Rodrigo Marta, Lucas Martins e Vincent Pinto assinaram ensaios nesta jornada da Pro D2 e estão prontos para o que vem aí
Rodrigo Marta, Lucas Martins e Vincent Pinto assinaram ensaios nesta jornada da Pro D2 e estão prontos para o que vem aí
Ponto final na Super Cup 2025/2026 com os Lusitanos a perderem a hipótese de se sagrarem campeões da competição, depois de uma derrota algo pesada frente aos Iberians que até pode ter consequências a nível da EPCR Challenge Cup e a obtenção de investimento provindo da World Rugby e Rugby Europe. A análise ao encontro em três pontos.
Num jogo em que os Lusitanos praticamente perderam por uma diferença de 30 pontos é difícil optar por um MVP, mas Diego Pinheiro Ruiz acaba por receber essa distinção pelo bom trabalho realizado na defesa, tendo sido dos poucos que realmente apresentou uma placagem efectiva e que parou o adversário antes da linha-de-vantagem – houve outros com mais placagens, mas era sempre realizada de forma passiva ou com necessidade de um assistente, algo já vislumbrado em Novembro. O asa cedido pelo Provence Rugby da Pro D2 mostrou-se activo e dinâmico, investindo bem sempre sob o portador de bola adversário impedindo que os estragos fossem de maior índole. Infelizmente a nível do ataque teve pouco espaço para brilhar já que os Lusitanos tiveram sentidas dificuldades em controlar a posse de bola durante a maior parte do tempo, apesar de que o asa ainda assim surgiu bem em três momentos, encaixando bons offloads para os seus companheiros de equipa. Foi substituído nos últimos 10 minutos numa altura em que o jogo estava mais que decidido.
Um aplauso terá que ser dado à genica que o banco de suplentes trouxe ao jogo, em especial Afonso Tapadinhas, Rodrigo Marques, Tomás Amado e Samuel Bacon, com estes a lutar constantemente e na procura de equilibrar o jogo pelo menos no que toca às dinâmicas. Apesar de não ter sido suficiente, importa destacar a energia, raça e ambição de quem passou a maior parte do encontro na condição de suplente. Tapadinhas marcou um bis, Marques foi agressivo na placagem (mesmo que tenha terminado com três erros defensivos) e Samuel Bacon foi elegante na maior parte das acções, pontos positivos para estes jogadores que querem um lutar por um lugar nos Lobos.
Quatro cartões amarelos, dezassete penalidades e quatro ensaios que advieram directamente dessa indisciplina. Os Lusitanos apresentaram-se em Amesterdão sem Tomás Appleton (o Fair Play endereça as melhores e uma recuperação rápida ao capitão dos Lobos e Lusitanos) e notou-se no foco e na capacidade de perceber o que o juiz-de-jogo pretendia dos atletas portugueses, com estes a perderem mais tempo em discutir com o próprio ou a não acatar as recomendações feitas, especialmente nos primeiros 40 minutos. Quatro amarelos significaram quarenta minutos a jogar com 14 e, numa equipa carregada de juventude, é difícil contornar este problema. Com uns Iberians experientes e que estudaram bem a lição de Dezembro passado, os Lusitanos rapidamente perderam o controle com o resultado a se avolumar de uma forma gritante, o que acabou por levar à derrota.
Porém, há algo que importa também de assinalar, o facto de que Simon Mannix optou por criticar abertamente a arbitragem num jogo em que os Lusitanos concederam uma derrota por 42-17, quase como dizendo que a franquia lusa tinha tido mais hipóteses de ganhar se o juiz-de-jogo tivesse sido outro. Infeliz, no mínimo, especialmente perante a falta de capacidade do treinador perceber os problemas inerentes à selecção nacional e franquia em jogos em que são submetidos a uma enorme pressão no breakdown ou junto ao ruck e nas fases-estáticas. Por outro lado é também inenarrável dizer que os Lusitanos são uma equipa só de ‘jovens’ e os Iberians são todos profissionais. Não é culpa da Federação de Rugby da Espanha que os seus atletas tenham bolsas desportivas equiparadas a semiprofissionalismo e que a Federação Portuguesa de Rugby não consegue cumprir com o que prometeu em 2022, de que mais de 50% dos atletas seriam também semiprofissionais. Em 2025 frente à Irlanda foi uma ladainha dos ‘ricos e pobres’, em Novembro optou por outro discurso e, agora, em Janeiro a um mês do Men’s Rugby Europe Championship, temos a conversa dos árbitros, os outros que têm mais recursos (sem irem a Mundiais, etc), etc. Há que mudar esta postura, especialmente se o objectivo é incutir os valores de jogo e competitivos certos aos atletas mais jovens.
Foto de destaque da Rugby Europe Super Cup e
Diogo Hasse Ferreira com uma bela prestação ajudou ao Dax a garantir uma preciosa vitória na luta pela permanência na Pro D2
Com uma exibição de alta categoria, os Lusitanos garantiram acesso à final da Super Cup pela 2ª vez na sua história
Storti chegou ao 7º ensaio da época depois de marcar um trio ante o Agen sendo o principal destaque deste fim-de-semana
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Com a saída de Ruben Amorim, o Manchester United atingiu o número redondo de 11 treinadores em 13 anos e Francisco Isaac analisa a situação
Nicolás Martins marcou o ensaio da vitória do Colomiers, o que mantém o emblema do asa na luta pelo 1º lugar na Pro D2
Apresentamos mais quatro atletas portugueses que se mostraram em grande em 2025, com Pedro Pichardo entre os nomes desta segunda parte.
Mais um Mundial, mais uma medalha de ouro e mais uma meta alcançada por um dos melhores de sempre no triplo salto: Pedro Pichardo! Em 2025 o atleta cubano-português foi um dos protagonistas nacionais no Mundial de Atletismo, conseguindo na última tentativa alcançar um salto de 17,91 metros para assegurar a medalha de ouro, conquistada no mesmo palco que a Olímpica em 2021! Depois de meses a lutar para recuperar a melhor forma, o atleta de 32 anos voltou a mostrar que é capaz de conquistar novas metas e horizontes, tendo honrado Portugal novamente ao mais alto nível, exibindo uma forma estrondosa, sendo agora bicampeão na modalidade.
Aquele arranque final de Isaac Nader na prova dos 1500 metros ficará para sempre recordado como um dos momentos mais espetaculares do atletismo e desporto português, com o velocista a meter a 6ª para ultrapassar todos os seus adversários na final, conquistando a primeira medalha de ouro de Portugal nesta especialidade do atletismo internacional. Depois de ter somado um bronze nos campeonatos da Europa de indoor, Nader continuou a trabalhar arduamente para chegar em grande a Tóquio, conseguindo se qualificar para a final. 2025 também foi o ano em que o velocista de Faro garantiu o seu melhor record pessoal com 3:29:37 (Ostrava). Nader foi estrondoso durante o ano e parece estar cada vez mais crente nas suas capacidades.
Como o nosso autor Palex Ferreira explicou no seu último artigo para o Fair Play
“A Yolanda é a prova viva de que o talento português pode chegar ao topo mundial. A sua garra, consistência e determinação mostram que o surf feminino em Portugal não está só a crescer — está a afirmar-se. Ver uma surfista nacional no circuito mais exigente do mundo é inspirador. E mais do que isso, abre portas e mentes. Porque quando uma chega lá, muitas outras acreditam que também podem.”
A portuguesa conquistou o acesso à WSL, tendo sido a primeira a registar este feito depois de uma temporada memorável e que abrirá portas para o surf nacional.
Poderíamos colocar Vitinha também aqui, mas a verdade é que Nuno Mendes desempenhou um papel fulcral na conquista da Liga das Nações e a qualificação de Portugal para o Mundial de Futebol como para o levantar da primeira Liga dos Campeões do Paris Saint-Germain, com o lateral-esquerdo a ter se exibido sempre em grande forma durante toda a temporada. Em 46 jogos pelo emblema parisiense, o ex-Sporting CP marcou seis golos e realizou sete assistências, impondo uma elegância quase única extraordinária que poucos jogadores possuem, sendo ao mesmo tempo um atleta voraz e capacitado de uma visão de jogo quase única. Foi eleito o melhor jogador da fase final da Liga das Nações, esteve nomeado para os melhores da Liga dos Campeões e terminou em 9º lugar na distinção do Melhor do Ano para a FIFA.
Com as conquistas da Ligue 1, Liga dos Campeões e Liga das Nações, Nuno Mendes passou a ser o jogador com ou menos de 23 anos com mais títulos conquistados, uma marca inegável do quão importante tem sido para clube e selecção.
Raffaele Storti fechou o ano de 2025 com um 5º ensaio pelo FC Grenoble, ajudando a equipa alpina a garantir quatro pontos preciosos na luta por um lugar no playoff de acesso de subida ao Top 14, não tendo sido o único português em bom plano.
Prestações de excelência de Samuel Marques e Hugo Aubry com os internacionais portugueses a terem sido a dupla de médios da vitória do Béziers ante o líder Vannes. Marques saiu do jogo com 13 pontos marcados, graças a um ensaio, uma conversão e duas penalidades, tendo desmontado a forte defesa do Vannes que acabou por ceder perante a sagacidade do veterano formação. Em relação a Aubry, o jovem abertura foi desenhando grandes combinações que colocaram a oposição à prova, tendo desempenhado um papel fundamental nesta vitória improvável. Hugo Camacho jogou os 10 minutos finais.
Raffaele Storti chegou ao 5º ensaio da temporada, sendo a segunda jornada consecutiva a marcar, com o ponta a ter gozado de um jogo positivo frente ao US Dax, no qual o Grenoble garantiu os 4 pontos. O ex-Técnico Rugby terminou o encontro com 70 metros de conquista em bola corrida, uma quebra-de-linha, quatro defesas batidos, dois offloads e três pontapés altos garantidos. José Madeira entrou na segunda metade do encontro e desempenhou bem as suas funções, com sete placagens efectivas, duas entradas no contacto e três alinhamentos conquistados.
Un essai d'anniversaire pour Raffaele Costa-Storti !
🔴🔵 FCG 22 – 05 USD ⚪️🔴#FCGUSD #AllezFCG 🔴🔵 pic.twitter.com/JJGQ8fu6Dg
— FC Grenoble Rugby #AllezFCG (@FCGrugby) December 19, 2025
Enorme vitória do Stade Montois com Simão Bento a ter sido uma das peças-chave para o resultado final surpreendente frente ao Provence. O defesa foi semeando o pânico na defesa adversária, inventando espaços e erros na muralha adversária que acabou por encaminhar a equipa da casa em direção à vitória, fechando o jogo com três passes para quebras-de-linha, 60 metros de conquista e três defesas batidos. Anthony Alves foi titular e realizou uma das melhores prestações da temporada, forçando dois erros à formação-ordenada do Provence. Luka Begic entrou no decorrer da segunda parte e garantiu todas as cinco introduções no alinhamento.
Prestação amplamente positiva de Lucas Martins, com o ponta a ter sido uma ameaça constante ao serviço do Agen, com a equipa do internacional português a ter garantido uma vitória bonificada frente ao Aurillac.
Maria Morant foi titular no desaire do CRAT, num jogo em que a terceira-linha portuguesa esteve em bom plano com uma mão-cheia de entradas no contacto e mais de uma dúzia de placagens nos 80 minutos que dispôs.