O Diário do Estagiário 7# O Tão Desejado Regresso

João NegreiraAbril 29, 20213min0

O Diário do Estagiário 7# O Tão Desejado Regresso

João NegreiraAbril 29, 20213min0
Os treinos presenciais estão, finalmente, de volta e o nosso treinador estagiário conta-nos como tem sido o seu regresso.

Esta é uma rubrica onde um treinador estagiário partilha a sua experiência. Num contexto de aprendizagem, onde irá ser confrontado com as diferenças teóricas e práticas, vai procurar compartilhar com os leitores todas as suas vivências.

No dia 19 de abril o desporto de médio risco (onde se inclui o futebol) pôde voltar a treinar presencialmente sem restrições. Apesar alguns contextos não terem parado (profissionais, equiparados a profissionais, entre outros), a maior parte dos clubes e das equipas (sejam séniores ou de formação) pararam. No meu caso, foram quase 3 meses sem treinos presenciais. É duro.

É duro porque não há contacto presencial com as/os atletas. Por muitos treinos online que façamos não é igual. E por muito criativos que sejamos, não é igual. E mesmo que tentemos manter a forma física da/do atleta e que tentemos realizar alguns exercícios com bola, não é igual. Porque falta o campo, falta o balneário, falta estarem juntos com as/os colegas.

E é natural que cause dificuldades em todos. Treinadores, atletas, pais, dirigentes, o que seja sofreram com esta pausa (e continuarão a sofrer). Não me interpretem mal. Existem outros setores mais necessitados e que sofreram ainda mais com a pandemia.

Mas o desporto é essencial. Não só para os mais jovens – para que não percam a essência de se mexerem regularmente, o contacto com os amigos, entre outros – mas também para os mais adultos – que confinados dentro da bolha do trabalho e do stress do dia a dia, precisam do desporto para se libertarem dessa prisão.

E depois deste desabafo sobre a necessidade de voltarmos a treinar, falemos daquilo que tem sido a minha experiência nestas (cerca de) 2 semanas de treinos.

Recordando o meu contexto, sou treinador estagiário na equipa B Feminina do SCU Torreense e estamos a competir na III Divisão Feminina. A FPF remodelou o formato competitivo desta competição e vamos apenas acabar a 1ª volta da 1ª Fase e a 2ª Fase será a eliminar. A 1ª eliminatória será a 2 mãos e a 2ª e a 3ª será apenas a 1 mão. De referir que chegam a esta 2ª Fase os 2 primeiros classificados de cada série e os 2 3ºs melhores. Ou seja, seguem para a fase a eliminar 16 equipas.

E voltamos à competição no dia 1 de maio (no fim de semana em que este artigo é publicado), com apenas 2 semanas de treinos, o que é naturalmente pouco tendo em conta que estivemos praticamente parados 3 meses.

E esse tem sido o principal desafio. Como preparar uma equipa para uma competição com apenas 2 semanas de treino? Tendo ainda em conta que não estamos na forma física ideal. Se já seria difícil apenas do ponto de vista técnico-tático, ainda para mais juntando a questão física que tem que ser controlada quase ao detalhe para não arriscarmos quaisquer lesões.

Não tem sido fácil, deixem-me deixar isso claro. A equipa (como qualquer outra) perdeu praticamente todas as suas dinâmicas, precisa de voltar a saber como jogar junta e um outro conjunto de coisas que foi perdendo por ter estado em casa.

Mas há que encarar o problema de frente trabalhar para o resolver. Não vamos conseguir trabalhar tudo, não vamos estar como queríamos estar no primeiro jogo, mas vamos ser trabalhar em prol do atleta para poder atingir os objetivos que nos foram propostos.

No próximo mês já terei mais novidades sobre este regresso e também sobre a competição.


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