peter Taylor foram os principais impulsionadores do, na altura, modesto clube inglês. Quando o treinador inglês – que teve bastante sucesso ao serviço do Derby County – conseguiu colocar o Nottingham Forest no principal escalão, subiu de divisão e foi logo campeão. Aliás, o Forest é o clube inglês a conseguir esse feito – subir de divisão e ser, na época seguinte, campeão inglês – sem ter conquistado o título de segunda divisão.

Esta caminhada com Clough começou em 1974/75. O carismático técnico inglês levou duas épocas a subir os Reds. Subiu em terceiro lugar e, na época seguinte, venceu a Liga Inglesa e qualificou o Nottingham para a Taça dos Campeões Europeus. Foi então que o “desconhecido” Forest começou a espantar a Europa do futebol.

Uma história de ouro aos ombros de Clough (Foto: The Northern Echo)

Duas Taças dos Campeões Europeus ganhas consecutivamente fizeram de Brian Clough no treinador inglês com mais sucesso a nível de conquistas. O emblemático técnico deixou o Forest em 1992/93, depois de 19 épocas à frente da equipa. Foram os anos de glória do emblema inglês. Muitas histórias – a final de Munique sem Martin O’Neill, a descontração na Rua Vermelha, em Amesterdão na véspera da 2ª mão da Taça dos Campeões Europeus, entre outras –  pelo meio que mereciam ser contadas, mas vamos falar agora do presente do clube.

Este pode ser o ano do regresso

São 20 anos sem sentir o futebol de primeira divisão. Muito tempo para um clube que chegou a ser o Rei da Europa. Foram muitas épocas a pairar nos escalões secundários e que agora, com Sabri Lamouchi, a esperança parece estar de volta ao clube. O treinador francês está a realizar um bom arranque de temporada – foi nomeado treinador do mês de setembro no Championship (segundo escalão inglês) – e os adeptos acreditam que, para o ano, podem estar a jogar na Premier League. Se, com Brian Clough, o plantel tinha nomes como Trevor Francis, Martin O’Neill, Peter Shilton, John Robertson, entre outros, agora, o Forest tem uma grande participação de atletas lusos.

Podemos estar a assistir ao regresso de um colosso inglês (Foto: Sky Sports)

Tiago Silva – tem sido um dos melhores jogadores da equipa – (ex – CD Feirense), Yuri Ribeiro (ex – SL Benfica), Tobias Figueiredo (ex – Sporting CP) e João Carvalho (ex – SL Benfica) arrancaram muito bem nesta temporada. Na equipa técnica, a presença portuguesa também é destaque. Bruno Baltasar é o braço direito de Lamouchi. São 22 pontos conquistados em 11 jogos e igualdade pontual com o West Brom Albion. Um início prometedor que entusiasma os adeptos. Eu também estou porque era bom ver o Forest nos grandes palcos.


Entre na discussão


Quem somos

É com Fair Play que pretendemos trazer uma diversificada panóplia de assuntos e temas. A análise ao detalhe que definiu o jogo; a perspectiva histórica que faz sentido enquadrar; a equipa que tacticamente tem subjugado os seus concorrentes; a individualidade que teima em não deixar de brilhar – é tudo disso que é feito o Fair Play. Que o leitor poderá e deverá não só ler e acompanhar, mas dele participar, através do comentário, fomentando, assim, ainda mais o debate e a partilha.


CONTACTE-NOS



newsletter