Men’s Six Nations 2026: o que esperar
O Men’s Six Nations 2026 irá decorrer entre 5 de Fevereiro e 14 de Março com um impressionante jogo de abertura: França – Irlanda no Stade de France.
O Seis Nações atual teve origem no chamado Home Nations Championship em 1883. Durante muitos anos conhecemo-lo com 5 Nações e desde o ano 2000, temos as consideradas melhores 6 seleções do hemisfério norte a competirem.
No ano passado, a França ganhou o torneio com 21 pontos, um ponto à frente da Inglaterra e dois à frente da Irlanda: a Irlanda ganhou à Inglaterra por 27-22; a Inglaterra ganhou à França por 26-25 e a França ganhou à Irlanda por 42-27. A seleção Escocesa perdeu três jogos e ficou em quarto lugar com 11 pontos; Itália consegui cinco pontos e Gales conseguiu ficar em último com três pontos.
Para este ano, os treinadores são os mesmos com exceção de Gales, que passou o Matt Sherritt para treinador de ataque e elegeu Steve Tandy (treinou os Ospreys e foi treinador de defesa dos Waratahs, Escócia e British & Irish Lions) como treinador principal.
Gregor Townsend escolheu 23 avançados e 17 linhas atrasadas, onde 19 desses jogadores pertencem ao Glasgow Warriors. Jonny Gray (Bordéus) e Dave Cherry (Vannes) estão de regresso e há uma continuidade nos jovens que apenas ainda têm uma internacionalização (Liam McConnel e Freddy Douglas), mostrando uma aposta na juventude mas também mantendo o barco recheado de jogadores mais experientes.
Fabien Galthié, escolheu 25 avançados e 17 linhas atrasadas, com 12 jogadores a serem chamados pela primeira vez, sem nenhuma internacionalização. Gael Fickou e Gregory Alldritt de fora, com o retorno de Antoine Dupont (em 2024 esteve nos sevens e em 2025 com lesão). Dos não internacionais, cito dois: Temo Matiu, que se tem destacado no Bordeaux-Bègles, na terceira linha e Aaron Grandidier do Section Paloise, um medalhado de sevens com um passo e velocidades muito interessantes.
Andy Farrell vai levar para o estágio em Portugal 20 avançados e 17 homens das linhas atrasadas com apenas duas estreias: Edwin Edogbo do Munster e Nathan Doak do Ulster.
Apesar de apenas ter chamado dois jogadores sem internacionalizações, chamou muita juventude, com muito poucas internacionalizações, balanceando bem com muita experiência. De referir as ausências de Jordan Larmour, Robbie Henshaw e Andrew Porter por lesão.
Steve Borthwick escolheu 20 avançados e 16 das linhas atrasadas, com 2 estreias, ambas dos Harlequins: Oscar Beard e Cadan Murley. Maro Itoje continua como capitão.
A França quer repetir do feito do ano transato mas Galthié já está a preparar a Mundial e não sei em que medida , isso poderá fazer deste Seis Nações um cadinho experimental, em detrimento de uma competição focada em si mesma.
Inglaterra está muito bem colocada para fazer frente a esta França. Acredito que iremos ter novamente as duas seleções a lutar pela vitória.
A Irlanda, falta-lhe regularidade nas exibições mas é sem dúvida uma seleção de luta. A Escócia está muito bafejada por jogadores do Glasgow Warriors, que este ano estão a fazer uma excelente URC e Champions Cup e poderá ser que isso pese positivamente numa equipa, de quem se espera muito mais há já tanto tempo, que já começa a ser exasperante.
Itália e Gales, vão andar por ali; não acredito na capacidade destas equipas serem minimamente competitivas e sinceramente, não sei que ainda fazem nesta competição.
Mas garanto que teremos jogos muito interessantes e ficarão ainda melhor com uma cerveja!



