Arquivo de Taça das Confederações - Fair Play

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Sávio AzambujaJulho 8, 20176min0

O Fair Play esteve na Rússia a acompanhar a Taça das Confederações. Já com vencedor definido – uma “propositadamente desfalcada” Alemanha – e com a seleção das Quinas a trazer para casa a medalha de bronze, este é o relato da competição por terras soviéticas.

Logo após um sábado de grandes emoções com o torneio do Football For Friendship 2017 (cujo balanço pode consultar aqui), o Domingo em São Petersburgo não poderia ser diferente. O Fair Play esteve por lá, e conta tudo o que se passou fora das quatro linhas.

O dia começou com a grande festa de encerramento do evento promovido pela Gazprom. Realizado num centro de convenções de última geração, a celebração do F4F contou com a presença de diversos representantes da FIFA e ídolos do futebol, além de espectáculos de dança e música.

As estrelas dos relvados Ivan Zamorano, Júlio Baptista, Aleksandr Kerzhakov e Panagiotis Fyssas entregaram os prémios aos jovens destaques do torneio. Outro momento importante foram as palavras da secretaria geral da FIFA, Fatma Samoura, destacando a importância da união, amizade e respeito entre jovens de países tão diferentes.

Apesar do grande sucesso do evento, nenhum dos presentes conseguia esconder a enorme excitação com tudo o que ainda estava por vir. A final da Taça das Confederações reservava uma noite de emoção com o confronto entre Chile e Alemanha.

A caminho do estádio não havia como não perceber que a cidade estava em festa e respirando futebol. Quanto mais a grandiosa Zenit Arena se aproximava, maior era a movimentação dos adeptos nas ruas. Ao longe, já era possível observar as bandeiras a tremular e a imponência do estádio era algo que saltava aos olhos.

A Zenit Arena, também conhecida como Saint Petersburg Stadium, é simplesmente deslumbrante. O design do estádio foi elaborado pela empresa de arquitectura japonesa Kisho Kurosawa e lembra muito a forma de uma nave espacial. Além disso, o estádio é muito bem localizado, uma vez que se encontra muito próximo do Maritime Victory Park, na ponta da ilha de Krestovsky e é cercado por três lados pelo Mar Báltico.

Ao entrar nas imediações da arena, tudo se apresentava de forma prática e com uma organização impecável. Os fãs misturavam-se numa grande massa de cores e sentimentos e, por mais que os alemães estivessem presentes e vestidos a rigor, a agitação dos chilenos era contagiante.

Entre cânticos e exaltações à “La Roja”, era possível observar que eles haviam viajado de todas as partes do mundo para apoiar sua selecção.

“Fico muito feliz por ver tantos compatriotas. São famílias inteiras que vieram do Chile!” conta feliz Cláudio Ortega, um chileno que vive na Suécia há mais de dez anos.

Mas não eram só os chilenos que estavam a apoiar a sua selecção. Os russos também não conseguiam esconder o seu apoio.

Leonid Kostiuk e Danil Kostiuk, pai e filho respectivamente, vieram da cidade de Belgorod e, apesar de trazerem pintados no rosto a bandeira das duas selecções, foram directos ao declararem a sua preferência:

“Tenho mais simpatia pela selecção chilena, admiro a sua raça e vou torcer por eles. Porém acredito que a Alemanha vai vencer desta vez”, previu Leonid.

O caminho para as bancadas foi rápido e dinâmico. A belíssima vista da Zenit Arena tornava o percurso um verdadeiro espectáculo e a boa preparação dos funcionários não deixava espaço para dúvidas.

A festa de encerramento contou com 1.500 pessoas envolvidas e empolgou os adeptos com os concertos dos cantores russos Polina Gagarina e Egor Kreed após uma apresentação ensaiada pelo director Felix Mikhailov. O avançado brasileiro Hulk, que jogou durante quatro anos no Zenit, da Rússia, foi o escolhido para apresentar a taça do torneio a todos os presentes no estádio.

Minutos antes do jogo, o que era uma suspeita tornou-se uma certeza: a maioria esmagadora do estádio torcia pela selecção chilena.

O que se tornou uma tradição dos adeptos brasileiros durante o Mundial de 2014, repetiu-se quando a claque chilena continuou a cantar seu hino nacional mesmo após o fim da gravação oficial. Um espectáculo de arrepiar!

Apesar de estarem em menor número, os adeptos alemães não ficavam atrás. Logo após o apito inicial os gritos e incentivos não paravam e, depois do golo aos 20 minutos, tornou-se um verdadeiro frenesim.

Com o passar do tempo o jogo tomou ares mais pesados, com brigas e discussões por parte dos atletas, porém, a claque em uníssono reprovava cada discussão entre os jogadores. Todos queriam assistir a um jogo limpo.

O Fair Play na Rússia (fotogaleria)

O último apito do árbitro deu fim à apreensão dos adeptos. De um lado os alemães festejavam e do outro os chilenos apoiavam a sua equipa. No final, todos aplaudiram o espectáculo.

A saída do estádio foi tão tranquila quanto a entrada, a diferença ficou por conta do céu da cidade. O fenómeno das “noites brancas”, típico desta época do ano, proporcionou um belíssimo anoitecer às 23:30h e, no final da partida, o estádio já se encontrava completamente iluminado.

Uma noite mágica na Rússia. O fim de um capítulo onde a história só se irá encerrar em 2018, no Campeonato do Mundo. Um futuro estampado no rosto dos jovens do Football For Friendship que nunca se esquecerão deste longo dia em São Petersburgo.

O presente artigo foi realizado no âmbito da parceria que o Fair Play estabeleceu com o Sapo24, e a sua publicação original pode ser consultada aqui.

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Sávio AzambujaJulho 3, 20171min0

O Fair Play esteve na Rússia, a convite da Gazprom, para acompanhar de perto o torneio jovem Football For Friendship (cujo balanço pode ser consultado aqui), e, claro, a final da Taça das Confederações, entre outras iniciativas paralelas. Segue-se uma fotogaleria com algumas das melhores imagens recolhidas pelo olhar do nosso correspondente Sávio Azambuja.

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Sávio AzambujaJulho 1, 20173min0

Jovens de todo o planeta encontraram-se em São Petersburgo para jogar futebol e propagar valores como respeito, amizade e tolerância.

São 9:30 da manhã e a expectativa toma conta do lobby do hotel Park Inn by Radisson em São Petersburgo. Apesar do frio e do mau tempo na bela cidade russa, o colorido e a felicidade estampada no rosto de centenas de jovens de diversas partes do mundo aquece e enche de alegria o enorme corredor de entrada. Estão todos reunidos à espera do tão aguardado torneio Football For Friendship (F4F) 2017.

O evento define-se como um programa social para jovens, implementado pela empresa de energia russa Gazprom desde 2013, e inclui diversos eventos desportivos e educacionais por todo o mundo.

Os principais objectivos do programa são o desenvolvimento dos jovens na prática de futebol, a popularização de um estilo de vida saudável, a propagação da tolerância e do respeito por diferentes culturas e, por fim, a alimentação de um sentimento de amizade entre crianças de diferentes países. Com uma breve visão geral do ambiente, já conseguimos perceber o enorme sentimento de companheirismo e respeito que existe no ar.

“É simplesmente maravilhoso o facto de termos criado uma plataforma significativa onde as ideias de tolerância, respeito e paz são promovidas de forma tão ampla e positiva” conta Vladimir Serov, Diretor Global da F4F.

Os jovens da edição deste ano estão em São Petersburgo, na Rússia, que, para além de contar com o F4F, é também a sede da final da Taça das Confederações. Final esta que é o ‘grand finale’ do Football For Friendship, pois todos os jovens que participaram no evento este ano terão a oportunidade de desfrutar da final dentro do estádio, com uma visão privilegiada dos seus jogadores favoritos.

Depois de uma semana de treinos intensos (e divertidos) no espaço Nova Arena, em São Petersburgo, os jovens tiveram neste Sábado o tão esperado torneio F4F 2017, e o resultado não poderia ter sido melhor. Foram 64 jovens das mais diversas origens, divididos em 8 equipas de 8 jogadores.

“Estou impressionado. Nós somos de 64 países diferentes e estamos todos aqui, agora. Eu acho que muitos jovens gostariam de estar no meu lugar” relata o pequeno Ibrahim Khellil, da Argélia.

As equipas foram divididas por cores e um sorteio no início do evento determinou quais seriam os confrontos. Na sua primeira partida, a Equipa Vermelha, do jovem representante português Tiago Guerreiro foi derrotada pela equipa Laranja. Porém, Tiago, de apenas 10 anos, não desanimou.

“O importante é que jogámos bem”, gritava o miúdo em apoio aos seus companheiros.

Com o decorrer do campeonato, diversos talentos individuais surgiram. Entre eles podemos destacar para além do português Tiago (SR Almancilense – Loulé), o defesa brasileiro Juan (Fluminense – Rio de Janeiro) e o avançado argentino Ivan (San Lorenzo – Buenos Aires). Estes dois últimos foram os protagonistas da grande final, realizada entre a Equipa Laranja e a Lilás.

A última partida do torneio foi um show a parte. O placar de 4×3 a favor da Equipa Laranja retrata bem uma partida cheia de emoções e belas jogadas.

No final de contas, as palavras do jovem jornalista Stefan Radujko, da Sérvia, sintetiza muito bem o sentimento de todos: “Não importa quem ganhou. Nós estamos no F4F para nos divertirmos e para conhecer novos amigos. Vou lembrar-me disto por toda a minha vida”.

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António Pereira RibeiroJunho 21, 20175min0

O futuro da Taça das Confederações tem sido alvo de discussão, e a décima edição do torneio, a decorrer, pode muito bem ser a última. Por isso, decidimos revisitar os melhores momentos da história de uma competição cada vez menos consensual.

1995

A DINAMARCA CONQUISTA NOVA PROVA INTERNACIONAL

A vitória da selecção dinamarquesa no Campeonato da Europa de 1992 continua a ser uma das maiores surpresas da história do futebol mundial. Três anos depois do feito inesquecível, os comandados de Richard Møller Nielsen passaram de revelação a confirmação, ao triunfarem na segunda edição da Taça das Confederações, ainda disputada na Arábia Saudita, sob a denominação de King Fahd Cup.

Tudo começou com um golo fantástico de Brian Laudrup diante da equipa anfitriã, ilustrativo de toda a sua maestria técnica. Após derrotarem os sauditas, eliminaram o México, trilhando um percurso até à final contra a Argentina. Os golos de Michael Laudrup e Peter Rasmussen construíram o 2-0 a favor dos dinamarqueses. Há quem diga que esta partida deu o mote para a maldição argentina das finais perdidas. Quanto a isso não sabemos, mas o jogo colocou certamente Dinamarca no topo do futebol mundial.

1997

DUPLO HAT-TRICK NA FINAL

A primeira Taça das Confederações a merecer o selo oficial da FIFA foi erguida pela selecção brasileira, com pompa e circunstância. No jogo decisivo diante da Austrália, os campeões do mundo em título conseguiram explanar todo o seu potencial ofensivo, num autêntico recital que quando terminou, o marcador estava em 6-0.

Ronaldo e Romário, os avançados designados para colocar a bola no fundo das redes, apontaram três golos cada um, proeza digna de registo, mesmo para esta fabulosa parelha. Os prémios individuais também acabaram quase todos nas mãos dos campeões. Denílson foi eleito o melhor jogador da prova, ao passo que Romário juntou a Bola de Prata ao título de melhor marcador, com sete remates certeiros em cinco encontros disputados.

1999

O TRIUNFO INESPERADO DOS MEXICANOS EM CASA

Jogar na condição de visitado constitui quase sempre uma vantagem inestimável. Ainda assim, ninguém esperava que o México fosse capaz de vencer uma Taça das Confederações onde estavam presentes as selecções brasileira e alemã, por exemplo. Evitaram as duas principais ameaças na Fase de Grupos, por capricho do sorteio, e saíram líderes do agrupamento. Derrubaram os rivais norte-americanos nas meias-finais, ganhando o direito de defrontar o Brasil na grande final.

Eram 110 mil espectadores nas bancadas do Estádio Azteca, uma moldura humana apropriada, tendo em consideração o espectáculo que se desenrolou no relvado. No embate entre Cuauhtémoc Blanco e Ronaldinho Gaúcho, foi mesmo o mexicano quem levou a melhor, por 4-3.

2009

A CAMPANHA IMPRESSIONANTE DOS NORTE-AMERICANOS

Após um par de derrotas infligidas pela Itália e Brasil na Fase de Grupos, a selecção norte-americana parecia ter o seu destino traçado. Porém, uma combinação de resultados favorável, fomentada pelo triunfo inesperado do Egipto sobre a equipa italiana, devolveu a esperança aos homens de Bob Bradley.

Para seguir em frente, era preciso obter um resultado volumoso diante do conjunto egípcio na derradeira jornada. 3-0 acabaria por se revelar suficiente. À sua espera nas meias-finais estava a selecção espanhola, campeã europeia em título, e dona de um recorde de invencibilidade que já tinha chegado aos 35 encontros consecutivos. E foram mesmo os norte-americanos os responsáveis inesperados por interromper este ciclo incrível, com uma vitória ainda mais espantosa por 2-0. A surpresa ganhou novos contornos na final, quando os Estados Unidos chegaram ao intervalo a vencer o Brasil por 2-0, e o choque só ficou a meio caminho porque Lúcio e Luís Fabiano (bis) deram a volta no segundo tempo.

2013

DEZ A ZERO

O que acontece quando a selecção líder do ranking FIFA defronta o 135.º classificado? O resultado mais desnivelado da história da Taça das Confederações. Foi exactamente isso que aconteceu no Maracanã, no jogo que colocou frente-a-frente a equipa espanhola, campeã da Europa e do Mundo, e a desconhecida selecção do Tahiti. Uma goleada que chegou aos dois dígitos.

Os minutos 5’, 31’, 33’, 39’, 49’, 57’, 64’, 66’, 78’ e 89’, sinalizaram a evolução do marcador. Fernando Torres perfilou-se como o avançado mais frutífero do encontro, com quatro tentos apontados. Historicamente falando, este jogo detém igualmente o recorde de maior diferença de golos entre equipas, em todas as competições da FIFA realizadas até hoje.

O presente artigo foi realizado no âmbito da parceria que o Fair Play estabeleceu com o Sapo24, e a sua publicação original pode ser consultada aqui.

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Daniel FariaJunho 17, 20171min0

A Taça das Confederações, onde Portugal participa pela primeira vez, está quase a começar. Dando uma “espreitadela” nos elencos das oito equipas que participam no “ensaio” para o mundial do próximo ano na Rússia, mostramos uma figura por seleção. Acompanhe o nosso roteiro rápido de oito atletas que podem abrilhantar a competição.

Numa seleção alemã muito desfalcada relativamente à convocatória habitual, terá Portugal hipóteses para fazer história novamente depois da conquista do Europeu?

Atenção ainda aos conjuntos de Chile e México repletos de qualidade. Austrália, Nova Zelândia, Camarões e Rússia são vistos como “outsiders”, mas como se sabe o futebol é imprevisível, podendo acontecer sempre alguma surpresa.

Voltando ao ponto deste artigo, vejamos alguns atletas que podem muito provavelmente dar nas vistas no torneio.


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