E Se Estas Nações Extintas Estivessem No Euro 2020?

Francisco da SilvaJunho 20, 20216min0

E Se Estas Nações Extintas Estivessem No Euro 2020?

Francisco da SilvaJunho 20, 20216min0
O Fair Play sugere onzes prováveis para o Império Otomano, o Império Austro-Húngaro, a Checoslováquia e a União Soviética no Euro 2020.

A Europa teve e continua a ter um papel fulcral no destino da Humanidade. Indubitavelmente um dos maiores centros intelectuais, sociais e económicos do Mundo, a Europa está também intimamente ligada a imensos conflitos fratricidas que reformularam constantemente as fronteiras políticas e ideológicas de várias nações e impérios. Aproveitando o facto de várias nações, outrora partes do mesmo império ou união, estarem presentes no Euro 2020 o Fair Play sugere potenciais onzes iniciais para o Império Otomano, o Império Austro-Húngaro, a Checoslováquia e a União Soviética.

Império Otomano (Turquia e Macedónia do Norte)

A queda do Império Bizantino está diretamente ligada à ascensão e consolidação do Império Otomano no Médio Oriente, em África e na Europa. Fundado ainda no Século XIII, o Império Otomano envolveu-se em inúmeras querelas expansionistas na Europa que o permitiram controlar os Balcãs, a Hungria, a Grécia, a Macedónia do Norte, a Roménia ou a Bulgária até ao Século XVII. Contudo, a partir do Século XIX a débil estrutura económica e a gigantesca dimensão territorial acabaram por ser fundamentais para a desintegração gradual do Império Otomano, que veria o seu fim com o surgimento da República da Turquia em 1922.

Os otomanos tinham a capital do seu império em Constantinopla, atual Istambul, assim sendo, também para este exercício What If do Euro 2020, a maior parte do elenco futebolístico viaja da Turquia. Toda a linha defensiva, incluindo o guarda-redes, são de ascendência turca e, apesar da média de idades relativamente baixa, apresentam muito bons predicados. A casa das máquinas otomana é operada por 2 elementos da Macedónia do Norte que adicionam inteligência tática e irreverência técnica. As alas ficam entregues à aliança turco-macedónia, tal como, o duo atacante composto por uma lenda macedónia e um gigante turco, magistralmente orquestrados por um génio da lâmpada turco.

Uğurcan Çakır (Turquia); Merih Demiral (Turquia), Çağlar Söyüncü (Turquia) e Ozan Kabak (Turquia); Zeki Çelik (Turquia), Elif Elmas (Macedónia do Norte), Arijan Ademi (Macedónia do Norte), Ezgjan Alioski (Macedónia do Norte) e Hakan Çalhanoğlu (Turquia); Goran Pandev (Macedónia do Norte) e Burak Yılmaz (Turquia).

Império Austro-Húngaro (Áustria, Hungria e Croácia)

A união austro-húngara surgiu em meados do Século XIX e existiu até ao final da I Guerra Mundial, englobando as monarquias da Áustria e da Hungria, bem como, a região autónoma da Croácia. À época era um gigante territorial, social e económico com um elevado grau de influência no panorama europeu e mundial.

Nesta reencarnação no Euro 2020, a superpotência austro-húngara apresenta um fiável keeper magiar, um quarteto defensivo sólido composto por 2 centrais muito fortes fisicamente e por 2 laterais complementares (1 de cariz mais ofensivo e outro de cariz mais defensivo), um miolo competitivo, cerebral e criativo capaz de servir de bandeja em qualquer momento do jogo os 3 elementos mais adiantados no terreno. O trio de ataque apresenta 3 jogadores muito móveis, extremamente imprevisíveis e representativos das 3 regiões do império.

Péter Gulácsi (Hungria); Šime Vrsaljko (Croácia), Willi Orban (Hungria), Martin Hinteregger (Áustria) e David Alaba (Áustria); Marcel Sabitzer (Áustria), Mateo Kovačić (Croácia) e Luka Modrić (Croácia); Roland Sallai (Hungria), Marko Arnautović (Áustria) e Ivan Perišić (Croácia).

Checoslováquia (República Checa e Eslováquia)

No rescaldo da I Guerra Mundial e do desmembramento do Império Austro-Húngaro, a Europa via nascer no centro do continente uma nova nação, a Checoslováquia. Apesar de partilharem o mesmo idioma, a convivência entre checos e eslovacos nem sempre fora pacífica e existiam recorrentemente ameaças à desintegração que vieram a concretizar-se em 1993 com a divisão da Checoslováquia em duas repúblicas, a República Checa e a Eslováquia.

Tal como acontecia na vida política da Checoslováquia, a presença checa no 11 combinado para o Euro 2020 é dominante. A baliza está bem entregue a um experiente checo, nas extremidades da defesa predomina também a solidez checa, enquanto que o eixo defensivo fica a cargo do autoritarismo eslovaco. No centro do terreno voltam a coexistir pacificamente checos e eslovacos, as tarefas defensivas ficam a cargo de 2 possantes médios checos, já as missões ofensivas são assumidas por 2 pensadores eslovacos. Face ao défice de avançados eslovacos, a dupla atacante fica a cargo de mais 2 talentosos elementos checos.

Tomáš Vaclík (República Checa); Vladimír Coufal (República Checa), Milan Škriniar (Eslováquia), Ľubomír Šatka (Eslováquia) e Jan Bořil (República Checa); Alex Král (República Checa), Tomáš Souček (República Checa), Marek Hamšík (Eslováquia) e Ondrej Duda (Eslováquia); Patrik Schick (República Checa) e Adam Hložek (República Checa).

URSS (Rússia e Ucrânia)

A União das Repúblicas Socialistas Soviéticas constituiu durante grande parte do Século XX a maior nação mundial e uma das mais poderosas em termos sociais, económicos e militares. Com o fim da II Guerra Mundial, a União Soviética consolidou a sua expansão territorial e ideológica até ao coração da Europa, porém, a limitação do seu próprio modelo económico começou a criar inúmeras dificuldades nas décadas de 70 e 80 que levariam à implosão da União Soviética no início da década de 90 do Século XX.

Se na extinta União Soviética o centro do poder político residia em Moscovo, nesta rejuvenescida seleção há uma predominância de elementos ucranianos. A muralha defensiva é constituída quase na totalidade por jogadores ucranianos, exceto o lado direito do eixo defensivo. No setor intermédio, há uma saudável mistura entre diamantes russos e recursos minerais ucranianos que adicionam muita imprevisibilidade e capacidade de decisão. Por último, o centro do ataque está entregue a 2 elementos extremamente possantes e com um poder de fogo aéreo muito elevado.

Georgiy Bushchan (Ucrânia); Mário Fernandes (Rússia), Mykola Matviyenko (Ucrânia) e Vitaliy Mykolenko (Ucrânia); Aleksandr Golovin (Rússia), Oleksandr Zinchenko (Ucrânia), Andriy Yarmolenko (Ucrânia), Aleksei Miranchuk (Rússia) e Ruslan Malinovskiy (Ucrânia); Roman Yaremchuk (Ucrânia) e Artem Dzyuba (Rússia).

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