Arquivo de Javier Gomez - Fair Play

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João BastosAbril 9, 20177min0

A segunda etapa do Mundial de Triatlo foi disputada na Gold Coast australiana, na distância de sprint (750 metros a nadar, 20 km a pedalar e 5 km a correr). Apesar desta ter sido apenas a 2ª de 9 provas, no sector feminino já se regista uma tendência

A Austrália foi o segundo dos 9 palcos por onde passará o Mundial de Triatlo 2017. Depois da etapa de Abu Dhabi ter consagrado Javier Gomez e Andrea Hewitt como grandes vencedores, a etapa de Gold Coast tinha a particularidade de ser disputada na vertente de sprint, o que favorece tritaletas como Richard Murray e desfavorece outros, como o próprio Gomez.

Portugal apenas se fez representar com um triatleta: João Silva.

Foto: Triathlon.org

2 em 2 para Hewitt

A neozelandeza está a fazer um início de época fantástico e, este ano, o circuito mundial ainda não conheceu outra vencedora que não Andrea Hewitt.

Até este ano, Hewitt apenas tinha vencido uma etapa do Mundial na sua carreira e tinha sido em 2011, em Auckland. Com estas duas vitórias consecutivas, está provado que estamos perante uma nova e renovada Andrea Hewitt.

À semelhança de Abu Dhabi, esta etapa voltou a não contar com muitos nomes capazes de disputar a vitória, como a campeã olímpica Gwen Jorgensen e a campeã mundial Flora Duffy, que continua a não defender o seu título.

Também a vencedora do ano passado, a britânica Helen Jenkins, não esteve presente e assim, das quatro primeiras classificadas do ano passado (Jenkins, Jorgensen, Hewitt e Duffy), apenas a neozelandeza estava presente, tornando-a na principal favorita.

No entanto, no ano passado esta etapa disputou-se em distância olímpica, o que poderia aumentar as hipóteses de outras triatletas para este ano que se competia na distância de sprint.

Andrea Hewitt na conferência de antevisão da etapa de Gold Coast | Foto: Triathlon.org

Sendo 1,5 km ou 750 metros a nadar, a história do segmento da natação nas provas internacionais é sempre a mesma. A espanhola Carolina Routier vai sempre sair em primeiro lugar da água e as americanas vêm logo a seguir.

E assim foi, Sarah True e Summer Cook saíram logo depois de Routier, sendo as indicadas para fazer o jogo de equipa no segmento de ciclismo. É que as americanas traziam aqui nada mais, nada menos do que 7 triatletas, sendo que Katie Zaferes era a mais cotada, pelo que seria espectável que as restantes fizessem jogo de equipa para ela.

No entanto (e como é normal nas provas de sprint), praticamente todas as atletas conseguiram seguir no pelotão principal do ciclismo (Sarah True acabou por descolar).

No segmento decisivo, foi a triatleta da casa, Ashleigh Gentle que mais perto esteve de contrariar o favoritismo de Hewitt, mas a neozelandeza levou a melhor, conseguindo até vencer de forma mais confortável do que em Abu Dhabi.

Foto: Tommy Zaferes

Na classificação do mundial, Andrea Hewitt lidera confortavelmente com 1600 pontos. São mais 462 pontos que a segunda classificada, Katie Zaferes, que nesta etapa foi quarta classificada. A japonesa Ai Ueda fecha o top-3.

Mola volta a vencer na Gold Coast

Mário Mola é campeão do mundo em título e no circuito do ano passado cimentou a sua vitória final no sucesso das primeiras etapas. O ano passado (como Hewitt este ano) venceu as duas primeiras etapas, mas este ano não foi tão feliz em Abu Dhabi, tendo-se classificado em 8º.

Em Gold Coast “emendou a mão” e voltou a subir ao lugar mais alto do pódio.

Para a Austrália, a armada espanhola trouxe a sua máxima força com Mola, Gomez e Alarza que podiam muito bem fazer o pleno no pódio, mas antes tinham de eliminar uma verdadeira pedra no sapato: Richard Murray.

O sul-africano é um adversário temível em qualquer distância, mas na vertente de sprint torna-se ainda mais perigoso.

Tendo isso em conta, o companheiro de selecção de Murray, e bronze olímpico, Henri Schoeman imprimiu desde logo o ritmo no segmento de natação. O problema é que se a natação é de longe o pior segmento dos espanhóis (exceptuando Javier Gomez que não tem segmentos maus…nem transições más), também é o pior de Richard Murray.

Schoeman foi assim o primeiro a sair da água, com Gomez a sair 7 segundos depois, com Murray a 22 segundos de distância e com Mola e Alarza a saírem 6 segundos depois de Murray.

Foto: Delly Carr

Apesar do esforço de Schoeman, tal como nas senhoras, o pelotão seguiu compacto e sem cortar os favoritos para um segundo grupo. Infelizmente cortou João Silva, o nosso único representante, que integrou um grupo de quatro e hipotecou aí as suas aspirações a uma boa classificação.

Com a decisão da prova a encaminhar-se para o sector de corrida, os quatro favoritos começavam a medir-se. Em teoria, Fernando Alarza seria o menos favorito, Murray tem sido aquele que se tem exibido em melhor nível na corrida, Gomez o que mais vezes se superiorizou aos demais na corrida e sobre Mola recaíam as maiores dúvidas, dado que ainda não se tinha mostrado ao seu melhor nível esta época.

A dúvida consubstanciou-se em certeza e de uma forma que para muitos, certamente, configurou surpresa. Mário Mola impôs-se na corrida como poucas vezes vimos, tendo em conta os contendores.

O espanhol, de 27 anos, superou o sul-africano no sprint final, vencendo com 4 segundos de avanço. Fernando Alarza completou o pódio, superando um Gomez que, apesar da vitória em Abu Dhabi, ainda está em subida de forma depois da lesão contraída em Julho do ano passado.

Foto: Delly Carr

Nas contas de um mundial que ainda não viu estrear os irmãos Brownlee, a disputa está mais renhida que no lado feminino, com Gomez a contabilizar 1433. Richard Murray subiu três posições e é agora segundo classificado com 1326 pontos. Alarza é terceiro, com 1318.

Com esta vitória, Mário Mola ascendeu à quarta posição, subindo quatro lugares. Apesar de não ter participado nesta etapa, João Pereira continua a figurar no top-10, fechando-o, precisamente. Recordamos que para a classificação final contam as 5 melhores classificações nas 8 etapas da ITU World Triathlon Series, mais a Grande Final.

Fonte: WTS Triathlon

O mundial continua em Yokohama nos dias 13 e 14 de Maio, sendo a última das três etapas da fase Ásia/Oceania, seguindo depois para as duas etapas europeias (este ano, a final é em Roterdão, pelo que as três etapas europeias são descontinuadas).

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João BastosMarço 5, 201712min0

O Mundial de Triatlo voltou e com ele também voltou Javier Gomez Noya, o azarado espanhol que ficou fora dos Jogos Olímpicos do Rio. Abu Dhabi marcou o arranque do circuito que percorrerá quatro continentes até Setembro

Os Emirados Árabes Unidos foram o primeiro dos 9 palcos por onde passará o Mundial de Triatlo 2017. A etapa árabe foi marcada por muitas ausências, mas também por alguns regressos.

Para as cores nacionais, foi uma prova onde se pôde ver os nossos atletas já a um nível bastante interessante para esta altura crepuscular da temporada.

Mario Mola e Flora Duffy não iniciaram da melhor forma a defesa dos seus títulos. Duffy, então, não iniciou de todo. Mas, certamente, ainda vamos ver ao longo do circuito o que os dois campeões mundiais em título são capazes de fazer.

Hewitt vence ao sprint

Como já falado, Flora Duffy não alinhou à partida da prova de Abu Dhabi, mas houve mais ausências de relevo na start list, sendo a mais notada a da campeã olímpica em título, Gwen Jorgensen, que deixou a representação americana a cargo de um quinteto de luxo composto por Sarah True, Katie Zaferes, Kirsten Kasper, Summer Cook e Renee Tomlin.

Também a britânica Helen Jenkins, sempre candidata, optou por não participar, mas a armada britânica nunca está desfalcada e apresentava outras candidatas como Jodie Stimpson e India Lee.

Outra das ausências foi (ainda) a de Vanessa Fernandes, que anunciou recentemente o regresso à competição e já estava inscrita nesta primeira prova, o que indicia que o seu regresso em pleno estará para muito breve.

Vanessa Fernandes anunciou o regresso à competição no passado dia 27 de Fevereiro | Foto: Lusa

A prova começou como tantas outras começam, com a espanhola Carolina Routier a vir para a frente na natação e a fazer a principal despesa dentro de água até ao parque de transição para o ciclismo.

À saída da água, as americanas Sarah True e Katie Zaferes vinham muito bem posicionadas (como também é apanágio das americanas).

Pedalando no autódromo de Abu Dhabi, o grupo mais restrito que seguia na frente rapidamente se deixou apanhar pelo pelotão mais numeroso que seguia atrás.

Por volta dos 20 km de ciclismo, Sarah True desiste e Zaferes passa ao ataque, voltando a fragmentar o pelotão, formando-se um grupo na frente formado pela americana, pelas australianas Gillian Backhouse e Charlotte McShane, pela italiana Alice Betto, pela japonesa Yuko Takahashi, pela holandesa Rachel Klamer, pela austríaca Sara Vilic e ainda pela neozelandeza Andrea Hewitt e pela britânica Jodie Stimpson, as duas que representavam as mais fortes ameaças às aspirações de Zaferes.

E na verdade foram as duas que passaram imediatamente ao ataque no segmento de corrida, deixando em dificuldades a americana que tanto tinha forçado no ciclismo para as deixar para trás.

A meio do segmento de corrida de 10 km, o pódio começava a definir-se quando Hewitt, Stimpson e Vilic deixam para trás Klamer, a última resistente do grupo de nove que começou a correr junto.

Sara Vilic também não viria a aguentar durante muito mais tempo o ritmo das duas triatletas mais cotadas.

A 50 metros da meta, Stimpson – que tinha sido a mais empenhada durante a corrida em ir encurtando o grupo – parecia ter tudo encaminhado para iniciar o circuito com uma vitória (como tinha feito no ano passado), mas num sprint final “do outro mundo” foi Andrea Hewitt que levou a melhor, conseguindo a vitória mesmo em cima da linha de meta.

Veja e impressione-se com o recta final da prova:

Hewitt sofreu uma experiência pessoal, há cerca de um ano e quatro meses, absolutamente traumática. O seu treinador e marido, o francês Laurent Vidal – um dos melhores triatletas do pelotão internacional, que por problemas cardíacos deixou a competição em 2014 e dedicou-se ao treino da neozelandesa – faleceu em Novembro de 2015, vítima de ataque cardíaco.

No final, uma Hewitt emocionada, dedicou a vitória a Laurent Vidal…que certamente lhe deu um empurrãozinho naquele final de prova!

A neozelandesa começa assim o circuito mundial da melhor forma. Ela que no ano passado foi 6ª no final das 9 etapas, mas que este ano quererá, certamente, melhorar essa posição.

Já Jodie Stimpson tinha ganho esta etapa em 2016, mas desta vez teve de se contentar com a prata.

Sara Vilic fechou o pódio, chegando 7 segundos depois das duas primeiras.

Veja o resumo da prova feminina:

Gomez volta ao seu lugar habitual: o primeiro

Tal como a prova feminina, também a prova masculina foi pautada por várias ausências, com a dos irmãos Brownlee a ser a mais notada (Jonathan lesionou-se poucos dias antes da etapa).

Mas a nota dominante não foi das ausências, mas sim das presenças. O maior vencedor de sempre de etapas do Mundial, Javier Gomez Noya, estava de regresso, depois de se ter lesionado o ano passado, a apenas um mês do início dos Jogos Olímpicos, o que o retirou da luta pelo ouro no Rio de Janeiro.

Fonte: MundoTRI

Gomez vinha liderar uma armada espanhola de luxo, composta também por Mario Mola, actual campeão do WTS e vencedor desta etapa em 2016 e Fernando Alarza, 3º classificado no ano passado, no final do circuito.

A probabilidade da primeira prova internacional do ano ser ganha por um espanhol era grande, mas o trio tinha de se preocupar com fortes rivais, nomeadamente Richard Murry (África do Sul) que este ano já se tinha mostrado em boa forma em provas no seu país.

Sem Richard Varga em prova (o habitual animador na natação), foi o francês Aurelien Raphael que impôs o ritmo…e que ritmo!

Durante o segmento de natação, Raphael chegou a andar completamente isolado, mas na saída da água já o medalha de bronze do Rio, Henri Schoeman e o russo Igor Polyanskiy tinham conseguido recolar ao francês.

No entanto, os estragos estavam feitos e o pelotão seguiu para o ciclismo completamente fragmentado. Na frente seguia um grupo composto por 10 elementos, onde seguia Gomez mas não seguia nem Mola, nem Alarza, nem Murray, o que começava, desde logo, a abrir expectativas animadoras para o espanhol, que passava a ter em Henri Schoeman e Vincent Luis os seus potenciais maiores adversários na corrida (se é que há adversários à altura do espanhol na corrida).

No entanto, na última volta do ciclismo, o grupo perseguidor, liderado por Murray, Mola e Alarza conseguiu inverter o que já parecia definitivo, recuperando o minuto de desvantagem que tinha para o grupo da frente, vindo baralhar as contas da prova.

Nem se pode considerar que os perseguidores estavam com um desgaste superior a Gomez, já que o espanhol assumiu muitas das despesas na imposição do ritmo, na frente da prova.

Mas como Javier não sabe correr de outra forma, veio para a frente ao km 0 do último segmento e com ele só levou o britânico Thomas Bishop e o sul-africano Henri Schoeman (que só aguentou 3 km ao ritmo de Gomez – 3 min/km).

Mais atrás, vinha-se formando um grupo perseguidor de luxo: Murray, Mola, Alarza e o português João Pereira, quatro excelentes corredores que vinham paulatinamente a recuperar posições.

A três quilómetros do fim, Gomez cansou-se da companhia de Bishop e desferiu o ataque final, que o levou tranquilamente até à sua 13ª vitória em etapas do Mundial de Triatlo.

Thomas Bishop chegou 14 segundos depois e Vincent Luis conseguiu chegar ao bronze, resistindo à aproximação de Fernando Alarza, que foi o mais rápido em prova no segmento de corrida.

Veja o resumo da prova masculina:

A prova dos portugueses

Abu Dhabi foi a prova de melhor memória para as cores nacionais em 2016, já que foi a única onde Portugal conquistou um pódio, por intermédio do 3º lugar de João Silva.

Este ano o feito não foi repetido, mas houve bons apontamentos por parte da comitiva portuguesa:

A primeira a entrar em acção foi Melanie Santos, que até começou bem no segmento da natação, saindo da água num segundo grupo, a 40 segundos do primeiro, lado a lado com as três triatletas que terminaram no pódio.

O problema veio no ciclismo. O forte ritmo do grupo onde seguia, que queria apanhar as fugitivas o mais rapidamente possível, obrigou-a a desistir por volta do 16º km. Não foi a estreia no circuito deste ano que Melanie desejaria, mas foi certamente uma etapa muito útil para a jovem do Benfica retirar ensinamentos tácticos para futuras etapas.

Foto: Unspot Design

Na prova masculina, João Pereira conseguiu um excelente 6º lugar. Ele que tinha perdido o comboio da frente na natação e seguiu no ciclismo no 2º grupo, mas mais uma vez fez um segmento de corrida em crescendo, tendo sido mesmo o quarto mais rápido em prova, nesse segmento, cumprindo os 10 km em 31 minutos e 25 segundos.

Ficou à frente de nomes como Mario Mola ou Henri Schoeman.

Foto: Triathlon.org

Já a João Silva a prova não correu da forma que tinha corrido em 2016. Foi ainda mais surpreendido na natação do que João Pereira e ficou num terceiro grupo do ciclismo, onde não rolavam grandes referências e a distância para a frente foi aumentando significativamente.

No entanto, na corrida, Silva puxou dos galões e imprimiu um ritmo muito forte (foi o sexto mais rápido na corrida). A diferença para os restantes grupos já era grande, o que não o permitiu fazer uma grande recuperação em termos de classificação. Quedou-se pelo 19º lugar final.

Pódio de 2016 com João Silva no 3º lugar | Foto: Triathlon.org

O terceiro português foi Miguel Arraiolos que seguiu no grupo de João Silva até ao início da corrida. Fez uma prova bastante regular, evidenciando que é já um triatleta mais maduro e experiente neste tipo de provas. A natação continua a ser o grande calcanhar de Aquiles de Arraiolos, ficando a expectativa sobre o que ele poderá fazer numa prova em que o ritmo imposto nesse segmento não seja tão alto.

Classificou-se no 27º lugar, subindo 6 pontos em relação à classificação nesta etapa em 2016, amealhando 105 pontos para o ranking WTS.

Foto: Facebook Miguel Arraiolos – Triatleta

O jovem David Luís, de apenas 21 anos de idade, tinha feito a sua estreia em etapas do Mundial no ano passado na Grande Final de Cozumel.

E nesta sua segunda participação quis mostrar serviço e começou a prova com um ritmo muito forte, conseguindo seguir no grupo da frente da natação, e na frente se manteve durante quase 8 km no ciclismo, mas o ritmo de 40 km/h em que o grupo da liderança seguia tornou-se insuportável para o português, que após estabilizar o seu ritmo, instalou-se no 33º lugar da classificação geral. Lugar que ocupou durante toda a corrida e onde acabou na classificação geral final. Uma estreia promissora para o jovem português.

Foto: Carlos Maia

Filipe Azevedo fechou o quinteto português. À semelhança de David Luís, também se tinha estreado em etapas da Mundial em Cozumel, sendo este o primeiro circuito integral que cumpre.

Nos Emirados Árabes Unidos o azar foi parceiro de Azevedo que no final da primeira volta do ciclismo se viu envolvido numa queda que o forçou a abandonar.

Foto: Clarisse Henriques

As World Triathlon Series seguem agora para a Gold Coast australiana, disputando-se a segunda etapa nos dias 8 e 9 de Abril.

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João BastosFevereiro 27, 20172min0

O Mundial de Triatlo começa já no próximo fim-de-semana na capital dos Emirados Árabes Unidos. Depois do ano olímpico, este ano as atenções dos melhores triatletas mundiais voltam-se para o circuito composto por 9 etapas

As ITU World Triathlon Series estão de volta!

Depois de 2016 ter consagrado o espanhol Mário Mola e a triatleta das Bermudas, Flora Duffy, como campeões do circuito, este ano os motivos de interesse do Mundial são mais que muitos.

Se no ano passado os Jogos Olímpicos levaram muitos triatletas a optar por disputar menos etapas, ou fizeram-no longe da sua melhor forma, este ano o circuito mundial será a grande aposta de todos os que tiverem hipóteses de o vencer.

Alistair Brownlee (GBR) e Gwen Jorgensen (USA) partem com o estatuto de campeões olímpicos e têm de ser encarados como favoritos. Mas atenção ao regresso do espanhol Javier Gomez Noya que falhou os JO por lesão.

Do lado português, há vários pontos de interesse. Nos homens, a participação olímpica de João Pereira leva a crer que o caldense está, ano após ano, mais próximo do topo da hierarquia mundial; João Silva foi o único português a alcançar o pódio de uma etapa na Taça do Mundo em 2016 mas abdicou da competição assim que assegurou a qualificação para o Rio; Miguel Arraiolos continua a sua escalada no ranking Columbia Threadneedle – o ranking mundial do Triatlo. (Revisite a entrevista do triatleta alpiarcence ao Fair Playhttps://goo.gl/N79yQr)

Já em femininos, espera-se muito da jovem sub-23 Melanie Santos que já no ano passado deu boa conta de si, acabando na 39º posição entre as melhores do mundo. Mas o grande destaque é o regresso de Vanessa Fernandes, que anunciou hoje que estava de volta à competição.

Apesar de não prometer resultados, as expectativas em torno da maior ganhadora de etapas do Mundial (19 na sua carreira) são sempre elevadas.

Conhece os 9 palcos da maior disputa do triatlo mundial em 2017:


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