À conversa com João Aranha, Presidente da FPS (Federação Portuguesa de Surf)

Palex FerreiraMarço 7, 20215min0

À conversa com João Aranha, Presidente da FPS (Federação Portuguesa de Surf)

Palex FerreiraMarço 7, 20215min0
João Aranha é Presidente da FPS (Federação Portuguesa de Surf) e o Fair Play esteve à conversa com ele. Vê toda a entrevista aqui!

João Aranha é presidente da Federação Portuguesa de Surf, e o Fair Play falou com ele. Abordamos o seu passado no surf e as consequências da pandemia da Covid 19 no desporto em Portugal. Vê toda a entrevista aqui!

João Aranha surfista Oldschool e actual presidente da FPS, costumavas surfar onde é como foi que conheceste o surf, quando e porque razão escolheste o surf?

A minha relação com o mar é de família, o meu pai era Comandante da Marinha e desde que nasci que viajei com ele para os 4 cantos do mundo. Quase sempre as minhas férias eram passadas em navios que ele comandava e onde me ensinou a navegar e a viver o mar.

O surf veio logo no início dos anos 80. Um amigo meu desafiou-me e a partir daí não deixei mais de fazer. Comecei na Caparica e esse é seguramente o meu local preferido e onde ainda hoje vou regularmente.

Estamos numa pandemia que muito têm afectado a resiliência das organizações (marcas, lojas, escolas etc)em manterem-se activas nesta fase, como a Federação Portuguesa de surf – FPS se adaptou a esta nova realidade?

Estamos numa pandemia que muito tem afectado a resiliência das organizações (marcas, lojas, escolas etc) em manterem-se activas nesta fase. Como a FPS se adaptou a esta nova realidade?

A FPS tem trabalhado incansavelmente em todas as suas vertentes, seja na organização ao lado dos clubes, na comunicação interna e externa, e no constante interface com o Governo para uma gestão possível desta crise. Os frutos deste trabalho manifestaram-se, por exemplo, no facto de, em plena pandemia, termos conseguido coroar todos os campeões nacionais das nossas modalidades, sem que tivéssemos qualquer “campeão de secretaria”.

Houve verdade desportiva como recompensa para o trabalho incansável da nossa equipa, dos clubes e outras entidades com quem trabalhamos. Um desfecho incrível numa época desportiva que esteve praticamente parada em todo o Mundo.

João jardim Aranha – Presidente em funções da Federação Portuguesa de surf. Foto: Arquivo Pessoal

Houve também uma necessidade de adaptação a esta nova realidade onde lançámos, em conjunto com os Médicos do Mundo a formação Surf Seguro, destinada a quem opera na área do ensino e do treino em Portugal.

Destaco também a campanha realizada em conjunto com a ANS  e com a WSL dirigida ao Governo e apelando ao regresso ao mar.

Já neste ano fizemos acções semelhantes junto do Governo, uma em conjunto com a ANS, outra com a AESDP.

O surf de competição vai-se manter igual ou será necessário algumas adaptações para reerguer toda a estrutura de provas?

Já o ano passado fomos obrigados a várias adaptações, nomeadamente, a implementação de planos de segurança e contingência, a adaptação de formatos de circuitos para provas únicas, etc. Haverá lições importantes a retirar desta pandemia, com certeza, mas acredito que este ano, com a melhoria da situação de saúde pública, as coisas serão um pouco mais “normais”. Se não, a comunidade de surfing já deu provas que é capaz, como poucas de se adaptar e superar este desafio.

Surfista da velha guarda, aqui em 2008. Foto: Arquivo Pessoal

Estamos em 2021 e Portugal vai integrar a 1.a edição dos Jogos olímpicos, como está a correr esta nova dimensão do surf mundial?

De forma exemplar. Há muitos anos que estamos a trabalhar em Portugal para esta integração olímpica e é uma honra ser esta Direcção a coordenar a entrada em acção do surf nacional debaixo do estandarte olímpico. Para já, temos uma vaga conquistada e tentaremos garantir mais vagas já nos World Surfing Games de El Salvador. O surf português é dos melhores do planeta e esta participação olímpica é mais uma demonstração disso mesmo.

Sempre bastante activo na defesa do surf e junto dos surfistas, na foto com o seleccionador Nacional David Raimundo. Foto: Arquivo Pessoal

Muito se tem falado de surf não ser crime em plena pandemia, que medidas tomaram para proteger todo o universo de surfistas (surf/Longboard/bodyboard/etc) quer os competidores quer os freesurfers?

Temos apelado desde o ano passado às medidas de distanciamento físico, uso de máscara, etc. As modalidades de surfing são, pelas suas características, das mais seguras do universo desportivo e é isso que temos transmitido às autoridades, seja Governo ou autarquias. É por isso que fomos dos primeiros a desconfinar em 2020 e, creio, seremos dos primeiros a voltar, em pleno, à actividade, quer no lazer quer no ensino e competição, em 2021.

Como vai ser 2021 em termos de circuitos/eventos? Vão existir ou vão ter quer de alguma forma readaptados?

Existirão com toda a certeza. Com as adaptações necessárias. Mas existirão, tal como em 2020 ou, esperamos, ainda melhor.

2011 durante uma sessão de freesurf. Foto: Arquivo Pessoal

Obrigado Master, grande abraço e continuação de bom trabalho junto da FPS.


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