Arquivo de NBA Free Agency - Fair Play

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João PortugalOutubro 15, 201713min0

Antevisão da nova época da NBA, na Conferência Este, onde Cavs e Celtics vão dividir as atenções pelo terceiro ano consecutivo na luta para chegar à Final, contudo serão os Wizards a celebrar o topo da tabela da fase regular.

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João PortugalJunho 15, 20177min0

O primeiro anel de muitos para Kevin Durant? O merecido Finals MVP; Será que Steph Curry alguma vez conseguirá esta distinção? Voltaremos a ter esta Final, pelo quarto ano consecutivo, em 2017-18? Quantos títulos vão os Warriors ganhar? A tendência é para que a próxima temporada seja ainda mais fácil?

Os Warriors foram campeões pela segunda vez em 3 anos, praticam um basket que deixa os nossos olhos a reluzir e provavelmente vão continuar a dominar a NBA nas próximas épocas. Porém, antes de darmos uma espreitadela em como Golden State vai infernizar a vida das restantes 29 equipas da liga, vamos ao que decidiu o jogo 5 e o título.

O início foi muito semelhante às restantes partidas da Final, os Cavs entraram melhor, os Warriors com turnovers a mais como de costume e nem mesmo as 2 faltas de Kevin Love em 3 minutos fizeram o plano de Cleveland sucumbir. Lebron James, que se tornou o primeiro jogador a terminar uma Final da NBA com triplo-duplo de média, marcou 12 pontos em 5 min e, de repente, eram Klay Thompson e Kevin Durant a irem para o banco com 2 faltas cada. Não só os Cavs tinham ganho o primeiro período por 37-33, como conseguiram dar 1 minuto e meio de descanço a James sem que tivesse sido um descalabro.

Ao fim de 13 minutos, os Warriors já tinham cometido 7 turnovers, mas o pior de tudo é que essas perdas de bola tinham originado 14 pontos dos Cavs em contra-ataque. Claro que quando Golden State deixou de perder a bola estupidamente e elevou a intensidade defensiva, recuperou a liderança para não mais a perder.

Os últimos 8 minutos da primeira parte foram destrutivos para Cleveland. Estiveram 11 posses de bola seguidas sem marcar, enquanto que Golden State marcou em 13 consecutivas, colocando pontos no marcador em 14 das últimas 15 do primeiro tempo. Foi uma run de 28-4 a favor da equipa da casa que só teve fim com 3 triplos importantíssimos que impediram o jogo de estar totalmente ao intervalo, um de Lebron James e dois de JR Smith. Dois dados que marcaram os primeiros 24 minutos: Warriors com 131,5 pontos por 100 posses de bola, espectacular e os Cavs perderam a bola em 20,8% dos seus ataques, demasiado.

Ayesha, Steph e Dell Curry no desfile dos Campeões [Foto: Jessica Christian – SF Examiner]

Nos primeiros dois jogos ainda chegámos a ter bons períodos de Zaza Pachulia, mas o início da segunda parte foi a mostra do pior Pachulia, e a única coisa boa do mau Pachulia, que se desiquilibra, perde a bola, tenta marcar contra adversários mais ágeis e mais fortes, é que faz muitas faltas também e sai mais depressa do court.

O melhor período dos Cavs, que foi o terceiro, só pecou uma coisa que me deixou um pouco desiludido porque gostava de saber o que teria acontecido. JR Smith chegou ao final do período com 5-5 de 3pt, o que é fantástico por não ter falhado, mas quando JR está assim intratável, tem de lançar mais. Terminou 7-8, marcando a última bomba da temporada.

O que ficámos a ser foi que o início do derradeiro período da NBA deste ano começou com o futuro e previsível MVP da Final, Kevin Durant, a deixar os Cavs à procura de um milagre. Só que a transição defensiva dos Cavs foi sempre piorando à medida que os jogos avançaram, e esta temporada termina com uma série de jogadas em que o espaço para atacar o cesto estava completamente abandonado e os Warriors fizeram um banquete da incapacidade de Cleveland em ter forças para atacar e defender simultaneamente. Se viram o jogo, sabem que o resultado foi 129-120, os Cavs não pararam de marcar nem deixaram o marcador fugir. Não tiveram forças nem discernimento para impedir que o seu cesto fosse conquistado pelos novos Campeões.

Se há um jogador que voltou a ver o seu estatudo e valor de mercado subir em flecha foi Andre Iguodala. A diferença do Iggy desta Final para qualquer outro momento da época foi como o dia e a noite. Não só partilhou sempre uma das duas tarefas defensivas mais difíceis quando esteve em court, Lebron James ou Kyrie Irving, como recuperou o seu lançamento exterior, foi uma arma mortífera em transição e mostrou o atleticismo que sempre teve mas que aparentava estar em decréscimo rapidamente.

E cá estamos no ponto em que os Warriors estão na plenitude das suas capacidades, com 2 títulos em 3 anos, a jogar como a melhor equipa de todos os tempos e o resto da NBA parece ainda estar a alguns anos de apanhá-los. Neste momento parece claro que dificilmente a Final do próximo ano será mais competitiva do que esta. Os Cavaliers têm a maior folha salarial entre as 30 equipas (tudo indica que os Warriors estarão nessa posição no fim do verão), ou seja, têm uma margem de manobra muito curta para melhorar o plantel, enquanto que o banco está curto e velho.

Os Warriors terminaram a temporada 31-2, desde que Klay Thompson autografou esta torradeira [Fonte: KNBRadio]

Até este conjunto de jovens equipas talentosas chegar ao topo, os Warrior poderão estar com uns 5 títulos em 6 anos. Utah Jazz, Boston Celtics, Minnesota Timberwolves, Los Angeles Lakers, Milwaukee Bucks, Philadelphia 76ers são os franchises que estão bem encaminhados para daqui a alguns anos virem a ser o melhor da NBA, a ganhar o troféu Larry O’Brien, sendo que os Celtics são aquele que pode com uma troca saltar algumas etapas intermédias conseguindo alguém como Jimmy Butler ou Gordon Hayward já este verão.

O que de melhor poderia acontecer à liga seria o desmembramento dos Clippers, com Chris Paul e Blake Griffin, principalmente, a serem distribuidos pelos outros candidatos ao trono de Golden State. Jimmy Buttler, Paul George ou Gordon Hayward aterrarem em Boston colocá-los-ia numa excelente posição para finalmente serem um perigo nos playoffs para Lebron James, mas o objectivo da NBA não é chegar à Final, mas sim ser campeão. Todas estas movimentações que podemos imaginar para dar luta aos Warriors poderiam não ser suficientes porque eles são de outra galáxia. As equipas que sabem que têm muito melhores possibilidades de os derrotarem daqui a uns anos não deverão fazer nada para avançar esse crescimento contra o pico de carreira de Curry, Durant, Draymond Green e de Klay Thompson.

O “mal” já está feito. Os Warriors foram o franchise mais inteligente desta década e conseguiram montar um tormento que provavelmente só será derrotado pelo aquilo a que os americanos gostam de chamar “Father Time”, o avançar da idade. O grande adversário das próximas épocas vão ser as lesões… e os Spurs, esses estarão sempre na luta enquanto tiverem Kawhi Leonard.

Fiquem com a explicação do Coach Nick, do site BBallBreakdown, sobre a terrível transição defensiva dos Cavaliers, que tanto foi massacrada nos nossos textos, que lhes custou qualquer hipótese de revalidarem o título.

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João PortugalOutubro 25, 201611min0

A nova temporada da NBA começa na próxima madrugada! Daqui a umas horas, teremos a cerimónia de entrega dos Anéis aos Cavaliers. Depois Cavs-Knicks e Warriors-Spurs, tudo para ver na SportTV1. O Oeste vai ser novamente mais forte que o Este. Os Warriors vão à procura de todos os records e mais alguns. Os Clippers vão ficar à frente dos Spurs e Chris Paul terá um MVP como recompensa. Utah Jazz serão uma das equipas sensação da prova. Entre James Harden e Russell Westbrook, um deles deverá falhar os playoffs.

Conferência Este

À procura de serem os melhores de sempre

Adivinhem lá! Os Golden State Warriors vão ser a melhor equipa do Oeste e da NBA, pela terceira temporada consecutiva. Chocados? Então aqui está algo que já difere de quase todos os analistas. Toda a gente tem dado 65-68 vitórias na fase acreditando que eles, depois de conseguirem o record de 73-9 na época passada, vão abrandar e descansar mais, só que isso não é o ADN dos Dubs. É quase impossível que a liga encontre uma forma de derrotar o absurdo potencial que esta equipa tem por 12 ou mais vezes. A minha aposta é que Golden State ganhe, no mínimo, 70-71 jogos, sendo que não coloco de parte irem atrás de um segundo 73-9 ou melhor. O ciclone Warriors começa, oficialmente, amanhã e só pára no título.

Ser Campeões é o que já toda a gente espera da nova equipa de Kevin Durant, portanto os Warriors vão querer deslumbrar ao longo do ano. Para além de quererem bater todos os records de triplos, que Steph Curry e Klay Thompson têm vindo a bater continuamente há 4 anos para cá, o record que eles mais querem acredito que seja o de melhor ataque de todos os tempos. Neste momento está na posse dos Lakers de 86-87, os famosos ShowTime liderados pelo lendário Pat Riley, com 115,6 pontos por 100 posses de bola. Pergunta importante: A defesa de Golden State vai piorar sem Andrew Bogut? É bem provável que sim, mas também é garantido que as das outras 29 equipas, quando jogarem contra eles, vão piorar ainda mais! Para além de que os Warriors contrataram três peças importantes para o interior: Zaza Pachulia (imaginem agora se os georgianos tivessem conseguido levar avante o seu esforço para colocarem o poste do seu país no All-Star Game da temporada passada, Golden State teria cinco titulares All-Star); David West e JAVALE MCGEE.

Os Candidatos ao resto do top4

O Oeste está um pouco mais aberto no topo do que em anos anteriores, e por topo, neste caso, falo dos outros lugares que dão acesso a home court advantage (4 jogos em casa) na primeira ronda dos playoffs. Com uma ligeira vantagem sobre os Spurs, penso que os Clippers irão terminar em segundo, esta temporada. Também acredito que ficarão encostados às 60 vitórias, ou até podem mesmo alcançá-las. Como já escrevi há umas semanas, deverá ser o derradeiro ano de Chris Paul, Blake Griffin, DeAndre Jordan e Doc Rivers juntos. Os jogadores e a equipa técnica sabem que têm que exceder-se para que o franchise não se desmembre quando chegar a Free Agency de CP3 e de Griffin. Têm armas suficientes para atacar Golden State e a aposta em melhorar o banco com muita experiência foi porque acreditam que chegarão às fases decisivas da temporada onde esses nomes podem ter mais relevância, tais como Brandon Bass, Marreese Speights, Raymond Felton, Alan Anderson ou Dorel Wright.

Os Spurs irão seguramente ganhar uns 55 jogos, o que será suficiente para o terceiro lugar no Oeste. A minha grande intriga com San Antonio são os rumores em torno de LaMarcus Aldridge e a conclusão que eu retiro daí é que algum negócio poderá acontecer quando os Spurs tiverem a certeza absoluta de que não conseguirão derrotar os Warriors esta época e que então tentarão trocar Aldridge enquanto está no auge do seu valor de mercado. Tem mais dois anos de contracto depois deste, tem 29 anos e está no topo das suas capacidades como atleta. Kawhi Leonard é o futuro do franchise e LMA pode não ser o parceiro ideal para o futuro MVP. Ainda assim, a chegada de Pau Gasol para o lugar de um dos melhores de sempre, Timothy Theodore Duncan, prejudicará bastante a defesa dos texanos.

Jazz e Spurs poderão ficar muito próximos na tabela [Foto: San Antonio Express News]
Jazz e Spurs poderão ficar muito próximos na tabela [Foto: San Antonio Express News]

E o quarto classificado do Oeste, com pelo menos 50 vitórias, será o franchise de Salt Lake City, os Utah Jazz. A maior debilidade da equipa era na posição de base, Trey  Burke não dava garantias para os objectivos da equipa em chegar ao topo a médio-prazo, Dante Exum passou um ano no estaleiro, Raul Neto e Shelvin Mack tiveram demasiados minutos para comandar o ataque de Utah. Este ano tudo isso é posto de parte com a chegada de George Hill. E do banco virá outro veterano que ainda poderá ter uns cartuchos para gastar, Joe Johnson. Boris Diaw também veio fortalecer o banco e de que maneira. Os Jazz não só terminarão no top4, como terão Gordon Hayward e Derrick Favors eleitos para o All-Star 2017.

As restantes equipas que vão aos Playoffs

Portland, Minnesota, Memphis e Oklahoma City serão as restantes equipas do Oeste na post season. Acredito que nenhuma passe das 50 vitórias e que o mínimo de entrada na post season ande perto das 40-41. Este ano, o Oeste está mais acessível, no que toca ao número de triunfos necessários para o top8, muito por culpa dos Warriors. Os Trail Blazers têm a minha aprovação para o 5º lugar porque já fizeram uma fase regular fantástica o ano passado quando não davam muito por eles e este ano devem melhorar um pouco mais em todos os aspectos, especialmente na defesa onde foram um dos 10 piores franchises da NBA em 2015/16. Al-Farouq Aminu e Festus Ezeli farão uma boa dupla defensiva entre as posições 4 e 5.

Os Timberwolves contam com Tom Thibodeau para os colocar na rota dos playoffs pela primeira vez em 13 anos. Karl-Anthony Towns vai ser um dos 10 melhores jogadores da NBA esta temporada, vai ser All-NBA e All-Star. Os Wolves devem ser uma excelente formação defensiva que, juntando ao talento ofensivo que Towns, Wiggins, Lavine, Rubio têm pode mesmo surpreender. Claro que o banco não é famoso e este plantel pode ser demasiado jovem para aguentar a exigência física de Thibs logo no primeiro ano juntos, mas dou-lhes o benefício da dúvida porque têm as peças necessárias para alcançarem a post season.

Os Grizzlies surpreenderam-me por terem continuado a apostar no mesmo projecto dos últimos anos. Deram o máximo a Mike Conley que recebe assim um contracto que o valoriza monetariamente ao nível do seu jogo, que é dos melhores bases da NBA. Depois deram 94 milhões por 4 anos a Chandler Parsons que decidiu sair de Dallas, o que com as novas conjunturas e os milhões que as equipas têm para dar e vender não é um mau contracto, porém Parsons não esteve propriamente livre de azares nos Mavs. Tem um corpo propenso a lesões e os Grizzlies não têm banco para aguentar lesões de Parsons, Gasol ou Conley. Curioso também para ver como funciona Zach Randolph como sexto homem, acredito que vá funcionar bastante bem.

Qual deles ficará de fora da post season? [Foto: PBA-Online]
Qual deles ficará de fora da post season? [Foto: PBA-Online]

Os Thunder ficam à frente de Houston na minha lista, apesar de achar que ambas serão terríveis defensivamente, muito porque os Rockets perderam Patrick Beverley por um mês para começar a temporada e os jogos deles vão ser absolutas auto-estradas, nos dois sentidos. OKC tem o jogador “Auto-estrada”, Russel Westbrook, que tentará certamente ter um triplo-duplo de média de temporada e ser MVP pela primeira vez. Duvido que consiga ambas, já que sem Kevin Durant e Ibaka as 10 assistências por jogo não vão aparecer com um estalar de dedos como nos anos anteriores. No que toca a MVP, digamos que o único a conquistar o prémio sem terminar num dos dois primeiros lugares da Conferência, nos últimos 30 anos, tem o nome de Michael Jordan e os Bulls foram terceiros no Este, mesmo assim.

As  equipas que vão ficar à porta da post season

Houston, New Orleans, Dallas e Denver, serão as equipas que lutarão por esse objectivo, sem o conseguirem. Diria que são todas capazes de mais de 40 vitórias no seu auge de capacidade, mas que nenhuma o vai atingir, logo ficar-se-ão pelos 35 a 40 triunfos.  As contratações dos Rockets foram com o entuito de ter um ataque fantástico esta época, sob os comandos de Mike D’Antoni: Eric Gordon, Ryan Anderson e Nenê Hilário.

Os Pelicans esperam ter o melhor Anthony Davis de volta, só que Jrue Holiday continua lesionado e mesmo Davis ainda não provou que consegue estar uma temporada inteira sem parar. Ryan Anderson vai deixar saudades no banco, mas ao menos Buddy Hield, o melhor atirador da classe de rookies que entrou agora para a liga, tem caminho aberto para ser Rookie of the Year. Claro que enfrentará a concorrência desleal de Joel Embiid que ainda pode ganhar esse prémio, apesar de estar a entrar na sua terceira temporada, porque passou as duas anteriores no estaleiro.

AD e Dirk com os mesmos objectivos em fases bem distintas da carreira [Foto: Jerome Miron - USA Today Sports]
AD e Dirk, mereciam melhores planteis [Foto: Jerome Miron – USA Today Sports]

Os Mavericks aproveitaram os negócios que os Warriors foram obrigados a fazer para arranjarem espaço para Kevin Durant e montaram mais uma equipa decente, que nas mãos de Rick Carlisle pode surpreender tudo e todos e alcançar os playoffs. Ainda assim e muito porque Harrison Barnes lançou a 22% de campo na pré-época, que é anedótico, se Carlisle levar os Mavs ao top8, tem obrigatoriamente de ser Coach of the Year.

Quanto aos Nuggets, será que finalmente vão conseguir ser activos no mercado e trocar Danilo Galinari, Wilson Chandler ou Kenneth Faried, para rodearem os jovens com jogadores/escolhas de draft mais próximos da idade destes? Acredito que será o ano da explosão de Nikola Jokic, que só não explodiu mais cedo por falta de tempo de jogo na temporada passada. Resta saber se a dupla de Bigs europeia Jokic-Jusuf Nurkic resultará, visto que serão titulares e são ambos postes.

E no fundo da tabela…

Kings, Suns e Lakers. nenhuma destas equipas ultrapassará as 30 vitórias. Sacramento e Phoenix são dois franchises que precisam deste ano para estabilizar, ser activos no mercado para alinhar o plantel com um plano a longo-prazo, já que no presente não têm grandes hipóteses de sucesso. Os Lakers entram numa nova fase, com Luke Walton a treinador, que é marcada pela última temporada em que têm que ser maus de propósito, para poderem manter a escolha da primeira ronda do draft de 2017. Recordo que caso esta cai para fora do top3, passa para os Philadelphia 76ers. A partir da próxima temporada, se continuarem a ser maus, é porque não evoluíram o suficiente. Ainda assim tenho plena confiança que D’Angelo Russell tenha uma temporada altamente prometedora e que Brandon Ingram seja um dos grandes candidatos a Rookie of the Year, apesar de começar no banco. Só 3 jogadores do draft de Junho serão titulares esta época, logo não esperem uma corrida a Rookie do ano muito concorrida.

Previsão dos prémios individuais:

Most Valuable Player – Chris Paul (Clippers)

Defensive Player of the Year – Rudy Gobert (Jazz)

Rookie of the Year – Joel Embiid (76ers)

Sixth Man of the Year – Andre Iguodala (Warriors)

Most Improved Player of the Year – Nikola Jokic (Nuggets)

Coach of the Year – Quin Snyder (Jazz)

Executive of the Year – Bob Myers (Warriors)

Vem aí um prémio de carreira para CP3 [Foto: Noah Graham - NBAE
Vem aí um prémio de carreira para CP3 [Foto: Noah Graham – NBAE]
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João PortugalOutubro 23, 201611min0

A nova temporada da NBA começa dentro de dois dias! Daqui a duas madrugadas, a cidade de Cleveland, pelo menos a parte que não estiver a ver o jogo 1 da Final da MLB no estádio ao lado, dos Indians, pára para assistir à cerimónia de entrega dos Anéis aos Cavaliers. Apesar do enorme favoritismo dos Campeões de regressarem à Final, emergem equipas como os Celtics ou os Pacers que adicionaram os dois Al’s, Horford e Jefferson, aos seus plantéis. Os Raptors perderam Biyombo para os Magic, mas reforçaram o ponto fraco do plantel, com Jared Sullinger. Os 3 clássicos, Heat, Knicks e Bulls, arriscam-se a ficar todos de fora do acesso aos playoffs.

Conferência Oeste 

O Campeão assiste à luta, do trono

Não é propriamente difícil prever e colocar os Cavs como super favorito a terminar o Este na primeira posição. Mesmo que Lebron James, Kyrie Irving e Kevin Love tenham uma fase regular mais tranquila, com mais descanso, devem conseguir andar perto das 60 vitórias nos 82 jogos, o que é mais do que suficiente para vencer a Conferência. Não nos podemos esquecer que Lebron James alcançou as últimas 6 Finais, isto significa 600 jogos oficiais em 6 anos. Para já, é altamente favorito à 7ª consectiva, e depois? Será que conseguirá 8 ou 9?

Para além de finalmente terem renegociado o contracto de JR Smith para permanecer mais 4 anos (3 garantidos + 1 não garantido) em Cleveland, Mike Dunleavy Jr. e Chris Andersen vêm gastar os últimos cartuchos em busca de glória eterna contra os super poderosos Warriors. Esta é a grande diferença de uma temporada para a outra, os Cavs colocaram-se na situação mais complicada de sair, a perder por 1-3 na Final com 2 jogos fora e apenas um em casa, e fizeram o quase impossível, sair triunfantes da época histórica dos Warriors 73-9. Se, por acaso, alguém conseguir ultrapassar os Warriors que agora contam com Kevin Durant, tem à sua espera lugares cativos no Domínio dos Deuses. Para Lebron James, que já lá está, poderá ver associada a si a expressão “Melhor de Sempre” sem que mais o interroguem com “Então e aquele rapaz que ganhou 6 títulos com os Bulls chamado MJ?”

[A apresentação de Al Horford][Foto: John Wilcox]
A apresentação de Al Horford [Foto: John Wilcox]

Os Candidatos ao resto do top4

Aqui começa a parte engraçada, antever competições tem de trazer algum gozo a quem o faz, algum risco para quem escreve. Só um doido pode prever que Cavs e Warriors não se defrontem pela terceira vez consecutiva na Final da NBA, algo que seria inédito. Não haver liberdade criativa para antever os finalistas da competição, deixa-nos loucos para inventar no resto: “Quem vai perturbar os dois gigantes?”; “Quem vai falhar os playoffs?”; “Quem vai ficar em último?” (até esta parece extremamente óbvia).

A melhor equipa do Este, a seguir a Cleveland, serão os Boston Celtics, que ficarão à frente de Toronto e Indiana, no top4 da Conferência. Mais, acredito plenamente que venham a terminar com a melhor defesa da NBA. A contratação blockbuster do Este foi Al Horford, que trocou os Hawks por Boston, deixando assim um dos melhores franchises dos últimos anos, mas que foi impotente contra Cleveland nos playoffs, para criar em Boston a maior resistência ao poder, desde que Lebron saiu de Miami.

Claro que a pergunta principal é: “Já são bons o suficiente?” Eu penso que sim, que vão com relativa facilidade ganhar 50 ou mais jogos. Juntando a versatilidade defensiva de Horford às fantásticas qualidades nesse campo de nomes como Avery Bradley, Marcus Smart ou Jae Crowder, os Celtics serão o grande quebra-cabeças para os ataques da NBA.

Os Raptors perderam Bismack Biyombo que foi tão importante nos playoffs, porém corrigiram um grande buraco no 5 inicial, ao contratarem Jared Sullinger, ex-Celtics. Arriscaram dar o máximo a DeMar DeRozan que foi extremamente contestado por uma post season desastrosa, como tem sido seu hábito, mantendo o plano de chegar à Final com o núcleo Lowry, DeRozan e Valanciunas. Mantêm esperança de que DeMarre Carroll faça uma época sem lesões e continuam a ter em Cory Joseph um dos melhores bases suplentes da liga. Vão andar à volta dos 50 triunfos também.

Jeff Teague e Paul George [Flipboard]
Jeff Teague e Paul George [Flipboard]

Colocar Indiana no top4 é o maior desafio, porém eu sou um grande believer nas capacidades extraordinárias de Paul George. Frank Vogel já não é o treinador, foi substituido pelo seu ex-assistente Nate McMillan, mas a base da equipa está lá. Trocaram George Hill por Jeff Teague, o que deve melhorar o ataque da equipa consideravelmente. Ian Mahinmi foi para Washington mas entraram Al Jefferson e Thaddeus Young. Myles Turner vai tomar de assalto a titularidade e ser um dos grandes candidatos a Most Improved Player e os Pacers vão ficar perto das 50 vitórias.

As restantes equipas que vão aos Playoffs

Wizards, Hawks, Pistons e Hornets, serão estas a ocupar as posições 5-8 na Conferência Este. Prevejo poucas diferenças em termos de resultados entre elas, que ficarão entre as 40 e 45 vitórias, talvez uma ou outra consiga aproximar-se das 47-48.

Washington tinha conseguido contratar Ian Mahinmi, que entretanto se lesionou e vai perder parte da época, mas isso não me parece ser suficiente para que terminem muito abaixo desta previsão. John Wall e Bradley Beal estão a 100% e são um dos melhores back courts da NBA. Trey Burke vai ser o base suplente, um grande upgrade no banco que permitirá a Wall e Beal novas dinâmicas com aquele que sempre achei o melhor base da classe de rookies de 2013 (apesar de ser um draft fraco).

Os Hawks decidiram apostar em Dennis Schroder para base principal, conseguiram garantir Dwight Howard para suprimir a saída de Al Horford e deram um novo contracto a Paul Millsap. Resta saber se o ano mau de Kyle Korver terá continuidade ou se ainda tem pernas para ser um dos atiradores mais letais da liga e um dos melhores jogadores sem bola.

Detroit tem uma dor de cabeça para resolver com a lesão de Reggie Jackson que pode vir a falhar um quarto da temporada. Ainda bem que resgataram Ish Smith (bom ball handler, mas falha na necessidade principal da equipa na posição, lançamento) na Free Agency para colmatar esta perda temporária. Andre Drummond continuará a ser um monstro temido, com melhorias significativas no seu jogo ofensivo. O banco melhorou significativamente com as entradas de Jon Leuer e Boban Marjanovic. Resta saber se Kentavious Caldwell-Pope, Tobias Harris e Marcus Morris conseguirão aproveitar o espaço que Drummond e os bases vão criar no perímetro com lançamentos consistentes.

Cody Zeller e Reggie Jackson vão lutar por um lugar nos playoffs [WTOP.com]
Cody Zeller e Reggie Jackson vão lutar por um lugar nos playoffs [WTOP.com]

Charlotte ficou sem Big Al Jefferson, mas decidiu dar uma oportunidade a Roy Hibbert e tem em Cody Zeller a aposta principal para o futuro, no jogo interior. Outro upgrade interessante foi a contratação de Marco Belinelli que capacidade de lançamento exterior para juntar a Marvin Williams e Nicholas Batum, os dois melhores extremos nesse campo da equipa. Naturalmente, a qualidade principal dos Hornets será na defesa, contudo as equipas lançaram, em média, 1974 triplos e marcaram 698 ao longo da temporada, um aumento de 137 e 46, em termos absolutos, respectivamente, em relação a 2014-15. Esta época prevê-se que os números aumentem ainda mais. É imperativo que todas as equipas que procuram os playoffs tenham armas que acompanhem as tendências da NBA.

Quem vai ficar à porta dos Playoffs

Continuando o parágrafo anterior, essa foi uma das razões que me levou a deixar de fora equipas como os Bulls, Magic, Knicks, Heat ou Bucks. Outras, igualmente importantes, foram as dúvidas em relação aos objectivos para este ano (se querem ganhar ou perder), se vão conseguir tirar jogos suficientes dos seus melhores jogadores, sem lesões ou que precisem de descanso, ou se vão conseguir manter a sanidade mental do plantel, equipa técnica e front office (estou a olhar para vocês Knicks).

Em termos quantitativos, acredito que os cinco franchises acima nomeados consigam todos entre 30 a 38 vitórias, sendo que coloco os Chicago Bulls como os mais próximos de surpreenderem e alcançarem os playoffs. Ainda assim, acho horrenda a troca que levou Tony Snell para Milwaukee, por Michael Carter-Williams. MCW é mais um jogador que necessita de muita bola nas mãos (ao menos nos Bulls vai começar no banco), e tem enormes dificuldades em lançar de fora, sendo ainda um finalizador muito atabalhoado perto do cesto.

O novo trio dos Bulls [ChicagoTribune]
O novo trio dos Bulls [ChicagoTribune]

Boa notícia para Derrick Rose, foi ilibado da acusação de violação há uns dias, más notícias para os Knicks, Brandon Jennings já foi, durante esta pré-época, melhor do que Rose em toda a temporada passada. As adições de Joakim Noah e de Courtney Lee foram boas jogadas de mercado. O papel de Carmelo Anthony será fundamental. Esta equipa já não é dele, é de Kristaps Porzingis. Melo tem de jogar como na seleção americana, onde não é o principal protagonista. Ele consegue mais pontos mais facilmente quando não tem a bola a maior parte dos ataques. Há potencial em NY para irem à post season se as coisas correrem muito bem e Noah e Porzingis estiverem aptos para os jogos quase todos.

Heat, Magic e Bucks são incógnitas porque estarão as três muito atentas ao mercado. Sem Wade, e agora com a perda definitiva de Chris Bosh, Miami não ter armas suficientes para o top8 e é bem possível que tentem trocar Goran Dragic durante a temporada e, se as coisas começarem a correr mal, deitem o ano para o lixo e tentem maximizar a qualidade da escolha do draft de 2017, terminando o mais abaixo possível na classificação.

Milwaukee fez um bom negócio ao livrar-se de Michael Carter-Williams, com o grego Giannis Antetokuonmpo a assumir as rédeas da equpa como base principal. Khris Middleton deverá falhar o ano todo e nem Mirza Teletovic nem Tony Snell têm a mesma qualidade para o substituir. Será uma temporada de evolução para os jovens Bucks, sempre atentos ao que o mercado oferece por Greg Monroe.

Os Orlando Magic arriscaram e investiram numa grande modificação do plantel. Trocaram Victor Oladipo por Serge Ibaka e ainda ficaram com o Free Agent Bismack Biyombo. Juntando a Aaron Gordon (que deverá jogar a extremo uma boa parte do tempo) e Nikola Vucevic, são muitos Bigs! O plantel não está finalizado, tendo excessos de um lado e escassez no back court. Orlando será um dos dinamizadores do mercado ao longo da época.

A dupla do costume no fundo da tabela

Duvido que tanto Nets como 76ers consigam passar as 20 vitórias. Aliás, com a lesão do nº 1 do draft de Junho, Ben Simmons, e a quantidade industrial de Big Men que há no plantel, devem ficar mais perto das 15. Sergio Rodriguez vai ser o melhor base do plantel desde que começou o #TrustTheProcess, numa equipa cujo jogador mais bem pago será Jerryd Bayless! Ao menos Joel Embiid vai ser o Rookie of the Year, com dois anos de atraso. Se acha que Jahlil Okafor vai ser trocado, marque 1, se acha que será Nerlens Noel, marque 2, se acredita que serão os dois trocados, marque 3.

Os Nets deverão ser um bocadinho melhores. O principal objectivo da temporada deverá ser encontrar um bom parceiro para trocar Brook Lopez. Depois de negociarem Thaddeus Young para Indiana pela vigésima escolha do draft, Caris LeVert, o novo GM de Brooklyn procurará algo ainda melhor, talvez trocar por algum jovem com valor já na NBA, sendo que o importante é preparar a época de 2020, quando os Nets puderem finalmente recomeçar a ser relevantes.

That's Danny Ainge's screensaver - Jason Concepcion [TheRinger]
That’s Danny Ainge’s screensaver – Jason Concepcion [TheRinger]
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João PortugalOutubro 17, 20168min0

A uma semana de se iniciar mais uma temporada da NBA, decidimos avançar com uma nova rubrica cujo objectivo é incentivar a aprendizagem dos adeptos portugueses desta modalidade espectacular. Também tentaremos educá-los para que tenham acesso aos melhores conteúdos de análises em artigos, podcasts e vídeos para que ganhem rotinas e venham a saber encontrar estes mesmos conteúdos de qualidade por iniciativa própria. O primeiro artigo desta série apresenta-vos aqueles que considerámos os melhores ao longo deste verão que passou. A partir do começo da nova época, será lançado semanalmente.

A Case For Chris Paul, Second-Best Point Guard Of All Time

Ainda a temporada anterior não tinha terminado completamente, e Shane Young, neste trabalho fantástico para o TheCauldron, colocou a fasquia altíssima para o resto do defeso. O grande objectivo do autor é mostrar e argumentar que Chris Paul é o segundo melhor base de todos os tempos, ficando apenas atrás de Magic Johnson. O texto está extremamente bem estruturado, há indicadores estatísticos que o comparam com os melhores de sempre e da actualidade, testemunhos e relatos dos seus treinadores antes de chegar à NBA. A conclusão principal do artigo e algo com que sempre concordei, Chris Paul não tem fraquezas, é o que acho mais notável. Passador sensacional, atirador letal, finalizador debaixo do cesto entre os melhores, inigualável no espírito competitivo e de liderança, exímio defensor. Todas estas qualidades incríveis e nunca foi MVP nem esteve sequer perto de ser campeão. Como escrevi na semana passada, deverá ser a derradeira oportunidade dos seus Clippers conquistarem algo com o actual coreTerá CP3 ainda a capacidade de guiá-los ao anel, já depois de entrar na casa dos 30 anos? Curiosamente, só duas equipas no Oeste ainda não atingiram a Final de Conferência neste século, os Hornets (que quando Paul foi draftado moravam em New Orleans) e os Clippers, os dois franchises onde o extraordinário base dividiu a sua carreira.

Kevin Garnett and the Inevitability of Finality

É difícil imaginar um ano mais emocional que aquele que os Minnesota Timberwolves estão a ter. Começou com a morte do emblemático Presidente e treinador Flip Saunders, a construção de um core jovem com um potencial quase ilimitado com o mais recente Rookie of the Year, Karl-Anthony Towns, a encabeçar a lista, a escolha certa para conduzi-los ao sucesso em Tom Thibodeau e o abandono da maior lenda do franchise, Kevin Garnett. Tornou-se mesmo uma montanha russa imprópria para cardíacos, é por se ter passado tudo isso que, graças à mestria e talento de Zach Harper, analista para a CBSSports e para o site que só cobre os Timberwolves, AWolfAmongWolves, e
à sua capacidade de nos agarrar a estes textos que são tão emocionais como factuais, que acabo por colocar dois trabalhos seus nesta compilação. Tal como Kobe Bryant e Tim Duncan, KG só abandonou a NBA porque o corpo manda mais que a mente e que força de vontade. Nenhuma destas lendas decidiu simplesmente deixar os courts, foi o Father Time , expressão muito usada em inglês, que lhes infligiu uma pesada derrota, a maior da suas carreiras.

Flip’s Script

Foi, então, por todas essas razões que escolhi este segundo artigo de Zach Harper, sobre o plano de Flip Saunders que começou a ser elaborado há mais de 20 anos quando Kevin Garnett foi selecionado no draft de 1995 e a herança deixada com o rebuild iniciado em 2013, cujos três momentos mais importantes foram: o regresso de Kevin Garnett para terminar a carreira na casa que o fez nascer para a NBA; a troca de Kevin Love para Cleveland pela primeira escolha do draft Andrew Wiggins, em 2014, e, no verão seguinte, a selecção de Karl-Anthony Towns como número 1 desse draft. No texto é contada a história de como os Wolves passaram de um Jahlil Okafor garantido na noite em que ficou decidido que escolheriam em primeiro lugar, para um outro Big que começava a emergir. Karl Towns. KAT teve uma época de rookie que apenas pode ser comparada a duas lendas, Shaquille O’Neal e Tim Duncan. Está projectado para ser eleito numa das All-NBA Teams da temporada que está para principar no dia 25. O texto traça o seu perfil, o trabalho realizado para ser um dos melhores postes da história da NBA, o trajecto feito para alcançar o objectivo máximo de um jogador, ser campeão. A grande motivação de Towns foi ter sido sucessivamente depreciado, desde os tempos na escola secundária, até à noite do draft.

Russell Westbrook Is Not As Good As You Think At The Rim

Porque o objectivo deste artigo não é ser muito extenso e denso, serei muito conciso a explicar a escolha destes vídeos. Russell Westbrook é um dos jogadores mais amados da NBA, deixa tudo em court, é explosivo, é espectacular, é um saltitão e faz tudo em campo. Ainda assim, o Coach Nick, criador do site BBALLBREAKDOWN, decidiu mostrar-nos que, afinal, Westbrook não é tão bom finalizador como parece a olho nu, quando o vemos jogar pela televisão. Todos os 291 ataques ao cesto que ele fez na temporada transacta foram analisados. Tem tabelas comparativas com os outros bases que foram melhores que ele e mostra também o seu historial nesta categoria.

Was Larry Bird Better Than LeBron James?

O segundo vídeo, da mesma página, e posso garantir-vos que quase todos os vídeos que postarei nestes artigos virão do site BBALLBREAKDOWN, porque, na minha opinião, estão bem à frente de toda a concorrência no que toca à produção de conteúdo sobre a NBA de fácil acesso para os adeptos. Desta vez, para ser um pouco diferente, uma comparação histórica entre um dos grandes do passado e outro do presente. Larry Bird e Lebron James são ambos Small Forwards, ou seja, jogam na posição 3, extremos, e, com a conquista do terceiro anel por parte de Lebron, há cada vez mais pessoas a considerá-lo no melhor SF de sempre, incontestado. Este vídeo procura mostrar que talvez não seja bem assim.

Dunc’d On: Mock Offseason (Part 1) (Part 2)

Para terminar, com a categoria dos podcasts, porque tentarei sempre agradar aos que gostam de ler, ver e também apenas ouvir, Nate Duncan, Danny Leroux, Kevin Pelton e Dan Feldman fizeram uma encenação de como iria decorrer o defeso deste verão. Se sempre tiveram curiosidade em perceber como funcionam as negociações entre jogadores e franchises, este podcast é um must-listen! É ainda melhor ouvi-lo agora, depois de todos os negócios estarem concluídos e fazer a comparação entre a previsão e a realidade.

Naturalmente que este tipo de artigos necessitam do entendimento da língua inglesa se são para ser lidos, ouvidos ou vistos na fonte. Tentarei ser mais sucinto na escrita, nos próximos capítulos, sendo que na semana que vem, porque vamos publicar a nossa Antevisão à nova época, não farei esta publicação, acontecendo apenas no final da primeira semana de jogos. Ficarei naturalmente disponível para responder a qualquer questão, dúvida ou crítica. Todo o feedback que quiserem deixar é bem-vindo. Podem usar a caixa de comentários deste artigo ou enviar por Twitter. Houve muitos outros trabalhos de enorme qualidade que deixei de fora desta primeira lista, porque o nosso objectivo também não é ocupar os nossos leitores com horas e horas de conteúdo em inglês logo de entrada. Iremos realizar esta experiência ao longo da temporada e tentaremos sempre balancear entre análises a jogos, jogadores, equipas, determinadas estatísticas, movimentações de mercado. Quero também reiterar, para finalizar, que esta coluna não substituirá a nossa cobertura da modalidade em português.


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