Desportivo das Aves: ‘voo’ para uma época histórica?

Daniel FariaMarço 6, 20184min0

Desportivo das Aves: ‘voo’ para uma época histórica?

Daniel FariaMarço 6, 20184min0
As coisas não estavam fáceis para o Desportivo das Aves, mas parece que tudo mudou a partir da entrada de José Mota. A equipa sonha agora com uma época histórica!

Porquê? É simples. Caso o clube consiga a manutenção na primeira liga isso acontecerá pela primeira vez na sua história, algo que deixaria em delírio os adeptos dos avenses. Mas há mais. O emblema pode ainda estar no Jamor pela primeira vez no seu historial! Uma final da Taça de Portugal marca qualquer clube e o Aves claramente persegue esse objectivo, tendo que ultrapassar o também histórico Caldas, na 2.ª mão da meia-final da “prova rainha” do futebol português, que se disputa em Abril.

Voltemos ao trajeto na Liga. Depois da derrota com o Braga, na Pedreira, por 2-0, que culminou no 7.º jogo sem vencer, parece que tudo mudou para a formação de José Mota.

Com urgência de resultados, como foi dito em Outubro pelo Fair Play – clique na ligação para recordar o texto -, o cenário nesta altura é diferente, com o Desportivo das Aves “a mostrar serviço”.

José Mota tem sido feliz no comando dos avenses. (Foto: MF)

Depois das saídas do técnicos Ricardo Soares e Lito Vidigal, José Mota parece ter feito o sonho avense ganhar forma, personificado com uma reviravolta e das grandes: a equipa não perde há seis jogos, tendo marcado 12 golos nas últimas seis rondas. Prova desse “faro para o golo”, a vitória sobre o Belenenses por 5-2, no Restelo, a 11 de fevereiro, foi a mais “gorda” de sempre na primeira divisão do futebol português, assinalando um marco importante para um dos clubes que subiu à primeira divisão esta época: ao fazer o quinto golo, Luis Fariña tornou-se no jogador a marcar o golo número 100 dos avenses na Liga NOS.

Com a maior vitória de sempre no campeonato, o Aves igualou a melhor sequência de vitórias na prova, conquistando dois triunfos seguidos, frente a Boavista e Belenenses, vencendo por 3-0 e 5-2, respetivamente. Mais recentemente, frente ao Portimonense, no fecho da jornada 25, nova demonstração de força: três golos sem resposta, derrubaram a formação de Vítor Oliveira, que está também a realizar um bom campeonato.

O Desportivo das Aves tem exibido ultimamente veia goleadora. (Foto: MF)

Na melhor sequência da temporada, não perde há seis jogos, somando o triunfo na Taça frente ao Caldas por 1-0, a formação de José Mota enfrenta testes teoricamente complicados nas próximas rondas. Vai ao Estádio da Luz, jogar com o tetracampeão Benfica, viajando depois a Guimarães, para jogar frente ao Vitória, que não tem deslumbrado pelo futebol praticado. Mas, uma ida a Guimarães, é sempre difícil, pelo incondicional apoio dos adeptos vimaranenses. Depois, segue-se o Vitória de Setúbal, em casa e seguidamente… a visita ao Dragão, para medir forças com o FC Porto de Sérgio Conceição.

“Testes” que servirão para aferir a capacidade dos avenses em continuar a lutar pelo sonho da manutenção, sendo inegável que a equipa demonstra grandes melhorias do ponto de vista exibicional, com uma frente de ataque dinâmica, que tem mostrado veia concretizadora.  

No 13.º lugar, com 25 pontos, o Aves está perto de concretizar o objetivo da manutenção. Mas atenção, pois nada está garantido e seguem-se jogos que podem complicar essa missão. Mas, aconteça o que acontecer, o Aves pode orgulhar-se de uma época com marcas históricas, como já foi referido, podendo ainda continuar a fazer história. “Basta” garantir a manutenção pela primeira vez, depois de ter subido e marcar presença ainda num dos momentos mais bonitos do futebol português, a final da Taça de Portugal.

Com o desejo de fazer história, eis o “renovado” Desportivo das Aves, procurando surpreender o futebol nacional. E verdade seja dita: o futebol português, precisa destas histórias, dos “pequenos” que se superam e alcançam marcas históricas. Por isso, mãos à obra, avenses. Façam história e enriqueçam o futebol português com a vontade de permanecer no convívio dos grandes.


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