La Liga: as figuras marcantes da década

Bruno DiasJaneiro 4, 20205min0

La Liga: as figuras marcantes da década

Bruno DiasJaneiro 4, 20205min0
A década que agora termina cimentou a "La Liga" como uma das principais ligas do futebol mundial, e foram vários os acontecimentos marcantes para qualquer adepto do jogo.

A nova década já começou para o futebol espanhol, mas foi a anterior, que recentemente terminou, aquela que colocou a “La Liga” no mapa para qualquer adepto do jogo a nível mundial.

Pelos relvados espanhóis, passaram grandiosos colectivos e incríveis talentos individuais, que desenvolveram uma autêntica “legião de fãs” e arrastaram consigo milhões de pessoas que, semana após semana, se deslocavam aos estádios ou ficavam de olhos postos na televisão.

A segunda década do século XXI trouxe, então, a globalização e mediatização do futebol espanhol, elevando-a para níveis nunca antes vistos.

 

Lionel Messi, Cristiano Ronaldo

Se a “La Liga” tem hoje a projecção mundial que tem, é muito graças a estes dois “aliens“. Foi no futebol espanhol, e nesta década que agora terminou, que todos os fãs do desporto tiveram o prazer e o privilégio de assistir ao maior duelo individual da história do futebol.

Lionel Messi e Cristiano Ronaldo atingiram o seu auge nesta década, quebrando todas as barreiras imagináveis de qualidade e dando origem a algumas das melhores equipas espanholas de sempre (como o Barcelona de Pep Guardiola ou o Real Madrid de José Mourinho), conjuntos esses que maximizaram o rendimento de ambos para níveis absolutamente estratosféricos.

Entre eles, despedaçaram completamente todos os recordes individuais a nível interno (e até mesmo externo, na Champions League). Juntos, assumiram um domínio no futebol mundial jamais visto, repartindo entre si as atribuições da Bola de Ouro ou da Bota de Ouro, conquistando títulos europeus com os seus respectivos clubes (e, no caso de Ronaldo, também com a sua selecção) e coleccionando toda uma panóplia de outros troféus, títulos, recordes e registos no futebol espanhol e mundial (com alguns deles a serem feitos que certamente perdurarão no tempo).

O argentino e o português – considerados por muitos adeptos como os dois melhores jogadores de todos os tempos – tiveram, sem sombra de dúvida, um papel fundamental no fenómeno de atracção global em que a “La Liga” se tornou.

 

O Atlético de Simeone

Quando pensamos nas grandes equipas espanholas da década, pensamos automaticamente em Barcelona e Real Madrid. É inevitável, dado que estes dois colossos europeus tiveram 10 anos repletos de sucessos e de afirmação desportiva ao mais alto nível. Dominaram no campo, dominaram no “star power“, dominaram no marketing e na influência gerada através das redes sociais.

No entanto, houve uma equipa que, a espaços, se intrometeu entre estes dois gigantes. Em 2011, Diego Pablo Simeone assumiu o comando do Atlético Madrid, e os “colchoneros” arrancaram para a melhor década da sua história. O argentino revolucionou completamente o clube, personalizando rapidamente uma equipa cujo rendimento assumiu contornos estranhamente constantes de superação.

Conseguiu “roubar” um campeonato a Barcelona e Real Madrid no auge de Messi e Ronaldo, algo que parecia totalmente impensável para a esmagadora maioria dos adeptos. Ganhou tudo a nível interno. E na Europa, viu o Real de Ronaldo revelar-se um obstáculo intransponível (um dos poucos, ao longo destes 10 anos) por duas ocasiões, tendo perdido duas finais da Champions League com os “merengues“. Essa foi a grande “pedra no sapato” do argentino, que levou o Atlético a conquistar duas edições da Liga Europa (em 2012 e 2018) e duas Supertaças Europeias.

Simeone transformou o Atlético, e o Atlético foi o palco perfeito para “El Cholo” se afirmar como um dos melhores treinadores do mundo, construindo uma das equipas da década, não só no futebol espanhol, como também no futebol europeu.

(Foto: sabado.pt)

10 anos de constante emoção

Esta não foi apenas a década de Messi e Ronaldo, ou do Atlético de Simeone. A “La Liga” tornou-se um autêntico viveiro de talentos, e as personalidades marcantes da década em Espanha são, provavelmente, mais do que aquelas que serão possíveis mencionar neste artigo.

Foi a década de Messi e Ronaldo, mas também a de Neymar ou Benzema. A de Marcelo, Sergio Ramos, Luka Modric, Gareth Bale, Mesut Ozil, Gerard Piqué, Jordi Alba, David Villa, Dani Alves, Griezmann, Godín, Oblak e tantos outros. A década do trio BusquetsXaviIniesta, que marcou uma era no futebol e mudou a forma como se passou a encarar o jogo e, mais especificamente, os jogadores que actuam no sector intermédio.

Foi também a década do Sevilla de Unai Emery, que fez história “fora de portas”, ao conquistar 3 edições da Liga Europa consecutivas, algo inédito até então. De um Athletic que se manteve sólido na principal liga espanhola, mantendo-se também fiel à sua filosofia de aposta em jogadores regionais. De equipas como o Valencia, o Villarreal, o Bétis, a Real Sociedad e várias outras, que protagonizaram vários momentos fantásticos e deram a conhecer ao futebol novos talentos de grande qualidade.

É caso para dizer: se os próximos 10 anos forem tão bons como os últimos 10, então o futebol espanhol continuará a ser garantia de um grande espectáculo.


Entre na discussão


Quem somos

É com Fair Play que pretendemos trazer uma diversificada panóplia de assuntos e temas. A análise ao detalhe que definiu o jogo; a perspectiva histórica que faz sentido enquadrar; a equipa que tacticamente tem subjugado os seus concorrentes; a individualidade que teima em não deixar de brilhar – é tudo disso que é feito o Fair Play. Que o leitor poderá e deverá não só ler e acompanhar, mas dele participar, através do comentário, fomentando, assim, ainda mais o debate e a partilha.


CONTACTE-NOS



newsletter