Arquivo de CNTN - Fair Play

IMG_3154.jpg?fit=1024%2C398&ssl=1
João BastosJaneiro 22, 201710min0

Decorreu no passado dia 21 de Janeiro o IX Torneio “Taça Cidade de Torres Novas”, uma organização do Clube de Natação de Torres Novas que este ano teve a parceria do Fair Play. A edição de 2017 foi pautada de um grande e equilibrado nível competitivo, cujo vencedor permaneceu indefinido até à última prova.

A cidade de Torres Novas acolheu no passado dia 21 de Janeiro, 264 nadadores, representantes de 17 diferentes clubes, provenientes de 5 diferentes Associações regionais de natação.

O IX Torneio “Taça Cidade de Torres Novas” teve até a particularidade de ser um dos poucos torneios disputados em Portugal continental que contou com a presença de uma equipa madeirense, a recentemente criada WOS Team.

No plano competitivo, esta foi uma das mais disputadas edições da Taça Torrejana, com quatro equipas sempre em disputa pelo primeiro lugar e com 10 dos 17 clubes presentes a vencerem provas individuais, o que baralhou as contas e conferiu ao Torneio um ambiente de emoção e indefinição que durou até ao cair do pano.

Foto: Clube de Natação de Torres Novas

Conheça os principais destaques da prova:

Algés conquista a Taça

O Sport Algés e Dafundo foi o grande vencedor do IX Torneio “Taça Cidade de Torres Novas” com 420 pontos. O Algés contou com a melhor equipa feminina em prova – e as quatro provas individuais que venceu foram, precisamente, no sector feminino – e com a quarta melhor equipa masculina.

Rafaela Azevedo nos 50 costas, Carolina Marcelino nos 100 mariposa, Anna Ferreira nos 50 mariposa e a estafeta 4×100 estilos (Rafaela Azevedo, Clara Pereira, Ana Branco e Sara Cruz) ocuparam o lugar mais alto do pódio, que teve ainda ocupação algesina noutras 9 ocasiões.

A prestação da equipa da linha na segunda sessão do Torneio foi determinante, já que o SAD estava no terceiro posto no final da manhã.

O Clube de Natação de Torres Novas esteve muito perto de conquistar o seu torneio pela primeira vez. Quedou-se pelo segundo lugar a escassos 12 pontos do Algés.

No sector masculino, o CNTN foi a equipa que conseguiu a amealhar mais pontos, tendo sido a quarta melhor equipa feminina.

Já em termos de vitórias individuais, o clube da casa conseguiu tantas como o clube vencedor (quatro), com Afonso Rosa em destaque ao subir ao lugar mais alto do pódio por 3 vezes (50 e 200 costas e integrando a estafeta masculina de 4×100 estilos conjuntamente com Miguel Frade, Marco Miguel e José Luz) e Carolina Neves a vencer os 100 livres.

Os nadadores de Torres Novas subiram ao pódio por mais 11 ocasiões.

Foto: Carolina Neves

O Clube de Instrução e Recreio do Laranjeiro fez os mesmos pontos do CNTN, mas pelo primeiro critério de desempate (número de primeiros lugares), o CIRL foi o terceiro classificado.

A equipa do Laranjeiro conseguiu três primeiros lugares individuais: Ricardo Pires nos 100 costas, Bruna Riesenberger nos 100 estilos e a estafeta feminina de 4×100 livres composta por Sofia Nunes, Catarina Belchior, Joana Varandas e Bruna Riesenberger.

Até na classificação parcial por sector, o CIRL teve pontuações próximas do CNTN. No sector masculino fez 214 pontos (o CNTN fez 218) e no sector feminino marcou 194 pontos (“contra” os 190 do CNTN), perfazendo os 408 pontos finais.

Para além dos três primeiros lugares, foram 9 os pódios obtidos pelos nadadores do Laranjeiro.

Pódio final | Fonte: Clube de Natação de Torres Novas

As restantes equipas classificaram-se da seguinte forma:

4. SFUAP;
5. Bairro dos Anjos;
6. Académica de Coimbra;
7. Natação do Tejo;
8. Estrelas de S. João de Brito;
9. Pimpões;
10. Naval Amorense;
11. Náutico da Marinha Grande;
12. A ONDA;
13. Gualdim Pais;
14. CLAC;
15. WOS Team;
16. Náutico de Abrantes;
17. Industrial Vieirense.

João Santos e Eva Carvalho levam a classificação dos pontos

A União Piedense pode ter ficado com o amargo 4º lugar geral final, mas os seus nadadores “desforraram-se” conseguindo para a equipa da Cova da Piedade as melhores classificações FINA, que davam direito a troféu.

No sector masculino, João Carlos Santos conseguiu 642 pontos com a sua prestação dos 200 livres. O tempo final na prova foi de 1:55.18 com os impressionantes parciais de 56.69/58.49.

O nadador da SFUAP superiorizou-se a Frederico Riachos do Estrelas de S. João de Brito que obteve 621 correspondentes ao tempo de 23.74 nos 50 livres e a Nuno Martins, também do Estrelas que nadou os 100 metros mariposa no tempo de 57.04, que lhe valeram 612 pontos e o terceiro lugar do pódio.

Pódio Pontuação FINA masculinos | Foto: Clube de Natação de Torres Novas

Em femininos foi Eva Carvalho, também da SFUAP e também na prova de 200 metros livres, que arrebatou o troféu dos pontos. O seu novo record pessoal – e que ficou estabelecido como novo record do Torneio – de 2:09.34 valeram-lhe 628 pontos na tabela FINA e o primeiro lugar nesta classificação no Torneio Taça Cidade de Torres Novas.

A prova de 200 livres femininos, de resto, foi a que teve o índice técnico mais elevado. A segunda nadadora mais pontuada foi também a segunda classificada desta distância com 619 pontos. Foi a nadadora da casa, Carolina Neves, que nadou no tempo de 2:09.98.

A fechar o pódio ficou a nadadora do Estrelas de São João de Brito, Catarina Sequeira, com a sua vitória na prova de 50 bruços, nadados em 33.92, correspondentes a 612 pontos.

Pódio Pontuação FINA femininos | Foto: Clube de Natação de Torres Novas

Afonso Rosa e Rafaela Azevedo foram os mais medalhados

Como já referimos, o nadador júnior do Clube de Natação de Torres Novas, Afonso Rosa, conquistou três medalhas de ouro – nos 50 e 200 costas e na estafeta 4×100 estilos.

Mas não ficou por aí. Amealhou mais uma prata – nos 100 metros costas – e dois bronzes – 50 mariposa e estafeta 4×100 livres.

O outro nadador que conseguiu três primeiros lugares foi António Carriço, do Clube Desportivo Estrelas de São João de Brito, que sempre que nadou, venceu. 50 metros bruços, 200 metros bruços e 100 metros estilos foram as provas conquistadas pelo nadador do Estrelas.

No sector feminino, a primeira do medalheiro foi a atleta juvenil do Sport Algés e Dafundo, Rafaela Azevedo. Venceu os 50 costas e a estafeta 4×100 estilos, foi segunda classificada na prova de 100 metros livres e terceira na estafeta 4×100 metros livres. Uma boa prenda de anos para atleta que estava a comemorar o seu 15º aniversário no dia da competição.

Mas a nadadora que mais medalhas levou para casa foi Bruna Riesenberger, do Laranjeiro. Venceu o mesmo número de provas que Rafaela (100 estilos e os 4×100 livres), mas conseguiu 5 medalhas no total, com os seus três terceiros lugares nas provas de 50 e 200 bruços e estafeta de 4×100 estilos (onde nadou o percurso de bruços).

Foto: Carolina Neves

7 novos recordes da Taça

A edição de 2017 da Taça Cidade de Torres Novas foi uma das mais competitivas de sempre. Prova disso são os 7 novos recordes da competição estabelecidos no dia 21 de Janeiro.

Para além disso, foram 7 recordes, da responsabilidade de 7 diferentes nadadores, representantes de 7 diferentes clubes, algo inédito na história do troféu. Nem na primeira edição tal se verificou, uma vez que as 24 provas em disputa nesse ano, apenas tiveram 6 diferentes equipas a vencê-las.

Nem mesmo na edição de 2009, que continua a ser a edição que mais recordes preserva (17), mas na qual os mesmos nadadores estabeleceram vários recordes, não havendo uma diversidade tão grande em termos de equipas e de nadadores recordistas como este ano.

Os sete novos recordes da Taça obtidos em 2017 são sintomáticos de que o nível médio da prova esteve bastante elevado e equilibrado entre todas as equipas.

Os novos recordistas são:

  • Afonso Rosa, CNTN: 50 costas – 27.53;
  • António Carriço, ESJB: 200 bruços – 2:25.36;
  • Beatriz Pereira, ANAM: 100 costas – 1:06.80;
  • Bruna Simões, DNMG: 200 mariposa – 2:24.23;
  • CIRL: 4×100 livres femininos – 4:07.46;
  • Eva Carvalho, SFUAP: 200 livres – 2:09.34;
  • Rafaela Azevedo, SAD: 50 costas – 30.23;

Confira a lista completa dos recordes da Taça torrejana:

Fonte: FairPlay

Uma organização de sucesso

Criada em 2007, por ocasião da remodelação das Piscinas Municipais Fernando Cunha, o Torneio de Natação “Taça Cidade de Torres Novas” é hoje uma competição de referência no calendário de competições nacionais.

Inserida numa altura da época competitiva em que os clubes preparam a abordagem às competições em piscina longa e em que existem vários outros torneios pelo país fora, a organização levada a cabo pelo Clube de Natação de Torres Novas tem conseguido, ainda assim, atrair os melhores clubes e nadadores de nível nacional, ano após ano.

A 9ª edição da Taça constituiu uma consolidação do estatuto da competição no panorama nacional ao ter a participação record de 17 clubes.

Para este sucesso organizativo, também contribui indelevelmente a co-organização da Associação de Natação do Distrito de Santarém e o apoio da Câmara Municipal de Torres Novas.

Uma organização à qual o Fair Play se orgulha de se ter associado. (Re)leia os artigos de lançamento e antevisão do Torneio publicados no Fair Play.

Para o ano será a 10ª edição e, certamente, podemos esperar uma forte aposta do CNTN em assinalar de forma especial esse marco no historial de uma competição que já é de referência no contexto da natação nacional.

Rui Simões, Dirigente CNTN e João Loureiro, Presidente ANDS | Foto: Clube de Natação de Torres Novas
CNTN-Team.jpg?fit=960%2C716&ssl=1
João BastosJaneiro 19, 201712min0

Depois do lançamento do IX Torneio “Taça Cidade de Torres Novas”, o Fair Play apresenta os protagonistas. Conheça os 17 clubes que disputarão a Taça Torrejana e o prognóstico do Fair Play sobre os seus principais argumentos para a conquistar

Antes dos nadadores subirem ao bloco, conheça melhor os clubes e o perfil das equipas que estarão no próximo dia 21 de Janeiro a disputar a 9ª edição da Taça Cidade de Torres Novas.

Recordamos que este é um evento com o apoio do Fair Play. Saiba mais sobre o Torneio que decorre já este sábado na cidade ribatejana: https://goo.gl/oaPtSZ

Clube de Natação de Torres Novas

A equipa da casa tem nesta edição do seu torneio uma grande hipótese de garantir que o troféu fica em casa pela primeira vez. Numa época em que sobe de divisão com ambas as equipas (masculina e feminina), vencer o seu torneio seria uma apetitosa cereja em cima de um bolo, já de si, bastante saboroso.

O clube torrejano tem várias provas onde poderá vir a alcançar o lugar mais alto do pódio individual, com particular destaque para Afonso Rosa (50, 100 e 200 costas), Carolina Neves (100 e 200 livres) e as estafetas de 4×100 livres de ambos os géneros que surgem com o melhor tempo da start list.

Recorde a entrevista do Professor Pascoal Mendes, treinador principal do CNTN

Conheça melhor o CNTN aqui.

Fonte: Facebook Clube Natação Torres Novas

Sociedade Filarmónica União Artística Piedense

A SFUAP é outra das equipas candidatas à vitória final. Terá, certamente, muitos pódios e vitórias individuais, sobretudo nas provas masculinas onde aparenta ter os argumentos mais fortes para chegar à vitória final.

João Santos nos 200 livres e a estafeta masculina de 4×100 estilos partem na pole position mas há várias outras provas onde os nadadores da Cova da Piedade têm reais hipóteses de bater na parede primeiro lugar.

Conheça melhor a SFUAP aqui.

Fonte: Facebook SFUAP – Nadadores

Clube de Instrução e Recreio do Laranjeiro

O Laranjeiro é a terceira equipa que destacamos das quatro que consideramos que partem no primeiro patamar de favoritos à conquista da Taça Cidade de Torres Novas.

Rui Horta, nos 100 bruços, é o único nadador do CIRL com o melhor tempo da start list, mas são vários os pódios ao alcance dos nadadores e nadadoras do Laranjeiro.

Recorde a entrevista ao Fair Play dos nadadores Ricardo Pires e Ricardo Estevens que estarão em acção na Piscina de Torres Novas.

Conheça melhor o CIRL aqui.

Fonte: cirlaranjeiro-voleibol.blogspot.pt/

Sport Algés e Dafundo

É, actualmente, a equipa com maiores pergaminhos das presentes em prova. Campeão nacional da 1ª divisão feminina e campeão nacional da 2ª divisão masculina. Mesmo não trazendo todo o seu “arsenal”, o Algés apresenta uma equipa jovem mas de grande qualidade.

A juvenil-A Rafaela Azevedo lidera o line-up dos 50 metros costas e o Algés vê ainda a possibilidade de pódios individuais em mais uma dezena de provas.

Conheça melhor o SAD aqui.

Fonte: ammamagazine.com

Associação Académica de Coimbra

Incluímos a Briosa numa segunda linha de candidatos, mas não pode ser considerada uma surpresa se a Taça for parar a uma vitrina em Coimbra. Principalmente tendo em consideração que a Académica apresenta um dos mais fortes elencos no sector feminino.

Ana Carolina Neves e Matilde Moreira certamente contribuirão com muitos pontos, mas os argumentos dos coimbrões vão muito para além das duas nadadoras juniores.

Conheça melhor o AAC (secção de natação) aqui.

Associação Desportiva, Cultural e Recreativa do Bairro dos Anjos/Bomcar

O clube leiriense apresenta uma equipa bastante equilibrada entre os sectores masculino e feminino. De tal forma, que se a classificação final correspondesse exactamente às posições da start list o Bairro dos Anjos faria os mesmos pontos em masculinos e femininos.

O equilíbrio é tão grande que as provas onde, previsivelmente, o Bairro dos Anjos terá maiores hipóteses de vitória são as provas de mariposa, quer no sector masculino (por Tiago Santos), quer no sector feminino (por Sara Peca).

Conheça melhor o ADBA aqui.

Fonte: Facebook Bairro dos Anjos

Clube de Natação do Tejo

Já o clube de Vila Nova da Barquinha joga os seus maiores trunfos com as suas nadadoras, nomeadamente com Rute Leonardo e Mafalda Marques.

As provas de livres, bruços e estilos no sector feminino vão, com certeza, garantir muitos pontos à equipa do CNTejo.

Conheça melhor o CNTejo aqui.

Fonte: Facebook Clube de Natação do Tejo

 

Sociedade Filarmónica Gualdim Pais

O júnior Bernardo Dionísio já se mostrou a grande nível esta época, por isso contém com ele para disputar as quatro provas em que está inscrito.

Do lado feminino não há nenhuma nadadora tão proeminente como no sector masculino mas a equipa é mais homogénea com Lea Mendes e Catarina Trezentos a terem boas hipóteses de alcançar o pódio nas suas provas.

Conheça melhor a SFGP aqui.

Fonte: Facebook Sociedade Filarmónica Gualdim Pais – Natação

Estrelas de São João de Brito

O Estrelas é apenas a 9ª equipa que apresentamos porque não leva a Torres Novas a constelação toda.

De resto, o clube de Alvalade só inscreveu nadadores em 16 das 30 provas, mas conseguirá uma classificação a meio da tabela, sem grandes sobressaltos. É que praticamente em todas as provas que os nadadores do ESJB nadam, têm reais possibilidades de as ganhar.

Destaque para Frederico Riachos, António Carriço, Nuno Martins, Nuno Rola e Catarina Sequeira que juntos garantem ao Estrelas 9 melhores tempos na start list.

Conheça melhor o ESJB aqui.

Fonte: estrelas-sjb.pt

Clube de Lazer, Aventura e Competição

O CLAC – Entroncamento tem nos juniores Ricardo Leal e Rui Lopes as suas principais armas para garantir uma posição no top-10, ou até algo mais.

Uma equipa que concilia a experiência com a juventude, pode surpreender pelas fortes melhorias de tempos que os seus nadadores mais jovens podem realizar, traduzindo-se em melhores classificações face à start list.

Conheça melhor o CLAC aqui.

Fonte: clac.pt

Associação Naval Amorense

Um equipa que se apresentará muito desfalcada, sobretudo no sector masculino e que por isso não deverá alcançar posições mais cimeiras.

Individualmente poderemos contar com grandes prestações dos nadadores da margem sul, com especial destaque para Beatriz Pereira, Tatiana Pombo e Gonçalo Ferrão, mas a ausência de nadadores amorenses em 11 provas criará a clivagem entre as classificações individuais e a classificação final.

Conheça melhor a ANAM aqui.

Fonte: navalamorense-natacao.blogspot.pt/

Sociedade de Instrução e Recreio Os Pimpões/Cimai

Mais uma equipa que aproveita a Taça Cidade de Torres Novas para dar rodagem aos seus nadadores mais jovens.

Com uma equipa masculina ligeiramente mais forte que a equipa feminina, os destaques da equipa caldense deverão ser os juniores Sebastião Gomes e João Santana.

Conheça melhor Os Pimpões aqui.

Fonte: Facebook Pimpões

Associação Orientadora para a Natação Desportiva em Azeitão

É das equipas com a idade média mais baixa (14,6 anos), sobretudo no sector feminino onde se apresenta com 4 infantis e uma juvenil-B.

Por isso, onde terá maiores aspirações a boas classificações (pódios, inclusivé) é no sector masculino. A melhor posição d’A ONDA é nos 50 mariposa masculinos onde Rúben Leitão surge com o 5º melhor tempo da lista de entrada.

Conheça melhor A ONDA aqui.

Fonte: Facebook A Onda Azeitão

Desportivo Náutico da Marinha Grande

Na sua máxima força, o DNMG seria um grande favorito a conquistar a Taça, sobretudo porque a equipa feminina do Náutico é uma das melhores do país e já esta época ficou a escassos 3 pontos da primeira divisão.

Dessa equipa, apenas Bruna Simões competirá nas Piscinas Municipais Fernando Cunha e poder-se-á esperar dela a luta pela vitória nas suas provas.

Conheça melhor o DNMG aqui.

Fonte: Facebook Dnmg competição

Clube Desportivo WOS Team

É a equipa menos representada em competição. Traz apenas 4 nadadoras, o que se compreende, visto ser a equipa que realizará a viagem mais longa. Virá da ilha da Madeira até Torres Novas.

Apesar de “curta”, será uma equipa muito notada. Tem o melhor tempo da start list em quatro provas, por intermédio de Laura Abreu e Beatriz Rosa.

O clube da World Of Sports pode não voltar à Madeira com a Taça, mas de certo que as suas nadadoras voltarão com muitas medalhas.

Conheça melhor o CDWT aqui.

Fonte: Facebook WOS Team

Industrial Desportivo Vieirense

O clube de Vieira de Leiria em termos colectivos não deverá ter grandes aspirações, mas atenção aos nadadores Sandro Francisco e Sérgio Lamande que deverão baralhar as contas às equipas que lutam pela Taça.

Para os nadadores mais jovens, será certamente uma excelente experiência competitiva.

Conheça melhor a IDV aqui.

Fonte: futeboldistritaldeleiria.pt

Clube de Natação de Abrantes

Um clube em reestruturação que nos últimos anos viu sair vários nadadores e o treinador (actualmente no IDV). Passo a passo voltará a tentar percorrer o percurso que já deu a Abrantes vários campeões nacionais.

O IX Torneio “Taça Cidade de Torres Novas” será certamente um importante passo para os jovens do CNAB dado nesse sentido. Individualmente, Beatriz Moura surge com a melhor posição na start list aos 100 estilos com o seu 9º lugar de entrada.

Conheça melhor o CNAB aqui.

Fonte: Facebook Clube Náutico de Abrantes

E estão apresentadas as 17 equipas que vão estar em Torres Novas no dia 21 de Janeiro a disputar o IX Torneio “Taça Cidade de Torres Novas”. Os prognósticos do Fair Play estão feitos, agora é esperar pelo tiro de partida e assistir ao espectáculo único da natação!

Siga a par e passo todos os desenvolvimentos da competição através do Facebook e Twitter do Fair Play, durante todo o dia de sábado.

Veja também a start list do Torneio.

cntn4.jpg?fit=960%2C716&ssl=1
João BastosJaneiro 15, 201713min0

O Clube de Natação de Torres de Novas organiza o IX Torneio “Taça Cidade de Torres Novas”, que terá lugar no próximo dia 21 de Janeiro. O FairPlay orgulha-se de anunciar que este será o primeiro evento desportivo com cobertura exclusiva do Fair Play

Historial

O Torneio “Taça Cidade de Torres Novas” teve a sua primeira edição no ano de 2007, assinalando a estreia das renovadas Piscinas Municipais Fernando Cunha.

Desde então, a Taça Cidade de Torres Novas tem sido entregue todos os anos, à excepção de 2013 e 2014.

Nas últimas oito edições foram muitos os grandes nomes da natação portuguesa que passaram por Torres Novas. Simão Morgado, Nuno Quintanilha, Diana Gomes ou Filipa Silva são apenas alguns dos nadadores que já disputaram a Taça torrejana.

Os vencedores das edições anteriores foram os seguintes:

  • 2007: Colégio Vasco da Gama
  • 2008: Náutico de Coimbra
  • 2009: Clube de Natação da Amadora
  • 2010: Náutico de Coimbra
  • 2011: Académico de Viseu
  • 2012: União Piedense
  • 2015: Benfica
  • 2016: Benfica

O Benfica e o Náutico de Coimbra são os únicos clubes a ter vencido a Taça mais do que uma vez, tendo, os dois juntos, vencido metade das edições. No entanto, o Benfica é o único que logrou repetir a vitória de forma consecutiva, indo numa série de invencibilidade que irá ser quebrada este ano, uma vez que a equipa da Luz não disputará a Taça este ano.

Local

As Piscinas Municipais Fernando Cunha, situadas no Jardim das Rosas de Torres Novas, foram remodeladas em 2007, sendo convertidas num complexo que permite acolher grandes competições de Natação Pura, Pólo Aquático, Natação Sincronizada e Saltos para a Água.

Distendido numa área de 3500 m2, o complexo é formado por duas piscinas de 25 metros, uma de aprendizagem, que durante o torneio servirá como tanque de descontracção e o tanque de competição onde se desenrolará a acção principal do torneio.

A nave ainda dispõe de bancadas com 400 lugares sentados, que certamente estarão cheias de público que não irá querer perder nenhuma prova no próximo dia 21 de Janeiro.

Piscinas Municipais Fernando Cunha | Foto: Facebook Clube Natação Torres Novas

Programa

A 9ª edição do Torneio “Taça Cidade de Torres Novas” disputar-se-á no dia 21 de Janeiro, com início da primeira sessão marcado para as 9:15 horas.

No torneio poderão participar nadadores de todos os escalões competitivos (Infantis, Juvenis, Juniores e Seniores) mas a classificação será Absoluta (ou seja, haverá uma única classificação englobando todos os escalões).

A prova é promovida pelo Clube de Natação de Torres Novas e terá o apoio logístico e arbitragem da Associação de Natação do Distrito de Santarém.

A competição será disputada em jornada única distribuída por duas sessões, com um total de 30 provas – 15 para o sector masculino e 15 para o sector feminino, sendo elas:

  • 50m, 100m e 200m livres;
  • 50m, 100m e 200m costas;
  • 50m, 100m e 200m bruços;
  • 50m, 100m e 200m mariposa;
  • 100m estilos;
  • 4x100m livres e 4x100m estilos.

Os clubes poderão fazer-se representar em cada prova com dois nadadores, sendo que cada nadador poderá nadar duas provas e uma estafeta por sessão.

A equipa vencedora da Taça será aquela que obtiver mais pontos. Esses pontos são calculados pela melhor classificação do clube em cada prova.

Em cada prova haverá um pódio e serão atribuídas medalhas aos três primeiros classificados. Serão ainda atribuídos troféus aos três atletas masculinos e femininos que realizem as melhores pontuações FINA do torneio.

Por fim, serão entregues troféus a todos os clubes participantes, de acordo com a sua classificação final.

Participantes

Esta será a edição com o maior número de equipas participantes de sempre. Serão 17 formações à procura de conquistar o troféu máximo:

  • Associação Académica de Coimbra;
  • Associação Naval Amorense;
  • Bairro dos Anjos;
  • Clube Desportivo WOS Team;
  • Clube de Instrução e Recreio do Laranjeiro;
  • CLAC – Entreoncamento;
  • Clube de Natação do Tejo;
  • Desportivo Náutico da Marinha Grande;
  • Estrelas de São João de Brito;
  • Industrial Desportivo Vieirense;
  • Grupo Desportivo de Sesimbra;
  • Onda Azeitão;
  • Os Pimpões;
  • Sport Algés e Dafundo;
  • Sociedade Filarmónica União Artística Piedense;
  • Sociedade Filarmónica Gualdim Pais;
  • Clube de Natação de Torres Novas.

Para além da quantidade de equipas, há a destacar a qualidade dos participantes. Desde logo, o grande destaque para a equipa campeã nacional da 1ª divisão em femininos e campeã nacional da 2ª divisão em masculinos, o Algés, que partirá como grande favorito à vitória final.

Os maiores adversários deverão ser a União Piedense (única equipa presente que já venceu o troféu) e o Estrelas de S. João de Brito (3º lugar na primeira divisão masculina).

Náutico da Marinha Grande, Académica de Coimbra, Pimpões, Laranjeiro e a equipa da casa, o CNTN, poderão baralhar as contas.


Recordes do Torneio

O Fair Play compilou os melhores tempos de todas as provas que já foram nadadas nas edições anteriores da Taça Cidade de Torres Novas. Confira a lista que certifica que este é, historicamente, um Torneio de elevado nível:

Recordes Torneio “Taça Cidade de Torres Novas” | Fonte: FairPlay

Da tabela destacam-se os 14 recordes do Sport Lisboa e Benfica no total das 38 provas que já foram nadadas no âmbito do Torneio. A segunda equipa com mais recordes tem “apenas” metade dos do clube da Luz. É o Clube de Natação da Amadora com 7 recordes, todos eles estabelecidos na edição de 2009.

2009 foi de resto a edição com melhores performances. O III Torneio “Taça da Cidade de Torres Novas” rendeu metade dos actuais recordes do Torneio: 19.

Filipa Silva (CNA) com 4 melhores marcas e João Gigante (SLB) com 3 são os nadadores com mais recordes individuais. Filipa junta ainda o record da equipa da Amadora nos 4×100 estilos que ela integrou e Gigante junta os 4×100 livres e 4×100 estilos.

Afonso Rosa é o único nadador do clube da casa que inscreveu o seu nome na lista das melhores marcas. Fê-lo no ano passado com os seus 2:06.54 nos 200 costas.

O FairPlay é o media partner da Taça Cidade de Torres Novas

O FairPlay fará a cobertura de todo o torneio. Numa parceria com o Clube de Natação de Torres Novas, o FairPlay leva a cabo uma iniciativa inédita ao acompanhar ao vivo, comentar e balancear um evento desportivo de nível nacional.

Esta parceria é um sinal inequívoco do crescimento de um projecto que completará no próximo mês de Fevereiro apenas 6 meses de existência e um sinal da penetração que o FairPlay já tem nas diversas modalidades e ligas desportivas que acompanha.

Até ao próximo sábado pode contar com a antevisão e a apresentação dos principais nadadores que estarão presentes em Torres Novas.

No dia 21 de Janeiro pode contar com reportagens, vídeos, fotos e outros conteúdos no facebook e twitter. Siga-nos nas diferentes plataformas e acompanhe a par e passo o IX Torneio Taça da Cidade de Torres Novas.

Foto: Facebook Clube Natação Torres Novas
399644_326912740663776_286830605_n.jpg?fit=779%2C639&ssl=1
João BastosDezembro 2, 201618min0

O FairPlay foi falar com o Professor Pascoal Mendes – conhecido no mundo da natação por Pasca – treinador principal da equipa do Clube de Natação de Torres Novas. O mote da conversa foi a recente dupla subida de divisão, alcançada “ao lado de casa”, em Abrantes nos Campeonatos Nacionais de Clubes da 3ª e 4ª divisão.

fpComo começou a tua ligação com a natação?

PM. Comecei a nadar bastante tarde, fiz o percurso normal até à competição. Passei pela aprendizagem, pré-competição e natação. Experimentei outros desportos e tinha jeito para a ginástica mas nunca gostei da parte que não conseguia controlar, como os saltos e os aparelhos. Depois de aprender a nadar, percebi que tinha jeito.

A passagem para a carreira de treinador foi um desafio do meu antecessor, [José] Paiva. Eu desliguei-me da natação durante um ano, e na altura era preciso um treinador de cadetes no Entroncamento. Ele incentivou-me a seguir essa via, e ainda bem!

Pascoal Mendes com o Prof. José Paiva (à esquerda) | Foto: David Silva

fpHá quantos anos treinas o CNTN?

PM. Estou no CNTN desde a época 97/98.

fpComo é a estrutura técnica do CNTN?

PM. A estrutura técnica é bastante reduzida. Eu treino os infantis, juvenis, juniores e seniores. O Fábio Ferreira está com a pré-competição e cadetes e vou tendo a ajuda do Duarte Policarpo e Fábio Samouco pontualmente.

fpQuantos nadadores tem a equipa absoluta?

PM. A equipa tem neste momento 46 nadadores que treinam parcialmente separados; os infantis treinam num horário, os juvenis e juniores noutro horário. No período coincidente temos em simultâneo 5 pistas destinadas ao treino só da equipa absoluta.

Equipa Clube Natação de Torres Novas | Foto: Facebook Clube Natação Torres Novas
Equipa Clube Natação de Torres Novas | Foto: Facebook Clube Natação Torres Novas

fpComo é a rotina diária de treino?

PM. Os juvenis e juniores começam o treino às 19.15, à 2ª e 6ª feira, terminando às 21:15. De 3ª a 5ª o treino tem início às 18:30 e termina às 21:00 e pouco. Nesses dias há ginásio e/ou sessões mais de alongamentos e recuperação após a água. Ao sábado o treino é bi-diário e depois flexibilizamos os horários escolares para fazer outra sessão bi-diária sempre que possível.

fpEm 2005, também quando a equipa masculina do CNTN subiu à 2ª divisão, um conhecido blog nacional de natação apelidou o CNTN de “uma equipa diferente”. 11 anos, o CNTN achas que o CNTN continua a ser uma equipa diferente, mas essencialmente se é uma equipa diferente do CNTN de há 11 anos?

PM. Nesse ano estávamos sem piscina para treinar, por motivo de remodelação das actuais piscinas, e tínhamos um grupo de nadadores que estava a estudar fora de Torres Novas, coincidentemente em Lisboa e, por isso, conseguiam nadar juntos. O nosso atual treinador dos Cadetes fazia parte desse grupo e era o único elemento que não estava em Lisboa mas manteve-se a nadar.

O eterno capitão [Nuno Vicente] tinha perfil para liderar o grupo, quer nos treinos, quer nas provas. Era um grupo de nadadores com bastante talento que se uniram em torno do objectivo de não parar com a actividade do clube. O nacional de clubes era praticamente a única competição que fazíamos na época, mais um ou outro campeonato regional ou nacional.

Hoje a realidade é outra. Temos uma piscina nova, mas continuamos a enfrentar novos desafios: quando entrou em funcionamento a nova piscina, era o clube que liderava e ministrava as classes de aprendizagem. Posteriormente, essa responsabilidade passou para a alçada de uma empresa municipal e depois de uma empresa privada. Este ano voltou o clube a assumir a liderança do processo de ensino da natação em Torres Novas.

Este é, portanto, novamente o ano zero no que diz respeito à integração da aprendizagem na actividade do clube.

fpPara além de estar a formar muitos e grandes talentos, também tem havido nadadores a transitar para o CNTN. Inclusive três deles foram preponderantes no desempenho da equipa no Nacional de Clubes. Na tua opinião, o que estes nadadores vêm e valorizam no clube?

PM. Era uma pergunta que seria mais fácil se fossem eles a responder (risos). A direcção e a estrutura do clube desde sempre tiveram uma postura de “portas abertas”. Qualquer nadador sente-se livre de sair quando quiser e qualquer nadador é livre de entrar no clube. O que não fazemos é aliciar nadadores a ingressar no clube.

O facto de o clube ter 40 anos de História é um garante da estabilidade que pode oferecer aos seus nadadores. Por outro lado, a própria filosofia do clube fomenta a coesão e integração sem descorar as performances desportivas e penso que isso transparece para fora.

fpSentes um voto de confiança desses nadadores e dos encarregados de educação no teu trabalho?

PM. Sinto esse voto de confiança, sinto reconhecimento e sinto orgulho. Mas antes da entrada dos nadadores do clube também me preocupo em informar-lhes do que vão encontrar.

O grupo é bastante numeroso e é preciso transmitir-lhes essa realidade. Posso dar o exemplo extremo do Zé [Luz] que veio do Núcleo Sportinguista da Golegã, um clube que tinha apenas dois nadadores, para um clube com 46 nadadores. O trabalho realizado pelo meu colega, Luís Borga, foi muito bem feito e eu tive de informar que aquele nível de personalização do treino não era algo que eu fosse capaz de fazer numa equipa tão numerosa.

Sinto responsabilidade de informar sobre essas situações. Com essa informação presente, o Zé optou por vir nadar para Torres Novas. Também veio estudar para cá, o que facilitou em termos logísticos o ingresso no clube.

Quanto aos outros nadadores que ingressaram este ano no clube, foi também fruto de uma pré-época atípica no distrito de Santarém. Muitas mudanças de treinadores como no Náutico de Abrantes e no Clube de Natação do Tejo, clubes que acabaram como o Núcleo Sportinguista da Golegã e o Scalabiswim e por isso muitos nadadores viram-se confrontados com o facto de quererem e poderem prosseguir as suas carreiras noutros clubes.

Fomos contemplados com a vinda da Inês Duarte, do CNTejo, do João Calado do Náutico de Abrantes e do José Luz que veio da Golegã.

Mas ver clubes a fecharem portas para mim é muito preocupante. A natação perde competitividade e muitos nadadores talentosos ficam pelo caminho, até porque nem todos têm possibilidade de mudar de clube.

fpFalemos um pouco da prova do último fim-de-semana que culminou com duas subidas de divisão (equipa feminina da 4ª para a 3ª e equipa masculina da 3ª para a 2ª). Já tinham projectado como objectivo a subida das duas equipas?

PM. Eram objectivos que estavam no nosso horizonte. Não estava assumido perante a equipa que só a subida era um bom resultado, mas estava assumido que tínhamos tudo para lutar pelas subidas. Correu bem.

fpA equipa feminina era das jovens em competição (toda ela sub-15). Sentiram a pressão da responsabilidade de lutar pela subida com outras equipas mais experientes?

PM. Sinceramente, não analisei a média de idades das outras equipas, até porque a 4ª divisão caracteriza-se por ter equipas muito jovens que estão em evolução.

Penso que elas não acusaram qualquer pressão. Apesar da idade, todas elas tinham experiência em nadar provas individuais em nacionais de clubes, à excepção da Beatriz Casal (nadou a prova de 50 livres) que só tinha nadado uma estafeta no ano passado. Mas todas já sabiam como era o ambiente e isso ajudou a controlar o nervosismo e ansiedade. Nunca senti que a equipa estivesse nervosa ou ansiosa, para além do que é normal nestas provas.

fpE deram mostras dessa maturidade terminando a competição com um 3º, um 1º e um 1º.

PM. O final dos campeonatos foi muito bom. Uma das coisas que me agradou, quer na equipa feminina, quer na masculina, foi o empenho que colocaram em todas as provas, mesmo no momento em que a classificação já estava mais definida.

Estafeta vencedora dos 4x100 livres | Foto: Facebook Lfnunes
Estafeta vencedora dos 4×100 livres | Foto: Facebook Lfnunes

fpA equipa masculina teve na homogeneidade de resultados o seu grande trunfo e teve as operações sempre controladas. A partir de que momento perceberam que a subida já não fugia?

PM. Nunca (risos)! Explico porquê: o Zé era uma incógnita porque esteve 3 meses parado. Parou de nadar no mês de Junho, e só retomou os treinos na terceira semana de Setembro, de uma pausa provocada por um estiramento no ombro por carga de ginásio. Esteve algum tempo a fazer exclusivamente treino de pernas. Não sabia o que ele estava a valer.

O Afonso [Rosa] tem estado a treinar condicionado com problemas respiratórios. O Marco [Miguel] está com uma contratura, mas eu sabia que ele ia estar ao nível dele nos 100 mariposa, mas os 200 eram um tiro no escuro e o [Miguel] Frade estava em grande forma e demonstrou-o nos 100 bruços, mas no domingo teve problemas gástricos e depois de almoço esteve constantemente a vomitar. Estava até receoso se depois dos 200 bruços, ele seria capaz de nadar os 200 estilos. Felizmente, depois dos 200 bruços voltou a vomitar e ficou bem-disposto. (risos)

Por isso, nunca dei a subida como um facto consumado. Os próprios nadadores nunca tiveram essa postura de tomar a subida por garantida, tentaram sempre lutar pela melhor classificação possível e isso passava por ficar em primeiro, mas não foi possível.

Para mim foi gratificante ver a atitude que eles tiveram de lutar pelo objectivo.

O Bernardo Simões foi o elemento mais novo da equipa masculina, participou na estafeta de 4×100 livres. É juvenil-B (nascido em 2002) e deu muito boa conta do recado. Ele sim, evidenciou algum nervosismo, é normal dado que foi a primeira vez que nadou o nacional de clubes, mas sinal que interiorizou bem a importância do momento.

Equipa vice-campeã nacional da 3ª divisão | Foto: CNTN
Equipa vice-campeã nacional da 3ª divisão | Foto: CNTN

fpVoltando novamente atrás 11 anos, lembro-me de teres dito no dia seguinte à subida à 2ª divisão que nesse dia iam começar os trabalhos para garantir a manutenção no ano seguinte. Este ano já começaram a trabalhar nesse sentido ou deste-lhes pelo menos um dia de descanso?

PM. Não houve descanso nenhum. Na 2ª feira fomos logo treinar, o treino dos juniores até teve algum volume a baixa intensidade. Os juvenis têm torneio zonal já neste fim-de-semana e os juniores têm campeonato nacional no outro. Foi preciso recuperar alguma coisa em termos aeróbios.

Foto: Facebook Lfnunes
Foto: Facebook Lfnunes

fpEm relação aos planos futuros, quais os objectivos a curto (há zonais e nacionais ainda este mês e a época ainda vai no início), médio (nomeadamente nacionais de clubes do próximo ano) e longo prazo (com uma equipa toda ela do escalão júnior para baixo)?

PM. Começo pelo fim. É difícil fazer planos a longo prazo pela instabilidade que falei no início sobre o projecto de coordenação das classes de aprendizagem. Essa é a base de trabalho para a competição e sem ter esse aspecto controlado, não é possível fazer projectos a longo prazo.

Se tivermos essa questão garantida, fazemos projectos, se não tivermos, temos de fazer adaptações.

A médio prazo é possível fazer algumas projecções. Falando concretamente do nacional de clubes, tenho boas perspectivas de manter o núcleo da equipa, e também tenho boas perspectivas em relação à evolução de nadadores mais novos que possam assumir um papel de maior destaque nas equipas que competirão no nacional de clubes do próximo ano.

Para esta época, é continuar a melhorar as prestações, quer a nível regional, mas essencialmente a nível nacional. Melhorar classificações, consolidar as entradas em finais e dos lugares de pódio Nacional e nalguns casos, olhar para os tempos que constam dos planos de alto rendimento como um objetivo.

Foto: Facebook Clube Natação Torres Novas
Foto: Facebook Clube Natação Torres Novas

fpA selecção nacional é uma hipótese real para o CNTN?

PM. Sim, é bastante real. O ano passado fomos contemplados com a chamada de dois nadadores para a concentração da selecção nacional juvenil. Ainda não aconteceu a chamada a provas, mas já podia ter acontecido. A Carolina Neves é vice-campeã nacional dos 100 livres, por isso podemos esperar que isso aconteça.

Mas o nosso foco é melhorar dia-a-dia. Se acontecer, ainda bem. Se não acontecer, não cai o mundo por isso, porque continuaremos sempre a trabalhar.

fpComo é que tens visto a evolução da natação portuguesa nos anos em que estás ligado à modalidade?

PM. A aproximação da natação nacional ao nível internacional é um passo muito complicado. Na minha opinião, a natação é uma modalidade extremamente competitiva.

Estar no topo mundial implica um apoio ao nadador muito forte. Não falo apenas de apoio financeiro, mas de condições de treino. Implica que um nadador da alta roda internacional tenha um treinador dedicado a si quase em exclusivo ou, pelo menos, que um treinador se dedique a um grupo de elite restrito.

Vejo com bons olhos o trabalho que está a ser desenvolvido no Centro de Alto Rendimento de Rio Maior e os resultados que têm sido obtidos nos últimos 2/3 anos. Parece-me um excelente ponto de partida para a necessária evolução da natação portuguesa. Não estou a 100% a par da realidade do CAR, mas este ano foi para lá mais um treinador, o que é importante para optimizar o trabalho realizado com o grupo. Penso que um dos problemas era o facto de nadadores mais novos não estarem tão bem enquadrados e essa lacuna pode ser agora debelada.

Acredito muito que esta é uma estratégia que nos levará mais perto do topo da natação mundial.

fpE em relação à capacidade de articulação entre estudos e competição?

PM. Outro factor importante é a articulação entre as actividades lectivas ou académicas com a actividade física. Se no caso dos estudantes universitários há legislação que protege os atletas, no caso de estudantes do ensino secundário, ela não existe.

É acima de tudo uma questão cultural. A dificuldade para alterar a data de um teste quando um nadador tem prova a uma 6ª feira, que é um caso que acontece duas, três vezes num ano, faz-me muita confusão. Noto que não há interesse em perceber a realidade de um atleta.

Também no caso dos estudantes do ensino superior, há legislação mas em muitos casos não é aplicada. Alguma coisa tem de ser mudada, mas é um trabalho de base. Se calhar só quando todos praticarmos desporto nalgum ponto da nossa vida e os agentes decisores tiverem noção por experiência própria da realidade de um atleta, possamos ultrapassar estas questões.

fpEstamos a terminar a entrevista. Deixa-nos uma mensagem aos leitores do FairPlay, e particularmente aos que estão a pensar iniciar-se na prática da natação.

PM. Conheci o FairPlay há relativamente pouco tempo e, em relação ao trabalho que tem sido desenvolvido na natação, dou os meus sinceros parabéns porque prima pela diferença. A informação é assertiva, assume-se o risco de especificar os assuntos. Não é fácil, mas tem sido conseguido. Tenho falado com colegas que me transmitem a mesma opinião e gostam do que tem sido feito no âmbito da natação.

Para quem quer praticar natação, nem me dirijo enquanto agente deste desporto, mas enquanto pai. As minhas duas filhas praticam natação, não é com o objectivo de serem campeãs, mas se forem ainda melhor. O objectivo de qualquer actividade competitiva é a excelência, mas a mensagem que posso deixar é que o desporto é uma escola de virtudes como não se encontra em mais nenhuma actividade.

O compromisso e a organização são lições que se aprendem no desporto de uma forma que não se aprende em mais lado nenhum.

Não faz muito sentido ter durante horas as crianças sentadas na escola e complementar essa actividade com outras em que elas voltam a estar sentadas. Para objectivos de saúde mental e física, o desporto é fundamental.

Obrigado por conversares com o FairPlay. Muitos parabéns pelo trabalho e continuação do sucesso.

Foto: Federação Portuguesa de Natação
Foto: Federação Portuguesa de Natação
15137598_1127872660665080_1229701153584534132_o.jpg?fit=1024%2C576&ssl=1
João BastosNovembro 28, 20169min0

Abrantes recebeu o Campeonato Nacional de Clubes das 3ª e 4ª divisões, a única competição nacional de natação pura onde apenas há títulos colectivos. É, assim, uma competição onde os clubes apostam forte e, sobretudo nas divisões inferiores, o ponto alto para muitos nadadores que têm nesta prova objectivos bastante definidos no que a campeonatos nacionais diz respeito.

À semelhança da quarta divisão, a terceira compreende 13 provas para o sector masculino e 13 provas para o sector feminino.

As provas são 50, 100, 400 e 800 metros livres, 100 e 200 metros costas, 100 e 200 metros bruços, 100 e 200 metros mariposa, 200 metros estilos e as estafetas de 4×100 metros livres e 4×100 metros estilos.

A cada classificação é atribuída uma pontuação (1º – 25 pontos, 2º – 23 pontos, 3º – 22 pontos, …, 24º – 1 ponto). No final, os campeões masculino e feminino (as classificações são independentes, assim como os clubes inscritos) são determinados pelo somatório dos pontos de todas as provas individuais, subindo os 4 primeiros clubes à 2ª divisão e descendo à quarta divisão do próximo ano os últimos 4.

Esta competição disputa-se em piscina de 25 metros, à semelhança da 4ª divisão e à diferença da 2ª e 1ª, que se disputam em piscina olímpica (50 metros)

Luta ao centésimo pela segunda divisão

A terceira divisão feminina teve um final dramático com dois clubes empatados no 4º lugar (último lugar de subida de divisão) e um terceiro a apenas um ponto. Mas já lá vamos.

Antes disso, saudemos as campeãs do Colégio Monte Maior que tiveram um domínio mais forte do que se previa e um campeonato perfeitamente tranquilo até à consagração.

Equipa feminina do Colégio Monte Maior | Foto: Facebook Lfnunes
Equipa feminina do Colégio Monte Maior | Foto: Facebook Lfnunes

Os 273 pontos garantiram uma vantagem de 21 pontos, concluindo uma prova bastante regular, dominada desde o início (arranque com um primeiro, segundo e quarto lugares nas primeiras três provas).

Mariana Mendes deu ao CIMM o primeiro lugar nos 800 livres e o 2º nos 400, Francisca Mesquita foi 2ª nos 200 mariposa, 4ª nos 100 mariposa e nos 200 costas, Inês Bernardo foi 4ª nos 200 bruços e nos 200 estilos e 5ª nos 100 bruços, Beatriz Isaías nadou os 100 costas e foi 5ª e Ana Brito nadou 50 (15ª) e 100 (7ª) livres.

As duas estafetas (4×100 livres e 4×100 estilos) venceram as provas.

O Clube Náutico de Miranda do Corvo também teve um campeonato sem sobressaltos. Assegurou o 2º lugar com 252 pontos, algo longe do primeiro mas também longe do terceiro (15 pontos de avanço).

CNMC sagraram-se vice-campeãs da 3ª divisão | Foto: Lfnunes
CNMC sagrou-se vice-campeão da 3ª divisão feminina| Foto: Lfnunes

A brucista Mariana Paz venceu os 200 bruços, ficou em 6º nos 100 bruços e em 9º nos 200 estilos, Mariana Ferreira nadou três provas de livres: chegou em 2º nos 100, em 4º nos 400 e em 5º nos 800 livres, já Maria Inês Ferreira fez um 3º (nos 50 livres) e um 11º (nos 100 mariposa), ao passo que a costista Maria Neves foi 4ª classificada nos 200 costas e 8ª nos 100. A completar a equipa, Sara Neves foi 12ª nos 200 mariposa.

As nadadoras de Miranda do Corvo foram 4ªs na estafeta de 4×100 estilos e 5ªs nos 4×100 livres.

O Louletano também ocupou o terceiro lugar sem grandes pressões. 237 pontos (e 21 de avanço para o 4º) foi a pontuação final.

Foto: Facebook Lfnunes
Foto: Facebook Lfnunes

Sob a liderança da internacional Cátia Martinheira que não nadou as “suas” provas de costas mas deu para ser 2ª aos 200 estilos, 3ª nos 200 mariposa e 5ª nos 100 mariposa. Martinheira não nadou costas porque o LDC tem na jovem de 13 anos, Maria Jesus, também uma excelente costista que se classificou no 3º lugar aos 100 e no 8º aos 200. Catarina Santos foi 8ª nos 200 bruços e 9ª nos 100 bruços, Ísis Severino chegou em 8º nos 50 livres e em 13º nos 100 e Rita Moreira fez 10º (nos 400 livres) e 11º (nos 800 livres).

Nas estafetas a equipa algarvia foi 3ª classificada nos 4×100 livres e 5ª classificada nos 4×100 estilos.

Mas com um pódio que se começou a definir muito cedo, as atenções viraram-se para o último lugar de acesso à 2ª divisão. Alcobaça (CNAL), Litoral Alentejano (CNLA) e Sporting de Aveiro (SCA) proporcionaram uma disputa de tal forma equilibrada que o CNAL e o CNLA acabaram empatados com 216 pontos e o SCA a apenas um ponto, com 215.

Pelos critérios de desempate (CNAL e CNLA ganharam ambos uma prova, mas o CNAL fez um 2º lugar, curiosamente na mesma prova onde o CNLA fez 3º), Alcobaça celebrou a subida de divisão.

Alcobaça levou a melhor na luta pelo 4º lugar | Foto: Lfnunes
Alcobaça levou a melhor na luta pelo 4º lugar | Foto: Lfnunes

Inês Silva venceu os 100 bruços e foi 3ª nos 200 bruços e 200 estilos. Bruna Paulino foi 6ª nos 200 mariposa e 8ª nos 100. Diana Romão foi a 7ª dos 200 costas, 11ª nos 50 livres e 13ª nos 400 livres. Matilde Vieira fez um 10º lugar nos 100 costas e um 18º nos 100 livres e Cíntia Cruz abriu os campeonatos com o 19º lugar nos 800 livres.

O CNAL foi 2º nos 4×100 estilos e 9º nos 4×100 livres.

O amargo de boca ficou para o lado do Litoral Alentejano, que fez uma ponta final muito forte (7º – 100 costas, 3º – 400 livres e 4º – 4×100 livres “contra” o 10º, 13º e 9º do CNAL). Ana Carolina Guedes, Ana Sousa, Melissa Lopes, Nicoleta Lascu e Susana Mateus merecem menção pelo excelente desempenho.

Assim como Ana Pedro Santos, Ana Rita Rodrigues, Carla Marques, Maria Tomé, Marta Félix e Renata Gonçalves, as nadadoras do Sporting de Aveiro que também tiveram um campeonato bastante regular (seis sextos lugares).

Na extremidade oposta da tabela classificativa o Clube de Natação de Faro, o Clube de Natação do Montijo, o Náutico de Abrantes e o Vieirense não conseguiram escapar à descida.

Marinha Grande vence a 3ª masculina

O Desportivo Náutico da Marinha Grande (DNMG) foi o grande vencedor da 3ª divisão masculina, ao obter 272 pontos.

Uma vitória sustentada na regularidade da equipa que só teve uma classificação fora dos 8 primeiros.

Os campeões da 3ª masculina | Foto: Facebook Lfnunes
Os campeões da 3ª masculina | Foto: Facebook Lfnunes

Viktor Kot foi o nadador que mais pontos fez em provas individuais com 2 primeiros lugares (100 e 200 costas) e um 6º lugar aos 100 mariposa. Tomás Oliveira venceu os 400 livres, foi terceiro nos 800 livres e sexto nos 100 livres. Pedro Duarte foi 5º nas duas provas de bruços, Filipe Duarte foi 6º nos 50 livres e Rui Pires foi 7º nos 200 mariposa e 11º nos 200 estilos.

A estafeta de 4×100 estilos deu mais um primeiro lugar à equipa marinhense, que nos 4×100 livres, com André Silva a iniciar a estafeta, foi 4ª classificada.

O Clube de Natação de Torres Novas (CNTN) foi o vice-campeão com 260 pontos. Não venceu nenhuma prova mas, à semelhança do DNMG, foi uma equipa extremamente regular andando sempre muito próxima do 1º lugar.

O CNTN volta à 2ª divisão. | Foto: Facebook CNTN
O CNTN volta à 2ª divisão. | Foto: Facebook CNTN

O costista Afonso Rosa foi 2º nos 100 costas e 3º nos 200. José Luz fez 3º (100 livres), 4º (800 livres) e 5º (400 livres). Marco Miguel começou com um 3º lugar nos 100 mariposa e seguiu com dois 6ºs (50 livres e 200 mariposa). Miguel Frade foi 7º aos 100 bruços, 8º aos 200 bruços e 10º aos 200 estilos.

Na estafeta de estilos os torrejanos foram 3ºs e nos 4×100 livres, na qual participou Bernardo Simões, foram 5ºs.

No regresso do Professor Fernando Teixeira aos Bombeiros dos Estoris, a equipa da linha regressa à segunda divisão.

Bombeiros dos Estoris fecharam o pódio | Foto: Facebook Lfnunes
Bombeiros dos Estoris fecharam o pódio | Foto: Facebook Lfnunes

Os 251 pontos foram obtidos pelo somatório do 2º (200 mariposa), 4º (100 costas) e 7º (200 costas) lugares de Miguel Sérgio, pelo 4º (200 estilos) e dois 6ºs (100 e 200 bruços) lugares de Nuno Noritake, mais dois 6ºs (50 e 400 livres) e um 10º de Leonardo Pedro e o 8º (100 livres) e 9º (100 mariposa) lugares obtidos por Frederico Soares.

A vitória veio na estafeta 4×100 livres, que teve Daniel Pedro. Nos 4×100 estilos foram a 6ª melhor equipa.

Tal como os Bombeiros dos Estoris, também o Clube Aquático Pacense tinha descido da 2ª para a 3ª divisão no ano passado, mas não chegou a aquecer o lugar.

CAP ocupou o último lugar de subida | Foto: Lfnunes
CAP ocupou o último lugar de subida | Foto: Lfnunes

246 pontos foram mais do que suficientes para atingir a subida. E com direito a duas vitórias em duas provas consecutivas no programa. António Bessa venceu os 200 mariposa e Nuno Alves os 200 bruços. Alves já tinha sido 3º nos 100 bruços e veio a ser 6º nos 200 estilos. Bessa foi o 4º dos 400 livres e o 8º dos 100 mariposa. Daniel Bessa foi 5º nos 800 livres, Luís Almeida foi 7º nos 100 livres e 10º na prova mais curta (50 livres) e Ricardo Rocha nadou as provas de costas para o 10º lugar nos 200 e para o 12º nos 100.

Em ambas as estafetas foram 7ºs classificados com João Nunes a entrar para a estafeta de livres.

O Sporting de Aveiro já tinha ficado próximo da subida em femininos e ficou também à porta da segunda divisão em masculinos. Os 233 pontos deixaram os aveirenses no 5º lugar.

O Clube de Natação de Ponta Delgada, o Vieirense (que acompanha a equipa feminina), o Litoral Alentejano (que definitivamente teve uns campeonatos azarados) e o Clube de Natação da Amadora (que ainda há 5 anos foi campeã da 1ª divisão) competirão na 4ª divisão no próximo ano.

Veja os resultados completos e acompanhe também o resumo da 4ª divisão do Campeonato Nacional de Clubes.

15252633_1129002920552054_3740384965956328630_o.jpg?fit=1024%2C576&ssl=1
João BastosNovembro 27, 201610min0

Abrantes recebeu o Campeonato Nacional de Clubes das 3ª e 4ª divisões, a única competição nacional de natação pura onde apenas há títulos colectivos. É, assim, uma competição onde os clubes apostam forte e, sobretudo nas divisões inferiores, o ponto alto para muitos nadadores que têm nesta prova objectivos bastante definidos no que a campeonatos nacionais diz respeito.

A quarta divisão é o primeiro patamar competitivo em termos colectivos na natação portuguesa. A competição é dividida nos escalões masculino e feminino, 24 equipas em cada um deles, que competem em 13 provas individuais.

As provas são 50, 100, 400 e 800 metros livres, 100 e 200 metros costas, 100 e 200 metros bruços, 100 e 200 metros mariposa, 200 metros estilos e as estafetas de 4×100 metros livres e 4×100 metros estilos.

A cada classificação é atribuída uma pontuação (1º – 25 pontos, 2º – 23 pontos, 3º – 22 pontos, …, 24º – 1 ponto). No final, o campeão masculino e feminino é determinado pelo somatório dos pontos de todas as provas individuais, subindo os 4 primeiros clubes à 3ª divisão e descendo à fase de qualificação do próximo ano os últimos 4.

Do pódio da qualificação para o título de campeão

O Clube de Propaganda da Natação (CPN) protagonizou uma meia surpresa ao sagrar-se campeão nacional da 4ª divisão feminina. Apesar de ser uma das equipas favoritas à subida de divisão, qualquer equipa a sagrar-se campeã que não o Estrelas de São João de Brito constituiria uma surpresa.

CPN venceu a 4ª divisão feminina | Foto: Facebook Lfnunes
CPN venceu a 4ª divisão feminina | Foto: Facebook Lfnunes

Para além disso, o CPN tinha sido apenas 3º classificado na fase de qualificação para esta 4ª divisão o que enaltece bastante o trabalho desenvolvido pelo clube de Ermesinde em apenas um mês.

Os 281 pontos finais foram conseguidos na base da homogeneidade de classificações alcançadas pela equipa, que variou entre os dois primeiros lugares (200 mariposa e 100 costas) e os dois oitavos (200 estilos e 400 livres).

A experiente Carolina Silva contribuiu com um 1º lugar nos 200 mariposa, um decisivo 3º lugar nos 100 mariposa (as adversárias mais directas ficaram abaixo do 13º) e um 4º lugar nos 100 livres. A júnior Carolina Santos venceu os 100 costas, ficou em 2º nos 200 costas e fez 6º nos 50 livres. A brucista Joana Maia ficou com o 2º lugar em ambas as provas de bruços (100 e 200) e a fundista Mariana Costa obteve um 3º (800 livres) e dois 8ºs (400 livres e 200 estilos). Nadou ainda Joana Jacinto na estafeta de livres.

As estafetas classificaram-se no 2º (4×100 estilos) e 4º lugares (4×100 livres).

Contra todos os prognósticos, o Estrelas de São João de Brito quedou-se pelo 2º lugar geral. Apesar de ter sido a equipa com mais vitórias (5 em 13 provas) e com a nadadora com melhor performance da competição (Victoria Kaminskaya nos 200 bruços), as galácticas ficaram a três pontos do CPN – 278 pontos.

A olímpica Kaminskaya na fase final de preparação para o Campeonato do Mundo de Piscina Curta, que decorre em Windsor, de 6 a 11 de Dezembro – e terá cobertura FairPlay – não participou na segunda jornada e “apenas” contribuiu com 2 primeiros lugares individuais (200 bruços e 200 costas) e abriu a estafeta vencedora de 4×100 estilos.

Kaminskaya apenas participou no primeiro dia de competição | Foto: Lfnunes
Kaminskaya apenas participou no primeiro dia de competição | Foto: Lfnunes

Mas o ESJB, que há muitos anos que não tinha uma equipa feminina a disputar o nacional de clubes, não vive apenas da Victoria. Maria Pereira fez os lugares 1 (nos 50 livres), 2 (nos 100 costas) e 3 (nos 100 livres), Catarina Sequeira ganhou os 100 bruços, foi quarta classificada nos 800 livres e foi 14ª nos 100 mariposa, uma prova que não é de todo a sua especialidade e que constituiu a pior classificação da equipa. Soraia Ribeiro, a mais experiente da equipa, foi 2ª classificada nos 200 estilos, 3ª nos 400 livres e 8ª nos 200 mariposa. Completou a equipa Carolina Gomes nos 4×100 livres.

Como já referido, a equipa do Professor Júlio Borja venceu os 4×100 estilos, mas na última prova cedeu o título ao quedar-se na 11ª posição nos 4×100 livres perdendo aí 7 pontos para o CPN.

O Clube de Natação de Torres Novas completou o pódio, o que por si só já é uma merecedor de destaque, mas conseguiu-o com uma particularidade: as nadadoras mais “velhas” da equipa têm…15 anos.

A equipa do CNTN | Foto: Lfnunes
A equipa do CNTN | Foto: Lfnunes

As jovens do CNTN tiveram uns campeonatos em grande, cuja subida de divisão foi ameaçada no início da segunda jornada, mas o problema foi resolvido de forma brilhante ao vencerem as duas últimas provas da competição.

Carolina Neves venceu os 100 livres, os 400 livres e fechou a estafeta vencedora de 4×100 livres, para além do seu terceiro lugar aos 400 livres. Inês Duarte fez 3º aos 100 costas, 6º nos 200 bruços e 10º nos 100 bruços, Inês Ramos foi 5ª classificada nos 800 livres e nos 200 costas, Beatriz Casal foi 10ª nos 50 livres e Beatriz Reis fez 12º nos 200 mariposa e 13º nos 100 do mesmo estilos. As irmãs Marta e Rita Oliveira também nadaram, na estafeta vitoriosa de 4×100 livres.

Na estafeta de 4×100 estilos o CNTN obteve o 4º lugar. Na geral final o clube torrejano obteve 254 pontos ocupando confortavelmente o terceiro lugar.

Fora do pódio mas com direito a subida de divisão ficaram as nadadoras do Clube de Natação de Rio Maior com 237 pontos.

O CNRM começou e terminou da melhor forma estes campeonatos (1º lugar na 1ª prova e 2º lugar na última prova), mas o facto de não ter verdadeiras especialistas nalgumas provas levou a que a meio da competição estivesse fora dos lugares de subida.

A equipa feminina do CNRM | Foto: Facebook Secção Natação CNRM
A equipa feminina do CNRM | Foto: Facebook Secção Natação CNRM

Os 13 anos de Mafalda Rosa não foram impeditivos para ter vencido os 800 livres. posição à qual juntou o 4º lugar nos 400 livres. Maria Beatriz Leal foi 3ª nos 50 livres e 5ª nos 100 livres. Cátia Agostinho foi 4ª nos 100 bruços, 6ª nos 200 mariposa e 11ª nos 200 bruços. Maria Beatriz Dias fez 4º lugar nos 200 costas, 6º nos 200 estilos e 19º nos 100 mariposa (ela que tem em livres o seu melhor estilo) e finalmente Ana Beatriz Rodrigues foi 14ª nos 100 costas.

As nadadoras de Rio Maior foram segundas classificadas nos 4×100 livres e décimas aos 4×100 estilos.

O Bairro dos Anjos e o Vitória de Guimarães estiveram sempre na luta pela subida de divisão, terminando com 224 e 222 pontos, respectivamente. Já as equipas do Ginásio de Santo Tirso, Lousada SXXI, Sporting de Espinho e O Crasto terão de competir na fase de qualificação do próximo ano.

Como curiosidade, apenas duas nadadoras fora das quatro primeiras equipas logrou vencer provas individuais. Foram elas Mariana Martins, Feirense, aos 100 mariposa e Ana Pina aos 200 estilos, d’O Crasto, o clube que ficou na 24ª e última posição, o que é bastante revelador da importância do colectivo nesta competição.

Domínio nortenho

A quarta divisão masculina acabou com dois clubes históricos nos dois primeiros lugares. A equipa masculina do Ginásio de Vila Real à procura de seguir as pisadas da equipa feminina (que milita na primeira divisão) e a equipa masculina do Vitória de Guimarães que em 2014 competia na 2ª divisão.

Tal como o FairPlay prognosticou, o Ginásio Clube de Vila Real levou o título para Trás-os-Montes. Os 276 pontos, as quatro vitórias em treze provas e a melhor performance da competição (Alexandre Ribas nos 100 livres – 719 pontos) foram argumentos mais que suficientes para os vilarealenses terminarem com 14 pontos de avanço sobre os vimaranenses.

GCVR campeão da 4ª divisão masculina | Fonte: Facebook Natação GCVR
GCVR campeão da 4ª divisão masculina | Fonte: Facebook Natação GCVR

O ex-Sporting Alexandre Ribas contribuiu sozinho com 73 pontos, fruto dos dois 1ºs lugares (aos 100 livres e 100 costas) e do 2º lugar aos 800 livres. Para além de ter aberto a estafeta de estilos e fechado a estafeta de livres, ambas vencedoras (mais 50 pontos). Koen Weustink fez 3º (200 costas), 4º (100 mariposa) e 5º (200 mariposa). O brucista Pedro Silva foi 3º classificado nos 100 bruços e 4º nos 200. Luís Carvalho aos 200 estilos e José Matias aos 50 livres foram ambos 7ºs classificados, enquanto Tomás Barros foi 14º aos 400 livres.

O Vitória de Guimarães vendeu cara a derrota, tendo vencido três provas individuais, mas não aguentou com uma segunda sessão demolidora do GCVR. 262 pontos foi o score dos minhotos.

Equipa do Vitória de Guimarães | Foto: Facebook Lf Nunes
Equipa do Vitória de Guimarães | Foto: Facebook Lf Nunes

O múltiplo recordista nacional dos escalões de formação, Rui Costa, igualou Ribas ao vencer duas provas (400 e 800 livres) e ser segundo na terceira (200 estilos). Pedro Fernandes venceu os 50 livres, foi 5º nos 100 livres e 8º nos 200 bruços. João Costa foi 5º nos 200 costas e 8º nos 100. André Oliveira foi 6º nos 200 mariposa e 8º nos 100. Luís Gomes foi 5º nos 100 bruços.

Nos 4×100 livres os vimaranenses foram 2ºs classificados e nos 4×100 estilos foram 4ºs.

No terceiro posto, com 249 pontos, ficou o Condeixa Clube. À semelhança da equipa terceira classificada no sector feminino, também esta equipa é muito jovem, abrindo boas perspectivas de futuro, nomeadamente já para o próximo ano na terceira divisão.

Os jovens nadadores do Condeixa | Foto: Facebook Lf Nunes
Os jovens nadadores do Condeixa | Foto: Facebook Lf Nunes

André Costa (15 anos) venceu os 100 e os 200 mariposa e foi 3º nos 400 livres (fez apenas menos um ponto que Alex Ribas e que Rui Costa nas suas provas individuais), Duarte Sousa (14 anos) foi o 2º dos 200 bruços e o 6º dos 100. José Cunha (15 anos) foi 5º aos 800 livres, 7º aos 100 livres e 12º aos 50 livres. Pedro Araújo (16 anos) fez 9º aos 200 estilos e 13º aos 100 costas e Tomás Miguel (14 anos) foi o 9º classificados dos 200 costas.

Em ambas as estafetas os jovens de Condeixa fizeram 5º lugar.

O Desportivo de Gouveia foi a quarta equipa a subir de divisão.

Foto: Facebook Lfnunes
Foto: Facebook Lfnunes

O duplo segundo lugar de Pedro Ribeiro (100 e 200 bruços) a somar ao 6º dos 200 estilos, o segundo (100 mariposa), terceiro (100 livres) e quarto (50 livres) lugares de Dmytriy Martinenko, o 6º (aos 800 livres) e duplo oitavo (400 livres e 200 mariposa) de Alessandro Carvalho, o duplo 16º de João Saraiva nas provas de costas e ainda o 2º lugar nos 4×100 estilos e o 4º nos 4×100 livres (nas quais, para além dos citados, participou também Pedro Prazeres) deram ao Desportivo de Gouveia o total final de 246 pontos que valeram as chaves da terceira divisão, a apenas três pontos do pódio.

O Palmela tinha legítimas aspirações à subida e esteve na luta, mas um arranque em falso da segunda jornada (11º aos 800 livres, 15º aos 200 mariposa e 14º aos 200 bruços) hipotecou as hipóteses do clube da Península de Setúbal, ficando a 7 pontos da subida.

Para a fase de qualificação do próximo ano seguem a Associação Estamos Juntos, o Naval Povoense, o Sertã e o Naval da Nazaré.

Veja os resultados completos e acompanhe também o resumo da 3ª divisão do Campeonato Nacional de Clubes.


Quem somos

É com Fair Play que pretendemos trazer uma diversificada panóplia de assuntos e temas. A análise ao detalhe que definiu o jogo; a perspectiva histórica que faz sentido enquadrar; a equipa que tacticamente tem subjugado os seus concorrentes; a individualidade que teima em não deixar de brilhar – é tudo disso que é feito o Fair Play. Que o leitor poderá e deverá não só ler e acompanhar, mas dele participar, através do comentário, fomentando, assim, ainda mais o debate e a partilha.


CONTACTE-NOS