Os 10 jogadores mais subvalorizados da atualidade

Pedro AfonsoFevereiro 11, 20189min0

Os 10 jogadores mais subvalorizados da atualidade

Pedro AfonsoFevereiro 11, 20189min0
O Mundo do Futebol reza dos maiores goleadores, dos maiores dribladores, dos jogadores mais vistosos. Contudo, o que seria de Pirlo sem Gattuso, Messi sem Xavi, Ronaldo sem Benzema? Neste artigo, o Fair Play traz 10 jogadores que não recebem o mérito devido por parte de adeptos, comunicação social e, até, de treinadores.

O Mundo do Futebol é pródigo em criar ídolos, mas é igualmente eficaz a ignorar alguns dos seus intérpretes mais talentosos caso estes não caiam num conjunto de parâmetros que definam o jogador ideal para o público. Contudo, a história também é feita por estes heróis silenciosos subvalorizados e é necessário relembrar os “sapadores” que trabalham para que os outros possam brilhar.


Olhando para a história do futebol, é fácil escolher um conjunto de jogadores que marcaram uma era, quer seja pelas suas fintas, pelos seus golos ou pela sua personalidade. Contudo, as equipas são feitas de 11 jogadores e cada um contribui em diferentes medidas para o sucesso final da equipa. Neste artigo, o Fair Play olha para os 10 jogadores da atualidade que mais são ignorados pelo público e pelos meios de comunicação, mas que abrilhantam os relvados que pisam.

Jorginho (Nápoles)

O médio ítalo-brasileiro é um tratado de futebol. Digno de uma inteligência de jogo ao nível de Pirlo, Xavi ou Busquets, o médio-defensivo da equipa napolitana é tido como um dos melhores passadores da bola e um dos jogadores mais difíceis de conter num relvado.

Fonte: The Sun

 

Mas Jorginho tem tanto de craque como de discreto e, infelizmente, o Mundo do Futebol teima em não lhe conferir a glória que merece. A verdade é que Jorginho é franzino, não se dá ao choque, não marca muitos golos nem faz muitas assistências. Mas é a forma como inicia o jogo, como controla os tempos, como define o decorrer do jogo, que faz com que Mertens, Callejón e Insigne possam brilhar na frente de ataque.

Moussa Dembelé (Tottenham)

O belga começa agora a ganhar o destaque devido dentro da equipa do Norte de Londres. Contudo, a preponderância do médio centro “box-to-box” dentro do Tottenham continua a ser largamente descurada, muito por fruto dos seus companheiros de meio-campo, Alli, Eriksen e Dier.

Fonte: Premier League

 

Se Dier é o destruidor de jogo (a meias com Wanyama), Alli e Eriksen são os construtores de jogo e principais fornecedores de Harry Kane. Moussa Dembelé é o motor que transporta a bola da defesa ao ataque, com grande poder de choque, desarme e chegada à área. Um verdadeiro número “8” todo-o-terreno.

Olivier Giroud (Chelsea)

O mercado de Inverno para os clubes ingleses foi verdadeiramente caótico, com a dança de avançados a espalhar-se até Dortmund. Giroud foi a solução que a direção dos “blues” forneceu a Conte, sedento de um avançado mais fixo desde Agosto. A lesão de Morata abre espaço para que o francês se possa assumir no 11 do Chelsea.

Fonte: Talk Sports

 

No entanto, a sua saída do Arsenal parece ter sido pela “porta pequena”, sem nunca ter sido devidamente valorizado pelos inúmeros golos que marcou ao serviço dos “gunners”. Para isso contribui o seu estilo de jogo mais “molengão”, uma vez que se trata de um jogador mais fixo, mais “pinheiro”. Contudo, num clube marcado por inúmeras controvérsias, esta saída parece ser um “tiro no pé”, uma vez que o francês sempre foi sinónimo de golos.

Franco Vásquez (Sevilla)

maestro italiano segue as passadas dos grandes “números 10” dos últimos 30 anos, com toda a conotação positiva e negativa que isso possa ter no futebol atual. Não será por acaso que Sampaoli pediu a sua contratação aquando da sua chegada ao clube andaluz e, apesar dos inúmeros tumultos que assolaram a equipa nos últimos 2 anos, com várias mudanças de treinador e altos e baixos e em termos exibicionais, Vásquez tem-se assumido sempre como um esteio ofensivo da equipa.

Fonte: Fichajez.net

 

Se a equipa andaluz é conhecida pelo seu futebol de ataque, com Ben Yedder, Jésus Navas e Correa à cabeça, Vásquez é o cérebro que lhes coloca a bola nos pés e os deixa brilhar.

Iago Aspas (Celta de Vigo)

O avançado espanhol é, cada vez mais, um símbolo do clube galego. O estádio dos Balaídos tem em Iago o seu expoente máximo de qualidade futebolística e o herói das bancadas. Mas, infelizmente, a qualidade e a preponderância do avançado que apenas vestiu três camisolas em toda a sua carreira (a do Celta, do Sevilha e a do Liverpool) parece apenas ser reconhecida pelos galegos.

Fonte: Daily Mail

 

Dotado de uma técnica invejável, capaz de fazer golos de “todas as maneiras e feitios”, Aspas tem sido o abono de família de um clube que se tem vindo a reerguer paulatinamente nos últimos anos. Aos 30 anos, parece já não se adivinhar uma saída do clube de Vigo, mas o Mundo do Futebol pode ainda dar-lhe o reconhecimento devido.

Florian Thauvin (Olympique de Marseille)

O extremo francês tem estado em grande nesta edição da Ligue 1 Conforama. O clube marselhês, um dos mais importantes de França e, certamente, um dos que tem os adeptos mais fervorosos, tem encontrado em Thauvin um dos motores que fazem os adeptos acreditar que um reerguer é possível.

Fonte: Reuters

 

Com 15 golos marcados já esta época, Thauvin tem sido o bastião da equipa marselhesa e um dos responsáveis pela campanha positiva dos franceses míticos.

Andrea Barzagli (Juventus)

O central italiano já conta com 36 anos, mas isso não diminui a importância que tem tido nos últimos anos tanto na Juventus como na seleção italiana. É normal falar-se da tríade defensiva italiana e, até ao ano passado, da Juventus e focar-se Chiellini e Bonucci. Contudo, Barzagli é o terceiro elemento defensivo que nunca compromete e, muitas vezes, colmata as subidas de Bonucci para o ataque.

Fonte: Italian Football Daily

A saída de Bonucci para os rivais do AC Milan fez com que Barzagli subisse na hierarquia da defesa da “vecchia signora” e as contratações de Benatia e Howedes e a sua consequente utilização intermitente, demonstra que Barzagli se mantém seguro nas escolhas de Allegri.

Suso (AC Milan)

A época do AC Milan teve um início auspicioso, com uma aposta forte em contratações com o intuito de reerguer o clube de Milão das cinzas. Contudo, não têm sido as contratações que têm brilhado no San Siro.

Fonte: Talk Sport

 

O extremo espanhol, dispensado do Liverpool, tem demonstrado ser um poço de bom futebol, um desequilibrador talentoso e, simultaneamente, um construtor de jogo dotado de uma visão de jogo primorosa. Brilhou com Montella e, naturalmente, tem sentido dificuldades com Gattuso (como muitos outros enormes jogadores), contudo a sua qualidade fará de Suso um dos bastiões do clube milanês.

Gonzalo Castro (Borussia Dortmund)

O Dortmund está longe dos tempos áureos onde conquistou a Taça dos Campeões Europeu e das caminhadas vitoriosas de Jurgen Klopp. A maioria dos seus craques abandonou o clube e as contratações para os substituir têm sido duvidosas em alguns casos.

Fonte: Record

 

A saída de Gundogan deixou um vazio no meio-campo de Dortmund, que Castro veio colmatar. Um verdadeiro “box-to-box”, dotado de inúmeras qualidades em todos os momentos de jogo, o médio alemão proveniente do Leverkusen tem-se assumido como a ligação entre a defesa e o ataque alemão. Na sombra de Reus, Aubameyang, Yarmolenko ou Weigl, Castro tem tanta, ou mais, preponderância no jogo dos alemães que os anteriores.

André Almeida (SL Benfica)

O jogador encarnado é a entrada mais “controversa” nesta lista. Muitos dirão que Almeida não apresenta a qualidade necessária para ser opção num clube da dimensão dos três grandes em Portugal; muitos outros dirão que a sua polivalência é uma das características mais desejadas no futebol atual, assumindo-se como uma espécie de Javier Zanetti (salvas as devidas diferenças em termos qualitativos) português.

Fonte: Record

Não nos deixemos enganar pelas aparências: Almeida tem sido um jogador importantíssimo na caminhada encarnada até ao Tetracampeonato e veremos se ajuda à mesma na caminhada até ao Penta, jogando no centro do terreno, a defesa central, a defesa direito ou até a defesa esquerdo. E a sua qualidade de jogo tem vindo a subir de ano para ano, com o aumento do tempo de jogo. Obviamente que tem lacunas que não o permitirão atingir voos mais altos, contudo é um jogador muito útil e que passa despercebido ao lado dos seus companheiros de equipa.


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