Brentford FC tornou-se numa fábrica de golos

Pedro SousaDezembro 19, 20204min0

Brentford FC tornou-se numa fábrica de golos

Pedro SousaDezembro 19, 20204min0
O Brentford FC tem sido a casa de várias máquinas de fazer golos, a brilhar em vários clubes. O Pedro Sousa do Bola na Relva fala-nos deles!

Pedro Sousa é autor do projeto Bola na Relva e colaborador do Fair Play!


O Brentford Football Club esteve afastado do segundo escalão inglês durante vários anos, mas o trabalho desenvolvido nas últimas épocas projetou o clube de londrino. No segundo escalão inglês desde a época 14/15, os The Bees foram aos play-offs de subida em duas ocasiões, tendo, na época transata, perdido na final, diante do Fulham. A forma como o clube está a ser dirigido e a ligação aos dinamarqueses do FC Midtjylland têm ajudado a esse crescimento. Contudo, a subida de qualidade está mais relacionada com um fator importante que revolucionou, não só o emblema de Brentford, mas também todo o futebol inglês.

Os londrinos recorreram a uma tecnologia inovadora que permite analisar a eficácia dos remates dos jogadores, podendo observar e melhorar a finalização, principalmente, dos avançados. Com isso, nos últimos tempos, em Brentford, produziram jogadores que apontaram muitos golos e foram decisivos para o crescimento do clube, explorando os pontos mais fortes de cada um e melhorando os menos fortes.

Andre Gray

Quando o Brentford FC chegou ao Championship, em 14/15, Andre Gray foi uma peça chave na equipa londrina. O jogador inglês, na altura com 24 anos, apontou 18 golos e foi o melhor marcador da equipa, que chegou aos play-offs de subida. Gray tinha evidenciado qualidades no Luton Town, que levaram o recém-promovido, Brentford, investir na sua contratação. Depois da brilhante época em Londres, o Burnley adquiriu o passe do jogador que, novamente, foi peça importante, marcando 23 golos e contribuindo para a subida dos Clarets à Premier League.

Andre Gray é uma bela máquina de fazer golos (Foto: My London)

Neal Maupay

Um jogador que deixou marca no Brentford FC. Na época 17/18, Neal Maupay foi contratado aos franceses do Saint-Étienne e começou logo a deixar marca nos londrinos. Na temporada de estreia no futebol inglês, o avançado francês apontou 13 golos. Contudo, na época seguinte foram os 28 golos ao serviço dos londrinos que levaram o Brighton & Hove Albion a gastar quase 23 milhões na sua contratação.

Lasse Vibe

O jogador mais velho que vou destacar nesta lista. O dinamarquês chegou ao clube londrino com 29 anos, mas adaptou-se rápido ao clube e, na época de estreia (15/16) em Terras de Sua Majestade, apontou 14 golos. Na temporada seguinte subiu para os 16 golos. Fez mais meia época, onde, em 19 jogos, marcou sete tentos, antes de rumar para a China.

Lasse Vibe levou os seus golos para a China (Foto: Lewis Darling)

Ollie Watkins, Said Benrahma e Bryan Mbeumo

O expoente máximo, até ao momento, do uso da tecnologia inovadora usada pelo Brentford FC aconteceu na temporada passada. Os londrinos estiveram perto da subida de divisão, muito por culpa de um tridente ofensivo bastante produtivo. Ollie Watkins, Said Benrahma e Bryan Mbeumo formaram uma frente de ataque, que tomou de assalto o Championship.

Watkins, avançado, fez a melhor época da carreira e chegou aos 26 golos, no segundo escalão inglês. A capacidade de finalização em espaços curtos e as contantes desmarcações no limite do fora de jogo foram dois fatores importantes para que atingisse essa marca. O jogador chegou ao Brentford em 17/18 e saiu esta temporada para se estrear na Premier League. O Aston Villa teve de pagar quase 31 milhões para obter o atleta. Já Said Benrahma é argelino e chegou a Londres em 18/19. Um extremo com qualidade técnica muito acima da média teve logo impacto na primeira época ao serviço dos The Bees. Apontou 11 golos na temporada de estreia e subiu para os 17 na seguinte. Para um extremo é um registo bastante assinalável e o West Ham desembolsou quase 24 milhões para ter o seu passe.

Por fim, Bryan Mbeumo. O francês é o único, deste trio, que ainda se mantém no clube. Está na segunda temporada e chegou proveniente do Troyes. A época trouxe 17 golos para um jogador que atua, preferencialmente, nas alas do ataque. Já neste novo ano desportivo, as coisas não estão a sair tão bem e apontou apenas um golo, em 18 jogos.

Ivan Toney

É a nova coqueluche do Brentford FC. O inglês chegou esta temporada para substituir Watkins e tem estado à altura da tarefa. Após duas temporadas muito produtivas ao serviço do Peterborought United (94 jogos e 48 golos), o Brentford FC pagou quase seis milhões para levar o atleta para Londres. Até ao momento, o jogador de 24 anos apontou 15 golos em 20 jogos ao serviço dos The Bees. É um avançado bastante completo e com características que se encaixam na perfeição nas ideias de Thomas Frank.

Ivan Toney é a nova máquina de golos do Brentford FC (Foto: Brentford FC)

Entre na discussão


Quem somos

É com Fair Play que pretendemos trazer uma diversificada panóplia de assuntos e temas. A análise ao detalhe que definiu o jogo; a perspectiva histórica que faz sentido enquadrar; a equipa que tacticamente tem subjugado os seus concorrentes; a individualidade que teima em não deixar de brilhar – é tudo disso que é feito o Fair Play. Que o leitor poderá e deverá não só ler e acompanhar, mas dele participar, através do comentário, fomentando, assim, ainda mais o debate e a partilha.


CONTACTE-NOS



newsletter