Arquivo de Rodrigo Albergaria - Fair Play

david-villa-insider-notes.jpg?fit=1024%2C570&ssl=1
António Pereira RibeiroJulho 31, 20174min0

Em vésperas do encontro amigável entre as estrelas da Major League Soccer e o Real Madrid, actual campeão europeu em título, o Fair Play decidiu, com a ajuda dos comentadores da Eurosport Portugal Luís Cristóvão e Rodrigo Albergaria, escolher as figuras de uma competição entusiasmante cuja Fase Regular iniciou recentemente a sua segunda metade.

LUÍS CRISTÓVÃO

O XI Ideal de Luís Cristóvão

Mid-Season MVP – David Villa (New York City FC)

Continua a ser um jogador decisivo, um líder para uma equipa de NYC que está bastante mais forte. Sente-se que está mais liberto e confiante de que tem equipa para lutar pelo título.

Jogador Revelação – Miguel Almirón (Atlanta United)

Almirón, ainda que pelo estatuto que trazia, não se tratará tanto de uma revelação, mas de uma confirmação. Entre jogadores que não conhecia tão bem, Ring está a mostrar-se muito eficiente, levando mesmo Pirlo a passar a suplente.

Jogador Desilusão – Jermaine Jones (Los Angeles Galaxy)

Confesso que não percebi a sua contratação pelos LA Galaxy, porque não me parecia ser ele o jogador necessário para dar maior qualidade à ligação defesa-ataque da equipa. Entre lesões e más exibições, fica-lhe bem o lugar de desilusão do ano.

RODRIGO ALBERGARIA

O XI Ideal de Rodrigo Albergaria

Mid-Season MVP – David Villa (New York City FC)

Aos 35 anos, mantém todas as suas virtudes individuais no desempenho da função de homem mais avançado, ao qual tem aliado um sentido colectivo notável, que tem contagiado toda a equipa e sobretudo ajudado a crescer a malta mais nova como Jack Harrison ou Jonathan Lewis… tem sido fundamental no moldar da equipa às ideias ambiciosas do treinador Patrick Vieira.

Jogador Revelação – Julian Gressel (Atlanta United)

Nascido na Alemanha, onde chegou a fazer formação, destacou-se no futebol universitário Norte Americano e foi selecionado pelos Atlanta United no SuperDraft de 2017… Conquistou brilhantemente lugar no onze de Tata Martino que tem dado grandes espetáculos nesta 1ª metade da época e já marcou 3 golos e fez 6 assistências…

Jogador Desilusão – Kei Kamara (New England Revolution)

Em 2015 o avançado da Serra Leoa, então nos Columbus Crew, lutou com Giovinco pelo titulo de melhor marcador do campeonato… 2 anos depois o próprio jogador mostra-se desiludido com as suas prestações… depois de se ter incompatibilizado com Federico Higuain, forçando a transferência para os Revs onde, como o Austin Powers em “The Spy Who Shagged Me”, parece que perdeu o “Mojo”…

AS ESCOLHAS DO FAIR PLAY

O XI Ideal do Fair Play

Mid-Season MVP – David Villa (New York City FC)

Se no último ano, Villa recebeu o troféu de Jogador Mais Valioso de forma algo injusta, desta vez, em 2017, arrisca-se a repetir a façanha, mas com mérito incontestável. Mais do que os 14 golos e as 7 assistências, o avançado espanhol de 35 anos transforma o New York City FC numa equipa de topo a nível nacional.

Jogador Revelação – Nemanja Nikolic (Chicago Fire)

É verdade que Nikolic tem 29 anos, e já trazia consigo um historial profícuo da Hungria e da Polónia, mas poucos esperavam que o seu impacto em Chicago fosse tão substancial. Com 21 rondas da MLS disputadas, lidera isolado a lista de melhores marcadores, por ter concretizado 16 remates certeiros, contribuindo decisivamente para a boa classificação dos Fire na tabela.

Jogador Desilusão – Gyasi Zardes (Los Angeles Galaxy)

Determinante no último título conquistado pelos Galaxy em 2014, Zardes não tem conseguido confirmar o seu estatuto de promessa, e tarda em assumir-se como uma das figuras principais do plantel. Na presente temporada, o seu rendimento caiu ainda mais, coincidindo dessa forma com o mau momento colectivo do emblema californiano.

 

MLS-Euro2016.png?fit=1024%2C572&ssl=1
António Pereira RibeiroNovembro 26, 20165min0

Em vésperas de conhecer os emblemas finalistas da Major League Soccer, pedimos aos comentadores da Eurosport Portugal que nos falassem sobre esta época atribulada. Nuno Santos, Luís Cristóvão e Rodrigo Albergaria aceitaram o desafio do Fair Play, e fizeram um balanço daquilo que presenciaram em 2016 nos relvados norte-americanos. Eis as respostas das vozes da MLS em território luso.

NUNO SANTOS

»Em relação ao ano passado a primeira nota que retenho é o facto de não termos tido uma grande estrela a assinar contrato com um dos 20 clubes da liga, ou seja, após o lançamento com  pompa e circunstância da edição dos 20 anos de MLS, ficou essa nota que a mim em particular me deixou surpreso. 

Depois em termos de qualidade de jogo mais uma vez o que se viu foram  equipas que na época regular apresentaram qualidade  mas que chegando aos Playoffs desiludiram.. .este particular  destaco pela negativa FC Dallas e os Red Bulls…Ainda coloco nesta categoria os campeões Portland Timbers que foram de facto uma sombra da equipa campeã em  2015.

Para ser coerente, voltei a apostar em equipas que eram apontadas para vencerem o titulo…e tiro ao lado. Apontei FC Dallas e Red Bulls e foi o que se viu..

Se existiu equipa que me surpreendeu foi Seattle. Estavam ligados à máquina para sobreviverem e acabam por ter uma segunda parte da época magnifica, fruto da chegada de Brian Schmetzer e essencialmente do “mágico” Nico Lodeiro…Muito e bom futebol se viu do internacional uruguaio.

Falando em Lodeiro falo do MVP da época…podia ser ele..podia ser Wright- Phillips mas escolho Ignacio Piatti, que me faz  lembrar Diego Valeri,  o “homem” que levou Portland ao colo na ultima época.

O rookie é a escolha mais óbvia, prémio entregue a Jordan Morris embora Jack Harrison acabe igualmente por fazer uma época fantástica. Treinador do ano Brian Schmetzer, acima de tudo por ter colocado Seattle na rota do titulo após um período onde já referi a equipa estava moribunda.

Um nota final para o regresso de Landon Donovan,um homem que se confunde com a própria  historia do “soccer”. Apesar do regresso, os milionários de L.A. voltaram a ficar longe do objectivo.»

LUÍS CRISTÓVÃO

«O Euro 2016 já me tinha apanhado em estúdio antes, por exemplo, o golo de Quaresma frente à Croácia foi vivido durante o directo dos Seattle Sounders contra os New York City e festejado em silêncio, mas o dia que ficará para sempre a marcar esta época foi o 10 de Julho de 2016. Depois de termos visto a final entre França e Portugal em directo já na redacção, eu e o Nuno Santos entrámos em emissão uns vinte minutos depois do fim do jogo, se tanto. Portugal campeão europeu e nós fechados numa sala minúscula, para comentar o jogo entre os New York Red Bulls e os Portland Timbers. Foi o jogo mais difícil de comentar da temporada.

Na minha cabeça, o golo do Éder, no meu corpo aquela sensação desconhecida de ser campeão europeu, uma certa apatia depois de tanta emoção durante os 120 minutos do jogo. Num dos ecrãs do computador, a festa que se vivia na rua. E, se alguém acompanhou esse jogo em directo, seguramente um discurso a rolar sem nexo, num jogo sem golos, sem outra história do que o ter acontecido no dia em que Portugal foi campeão europeu.

MVP: Bradley Wright-Phillips

Rookie: Jordan Morris

Sub-21: Cristian Roldán

Surpresa: Seattle Sounders

Desilusão: Portland Timbers

Treinador: Patrick Vieira

RODRIGO ALBERGARIA

»Chegou a altura das decisões do campeonato, que no Eurosport gostamos de dizer que não é um campeonato de futebol, mas sim de ‘soccer’…Major League  Soccer!

Como Rookie do Ano no papel de comentador começo por destacar uma tendência que julgo ter sido invertida neste ano de 2016… As equipas de Este pareceram-me mais fortes do que as de Oeste.

Melão do Ano para o despedimento de Sigi Schmid dos Seattle Sounders, enquanto no estúdio comentávamos tal situação ser praticamente impossível…E não é que os Sounders deram a volta!

MVP do ano é para mim Ignacio Piatti dos Montreal Impacts, pelos golos decisivos e pela elegância com que joga “à bola”. O Rookie do Ano é consensualmente Jordan Morris dos Seattle Sounders que revelou na sua 1ª época uma estaleca notável. A surpresa foi o “pegar de estaca” do uruguaio Nicolás Lodeiro, que chegou  a Seattle a meio da temporada para empurrar a equipa até à final da conferência e a desilusão é obrigatoriamente a equipa dos Red Bulls que passaram a época regular a praticar um futebol avassalador para chegarem à fase decisiva e tremerem que nem varas verdes…

Menção final para Andre Blake, guarda-redes dos Philadelphia Union que mostrou uma classe tremenda e para Tsubasa Endoh dos Toronto FC porque tem nome de desenho animado… Eu diverti-me à brava!!!»

Este Domingo, pelas 21 horas, Colorado Rapids e Seattle Sounders disputam um lugar na grande final da Major League Soccer. A partida terá transmissão em directo na Eurosport 1.


Quem somos

É com Fair Play que pretendemos trazer uma diversificada panóplia de assuntos e temas. A análise ao detalhe que definiu o jogo; a perspectiva histórica que faz sentido enquadrar; a equipa que tacticamente tem subjugado os seus concorrentes; a individualidade que teima em não deixar de brilhar – é tudo disso que é feito o Fair Play. Que o leitor poderá e deverá não só ler e acompanhar, mas dele participar, através do comentário, fomentando, assim, ainda mais o debate e a partilha.


CONTACTE-NOS