Ronda 1 do Men’s 6 Nations 2026: Azzurri dão show em Roma

Helena AmorimFevereiro 8, 20264min0

Ronda 1 do Men’s 6 Nations 2026: Azzurri dão show em Roma

Helena AmorimFevereiro 8, 20264min0
Inglaterra e França entraram a brilhar nestas Men's 6 Nations, numa jornada em que a Itália surpreendeu a Escócia em Roma

Este ano, o Men’s 6 Nations 2026 começou a uma 5ª, para não coincidir com a abertura dos jogos Olímpicos. Um embate entre França e Irlanda, que se antevia competitivo, renhido e endiabrado, foi mais uma declaração de força da equipa Francesa, que bateu os Irlandeses por 36-14.

A França teve uma primeira parte demolidora no Stade de France granjeando um 22-0 ao intervalo. Houve mais assertividade Francesa e a estreia em ensaios neste ano coube a Bielle-Biarrey, nada menos que o melhor  jogador do torneio passado.

Houve mais pressão Francesa, melhor manuseamento da bola, em particular por parte dos avançados e não houve por parte dos Irlandeses uma resposta atenta e eficaz, deixando-se surpreender por finalizadores de excelência. Esta superioridade permitiu que a França jogasse mais livremente, tendo apenas oposição verdadeiramente dita a partir da hora de jogo, momento em que a Irlanda ripostou um pouco com dois ensaios em quatro minutos, mas não mais que isso.

A dupla Dupont-Jalibert é qualquer coisa de imbatível mas não nos escudamos de falar de Thomas Ramos, que em termos de eficácia de pontapés, teve um sucesso de 83% no passado torneio e é sem dúvida uma mais valia nos pontapés aos postes sendo também um defesa seguro, com leitura de jogo acima da média e um dos playmakers da equipa juntamente com a dupla de médios. Ele contemporiza ou acelera consoante a conveniência e pauta muito bem os necessários diferentes ritmos de jogo.

O Homem do jogo foi o segunda-linha Mickael Guillard do Lyon, um jovem com apenas 1,97 m e 122 kg! Não fica muito mais a dizer: os Franceses meteram os Irlandeses no bolso!

A surpresa maior chegou com a vitória da Itália frente à Escócia por 18-15, jogo realizado sob intensa chuva no Stadio Olimpico.

A equipa de Quezada soube rapidamente adaptar-se às exigências do clima e controlaram bem os pontapés e as fases, sem entrar em correrias desnecessárias. A defesa escocesa estava caótica, com pouca coordenação de movimentos. Foram uns primeiros quinze minutos completamente pertencentes à equipa da casa. A Escócia respondeu com as suas armas, rucks, fases, embates e através de pura força bruta, lá chegou perto do marcador Italiano, mais foi uma exibição sofrível da eterna equipa “nem é peixe nem é carne”; arrecadou um pontinho que é pouco para esta equipa.

Tommaso Menoncello e Louis Lynagh foram os grandes protagonistas deste jogo com o Homem do jogo a ser o pilar direito Simone Ferrari.

No último jogo desta primeira jornada, Inglaterra não mostrou clemência frente a Gales: sete ensaios num resultado final que se quedou em 48-7.

A Inglaterra que conhecíamos recheada de estelas dos Saracens, jogava muito na base da principal equipa que a alimentava: um jogo mais direto, de contacto, de trabalho em força nos rucks e formações ordenadas com recurso recorrente ao pontapé alto; atualmente são os Northampton Saints os principais fornecedores de jogadores à selecção e a maneira de jogar da equipa, reflete-se na selecção, precisamente da mesma maneira embora com um estilo de jogo diferente, onde se valoriza o manuseamento da oval com a mão, a exploração de aberturas na defesa,  a utilização dos três-quartos para ultrapassar a defesa pela velocidade e finta. É mais bonito de ver? Concerteza. A eficácia que no início do reinado Borthwick não era muito grande, está agora a dar frutos e muito generosos.

George Ford é um pequeno maestro, Guy Pepper é refrescante como terceira linha e a dupla de centros dos Saints, Fraser Dingwall e Tommy Freeman, fazem muito jogo acontecer.

Eu tenho de destacar o Henry Arundell que fez um hat-trick em meia hora e sem tocar muitas vezes na bola, foi de uma eficácia avassaladora. Depois de dois anos fora da selecção, o jogador voltou à Premiership, neste caso a Bath e que falta fazia e nós nem imaginávamos! Foi um jogo com muitos amarelos e com um só sentido; a ver como se comporta a Inglaterra na próxima semana em Murrayfield, onde terá um adversário mais combativo concerteza.

Não devemos massacrar muito Gales; Gales precisa de tempo e trabalho e um dia virá em que voltemos a olhar para esta selecção com o respeito que ela merece.


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