“Cromos” especiais: Folwer, Berbatov e Peruzzi

Pedro PereiraFevereiro 24, 20203min0

“Cromos” especiais: Folwer, Berbatov e Peruzzi

Pedro PereiraFevereiro 24, 20203min0
O avançado do Liverpool, Robbie Fowler, fez o impensável no ano de 2003 e a Caderneta dos Cromos conta essa história especial! Mais três "cromos" modo especial colados por nós

Caderneta dos Cromos traz uns quantos cromos especiais que vão desde uma lenda do futebol inglês a festejar um título que não era da sua equipa, outro que foi raptado e um último que tinha uma técnica diferente para pescar!

ROBBIE FOWLER E O FESTEJAR DO TÍTULO DO “NÃO SEU” REAL MADRID

Robbie Folwer o homem que festejou a vitória do campeonato espanhol sem nunca ter jogado em Espanha. Como? Em 2003, Steve Mcmanaman (sempre adorei este nome) jogava no @realmadrid . Fowler era um grande amigo do Steve e foi convidado para assistir ao ultimo jogo do campeonato daquela época. Se o Real ganhasse esse último jogo era campeão. E assim foi, o Real não facilitou e foi campeão espanhol naquela época. Fowler estava a festejar com o seu amigo Steve e este comenta: “dêem-lhe uma tshirt de campeão. Ele vem comigo no autocarro para festejar pela cidade”.

E lá foi o Robbie Fowler naquele autocarro com o topo descoberto para festejar com os adeptos madrilenos nas capital espanhola. Fowler tinha acabado de assinar pelo @mancity e estava de camisola vestida do Real, a festejar nas ruas de Madrid. No meio daquela festa toda, uns adeptos ingleses avistaram o Robbie e começaram a cantar o nome dele. Talvez tenham pensado que o inglês era a nova contratação. Mas não, so estava a partilhar a alegria do amigo. Ai se isso acontecesse hoje…

O RAPTO DE BERBATOV

Berbatov começou a jogar no Pirin Blagoevgrad, clube búlgaro da terra onde Dimitri nasceu e também onde seu pai havia feito grande parte da sua carreira. Mas não quero MESMO falar de Ivan Berbatov na minha página. Passemos ao seu filho. Com 18 anos já jogava pela equipa principal do CSKA Sofia e já demonstrava que, dentro de campo, tinha tudo para ser um dos maiores do seu país. Quem sabe até maior que Stoichkov.

Havia quem ficasse totalmente maluco por ele, como é o caso de algumas pessoas ligadas a um clube búlgaro não revelado por Berbatov. Num certo dia, depois de um treino, pegaram no avançado, puseram-no dentro de um carro sem que ele sequer soubesse o que se estava a passar, levaram-no para um local que ele nunca estivera anteriormente e começaram a fazer todo o tipo de pressões para que Berbatov assinasse um contrato com esse clube. Berbatov começou a perceber que eram rapazes ligados à máfia búlgara que tinham a missão de mudar o emblema no peito de Dimitri. Ele começou a gritar por ajuda, a questionar tudo e mais alguma coisa, os mafiosos a telefonar daqui para a acolá lá se aperceberam que não conseguiriam aquela assinatura. Tudo terminou em bem: Berbatov continuou no CSKA Sofia e ninguém aleijou aquele maravilhoso pé direito.

ANGELO PERUZZI, MÃOS-RELÂMPAGO

Peruzzi era tratado por Tyson pelos seus amigos de infância fruto da sua semelhança com o pugilista. Ombros largos, explosivo e de força bruta, era assim Peruzzi, um dos melhores guarda redes italianos. Apesar daquele aspecto de autêntico gladiador, as suas maiores valências enquanto guarda redes eram a flexibilidade, os rápidos reflexos e a agilidade. Um gato entre os postes. Ainda miúdo, Peruzzi acompanhava o pai para pescar.

Só havia uma cana de pesca, por isso Peruzzi tinha de se desenrascar se quisesse ajudar o pai e não apanhar uma valente seca à beira rio. Atenção felina nos movimentos dos peixes, deixando-os acalmar enquanto se moviam em sua direcção e num piscar de olhos mãos na água para agarrar os peixes. Foi a agarrar peixes que ele começou a perceber que o seu futuro seria a agarrar bolas. Foi a treinar com peixes que ele começou a aprimorar os dotes que mais tarde se revelaram únicos no futebol italiano.


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