O que ainda há para jogar na Premier League?

João NegreiraAbril 22, 20185min0

O que ainda há para jogar na Premier League?

João NegreiraAbril 22, 20185min0
Com a luta pela manutenção e pela Europa ainda bem acesas, analisamos o que o ainda há por fazer, e o que ainda há para lutar, nesta edição da Premier League.

O artigo pretende analisar o que ainda há por lutar e jogar nesta Premier League. Nesta breve e sistemática análise a esse tema (não falaremos de todos os clubes), passaremos pela luta pelo 2º lugar, pelos lugares da Europa e pela manutenção.

A outra luta dos grandes

Os cityzens desde cedo que se destacaram e que se distanciaram dos seus adversários diretos. A certa altura, ainda com imensas jornadas a faltar jogar, José Mourinho “atirou a toalha ao chão” e afirmou que só lutaria pelo 2º lugar.

A Premier League é considerada por muitos, a Melhor Liga do Mundo, justamente por haver sempre 5/6 equipas a lutar pelo título praticamente até ao fim. É natural que algumas destas equipas vão ficando pelo caminho, mas a priori temos sempre em conta aquelas equipas.

Contudo, não foi isso que aconteceu este ano. A verdadeira luta foi outra; sabendo que seria muito difícil retirar o título ao City, lutar pelo lugar mais alto, pensando também nas competições europeias, foi a verdadeira luta.

Posto isto, referir que a luta por um lugar na fase de grupos da Liga dos Campeões ainda está bem viva, com o campeão de 2016/2017, Chelsea, a 5 pontos do 4º lugar, o Tottenham.

Os spurs podem aproveitar a escorregadela do Liverpool para apanhá-los na tabela, mantendo a chama acesa por um lugar pela Champions League. Quanto ao United, de Mourinho, a 3 pontos do Liverpool, apenas quererão manter o seu lugar.

Mencionar também o Arsenal, que apesar de fazer sempre parte deste lote de equipas, num passado recente, tem vindo a cair cada vez mais. Na temporada transata, ficaram de fora da Champions pela primeira vez desde há muito e parece que nesta época vai acontecer o mesmo. A 6 pontos do 5º, Chelsea e com o 7º, Burnley a 4 de distância, os gunners ainda não podem descansar se quiserem manter, no mínimo, a honra.

Aludir ainda para o facto de que o clube já avançou que Wenger sai no final da temporada; se será bom ou não ainda não sabemos mas, certamente, que haverão mudanças no norte de Londres.

Importante referir que o Burnley, está a fazer um trabalho fantástico esta temporada, a conseguir alcançar o 1º lugar depois dos Gigantes, podendo, como já mencionado acima, fazer uma “gracinha” ao Arsenal. Além disso, mantêm-se a 9 pontos do 7º lugar, o Leicester.

Sané e companhia não deram hipótese este ano. (Foto: Evening Standard)

A luta dos lá de baixo

Abaixo da linha de água estão dois clubes que lhes é estranha esta posição. O Southampton e o Stoke estão em 18º e 19º, respetivamente e parece ser difícil virem a sair de lá. De referir ainda que a diferença do 17º para o 11º são 5 pontos, o que demonstra bem que ainda temos muito para jogar nesta Premier League.

Começar pelo West Bromwich Albion que está no fundo da tabela. Os baggies estão a 4 pontos dos seus adversários diretos e tendo ainda que defrontar o Tottenham, as chances para se manterem no principal escalão inglês, são poucas. Com vários jogadores de qualidade acima da média e com bastante experiência (são a equipa com a média de idades mais alta: 29,3), a equipa sentiu muito a saída de Tony Pulis e nunca mais pareceu capaz de vigorar na Premier. Não obstante, “deram” o título ao City, ao ganharem ao United e pararam o Liverpool, nas últimas 2 jornadas.

As outras equipas que, neste momento, estão em lugar de descida, o Stoke e o Southampton, estão em igualdade pontual, mas a 4 pontos do Swansea, com 33. Em termos de plantel, de referir que os saints têm o 8º plantel mais caro da Liga e que não pareciam ser uma equipa que iria lutar pela manutenção, assim como o Stoke.

Quanto ao Southampton, aludir para o facto de a equipa poder ter sentido muito a saída de van Dijk. Referir ainda que são a equipa com mais empates da Premier e, assim, apesar de terem menos derrotas que o Swansea, o Huddersfield, o Palace ou o Watford, têm muito mais empates e muito menos vitórias. Posto isto, podemos afirmar que, por vezes, é melhor “jogar para ganhar” do que para o empate.

O Stoke City parece que forma sempre plantéis para manter-se na 1ª metade da tabela, mas acaba sempre a tentar fugir à despromoção. Este ano, isso pode ser mesmo uma realidade e poderemos ver jogadores como Shaqiri, Berahino, Afellay, Shawcross e Butland a descer para o Championship. À imagem da equipa do sul de Inglaterra, os potters também foram prejudicados pelas várias mudanças de treinador.

Por fim, falar da 1ª equipa acima da linha de água: o Swansea. A turma do timoneiro português, Carlos Carvalhal, fez uma 2ª metade de temporada bem melhor do que a 1ª e conseguiram subir alguns lugares na tabela. Antes da chegada de Carvalhal, os swans eram “lanternas-vermelhas”, com poucas probabilidades de sair de lá, mas isso mudou. Portanto, ao contrário das outras 2 equipas já referidas, a equipa do País de Gales, beneficiou com a mudança de treinador.

De mencionar, por fim, que equipas como o Huddersfield, o West Ham, o Palace e o Brighton ainda estão envolvidos nesta luta.

Carlos Carvalhal, conquistou o clube do País de Gales. (Foto: O Jogo)

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