Arquivo de GCVR - Fair Play

3div2.jpg?fit=960%2C539&ssl=1
João BastosDezembro 2, 201712min0

A cidade da Guarda acolheu no feriado de 1 de Dezembro a edição desta época dos Campeonatos Nacionais de Clubes da 3ª divisão, Fique com o resumo completo do Fair Play


Aí está a nova versão da terceira divisão dos campeonatos nacionais de clubes. Este ano, passou a ser o escalão mais baixo, depois da eliminação da 4ª divisão, e viu o número de clubes aumentado de 24 para 32. Aumento esse que permite que mais clubes se destaquem com vitórias e classificações cimeiras em provas e permite que em cada prova haja uma maior competitividade (na classificação global dos clubes nem tanto). Tem como desvantagem o facto de muitos clubes partirem sem grandes objectivos já que a grande maioria não tem aspirações de subida e a grande maioria não corre o risco da descida.

Neste cenário, a 3ª divisão (e todas as outras) jogava-se num contexto de grandes indefinições quanto à classificação final, com raras excepções, como identificaremos ao longo deste resumo.

Vitória com salero

Em dia da restauração da independência, foram os nadadores espanhóis que conquistaram a terceira divisão!

A competição masculina foi vencida pela Fundação Beatriz Santos, uma equipa que apostou em reforços tendo em vista, precisamente, a conquista deste troféu e a consequente subida de divisão.

Concretamente, a equipa conimbricense alinhou com 5 nadadores espanhóis, mais 3 nadadores “da casa” e esteve sempre com o primeiro lugar controlado (mas não folgado).

A Fundação venceu com 363 pontos e para o ano militará na 2ª divisão, onde está também a sua equipa feminina, a lutar este fim-de-semana pelo acesso à primeira.

Individualmente, destaque para Miguel Rodriguez que venceu os 400 e 800 metros livres, as únicas duas provas que a equipa de Coimbra venceu.

A vitória final foi assente na regularidade dos resultados, com a pior classificação a ser o 12º lugar nos 100 metros bruços.

Para além de Rodriguez Cayetano – também foi 7º nos 200 estilos -, constituíram a equipa os nadadores Juan Diaz (4º aos 100 e 200 costas), Ricardo Zamora (4º aos 50 livres, 6º aos 100 livres), João Pereira (nadou os 4×100 livres), Paulo Frota (11º nos 200 bruços), Salvador Postigo (12º aos 100 bruços), Juan Penato (7º aos 100 mariposa) e Rodrigo Travassos (5º nos 200 mariposa).

Em ambas as estafetas a FBSC foi terceira classificada.

Foto: Luís Filipe Nunes

Ainda mais regular que a Fundação Beatriz Santos, foi o Clube de Natação da Maia. Chegou ao segundo lugar final com 349 pontos, mesmo sem ganhar nenhuma prova.

Descontando o 14º lugar dos 200 bruços, em todas as provas chegou no top-10 e isso foi decisivo para a sua classificação final.

Com uma equipa mais curta que a equipa vencedora, os maiatos alinharam com Luís Oliveira – 2º nos 100 bruços, 4º nos 200 mariposa e 5º nos 200 estilos -, Bernardo Graça – 3º nos 50 livres, 5º nos 100 livres e 9º nos 100 mariposa -, Paulo Silva – 5º nos 400 livres, 7º nos 800 livres e 14º nos 200 bruços – e Francisco Zenza – 7º nos 200 costas e 10º nos 100 costas.

Nas estafetas o Clube da Maia chegou no 4º lugar nos 4×100 livres e no 5º nos 4×100 estilos.

Foto: Luís Filipe Nunes

Depois de no ano passado o Ginásio Clube de Vila Real ter vencido a 4ª divisão sob a batuta dos maestros Alexandre Ribas e Koen Weustink, este ano sobe à segunda divisão, com os suspeitos do costume em destaque.

A equipa vilarealense somou 336 pontos e foi a equipa que mais provas venceu. Ao todo foram 5, com Alex Ribas a levar os 100 livres e os 200 estilos. Com os 50.30 dos 100 livres marcou a melhor performance masculina da competição. Koen Weustink venceu os 100 costas e o GCVR venceu as duas estafetas.

Ribas ainda foi 4º nos 400 livres e Koen foi 3º nos 200 costas e 5º nos 100 mariposa. Luís Carvalho foi 9º classificado nos 50 livres e 22º nos 200 bruços. Rodrigo Salcedas foi 10º nos 800 livres, Sebastião Machado foi 18º nos 200 mariposa e Pedro Silva foi 19º classificado nos 100 bruços. (As equipas do pódio não se deram bem com as provas de bruços).

Foto: Luís Filipe Nunes

Para além das três equipas que alcançaram o pódio, também o Clube de Natação de Rio Maior logrou subir para a 2ª divisão, onde competirá na próxima temporada, tendo também a companhia da equipa feminina, que também subiu. Uma dupla subida importante para o sistema de pontuação que começará a vigorar a partir da próxima época

O clube riomairense foi 4º classificado totalizando 325 pontos.

À semelhança do GCVR, também o CNRM sustentou a sua posição final no ranking de equipas, na prestação de dois valiosos nadadores. Carlos Pedrosa, ex-CNPD, foi o vencedor dos 100 mariposa e ainda foi terceiro nos 100 livres e quinto nos 50 livres. Tiago Campos fez dois segundos lugares – 200 costas e 200 mariposa – e um terceiro (nos 100 costas).

Gonçalo Bárbara também esteve em grande actividade nadando três provas: 6º nos 200 bruços, 11º nos 400 livres e 13º nos 800 livres. Gonçalo Dias foi o 24º classificado nos 200 metros estilos e 26º nos 100 bruços.

Nas estafetas os ribatejanos foram 6ª classificados (em ambas).

Foto: Luís Filipe Nunes

A luta pelos lugares de subida esteve ao rubro. O Palmela Desporto marcou 323 e o Vitória de Guimarães terminou com 322 pontos, ou seja, a apenas 2 e 3 pontos do 4º lugar do CNRM, respectivamente.

No extremo oposto da tabela, as posições de descida foram sendo definidas relativamente cedo, já que a primeira equipa a descer ficou a 21 pontos da última equipa a manter-se.

A má sorte calhou ao Clube de Natação do Litoral Alentejano (29º – 94 pontos), ao Ginásio de Santo Tirso (30º – 69 pontos), ao Naval de Ponta Delgada (31º – 53 pontos) e ao Lousada SXXI (32º – 32 pontos).

Cumprir calendário

O Estrelas de São João de Brito veio a esta terceira divisão com uma equipa de primeira. Não em profundidade do plantel, mas na qualidade da equipa.

No ano passado a equipa lisboeta tinha subido da 4ª divisão, tendo sido de forma surpreendente (uma vez que era a principal favorita à vitória) 2ª classificada nesse escalão. Este ano não facilitou e venceu o 3ª escalão com uma diferença de 100 pontos exactos para a equipa 2ª classificada.

A equipa do professor Júlio Borja marcou 415 pontos e, com naturalidade, subiu de divisão, mesmo com as suas atletas algo longe do seu melhor. A 2ª divisão já irá representar um teste mais desafiante para as galácticas, mas, mantendo a equipa, a ascenção ao escalão primodivisionário deverá continuar a ser uma mera formalidade.

O domínio do Estrelas foi absoluto e incontestável, de tal forma que nas 13 provas em compita, o Estrelas venceu 7.

A olímpica Victoria Kaminskaya venceu todas as que nadou – 100 e 200 mariposa e 200 costas.

Catarina Ferreira conseguiu um primeiro e dois segundos lugares. O primeiro foi nos 100 livres e os segundos nos 50 livres e 100 costas.

Catarina Sequeira venceu os 100 bruços e ficou em segundo nos 200 bruços.

Soraia Ribeiro foi segunda classificada nos 200 estilos e terceira nos 400 e 800 livres.

As nadadores do Estrelas venceram ambas as estafetas (com Carolina Gomes a fechar a última do programa, os 4×100 livres).

Resumindo: em todas as provas as nadadoras do ESJB ficaram nos três primeiros lugares.

Foto: Luís Filipe Nunes

Se para o primeiro lugar não houve discussão, o segundo ficou separado do terceiro por apenas um ponto. A equipa leiriense do Bairro dos Anjos registou um total de 315 pontos e assegurou o lugar de prata.

Com uma equipa muito jovem, a turma leiriense tem uma enorme margem de progressão. E já nesta 3ª divisão deu boa conta de si, sobretudo a juvenil-B Maria Amado que se classificou no terceiro posto nos 100 costas, foi 5ª aos 200 costas e 9ª nos 800 livres.

Mas as melhores classificações da equipa vieram nas estafetas. Foram segundas classificadas nos 4×100 estilos e terceiras nos 4×100 livres, onde se conseguiram defender do derradeiro ataque do CNRM (equipa terceira classificada).

Luana Domingues conseguiu dois sextos lugares (100 bruços e 200 estilos) e um décimo nos 200 bruços. Sofia Junqueiro foi a 9ª classificada nos 100 livres e a 10ª nos 100 mariposa. Maria Carvalho foi 12ª nos 400 livres e 17ª nos 200 mariposa. Finalmente, Inês Jacinto foi 20ª classificada nos 50 metros livres.

Foto: Luís Filipe Nunes

Mais uma equipa muito jovem (todas as nadadoras com 15 ou menos anos) em destaque. O Clube de Natação de Rio Maior tinha sido a equipa 4ª classificada da 4ª divisão na época passada e este ano sobe uma posição num escalão acima, acompanhando a equipa masculina na subida de divisão.

As nadadoras do CNRM terminaram a competição com 314 pontos e ainda venceram duas provas pelo caminho, ambas pela mão de Mafalda Rosa, uma das melhores nadadoras juvenis nacionais. Venceu os 400 e 800 metros livres.

Cátia Agostinho chegou no 6º lugar nas provas de 200 bruços e 200 estilos e no 7º nos 100 bruços. Carina Alves foi 6ª nos 50 livres e 10ª nos 100 livres. Ana Rodrigues foi 11ª nos 200 costas e 16ª nos 100 costas e Ana Pereira foi 19ª classificada nos 100 mariposa e 25ª nos 200 da mesma técnica.

Nas estafetas, a ribatejanas chegaram em 2ª nos 4×100 livres e em 7º nos 4×100 estilos.

Foto: Luís Filipe Nunes

O Clube Desportivo da Cova da Piedade também não ficou longe da luta pelo segundo lugar, mas terminou no quarto posto com 307 pontos.

A brucista Carolina Matos amealhou muitos pontos para a sua equipa ao classificar-se no 2º posto nos 100 metros bruços, no 3º lugar nos 200 metros estilos e no 5º lugar nos 200 metros bruços. Tatiana Pombo contribuiu com o 4º lugar nos 100 livres, o 9º nos 100 mariposa e o 14º nos 200 mariposa. Beatriz Pereira foi 6ª nos 100 costas, 9ª nos 200 da mesma técnica e ainda 18ª nos 50 livres. Raquel Lopes foi 18ª nos 800 livres e 25ª nos 400.

Nas estafetas as nadadora da Cova da Piedade fizeram 4ª e 5º. O 4º lugar foi obtido na estafeta de estilos e o 5º posto na de livres. Para além das nadadoras atrás referidas, também participou nas estafetas a nadadora Matilde Lopes.

Foto: Luís Filipe Nunes

O Clube de Natação de Torres Novas esteve na luta pelo acesso à segunda divisão até à última prova, mas mesmo terminando com um segundo e um quarto lugares, não foi suficiente para subir do 5º posto.

Na zona de descida, a luta foi mais intensa do que no sector masculino. A Associação de Natação Albicastrense ficou no 29º lugar com 143 pontos, apenas a 7 de distância do último lugar que garantia a presença na 3ª divisão na próxima época. O 30º lugar foi para o Naval Praia da Vitória que marcou 135 pontos, seguido do Náutico de Abrantes no 31º lugar com 92 pontos e a fechar, no 32º lugar, ficou o Naval Setubalense com 87 pontos.

Os melhores tempos da terceira

O Fair Play fez o levantamento dos melhores tempos de sempre, em cada prova disputada na 3ª divisão.

Este ano, com a reformulação de todos os escalões, participaram na 3ª divisão os clubes da metade de baixo da 3ª divisão do ano passado e os da metade de cima da 4ª divisão. Por essa razão, pode-se considerar que o nível competitivo diminuiu.

No entanto, com a presença de alguns dos melhores nadadores nacionais – sobretudo no sector feminino onde competiram duas nadadoras olímpicas – o ano de 2017 não ficou em claro na lista de recordes.

Assim, Victoria Kaminskaya entrou na lista com as três provas que nadou. Nos 200 costas superou um tempo de 2:20.09 de Tatiana Santos (Ginásio Figueirense), que perdurava desde 2013, nos 100 mariposa fez melhor que os 1:03.05 de Filipa Tiago (Nacional de Natação, 2016) e nos 200 mariposa bateu a marca que Inês Henriques (Pimpões) tinha feito em 2016 de 2:17.18. A olímpica do Estrelas tem agora na sua posse 5 dos 11 recordes individuais.

Catarina Mestre, do Clube de Natação de Lisboa, também entrou na tabela ao nadar os 100 costas melhor do que Beatriz Cunha (FOCA), que na edição de 2015 tinha feito 1:05.72. O tempo de 1:03.84 é agora o melhor que se fez na 3ª divisão.

SCP.jpg?fit=960%2C640&ssl=1
João BastosDezembro 20, 201612min1

Os Campeonatos Nacionais da 1ª e 2ª divisão tiveram lugar a 17 e 18 de Dezembro na piscina olímpica da Póvoa de Varzim. O filme da 1ª divisão masculina foi um remake das últimas 5 edições. Já na feminina, o filme foi inédito

1ª Divisão Masculina

Ao contrário da 2ª divisão, começamos a análise pelo sector masculino, onde o Sporting venceu pela 6ª vez consecutiva.

Apesar de ter sido a vantagem pontualmente mais folgada, o rival Benfica ainda “bateu o pé” numa fase inicial da competição.

Sporting é hexa!

Foto: Luís Filipe Nunes

A equipa masculina do Sporting ascendeu à primeira divisão em 2010 e, a partir daí, nunca conheceu outro lugar que não o primeiro.

São seis anos a vencer, de uma geração que marcará indelevelmente a História da natação verde e branca.

Dos seis títulos, este foi aquele conquistado com maior margem, das 19 provas venceu 12. Conquistou 89% dos pontos em discussão e apenas ficou de fora do top 3 em uma prova.

O reforço Francisco Santos esteve em evidência ao vencer as três provas de costas. O internacional por Moçambique, Igor Mogne, também venceu as suas três provas (50, 100 livres e 50 mariposa).

Alexis Santos venceu os 200 livres e os 200 estilos, mas foi superado por Miguel Nascimento nos 100 mariposa.

Guilherme Pina venceu os 1500 livres e João Vital os 400 estilos, juntando o segundo lugar aos 200 mariposa.

Guilherme Dias, António Mendes e Miguel Cruchinho ficaram cada um com um terceiro lugar.

Nas estafetas, a turma de Alvalade venceu os 4×200 livres (onde participaram Mário Bonança e Pedro Pinotes) e os 4×100 estilos. Nos 4×100 livres ficou no 2º posto.

O Sporting totalizou 152 pontos.

Houve derby

Foto: FPN

Após a subida da época transacta, o Benfica veio disputar o título da primeira divisão com o rival Sporting.

Os reforços Miguel Nascimento e Rafael Gil vieram dar argumentos a uma equipa já bastante apetrechada.

Nascimento “levou” as provas dos 100 e 200 mariposa, e ficou no segundo lugar nos 200 estilos. Gil venceu os 400 livres, ficou com o segundo lugar nos 1500 livres e com o terceiro nos 400 estilos.

O brucista Guilherme Teixeira chegou em primeiro na prova dos 50 bruços e em terceiro nos 100 bruços.

O Benfica teve um bom desempenho nas provas de 50 metros: ficou em segundo nos 50 livres por João Santos e nos 50 mariposa por Luiz Pereira e em terceiro nos 50 costas, também por Luiz Pereira.

Nas estafetas, o SLB venceu a que o Sporting ficou em segundo (4×100 livres) e ficou em segundo nas que o Sporting venceu (4×200 livres e 4×100 estilos).

A equipa da Luz totalizou 126 pontos.

Nadaram ainda João Correia, Martim Alves e André Farinha.

Novos galácticos conservam o pódio

O Estrelas de São João de Brito tem sido o principal “challenger” do Sporting nos últimos dois anos, perdendo o título por apenas 4 e 5 pontos, respectivamente nas últimas duas edições dos CNC da 1ª divisão.

Este ano, o ESJB teve de se reestruturar com o final de carreira de Pedro Oliveira, as saídas de Miguel Nascimento e Artiom Poliakov e com as entradas de Frederico Riachos e António Carriço.

E os reforços deram boa conta de si. Carriço venceu os 100 bruços e ficou em 2º nos 200 bruços. Riachos ficou em terceiro nos 50 livres.

De entre os “veteranos” foi Diogo Sousa a destacar-se com o 2º lugar dos 50 costas e o 3º dos 100 costas.

A estafeta de 4×100 estilos composta por Diogo Sousa, António Carriço, João Gigante e Frederico Riachos ficou com o terceiro lugar.

Nadaram também pelos Estrelas os nadadores Hugo Ribeiro, Jaime Correia e Nuno Martins.

Manutenção de diferentes perspectivas

Para os menos familiarizados com o formato da 1ª divisão, participam 8 clubes. Uma vez que os dois últimos descem de divisão e que já falamos da carreira dos três primeiros, no capítulo da manutenção vamos falar dos três clubes restantes: Náutico de Coimbra (CNAC), União Piedense e Futebol Clube do Porto.

O CNAC teve uns campeonatos bastante tranquilos. Sob a batuta de Tomás Veloso e Mário Pereira, a orquestra do Prof. Marques Pereira tocou afinada para o 4º lugar final com 75 pontos.

A União Piedense foi a equipa mais regular em prova (excluindo o Sporting) classificando-se em mais de metade das provas entre o 4º e o 7º lugar, acabando no 5º lugar final com 72 pontos.

O FCPorto passou por uns calafrios que, provavelmente, não contava passar. A única equipa masculina que participou em todas as edições destes campeonatos, esteve até à penúltima prova abaixo da linha de água mas “salvou-se no gongo”, ficando no 6º lugar com 68 pontos.

Famalicão e Monte Maior descem à 2ª

O Colégio de Monte Maior e o GDNVNFamalicão não conseguiram a permanência no escalão maior da natação portuguesa.

Noutros tempos, uma equipa com Luís Vaz, Adriano Niz e Jorge Maia seria candidata ao título, mas só Niz nadou próximo do que tem feito nesta sua fase da carreira. O Famalicão ficou em 8º e último lugar com 60 pontos.

Já o CIMM lutou “taco a taco” com o FCP pela permanência na 1ª divisão, mas acabou por não resistir à ponta final mais forte dos portistas. Foi 7º com 65 pontos.

Recordes dos campeonatos

O FairPlay fez o levantamento das melhores marcas de sempre feitas nos CNC da 1ª divisão. Convém esclarecer vários pontos:

  • O formato de nacionais em piscina olímpica disputava-se até 2003 e depois só voltou em 2014, sendo que durante 11 anos foram nadados em piscina curta;
  • A análise ficou limitada aos anos posteriores a 2002, uma vez que não estão disponibilizados resultados anteriores;
  • Em 2015 foram disputados dois campeonatos: em Abril, em Oeiras, relativo à época 2014/2015 e em Dezembro em Coimbra, respeitante à época 2015/2016.
Fonte: FairPlay

* Tempo feito na abertura da estafeta 4×100 estilos

Em termos de marcas, este não foi a edição mais profícua.

Registou-se apenas um novo máximo por Guilherme Pina (SCP) nos 1500 livres, apagando o tempo do seu, agora, colega João Vital do ano passado.

É de salientar a presença de dois recordes que datam do ano de 2003 de Pedro Silva (SAD) aos 50 livres e Simão Morgado (CNA) aos 100 mariposa. Tendo em conta a brutal evolução que a natação tem sofrido é notável que estes dois recordes se mantenham há 11 anos, revelador da grande valia dos dois nadadores.

1ª Divisão Feminina

Quebrou-se a invencibilidade de uma das equipas mais vitoriosas do desporto nacional. O FCPorto ia tentar chegar aos 9 títulos consecutivos, 17 no total da sua História, mas foi a equipa do Algés que levou o ceptro

O fim de uma era. O início de outra?

Foto: Luís Filipe Nunes

O Sport Algés e Dafundo já venceu a 1ª divisão feminina em três ocasiões. Mas a última foi há 21 anos, com uma equipa que contava com Ana Barros e Petra Chaves (duas das melhores costistas de sempre da natação nacional). Por sinal, o SAD volta a ser campeão com outro naipe de excelentes executantes de costas.

O FairPlay avisou que as algesinas iam ameaçar a hegemonia do FCP e assim foi. 143 pontos (24 a mais que as portistas) deram o título às senhoras do Algés.

Rita Frischknecht e Raquel Pereira confirmaram as excelentes indicações que já tinham dado uma semana antes, nos Campeonatos Nacionais de Juniores e Seniores e venceram três provas, cada uma.

Rita venceu os 100 e 200 livres e os 200 costas. Raquel venceu os 100 e 200 bruços e 200 estilos (nos 100 bruços e 200 estilos com recordes dos campeonatos). As irmãs Azevedo também conseguiram uma vitória cada: Francisca nos 200 costas e Madalena nos 400 estilos.

As algesinas ainda venceram as 3 estafetas (todas compostas pelas 4 nadadoras já referidas).

Bárbara Barata ainda juntou um 2º lugar nos 50 bruços e um 3º nos 200 mariposa e a mais nova das Azevedo, Rafaela Azevedo, foi 3ª nos 50 costas.

Octocampeãs não resistiram às perdas

Foto: Luís Filipe Nunes

O FCP partia para estes campeonatos com as ambições intactas, mas com um forte revés: Diana Durães mudou-se para o Benfica, Adriana Castro para o Aquático Pacense e Marta Abreu não nadou este ano.

Ainda assim, as portistas contavam com a “eterna” Sara Oliveira, que continua a ser intocável nos 50 e 100 mariposa (conheceu pela primeira vez numa prova nacional o sabor do 4º lugar nos 200 mariposa).

Paula Oliveira também esteve em destaque ao vencer os 50 bruços, sendo segunda nos 100 e 200 bruços. Maria Teresa Amorim já tinha tido uns nacionais de piscina curta muito positivos e voltou a estar bem, vencendo os 400 livres e ficando em 2º lugar nos 200 e 800 livres.

Rosa Oliveira foi 3ª nos 50 livres e Ana Rita Faria nos 100. Nas estafetas de 100 metros o FCP foi 2º, enquanto na de 200 foi 3º.

Nadaram ainda as juniores Maria Cabral e Isabel Pego e as juvenis Mariana Barbosa e Ana Rita Ramos.

O FCP é, assim, vice-campeão com 119 pontos.

No pódio com o 2º lugar à vista

Durante a competição, mais do que disputar o título com o Algés, o FCPorto teve de se preocupar com a oposição do Sporting que ficou no lugar mais baixo do pódio mas com uma diferença de apenas 5 pontos (114).

Com o título masculino e o pódio feminino, o Sporting teve uns campeonatos perto da perfeição.

Beatriz Ranito (nos 800 livres) e Carolina Guedes (nos 200 mariposa) deram as únicas vitórias ao Sporting, que teve muitos lugares no top-3.

Beatriz ainda fez 2º lugar nos 400 livres, e a sua irmã Raquel, 3º nos 400 estilos.

Inês Fernandes, outra nadadora que esteve em destaque nos nacionais de curta, foi 2ª classificada nas suas três provas – 50 e 100 costas e 100 mariposa. Mafalda Beleza foi 3ª nos 200 livres, assim como Sofia Dionísio nos 50 e 100 bruços.

Nas estafetas, o Sporting fez #2 (4×200 livres) e #3 (4×100 livres e 4×100 estilos).

Nadaram também pelas sportinguistas: Maria Belo e Maria Monge.

De Tavira a Vila Real, passando pela Cova da Piedade

O Tavira Natação Clube estreou-se na 1ª divisão e deu muito boa conta de si! O objectivo era a manutenção, mas essa nunca esteve em causa. A recordista nacional Beatriz Viegas e a italiana Giulia D’Innocenzo lideraram a equipa até ao 4º lugar com 83 pontos.

A equipa feminina da SFUAP já foi muitas vezes apontada à descida, mas já que as previsões nunca se concretizaram, ninguém arrisca apostar contra ela.

À semelhança do naipe masculino, as nadadoras da União Piedense obtiveram classificações muito homogéneas e imitaram os homens ficando no 5º lugar final, com 69 pontos.

O Ginásio Clube de Vila Real, liderado pelas recordistas nacionais Ana Leite e Ana Guedes (mas este ano sem Joana Pinto), teve um campeonato com altos e baixos em termos de classificações. O que importa é o 6º lugar final, com 65 pontos.

EDV e Galitos irão competir na 2ª

À Escola Desportiva de Viana calhou o cenário mais desolador de todas as equipas presentes nos CNC da 1ª e 2ª divisão: descer da 1ª para a 2ª divisão por apenas um ponto é duro golpe. 7º lugar e 64 pontos para a equipa de Viana do Castelo.

A equipa do Galitos de Aveiro segue a equipa da EDV para a 2ª divisão, um ano depois de ter ascendido ao escalão máximo. Quedou-se pelo oitavo lugar com 45 pontos.

Recordes dos campeonatos

Fonte: FairPlay

Raquel Pereira foi a única a inscrever o seu nome na lista de melhores marcas, este ano. A júnior do Algés melhorou o record dos campeonatos aos 100 bruços e 200 estilos.

Assim como em masculinos, esta esteve longe de ser a edição mais forte ao nível das marcas obtidas. Nesse capítulo, claro destaque para a edição da época 2014/2015 em Oeiras.

No sector feminino, só o record de Ana Rita Santos (CFB) perdura há mais de 13 anos.

Veja também a análise à 2ª divisão.

15252633_1129002920552054_3740384965956328630_o.jpg?fit=1024%2C576&ssl=1
João BastosNovembro 27, 201610min0

Abrantes recebeu o Campeonato Nacional de Clubes das 3ª e 4ª divisões, a única competição nacional de natação pura onde apenas há títulos colectivos. É, assim, uma competição onde os clubes apostam forte e, sobretudo nas divisões inferiores, o ponto alto para muitos nadadores que têm nesta prova objectivos bastante definidos no que a campeonatos nacionais diz respeito.

A quarta divisão é o primeiro patamar competitivo em termos colectivos na natação portuguesa. A competição é dividida nos escalões masculino e feminino, 24 equipas em cada um deles, que competem em 13 provas individuais.

As provas são 50, 100, 400 e 800 metros livres, 100 e 200 metros costas, 100 e 200 metros bruços, 100 e 200 metros mariposa, 200 metros estilos e as estafetas de 4×100 metros livres e 4×100 metros estilos.

A cada classificação é atribuída uma pontuação (1º – 25 pontos, 2º – 23 pontos, 3º – 22 pontos, …, 24º – 1 ponto). No final, o campeão masculino e feminino é determinado pelo somatório dos pontos de todas as provas individuais, subindo os 4 primeiros clubes à 3ª divisão e descendo à fase de qualificação do próximo ano os últimos 4.

Do pódio da qualificação para o título de campeão

O Clube de Propaganda da Natação (CPN) protagonizou uma meia surpresa ao sagrar-se campeão nacional da 4ª divisão feminina. Apesar de ser uma das equipas favoritas à subida de divisão, qualquer equipa a sagrar-se campeã que não o Estrelas de São João de Brito constituiria uma surpresa.

CPN venceu a 4ª divisão feminina | Foto: Facebook Lfnunes
CPN venceu a 4ª divisão feminina | Foto: Facebook Lfnunes

Para além disso, o CPN tinha sido apenas 3º classificado na fase de qualificação para esta 4ª divisão o que enaltece bastante o trabalho desenvolvido pelo clube de Ermesinde em apenas um mês.

Os 281 pontos finais foram conseguidos na base da homogeneidade de classificações alcançadas pela equipa, que variou entre os dois primeiros lugares (200 mariposa e 100 costas) e os dois oitavos (200 estilos e 400 livres).

A experiente Carolina Silva contribuiu com um 1º lugar nos 200 mariposa, um decisivo 3º lugar nos 100 mariposa (as adversárias mais directas ficaram abaixo do 13º) e um 4º lugar nos 100 livres. A júnior Carolina Santos venceu os 100 costas, ficou em 2º nos 200 costas e fez 6º nos 50 livres. A brucista Joana Maia ficou com o 2º lugar em ambas as provas de bruços (100 e 200) e a fundista Mariana Costa obteve um 3º (800 livres) e dois 8ºs (400 livres e 200 estilos). Nadou ainda Joana Jacinto na estafeta de livres.

As estafetas classificaram-se no 2º (4×100 estilos) e 4º lugares (4×100 livres).

Contra todos os prognósticos, o Estrelas de São João de Brito quedou-se pelo 2º lugar geral. Apesar de ter sido a equipa com mais vitórias (5 em 13 provas) e com a nadadora com melhor performance da competição (Victoria Kaminskaya nos 200 bruços), as galácticas ficaram a três pontos do CPN – 278 pontos.

A olímpica Kaminskaya na fase final de preparação para o Campeonato do Mundo de Piscina Curta, que decorre em Windsor, de 6 a 11 de Dezembro – e terá cobertura FairPlay – não participou na segunda jornada e “apenas” contribuiu com 2 primeiros lugares individuais (200 bruços e 200 costas) e abriu a estafeta vencedora de 4×100 estilos.

Kaminskaya apenas participou no primeiro dia de competição | Foto: Lfnunes
Kaminskaya apenas participou no primeiro dia de competição | Foto: Lfnunes

Mas o ESJB, que há muitos anos que não tinha uma equipa feminina a disputar o nacional de clubes, não vive apenas da Victoria. Maria Pereira fez os lugares 1 (nos 50 livres), 2 (nos 100 costas) e 3 (nos 100 livres), Catarina Sequeira ganhou os 100 bruços, foi quarta classificada nos 800 livres e foi 14ª nos 100 mariposa, uma prova que não é de todo a sua especialidade e que constituiu a pior classificação da equipa. Soraia Ribeiro, a mais experiente da equipa, foi 2ª classificada nos 200 estilos, 3ª nos 400 livres e 8ª nos 200 mariposa. Completou a equipa Carolina Gomes nos 4×100 livres.

Como já referido, a equipa do Professor Júlio Borja venceu os 4×100 estilos, mas na última prova cedeu o título ao quedar-se na 11ª posição nos 4×100 livres perdendo aí 7 pontos para o CPN.

O Clube de Natação de Torres Novas completou o pódio, o que por si só já é uma merecedor de destaque, mas conseguiu-o com uma particularidade: as nadadoras mais “velhas” da equipa têm…15 anos.

A equipa do CNTN | Foto: Lfnunes
A equipa do CNTN | Foto: Lfnunes

As jovens do CNTN tiveram uns campeonatos em grande, cuja subida de divisão foi ameaçada no início da segunda jornada, mas o problema foi resolvido de forma brilhante ao vencerem as duas últimas provas da competição.

Carolina Neves venceu os 100 livres, os 400 livres e fechou a estafeta vencedora de 4×100 livres, para além do seu terceiro lugar aos 400 livres. Inês Duarte fez 3º aos 100 costas, 6º nos 200 bruços e 10º nos 100 bruços, Inês Ramos foi 5ª classificada nos 800 livres e nos 200 costas, Beatriz Casal foi 10ª nos 50 livres e Beatriz Reis fez 12º nos 200 mariposa e 13º nos 100 do mesmo estilos. As irmãs Marta e Rita Oliveira também nadaram, na estafeta vitoriosa de 4×100 livres.

Na estafeta de 4×100 estilos o CNTN obteve o 4º lugar. Na geral final o clube torrejano obteve 254 pontos ocupando confortavelmente o terceiro lugar.

Fora do pódio mas com direito a subida de divisão ficaram as nadadoras do Clube de Natação de Rio Maior com 237 pontos.

O CNRM começou e terminou da melhor forma estes campeonatos (1º lugar na 1ª prova e 2º lugar na última prova), mas o facto de não ter verdadeiras especialistas nalgumas provas levou a que a meio da competição estivesse fora dos lugares de subida.

A equipa feminina do CNRM | Foto: Facebook Secção Natação CNRM
A equipa feminina do CNRM | Foto: Facebook Secção Natação CNRM

Os 13 anos de Mafalda Rosa não foram impeditivos para ter vencido os 800 livres. posição à qual juntou o 4º lugar nos 400 livres. Maria Beatriz Leal foi 3ª nos 50 livres e 5ª nos 100 livres. Cátia Agostinho foi 4ª nos 100 bruços, 6ª nos 200 mariposa e 11ª nos 200 bruços. Maria Beatriz Dias fez 4º lugar nos 200 costas, 6º nos 200 estilos e 19º nos 100 mariposa (ela que tem em livres o seu melhor estilo) e finalmente Ana Beatriz Rodrigues foi 14ª nos 100 costas.

As nadadoras de Rio Maior foram segundas classificadas nos 4×100 livres e décimas aos 4×100 estilos.

O Bairro dos Anjos e o Vitória de Guimarães estiveram sempre na luta pela subida de divisão, terminando com 224 e 222 pontos, respectivamente. Já as equipas do Ginásio de Santo Tirso, Lousada SXXI, Sporting de Espinho e O Crasto terão de competir na fase de qualificação do próximo ano.

Como curiosidade, apenas duas nadadoras fora das quatro primeiras equipas logrou vencer provas individuais. Foram elas Mariana Martins, Feirense, aos 100 mariposa e Ana Pina aos 200 estilos, d’O Crasto, o clube que ficou na 24ª e última posição, o que é bastante revelador da importância do colectivo nesta competição.

Domínio nortenho

A quarta divisão masculina acabou com dois clubes históricos nos dois primeiros lugares. A equipa masculina do Ginásio de Vila Real à procura de seguir as pisadas da equipa feminina (que milita na primeira divisão) e a equipa masculina do Vitória de Guimarães que em 2014 competia na 2ª divisão.

Tal como o FairPlay prognosticou, o Ginásio Clube de Vila Real levou o título para Trás-os-Montes. Os 276 pontos, as quatro vitórias em treze provas e a melhor performance da competição (Alexandre Ribas nos 100 livres – 719 pontos) foram argumentos mais que suficientes para os vilarealenses terminarem com 14 pontos de avanço sobre os vimaranenses.

GCVR campeão da 4ª divisão masculina | Fonte: Facebook Natação GCVR
GCVR campeão da 4ª divisão masculina | Fonte: Facebook Natação GCVR

O ex-Sporting Alexandre Ribas contribuiu sozinho com 73 pontos, fruto dos dois 1ºs lugares (aos 100 livres e 100 costas) e do 2º lugar aos 800 livres. Para além de ter aberto a estafeta de estilos e fechado a estafeta de livres, ambas vencedoras (mais 50 pontos). Koen Weustink fez 3º (200 costas), 4º (100 mariposa) e 5º (200 mariposa). O brucista Pedro Silva foi 3º classificado nos 100 bruços e 4º nos 200. Luís Carvalho aos 200 estilos e José Matias aos 50 livres foram ambos 7ºs classificados, enquanto Tomás Barros foi 14º aos 400 livres.

O Vitória de Guimarães vendeu cara a derrota, tendo vencido três provas individuais, mas não aguentou com uma segunda sessão demolidora do GCVR. 262 pontos foi o score dos minhotos.

Equipa do Vitória de Guimarães | Foto: Facebook Lf Nunes
Equipa do Vitória de Guimarães | Foto: Facebook Lf Nunes

O múltiplo recordista nacional dos escalões de formação, Rui Costa, igualou Ribas ao vencer duas provas (400 e 800 livres) e ser segundo na terceira (200 estilos). Pedro Fernandes venceu os 50 livres, foi 5º nos 100 livres e 8º nos 200 bruços. João Costa foi 5º nos 200 costas e 8º nos 100. André Oliveira foi 6º nos 200 mariposa e 8º nos 100. Luís Gomes foi 5º nos 100 bruços.

Nos 4×100 livres os vimaranenses foram 2ºs classificados e nos 4×100 estilos foram 4ºs.

No terceiro posto, com 249 pontos, ficou o Condeixa Clube. À semelhança da equipa terceira classificada no sector feminino, também esta equipa é muito jovem, abrindo boas perspectivas de futuro, nomeadamente já para o próximo ano na terceira divisão.

Os jovens nadadores do Condeixa | Foto: Facebook Lf Nunes
Os jovens nadadores do Condeixa | Foto: Facebook Lf Nunes

André Costa (15 anos) venceu os 100 e os 200 mariposa e foi 3º nos 400 livres (fez apenas menos um ponto que Alex Ribas e que Rui Costa nas suas provas individuais), Duarte Sousa (14 anos) foi o 2º dos 200 bruços e o 6º dos 100. José Cunha (15 anos) foi 5º aos 800 livres, 7º aos 100 livres e 12º aos 50 livres. Pedro Araújo (16 anos) fez 9º aos 200 estilos e 13º aos 100 costas e Tomás Miguel (14 anos) foi o 9º classificados dos 200 costas.

Em ambas as estafetas os jovens de Condeixa fizeram 5º lugar.

O Desportivo de Gouveia foi a quarta equipa a subir de divisão.

Foto: Facebook Lfnunes
Foto: Facebook Lfnunes

O duplo segundo lugar de Pedro Ribeiro (100 e 200 bruços) a somar ao 6º dos 200 estilos, o segundo (100 mariposa), terceiro (100 livres) e quarto (50 livres) lugares de Dmytriy Martinenko, o 6º (aos 800 livres) e duplo oitavo (400 livres e 200 mariposa) de Alessandro Carvalho, o duplo 16º de João Saraiva nas provas de costas e ainda o 2º lugar nos 4×100 estilos e o 4º nos 4×100 livres (nas quais, para além dos citados, participou também Pedro Prazeres) deram ao Desportivo de Gouveia o total final de 246 pontos que valeram as chaves da terceira divisão, a apenas três pontos do pódio.

O Palmela tinha legítimas aspirações à subida e esteve na luta, mas um arranque em falso da segunda jornada (11º aos 800 livres, 15º aos 200 mariposa e 14º aos 200 bruços) hipotecou as hipóteses do clube da Península de Setúbal, ficando a 7 pontos da subida.

Para a fase de qualificação do próximo ano seguem a Associação Estamos Juntos, o Naval Povoense, o Sertã e o Naval da Nazaré.

Veja os resultados completos e acompanhe também o resumo da 3ª divisão do Campeonato Nacional de Clubes.


Quem somos

É com Fair Play que pretendemos trazer uma diversificada panóplia de assuntos e temas. A análise ao detalhe que definiu o jogo; a perspectiva histórica que faz sentido enquadrar; a equipa que tacticamente tem subjugado os seus concorrentes; a individualidade que teima em não deixar de brilhar – é tudo disso que é feito o Fair Play. Que o leitor poderá e deverá não só ler e acompanhar, mas dele participar, através do comentário, fomentando, assim, ainda mais o debate e a partilha.


CONTACTE-NOS