Arquivo de Dumoulin - Fair Play

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Diogo PiscoFevereiro 15, 20219min0

Dominaram o ciclismo de estrada na 2ª década do milénio e começaram a construir uma carreira invejável muito cedo. No entanto, quando se esperava que fossem donos e senhores do mundo do ciclismo de estrada, a geração de Peter Sagan parece ter um declínio de carreira precoce.

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Davide NevesJunho 9, 20173min0

Em ritmo de preparação para mais uma edição do Tour de França, os melhores ciclistas do pelotão mundial dividiram-se entre o Critérium du Dauphiné e esta prova. Rui Costa está aqui para vencer mais uma vez. mas Dumoulin também estará atento.

O calendário World Tour do Ciclismo continua, desta feita para os dias bem duros da Suíça. Num terreno bem complicado, teremos uma enorme luta para ver quem sairá como vencedor. No que diz respeito às etapas, teremos amanhã um prólogo, de apenas 6 quilómetros, onde Tom Dumoulin (Sunweb) ou Rohan Dennis (BMC), bem com Ion Izagirre (Bahrain Merida) poderão vencer. A segunda etapa será em circuito, com uma inclinação no meio, com Peter Sagan (Bora-Hansgrohe) a ansiar por mais vitórias. A etapa 3 também será de luta para os sprinters, com as etapas seguintes (etapas 4 a 7) a serem passadas em alta-montanha. A etapa 8 será novamente para os sprinters, novamente em circuito, e a etapa 9 é um Contrarrelógio individual de quase 29 quilómetros.

O Favorito

Tom Dumoulin na melhor fase da sua carreira. (Foto: Cycling Week)

Tom Dumoulin (Sunweb) tem de ser apontado como favorito. O percurso deste ano assenta-lhe que nem uma luva, com o prólogo e o contrarrelógio individual final. Depois da grandiosa vitória no Giro d’Italia, o holandês procura mais uma vitória.

Os pretendentes

Rui Costa procura nova vitória. (Foto: Cycling Week)

São bastantes aqueles que  pretendem vencer o Tour da Suíça. Começamos desde já por Rui Costa (Team UAE Emirates). O português não teve um Giro dentro do que pretendia, e vai à Suíça com a ambição de vencer a prova pela quarta vez, de forma igualar Pasquale Fornara, com 4 vitórias.

Miguel Ángel Lopéz (Astana) é o vencedor em prova, e pretende pôr fim a todos os azares que têm acontecido com o ciclista nos últimos meses, numa altura muito tremida para a Astana. A BMC leva um trio de luxo, com Greg van Avermaet, Rohan Dennis e Tejay van Garderen. Domenico Pozzovivo e Mathias Frank serão o rosto da AG2R, e Ion Izagirre (Bahrain Merida) tentará usar os dois contrarrelógios a seu favor. Outros nomes como Reichenbach (FDJ), Simon Spilak (Katusha), Sebástian Henao (Sky), Phillippe Gilbert e Brambilla (Quick-Step) tentarão também figurar no top-10.

Mais uma vez, poderão inscrever-se na Liga Fair Play através da Velogames! Para isso, basta apenas colocar o código: 09205050

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Davide NevesMaio 29, 20177min0

Tom Dumoulin venceu mesmo. O holandês, que andou 10 dias de camisola rosa, mostrou todo o trabalho do último ano e meio: melhorou na montanha e continuou o monstro que é nos contrarrelógios. Resultado? Primeira grande volta da carreira.

A Centésima edição do Giro d’Italia foi também aquela que mais emoção trouxe: já há muitos anos que os três primeiros do pódio não terminavam com apenas 40 segundos a separá-los. Nairo Quintana (Movistar) perdeu o Giro d’Italia por 250 metros. Quase que parece injusto. Mas não o foi. Já Tom Dumoulin (Sunweb), mesmo com paragens forçadas por forças “gástricas”, acabou por levar o primeiro Giro para a Holanda, que ontem sorriu por duas vezes. O Fair Play já tinha dado conta, nos dois anteriores pontos de situação (o primeiro, referente aos primeiros dias, o segundo, referente às duas semanas seguintes), que Bob Jungels (Quick-Step), primeiro, e Dumoulin, depois, estavam fortes, e com capacidade para mostrar a sua valia para com as suas equipas. Já sabemos o que o holandês venceu, mas o luxemburguês levou, pelo segundo ano consecutivo, a camisola branca, da juventude, para casa. Mas isso fica para mais tarde neste balanço. Vamos primeiro ao que aconteceu na última semana do Giro d’ Italia.

Passo dello Stelvio… no WC

Tom Dumoulin teve uma chamada da natureza. Perdeu mais de dois minutos neste dia.
Foto: The Sun

Na etapa-rainha do Giro, tivemos também um momento insólito: o líder Dumoulin parou… para evacuar. Algo que não acontece todos os dias numa prova destas dimensões. Esta paragem relançou o Giro, e Vincenzo Nibali (Bahrain-Merida) mostrou todos a sua técnica na descida, para vencer, dando a primeira (e única) vitória à Itália.

Na etapa seguinte, a fuga levou a melhor, com Pierre Rolland (Cannondale-Drapac) a vencer, quebrando um longo jejum de vitórias em grandes voltas. O segundo lugar coube ao português Rui Costa (UAE Team Emirates), que repetia o segundo posto pela segunda vez na prova. Uma etapa que não causou calafrios aos homens da geral, com a exceção de Jan Polanc (UAE Team Emirates), que subia ao top-10.

A etapa 18 viu Tejay van Garderen (BMC) a celebrar. O norte-americano, que desistiu de lutar pela geral, conseguiu pelo menos a vitória numa etapa, e começa a perceber que poderá não ter pernas para ser líder de equipa para três semanas. Quanto à Geral, Thibaut Pinot (FDJ), Domenico Pozzovivo (AG2R La Mondiale) e Ilnur Zakarin (Katusha-Alpecin) mostravam que estavam na luta pelo pódio.

A camisola rosa muda de dono

A etapa 19 coincide com a recuperação de Quintana. O colombiano, apoiado por outros candidatos, ganharam tempo a Dumoulin e começava-se a acreditar que a vitória não iria para a Sunweb. Nairo Quintana recuperava assim a camisola rosa. Quanto à etapa, Mikel Landa venceu, deixando Rui Costa (novamente) no segundo lugar.

A etapa 20 era a mais importante até à altura. Se Quintana ganhasse qualquer coisa como um minuto a Dumoulin, venceria o Giro pela segunda vez. Ganhou-lhe apenas 15 segundos, e deixava a “maglia rosa” nas mãos (ou nos pedais) daquele que é, muito provavelmente, o melhor contrarrelogista do mundo. E a última etapa assentava muito bem no holandês.

Última etapa do Giro. Dumoulin partia como provável vencedor, e confirmou todo o favoritismo, mas não sem levar com a luta de Nairo Quintana, que fez, provavelmente, o melhor contrarrelógio da sua carreira. Mas não foi suficiente para derrotar o xerife. A vitória de etapa coube ao também holandês Jos van Emden (Lotto Jumbo). Dupla vitória para a Holanda, num domingo recheado de dobradinhas.

As classificações

Na geral, o pódio ficou fechado com os três favoritos, com Thibaut Pinot relegado para o quarto lugar, e Ilnur Zakarin a fechar o top-5. O resto do top-10 traduziu-se em Pozzovivo, Bauke Mollema (Trek-Segafredo), Bob Jungels, Adam Yates (Orica-Scott) e Davide Formolo (Cannondale-Drapac). Destaque também para os surpreendentes Jan Polanc (11º lugar) e a sensação Jan Hirt (CCC), que arrebatou o 12º lugar. Menções honrosas para Maxime Monfort (Lotto Soudal) e Patrick Konrad (Bora-Hansgrohe), 13º e 16º da geral, respetivamente.

A classificação geral
(Foto: ProCyclingStats)

No que diz respeito à camisola de montanha e à camisola de pontos, Mikel Landa (Sky) levou um pouco de justiça para a equipa, ao ser o rei da montanha e a terminar na 17ª posição da geral. Já Fernando Gavíria confirmou todo o seu potencial, e a juntar às múltiplas vitórias de etapa, levou também a camisola de pontos.

As classificações de pontos (em baixo) e de montanha (em cima).
(Foto: ProCyclingStats)

A camisola da juventude ficou com Bob Jungels, ao bater Yates no contrarrelógio. Formolo fechou o pódio. A camisola de equipas ficou com a Movistar, a melhor equipa da prova.

As classificações de equipas e da juventude.
(Foto: ProCyclingStats)

Os portugueses

José Mendes, a envergar a camisola de campeão nacional.
(Foto: Jornal Record)

Num Giro d’Italia com 3 portugueses, nenhum fez má figura, com os três segundos lugares de Rui Costa e com o excelente trabalho de José Mendes (Bora-Hansgrohe) e de José Gonçalves (Katusha-Alpecin), no apoio aos seus líderes.

No caso do ex-campeão do mundo, notou-se que poderia ter feito melhor, nomeadamente na etapa 17, depois do excelente trabalho da sua equipa.

Num Giro recheado de emoções, o Fair Play fez o resumo de todas as etapas, levando uma informação atualizada aos seus leitores. Assim, elevámos a fasquia e vamos lançar, esta quarta-feira, uma entrevista com um ciclista português, de World Tour. De Vila Nova de Famalicão para o mundo do ciclismo. Conseguem adivinhar quem é? Nós damos uma pista: correu ao lado do grande Fabian Cancellara.

O mês de Junho está cheio de ciclismo e o Fair Play irá acompanhar o Critérium du Dauphiné e o Tour de Suisse, bem como a antevisão do Tour de France, no fim do mês.

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Davide NevesMaio 22, 20177min0

Chegou um xerife novo ao pelotão internacional. É holandês, tem 26 anos e dá pelo nome de Tom Dumoulin. E vejam a forma como ele tem controlado as etapas, desde que assumiu a ‘maglia rosa’, no contrarrelógio da etapa 10, no dia 16.

O Giro tem sido dominado por duas nações, desde o seu início: a colombiana, com Gavíria (Quick-Step Floors) e Quintana (Movistar); a holandesa, com Tom Dumoulin (Team Sunweb). O mais incrível ainda é o facto de a nação da casa, a Itália, ainda não ter qualquer vitória de etapa no centenário da sua prova. Histórico. Ainda assim, os italianos não baixam os braços e esperam que, nesta última semana, um compatriota vença. E que seja, de preferência, Vincenzo Nibali (Team Bahrain Merida).

No primeiro ponto de situação que fizemos, aquando da despedida dos ciclistas da ilha da Sardenha, Gavíria era líder da classificação geral, naquele dia fantástico onde Bob Jungels dizimou por completo o pelotão. A ação recomeçou numa etapa que terminava no Etna, o famoso vulcão. E aí, Jan Polanc (UAE Team Emirates) venceu, depois de ter estado na fuga. A camisola rosa, aí, passou para Bob Jungels. As etapas seguintes tiveram Fernando Gavíria, Silvan Dillier (BMC) – com o suíço da  BMC em fuga – Caleb Ewan (Orica-Scott) e Gorka Izagirre (Movistar), também em fuga.

Quintana vestiu de rosa no topo do Blockhaus. Durou um dia com a ‘maglia rosa’. Fonte: Bettini Photo (via Cycling News)

A etapa 9 marca o início das hostilidades. Com chegada no Blockhaus, esperava-se uma etapa onde os grandes candidatos à geral se mostrariam, procurando desde logo ganhar vantagem sobre os demais. Assim, Nairo Quintana venceu a etapa, ao bater Thibaut Pinot (FDJ) e Dumoulin, com Nibali a ficar a 1 minuto do colombiano. Foi aqui também,  na tarde de domingo, que começou o pesadelo da Sky: com uma queda enorme no início da subida, Geraint Thomas e Mikel Landa ficaram para trás, bem como Adam Yates (Orica-Scott) ou Wilco Kelderman (Team Sunweb). O holandês acabaria mesmo por abandonar, bem como Thomas, mas apenas uns dias depois.

O ponto de viragem

Tom Dumoulin ‘voava’ para vestir de rosa.
Foto: Tim de Waele |TDWsport.com

A etapa 10 era de contrarrelógio individual, com os ciclistas a terem de fazer quase 40 quilómetros. E aqui apareceu Tom Dumoulin, a ganhar com grande classe, deixando rivais diretos como Nibali a dois minutos ou Quintana a quase três! A partir daí, o holandês nunca mais largou a camisola rosa.  Na etapa seguinte tivemos um vislumbre bem grande de Rui Costa (UAE Team Emirates), que figurou na fuga do dia, terminando a etapa em segundo lugar, apenas atrás de Omar Fraile (Dimension Data). As etapas 12 e 13 confirmaram a entrega da camisola de pontos a Fernando Gavíria, já que o colombiano venceu as duas etapas, ficando assim, para já, com 5 vitórias no Giro (e tem apenas 22 anos!).

Etapa 14. Chegada ao Oropa, uma das subidas mais difíceis do Giro d’Italia. Nairo Quintana atacou, procurando distanciar-se de Tom Dumoulin para reduzir a desvantagem que tem. No entanto, com o ritmo certo de Dumoulin, Quintana não só viu frustradas as suas hipóteses de ganhar tempo, como ainda perdeu para o holandês, que venceu a etapa. Algo que iria acontecer novamente no dia seguinte. Quintana isola-se, mas o grupo de Dumoulin acabaria por alcançar o colombiano, mas desta vez com a vitória a sorrir para Bob Jungels, com Quintana e Pinot ainda com o ‘prémio’ das bonificações.

As surpresas/confirmações

Tom Dumoulin: mostrou que está no Giro d’Italia para ganhar e, quem sabe, daqui uns anos ser um forte adversário para Chris Froome. Se aguentar bem o ritmo de alta montanha da última semana da prova, tem o contrarrelógio final para a confirmação.

Ilnur Zakarin: o russo já tinha mostrado excelentes indicações no passado, e mesmo com o azar da primeira semana do Giro (algumas quedas e furos), ocupa a quinta posição da geral.

Bob Jungels: tal como no ano passado, já envergou a camisola rosa, já ganhou etapas, e tem um bónus, tal como Dumoulin de a última etapa ser no seu tipo de etapa favorito.

Fernando Gavíria: apenas uma palavra para ele: fenomenal. Com uma capacidade e com um pulmão fantástico, leva cinco vitórias, a camisola de pontos, e o estatuto de um dos melhores sprinters do mundo. Kittel que se cuide!

Jakub Mareczko: o jovem sprinter da Wilier-Trestina tem estado em excelente forma, com a conquista de dois pódios. Aposta de futuro.

As desilusões

Vincenzo Nibali: não aparenta estar em forma, e isso notou-se nas duas etapas mais duras da prova até ao momento, ao não conseguir acompanhar o ritmo dos rivais diretos. Tem as esperanças de um país nos seus ombros.

Tejay van Garderen: perdeu bastante tempo, e agora só lhe resta lutar por uma etapa. Desapontante para o líder da BMC, que já foi 5º classificado no Tour de France.

Caleb Ewan: não conseguiu superar Gavíria, e sai do Giro (já abandonou) com uma vitória apenas. Ainda é jovem, e tem o Tour em mente. Mas lá a competição é outra…

André Greipel: situação idêntica à de Ewan: abandonou com apenas uma vitória. Sabe a pouco para um ciclista como Greipel. Mas o Tour também é objetivo. Ainda vestiu de rosa…

Classificações

Geral

  1. Tom Dumoulin (Team Sunweb)                       63:48:08
  2. Nairo Quintana  (Movistar)                                    +2:41
  3. Thibaut Pinot (FDJ)                                                   +3:21
  4. Vincenzo Nibali (Bahrain Merida)                         +3:40
  5. Ilnur Zakarin (Katusha-Alpecin)                            +4:24
  6. Bauke Mollema (Trek-Segafredo)                           +4:32
  7. Domenico Pozzovivo (AG2R La Mondiale)            +4:59
  8. Bob Jungels (Quick-Step Floors)                              +5:18
  9. Andrey Amador (Movistar)                                      +6:01
  10. Steven Kruijswijk (LottoNL-Jumbo)                        +7:03

17. Rui Costa (UAE Team Emirates)                             +16:52

45. José Mendes (Bora-Hansgrohe)                              +54:57

68. José Gonçalves (Katusha-Alpecin)                       +1:15:01

Pontos

  1. Fernando Gavíria (Quick-Step Floors)    325 pts.
  2. Jasper Stuyven (Trek-Segafredo)             192 pts.
  3. Sam Bennet (Bora-Hansgrohe)                 117 pts.

Montanha

  1. Tom Dumoulin (Team Sunweb)                  51 pts.
  2. Omar Fraile (Dimension Data)                    49 pts.
  3. Jan Polanc (UAE Team Emirates)                46 pts.

Juventude

  1. Bob Jungels (Quick-Step Floors)                  63:53:26
  2. Adam Yates (Orica-Scott)                                    +2:25
  3. Davide Formolo (Cannondale-Drapac)            +2:51

Equipas

  1. Movistar Team                                               191:44:22
  2. Astana Pro Team                                                   +5:52
  3. UAE Team Emirates                                            +20:19

 

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Davide NevesMaio 3, 20176min0

Começa, esta sexta-feira, a centésima edição da Volta a Itália, uma das maiores competições que o calendário do ciclismo oferece. Maiores, não só pela sua duração, mas também pela sua qualidade, fazendo parte do lote restrito de grandes voltas (juntamente com a Vuelta a España e o Tour de France).

Findada a temporada de clássicas, todos os fãs de ciclismo viram as suas atenções para Itália, para o Giro. É aquela altura da época em que os melhores lutam para envergar a camisola rosa (que é entregue ao vencedor da classificação geral) na chegada à grandiosa cidade de Milão. Este ano, na 100ª Edição, a organização procurou tentar levar o Giro a todos os pontos do país. Assim, as primeiras etapas serão nas duas ilhas que rodeiam Itália: a Sardenha e a Sicília (com passagem pelo famoso vulcão Etna). Outra novidade é o contrarrelógio final, de 29,3 km, em Milão. Pelo meio, sete etapas de alta montanha, com o ponto mais alto da edição deste ano a acontecer no Passo dello Stelvio, situado a 2758 metros de altitude. Será na 16ª etapa.

Com mais de 3500 quilómetros, divididos em 21 etapas, e com três dias de descanso pelo meio, esta edição é esperada, por parte dos seus fiéis fãs, com grande entusiasmo.

A edição passada viu Vincenzo Nibali (agora na Bahrain-Merida) levar, pela segunda vez, la maglia rosa para casa, ao bater o colombiano Johan Esteban Chavez (Orica-Scott) e Alejandro Valverde (Movistar).

Nibali, Chavez e Valverde fizeram o pódio no ano passado.
(Foto: Radio Corsa)

No que diz respeito à representação portuguesa, Rui Costa (Team UAE Emirates), José Mendes (Bora-Hansgrohe) e José Gonçalves (Team Katusha-Alpecin) levam a bandeira portuguesa até Itália.

Etapas que não pode perder

Sendo uma grande volta, muitas etapas não atraem a atenção como outras. Assim, o Fair Play preparou um breve resumo das etapas que poderão mexer nas classificações finais, bem como as mais entusiásticas.

As duas primeiras etapas são traiçoeiras. Apesar de terminarem em terreno plano, têm pelo meio algumas subidas que poderão partir o pelotão e estragar os planos aos sprinters de serviço. Depois dessas, as etapas 4 e 9 serão definidoras da classificação geral. Depois, na etapa 10, um contrarrelógio de 39,8 km irá testar os candidatos, com os especialistas a agradecerem (Dumoulin que o diga!).

A última semana é toda para ser vista. Serão cinco dias de montanha, seguidos do contrarrelógio final, no dia 28 de maio. Muita montanha, muito espetáculo, muitos ataques.

Nairo Quintana: a ambição da vitória ou a fuga a Froome?

Quintana procura a segunda vitória. E não tem Froome para lutar pelo primeiro lugar.
(Foto: Tim de Waele | TDWsport.com)

O principal candidato nesta edição centenária do Giro é, sem dúvida, Nairo Quintana (Movistar). O colombiano anunciou a sua presença nesta edição e, desde logo, um sem número de teorias começaram a circular: estaria Quintana no Giro para vencer, afastando desde logo a hipótese de vencer o Tour? Ou Quintana procura algo cada vez mais difícil, ao vencer Giro e Tour? São perguntas com argumentos bastantes razoáveis, mas a maioria aponta para a razão nuclear: Quintana, tal como Pinot, por exemplo, estão no Giro para ganhar, e para ‘fugir’ a Chris Froome (Sky), que parece, a cada ano, cada vez mais imbatível quando chega a França.

Assim sendo, Nairo Quintana parte para Itália com a ambição de vencer o Giro pela segunda vez na sua jovem carreira, depois da vitória em 2014.

Os candidatos

Para além do colombiano, Vincenzo Nibali (Bahrain-Merida) e o estreante Thibaut Pinot (FDJ) fecham o pódio dos principais favoritos. Não há duelo entre Nibali e Fabio Aru (o segundo falha por lesão, no ano onde o Giro começa na região dele), e podemos ver o primeiro vencedor francês da Volta a Itália desde Laurent Fignon, em 1989. Allez!

A Sky leva, como sempre, plano A, B e C. É como diz o provérbio popular: mais vale prevenir do que remediar! Geraint Thomas será o líder, e vai tentar provar que tem estatuto de líder nas Grandes Voltas, sendo acompanhado por Mikel Landa (terceiro classificado em 2015) e pelo jovem italiano Diego Rosa.

A BMC, em grande forma esta época, leva dois ‘rivais’: Tejay van Garderen e Rohan Dennis. O primeiro já mostrou o que vale em grandes voltas; já o australiano está cada vez melhor, a aprender na sombra do americano e do seu compatriota Richie Porte.

Para além destes, um sem número de ciclistas tentarão fechar top-10 na geral e/ou levar para casa o máximo de etapas possível. Dado a lista ser ainda extensa, serão enunciados em baixo, ordenados por equipa:

Orica-Scott: Adam Yates;

Team Sunweb: Tom Dumoulin e Wilco Kelderman;

LottoNL-Jumbo: Steven Kruijswijk;

Trek-Segafredo: Bauke Mollema;

Quick-Step Floors: Bob Jungels;

Team Katusha-Alpecin: Ilnur Zakarin;

AG2R- La Mondiale: Domenico Pozzovivo;

Movistar: Andrey Amador;

Team UAE Emirates: RUI COSTA;

Cannondale-Drapac: Davide Formolo, Joe Dombrowski e Pierre Rolland.

É um pelotão bem grande, e recheado de estrelas.
(Foto: Yuzuru Sunada)

Para as etapas de sprint, Caleb Ewan (Orica-Scott), Fernando Gaviria (Quick-Step Floors), André Greipel (Lotto Soudal), Giacomo Nizzolo (Trek-Segafredo) ou Sacha Modolo (Team UAE Emirates) serão os principais nomes.

O Giro de Itália terá cobertura diária na nossa página do Facebook, bem como análises, que ocorrerão nos três dias de descanso da prova. Uma análise extensiva, no fim da prova, será também feita, no Fair Play.


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É com Fair Play que pretendemos trazer uma diversificada panóplia de assuntos e temas. A análise ao detalhe que definiu o jogo; a perspectiva histórica que faz sentido enquadrar; a equipa que tacticamente tem subjugado os seus concorrentes; a individualidade que teima em não deixar de brilhar – é tudo disso que é feito o Fair Play. Que o leitor poderá e deverá não só ler e acompanhar, mas dele participar, através do comentário, fomentando, assim, ainda mais o debate e a partilha.


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