Arquivo de Fórmula 1 - Página 6 de 21 - Fair Play

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Diogo SoaresOutubro 30, 20236min0

O Autodromo Hermanos Rodriguez foi palco do Grande Prémio da Cidade do México. A expectativa em torno de Checo Pérez por parte dos fãs mexicanos era grande, mas as coisas não correram como esperado.

Qualificação

A Q1 não foi emocionante, mas ainda assim foi alvo de uma grande surpresa: Lando Norris foi o último classificado, e consequentemente, eliminado. Com ele também foram eliminados Ocon, Magnussen, Stroll e Sargeant

A Q2 seguiu o mesmo nível da Q1. Desta vez, Gasly, Hulkenberg, Alonso, Albon e Tsunoda foram eliminados.

A Q3 já foi repleta de emoção. Leclerc conquistou a pole position com um tempo de 1:17.166, Sainz ficou em segundo e garantiu a primeira linha da grelha para a equipa de Maranello. Max Verstappen fechou o top-3. A grande surpresa foi para Daniel Ricciardo que conquistou a quarta posição, à frente de Checo Pérez.

Algumas horas após o fim da qualificação, Logan Sargeant foi penalizado em 10 lugares na grelha por ter ultrapassado Yuki Tsunoda em situação de bandeiras amarelas.

Tsunoda também partirá do final da grelha, mas este será pela troca total da unidade motriz que a Alpha Tauri promoveu no carro 22.

Corrida

Verstappen partiu melhor que os Ferraris e rapidamente meteu-se à frente de Sainz e ao lado de Leclerc. Pérez com uma partida ainda melhor, aproveitou o espaço na reta e também se meteu ao lado de Leclerc. Na chegada à curva 1, três pilotos não cabem, e no caso, foi o piloto da casa que saiu em prejuízo. Pérez tentou passar para a liderança, mas embateu em Leclerc e o carro do mexicano saltou para fora da pista. Os danos no carro número 11 eram significativos e o piloto da Red Bull teve de abandonar a prova.

A durante mais de 30 voltas a corrida manteve-se sem grandes destaques até ao gravíssimo acidente de Kevin Magnussen. O dinamarquês saiu ileso do embate na curva 8, mas não ganhou para o susto. Os danos na barreira provocados pelo acidente levaram à interrupção da corrida por bandeira vermelha.

Após a reparação das barreiras, a corrida foi retomada e Max Verstappen não permitiu o ataque ninguém, sendo que desta vez, não houve incidentes a registar na curva 1.

Na volta 40, Hamilton ultrapassou Leclerc e ascendeu ao segundo posto, numa manobra “musculada” no final da reta da meta.

Yuki Tsunoda e Oscar Piastri ainda repetiram a faceta de Pérez e Norris e colidiram na curva 1, numa manobra muito semelhante à da primeira volta.

O grande destaque do dia foi para Lando Norris. O piloto da McLaren, que se encontrava em 17º no reinício pós-Safety Car, terminou em quinto lugar. Pelo meio, o britânico realizou uma ultrapassagem sensacional a Daniel Ricciardo. Devido à excecional recuperação, o número quatro da grelha foi distinguido com o prémio de “piloto do dia”

Max Verstappen venceu e estabeleceu um novo recorde de maior número de vitórias numa só temporada: 16. 16 vezes em que Leão Neerlandês subiu ao lugar mais alto do pódio em 2023.

Esta vitória também representou a 51ª vitória na carreira, igualando o número do lendário Alan Prost.

A completar o pódio ficaram Lewis Hamilton e Charles Leclerc, respetivamente.

O próximo Grande Prémio de F1 realiza-se já no próximo fim-de-semana (3 a 5 de novembro), a contar para o GP de São Paulo, no mítico Autódromo José Carlos Pace, também conhecido como Interlagos.

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Diogo SoaresAgosto 20, 20235min0

O mês de agosto significa uma paragem no Mundial de Fórmula 1 para férias de todas as pessoas empregadas em equipas do campeonato. Mas os rumores nunca param. Entre eles, os rumores sobre entradas de novas estruturas no pináculo do automobilismo. Vamos, por isso, conhecer e analisar que equipas podem aumentar o número de carros no ‘grid’.

Mas antes mesmo de partir para as equipas, é necessário dar a entender que qualquer nova entrada de estrutura na F1 está sujeita a aprovação do Pacto da Concórdia. O Pacto da Concórdia é um entendimento entre a FIA, a F1 e as equipas onde são discutidos vários temas de interesse, como os direitos televisivos, os prémios monetários e as aquelas que participam no campeonato. Dito isto, as equipas têm poder de aprovar ou vetar a entrada de qualquer estrutura que se candidate a participar no Campeonato do Mundo.

Posto isto, vamos às equipas:

Andretti Autosport

O interesse da Andretti na F1 já virou uma novela mexicana. Aliás, em janeiro, escrevi um artigo sobre isso mesmo. Recordemos então os factos. Em 2021, rumores apontaram que a Andretti tentou comprar uma parte da Sauber, no entanto, Peter Sauber, o dono da equipa suiça, teria de perder o controlo da mesma, acabando por rejeitar a venda.

Já em 2022, Mario Andretti, confirmou haver um acordo entre a equipa norte-americana e a Renault para fornecimento de motores. Em fevereiro de 2023, Laurent Rossi, CEO da Alpine confirmou o acordo.

Porém, ainda em 2022, Michael Andretti anunciou uma parceria com General Motors/Cadillac com o objetivo de se juntarem à grelha da F1 o mais rapidamente possível. Parte da parceria visava o fornecimento de motores da Cadillac à Andretti. Toda esta situação deixava no ar a incerteza sobre quem iria fornecer os motores à equipa três vezes vencedor das 500 milhas de Indianápolis.

O esclarecimento surgiu em maio deste ano, por parte de Eric Warren, responsável pelos programas desportivos da General Motors. Warren esclareceu que, inicialmente, a Andretti correrá com motores Renault, e que, apenas em 2027, a Cadillac passará a fornecer a sua unidade motriz à equipa liderada por Michael Andretti.

Ainda é incerta a data de entrada da Andretti na F1. O plano atual aponta as suas setas para 2024, mas, a apenas 4 meses da viragem de ano, o cenário parece ser cada vez mais improvável. Só o tempo dirá quando entrará a 2ª equipa da Terra de ‘Uncle Sam’ no Mundial de Fórmula 1.

Hitech

A Hitech Grand Prix é mais uma equipa que já demonstrou interesse em ser a 11ª construtora da F1. Não só demonstraram interesse, como em junho deste ano confirmaram a candidatura para procederem à entrada em 2026. O dono da Hitech Oliver Oakes, confirmou também que a equipa teria o apoio do investidor Vladimir Kim, oriundo do Cazaquistão.

Kim é o homem mais rico do seu país, com uma fortuna avaliada nos 5 mil milhões de dólares, segundo a Forbes, e lidera um grupo económico responsável pela gestão de minas, bancos, no setor da aviação, entre outros.

A Hitech foi fundada em 2002 por Dennis Rushen e David Hayle, possuindo licença britânica. Compete em várias categorias de formação, entre elas os campeonatos de F2 e F3. Os anos de mais destaque da equipa surgiram entre 2016 e 2022 quando o oligarca russo Dmitry Mazepin liderou a equipa britânica. Nestes anos, a equipa conquistou várias vitórias, e dois campeonatos asiáticos de F3 em 2018 e 2019.

Desconhece-se ainda qual será a unidade motriz usada pela equipa. Aliás, não existem rumores nenhuns sobre eventuais negociações com construtoras para o fornecimento de motores.

Apesar de uma enorme indefinição sobre os planos destas equipas na F1, assim como em que temporada entrarão, é sabido que a FIA planeia dar luz verde a estes dois projetos, ficando a faltar a aprovação da F1 e das equipas do atual campeonato, sendo que para ser aprovada a entrada, todas as partes têm de estar em concordância.


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