Arquivo de Alistair Brownlee - Fair Play

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João BastosJunho 12, 20177min0

O mundial de Triatlo chegou à Europa. Leeds foi o palco da 4ª etapa do circuito e viu estrear o campeão olímpico Alistair Brownlee no circuito, que liderou uma equipa britânica que, a jogar em casa, deu boa conta de si

O mundial está ao rubro! Quer no sector feminino, quer no masculino, as dúvidas quanto à liderança são mais do que as certezas.

Certeza mesmo é que já todos os candidatos se mostraram…e mostraram-se em boa forma. Em Leeds a armada espanhola não se fez representar na sua máxima força, deixando em terra o líder do circuito, Mario Mola, e o vencedor da primeira etapa, Javier Gomez.

Também na prova feminina se registou uma ausência de peso, a vencedora das duas primeiras etapas, a neozelandesa Andrea Hewitt.

Quanto a presenças, a grande nota de destaque vai para o regresso do campeão olímpico, Alistair Brownlee, que este ano se tem dedicado ao triatlo de longa distância.

Portugal vinha com os seus triatletas mais cotados fazer o teste final para os Europeus do próximo fim-de-semana: João Pereira, João Silva, Miguel Arraiolos, David Luís e Melanie Santos apresentaram-se em prova na cidade britânica.

Foto: Janos Schmidt

A dobradinha do costume

A jogar em casa, os britânicos surgiram com os seus melhores argumentos, entre os quais os irmãos Brownlee, que não fizeram por menos e deram à etapa de Leeds o desfecho que já se viu outras tantas vezes.

Como também se vê praticamente em todas as vezes que os irmãos estão em competição, o eslavaco e companheiro de treinos dos Brownlee, Richard Varga, veio para a frente na natação, na tentativa de deixar para trás triatletas que pudessem incomodar mais à frente.

Os manos não viram grande problema no facto de não se terem produzido grandes clivagens na natação porque assim que subiram às suas bicicletas trataram de o fazer.

Os dois fizeram um autêntico contra-relógio sentenciando esta etapa muito cedo. Quando começaram o segmento de corrida já tinham mais de um minuto de avanço para toda a gente, o que para o nível de corrida dos britânicos era sinónimo de que iriam disputar a etapa entre si, depois de um passeio a pé por Leeds.

Atrás vinha um grupo de perseguição que contava com o número 2 do ranking à entrada para esta prova, o espanhol Fernando Alarza, acompanhado por mais dois britânicos: Thomas Bishop (que já fez 2º lugar na 1ª etapa do mundial) e Adam Bowden.

Alistair não quis esperar pelo sprint e largou Jonathan a cerca de 1 km da meta, caminhando confortavelmente para a vitória na primeira etapa do mundial que faz.

Fernando Alarza fez o melhor segmento de corrida entre todos os presentes e ocupou o lugar mais baixo do pódio, mas, mais importante que isso, passou a liderar o mundial, trocando de lugar com o compatriota Mario Mola, sendo o terceiro espanhol a liderar o ranking, este ano.

Quanto aos portugueses, excelente prestação de João Silva que terminou no 7º lugar, batendo ao sprint o francês Pierre Le Corre. Este desempenho permitiu a Silva subir 26 posições na hierarquia mundial, estacionando agora no 17º lugar geral.

Foto: Janos Schmidt

Miguel Arraiolos voltou a pontuar pela segunda etapa consecutiva, produzindo o seu melhor desempenho do ano. Foi 25º em Leeds, amealhando 123 pontos, subindo 6 posições até ao 57º lugar.

David Luís também teve um bom desempenho. Teve um excelente segmento de natação, como é seu hábito, e terminou a prova no 36º lugar final-

João Pereira não foi tão feliz, sendo obrigado a desistir no segmento de ciclismo.

Nas contas do mundial, os espanhóis continuam em grande. Mantém os três primeiros postos e viram Vicente Hernandez entrar no top-10.

Fonte: World Triathlon Series

Bis para Flora Duffy

À quarta etapa, o mundial feminino de triatlo está bipolarizado em termos de vitórias em etapas e está super renhido em termos de classificação.

Se nas primeiras duas etapas (Abu Dhabi e Gold Coast) a neozelandesa Andrea Hewitt não deu hipótese à concorrência, agora é Flora Duffy que está imparável e desde que voltou à competição ainda não perdeu.

Depois de em Yokohama ter superado a concorrência, esperando 2 minutos para que chegasse a segunda, em Leeds terminou a prova com 1:30 de avanço, mostrando-se muitos furos à frente das rivais e mostrando que já não é só em cima da bicicleta que faz as diferenças. No segmento de corrida foi a mais rápida, apesar da vantagem que já levava.

A prova começou a correr de feição a Duffy logo no tiro de partida. A britânica Jessica Learmonth impôs um ritmo forte na natação que Duffy conseguiu seguir mas que deixou em apuros muitas das candidatas como Non Stanford, India Lee (o que evidencia que as britânicas não foram jogar em equipa, ao contrário dos homens) e Ashleigh Gentle.

A partir daí, Flora estava como queria. Não esperou por ninguém no ciclismo e apenas três triatletas conseguiram seguir na roda: Taylor Spivey (EUA), Maya Kingma (Holanda) e Alice Betto (Itália). Nenhuma das três deveria ser grande ameaça para a triatleta das Bermudas e, de facto, assim que Duffy meteu os pés no chão, ficou sozinha e correu triunfante para a sua segunda vitória consecutiva no circuito mundial.

Taylor Spivey (2ª) e Alice Betto (3ª) bem podem agradecer a Duffy o trabalho feito no ciclismo que as possibilitou ficar no pódio, apesar de terem perdido muito tempo na corrida para a 4ª (Kirsten Kasper) e sobretudo para a 5ª (Ai Ueda).

Foto: Janos Schmidt

Melanie Santos, regressada de lesão, teve um desempenho que a própria assumiu ter ficado longe do que esperava. Foi última entre as triatletas que terminaram, mas há que ter em conta que apenas 21 terminaram e 11 desistiram ou foram dobradas.

Nas contas do mundial tudo está em aberto. Kirsten Kasper (EUA) assumiu a liderança, subindo duas posições e relegando a sua compatriota Katie Zaferes (que não fez esta etapa) para a segunda posição. As vencedoras das etapas estão em 4º (Andrea Hewitt) e 6º (Flora Duffy). Spivey e Betto lograram entrar no top-10 depois desta etapa.

Fonte: World Triathlon Series

O circuito segue em Julho na Alemanha, na cidade de Hamburgo, mas já para a semana temos o Campeonato Europeu que decorre na cidade austríaca de Kitzbühel e que tem grandes atractivos para os adeptos portugueses como o regresso de Vanessa Fernandes à alta competição.

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João BastosFevereiro 27, 20172min0

O Mundial de Triatlo começa já no próximo fim-de-semana na capital dos Emirados Árabes Unidos. Depois do ano olímpico, este ano as atenções dos melhores triatletas mundiais voltam-se para o circuito composto por 9 etapas

As ITU World Triathlon Series estão de volta!

Depois de 2016 ter consagrado o espanhol Mário Mola e a triatleta das Bermudas, Flora Duffy, como campeões do circuito, este ano os motivos de interesse do Mundial são mais que muitos.

Se no ano passado os Jogos Olímpicos levaram muitos triatletas a optar por disputar menos etapas, ou fizeram-no longe da sua melhor forma, este ano o circuito mundial será a grande aposta de todos os que tiverem hipóteses de o vencer.

Alistair Brownlee (GBR) e Gwen Jorgensen (USA) partem com o estatuto de campeões olímpicos e têm de ser encarados como favoritos. Mas atenção ao regresso do espanhol Javier Gomez Noya que falhou os JO por lesão.

Do lado português, há vários pontos de interesse. Nos homens, a participação olímpica de João Pereira leva a crer que o caldense está, ano após ano, mais próximo do topo da hierarquia mundial; João Silva foi o único português a alcançar o pódio de uma etapa na Taça do Mundo em 2016 mas abdicou da competição assim que assegurou a qualificação para o Rio; Miguel Arraiolos continua a sua escalada no ranking Columbia Threadneedle – o ranking mundial do Triatlo. (Revisite a entrevista do triatleta alpiarcence ao Fair Playhttps://goo.gl/N79yQr)

Já em femininos, espera-se muito da jovem sub-23 Melanie Santos que já no ano passado deu boa conta de si, acabando na 39º posição entre as melhores do mundo. Mas o grande destaque é o regresso de Vanessa Fernandes, que anunciou hoje que estava de volta à competição.

Apesar de não prometer resultados, as expectativas em torno da maior ganhadora de etapas do Mundial (19 na sua carreira) são sempre elevadas.

Conhece os 9 palcos da maior disputa do triatlo mundial em 2017:


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