Arquivo de Rugby - Fair Play

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Francisco IsaacJaneiro 25, 20264min0

Ponto final na Super Cup 2025/2026 com os Lusitanos a perderem a hipótese de se sagrarem campeões da competição, depois de uma derrota algo pesada frente aos Iberians que até pode ter consequências a nível da EPCR Challenge Cup e a obtenção de investimento provindo da World Rugby e Rugby Europe. A análise ao encontro em três pontos.

MVP: DIEGO RUIZ

Num jogo em que os Lusitanos praticamente perderam por uma diferença de 30 pontos é difícil optar por um MVP, mas Diego Pinheiro Ruiz acaba por receber essa distinção pelo bom trabalho realizado na defesa, tendo sido dos poucos que realmente apresentou uma placagem efectiva e que parou o adversário antes da linha-de-vantagem – houve outros com mais placagens, mas era sempre realizada de forma passiva ou com necessidade de um assistente, algo já vislumbrado em Novembro. O asa cedido pelo Provence Rugby da Pro D2 mostrou-se activo e dinâmico, investindo bem sempre sob o portador de bola adversário impedindo que os estragos fossem de maior índole. Infelizmente a nível do ataque teve pouco espaço para brilhar já que os Lusitanos tiveram sentidas dificuldades em controlar a posse de bola durante a maior parte do tempo, apesar de que o asa ainda assim surgiu bem em três momentos, encaixando bons offloads para os seus companheiros de equipa. Foi substituído nos últimos 10 minutos numa altura em que o jogo estava mais que decidido.

MELHOR PONTO: SUPLENTES QUISERAM MAIS

Um aplauso terá que ser dado à genica que o banco de suplentes trouxe ao jogo, em especial Afonso Tapadinhas, Rodrigo Marques, Tomás Amado e Samuel Bacon, com estes a lutar constantemente e na procura de equilibrar o jogo pelo menos no que toca às dinâmicas. Apesar de não ter sido suficiente, importa destacar a energia, raça e ambição de quem passou a maior parte do encontro na condição de suplente. Tapadinhas marcou um bis, Marques foi agressivo na placagem (mesmo que tenha terminado com três erros defensivos) e Samuel Bacon foi elegante na maior parte das acções, pontos positivos para estes jogadores que querem um lutar por um lugar nos Lobos.

PONTO A MELHORAR: INDISCIPLINA CUSTOU CARO

Quatro cartões amarelos, dezassete penalidades e quatro ensaios que advieram directamente dessa indisciplina. Os Lusitanos apresentaram-se em Amesterdão sem Tomás Appleton (o Fair Play endereça as melhores e uma recuperação rápida ao capitão dos Lobos e Lusitanos) e notou-se no foco e na capacidade de perceber o que o juiz-de-jogo pretendia dos atletas portugueses, com estes a perderem mais tempo em discutir com o próprio ou a não acatar as recomendações feitas, especialmente nos primeiros 40 minutos. Quatro amarelos significaram quarenta minutos a jogar com 14 e, numa equipa carregada de juventude, é difícil contornar este problema. Com uns Iberians experientes e que estudaram bem a lição de Dezembro passado, os Lusitanos rapidamente perderam o controle com o resultado a se avolumar de uma forma gritante, o que acabou por levar à derrota.

Porém, há algo que importa também de assinalar, o facto de que Simon Mannix optou por criticar abertamente a arbitragem num jogo em que os Lusitanos concederam uma derrota por 42-17, quase como dizendo que a franquia lusa tinha tido mais hipóteses de ganhar se o juiz-de-jogo tivesse sido outro. Infeliz, no mínimo, especialmente perante a falta de capacidade do treinador perceber os problemas inerentes à selecção nacional e franquia em jogos em que são submetidos a uma enorme pressão no breakdown ou junto ao ruck e nas fases-estáticas. Por outro lado é também inenarrável dizer que os Lusitanos são uma equipa só de ‘jovens’ e os Iberians são todos profissionais. Não é culpa da Federação de Rugby da Espanha que os seus atletas tenham bolsas desportivas equiparadas a semiprofissionalismo e que a Federação Portuguesa de Rugby não consegue cumprir com o que prometeu em 2022, de que mais de 50% dos atletas seriam também semiprofissionais. Em 2025 frente à Irlanda foi uma ladainha dos ‘ricos e pobres’, em Novembro optou por outro discurso e, agora, em Janeiro a um mês do Men’s Rugby Europe Championship, temos a conversa dos árbitros, os outros que têm mais recursos (sem irem a Mundiais, etc), etc. Há que mudar esta postura, especialmente se o objectivo é incutir os valores de jogo e competitivos certos aos atletas mais jovens.

Foto de destaque da Rugby Europe Super Cup e 

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Francisco IsaacDezembro 21, 20253min0

Raffaele Storti fechou o ano de 2025 com um 5º ensaio pelo FC Grenoble, ajudando a equipa alpina a garantir quatro pontos preciosos na luta por um lugar no playoff de acesso de subida ao Top 14, não tendo sido o único português em bom plano.

MASCULINO

FRANÇA

PRO D2

Prestações de excelência de Samuel Marques e Hugo Aubry com os internacionais portugueses a terem sido a dupla de médios da vitória do Béziers ante o líder Vannes. Marques saiu do jogo com 13 pontos marcados, graças a um ensaio, uma conversão e duas penalidades, tendo desmontado a forte defesa do Vannes que acabou por ceder perante a sagacidade do veterano formação. Em relação a Aubry, o jovem abertura foi desenhando grandes combinações que colocaram a oposição à prova, tendo desempenhado um papel fundamental nesta vitória improvável. Hugo Camacho jogou os 10 minutos finais.

Raffaele Storti chegou ao 5º ensaio da temporada, sendo a segunda jornada consecutiva a marcar, com o ponta a ter gozado de um jogo positivo frente ao US Dax, no qual o Grenoble garantiu os 4 pontos. O ex-Técnico Rugby terminou o encontro com 70 metros de conquista em bola corrida, uma quebra-de-linha, quatro defesas batidos, dois offloads e três pontapés altos garantidos. José Madeira entrou na segunda metade do encontro e desempenhou bem as suas funções, com sete placagens efectivas, duas entradas no contacto e três alinhamentos conquistados.

Enorme vitória do Stade Montois com Simão Bento a ter sido uma das peças-chave para o resultado final surpreendente frente ao Provence. O defesa foi semeando o pânico na defesa adversária, inventando espaços e erros na muralha adversária que acabou por encaminhar a equipa da casa em direção à vitória, fechando o jogo com três passes para quebras-de-linha, 60 metros de conquista e três defesas batidos. Anthony Alves foi titular e realizou uma das melhores prestações da temporada, forçando dois erros à formação-ordenada do Provence. Luka Begic entrou no decorrer da segunda parte e garantiu todas as cinco introduções no alinhamento.

Prestação amplamente positiva de Lucas Martins, com o ponta a ter sido uma ameaça constante ao serviço do Agen, com a equipa do internacional português a ter garantido uma vitória bonificada frente ao Aurillac.

FEMININO

ESPANHA – LIGA IBERDROLA

Maria Morant foi titular no desaire do CRAT, num jogo em que a terceira-linha portuguesa esteve em bom plano com uma mão-cheia de entradas no contacto e mais de uma dúzia de placagens nos 80 minutos que dispôs.


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