Últimos dias do ano são sinónimo de balanço. O Fair Play não foge à regra e nos próximos dias trazer-lhe-á os melhores nadadores de 2017
Altura de retrospectivas e de recordar o ano 2017. O Fair Play dará destaque aos nadadores internacionais e nacionais que estiveram em maior destaque ao longo do ano que agora finda
2017 foi um ano bastante positivo para a natação portuguesa. No total foram estabelecidos 36 recordes nacionais absolutos e as duas grandes competições do ano – Mundiais de Budapeste e Europeus de Piscina Curta de Copenhaga – tiveram um balanço positivo (sobretudo os recentes europeus).
2017 foi, também, um ano com bem mais do que 10 nadadores portugueses em evidência. Nesse sentido – e como não couberam todos no nosso top – fazemos uma menção honrosa aos nadadores João Vital (SCP), Rita Frischknecht (SAD) e Ana Monteiro (CFV)
#10 - Ana Rodrigues (AEJ/ADS)
[Foto: Luís Filipe Nunes]
A nadadora do Sanjoanense, durante o ano de 2017, foi 9 vezes campeã nacional absoluta (a nadadora que mais títulos nacionais absolutos ou open venceu em 2017) e estabeleceu 3 recordes nacionais, sempre nos 50 metros bruços: 2 vezes em piscina curta e uma vez em piscina longa.
Foto: Luís Filipe Nunes
Foto: FPN
Foto: Luís Filipe Nunes
#6 - Guilherme Pina (SCP) [Foto: FPN]
Guilherme nunca parou de evoluir e 2017 foi só mais um degrau subido na escada da sua evolução, mas foi, até agora, o degrau mais importante, aquele que o levou para o patamar de recordista nacional absoluto da sua prova - 1500 metros livres -, logo no seu primeiro ano de sénior.
Em termos cronométricos esse foi o momento alto para o sportinguista, mas no seu álbum de recordações de 2017 vai ocupar lugar de destaque a sua estreia em Campeonatos do Mundo de Natação.
#5 - Gabriel Lopes (ALN)
[Foto: FPN]
Mais um estreante em mundiais e mais um estreante na lista de recordistas nacionais absolutos.
Gabriel continua a conquistar o seu espaço nas provas de estilos, onde tem adversários, a nível interno, de grande valor, mas enquanto isso vai-se ocupando de ser o melhor costista português da actualidade.
Em 2017 estabeleceu novos recordes nacionais dos 100 costas, quer em piscina longa, quer em piscina curta. Se em longa ficou muito perto de ser o primeiro sub-55 português, em curta conseguiu mesmo ser o primeiro sub-52.
#4 - Tamila Holub (SCB)
[Foto: FPN]
Ano de grandes mudanças para Tamila, com a ida para os Estados Unidos. Antes de ir, a nadadora do Sporting de Braga foi a Budapeste fazer a terceira melhor classificação portuguesa de sempre em mundiais. Foi a 10ª classificada na mais recente prova olímpica, os 1500 metros livres femininos, o que abre perspectivas risonhas rumo a Tóquio.
Ainda antes dos Jogos nipónicos, em 2018 os Europeus podem servir de primeiro grande teste aos resultados dos treinos na NC State.
Foto: FPN
#2 - Alexis Santos (SCP)
[Foto: FPN]
O ano passado colocá-mo-lo no primeiro lugar, este ano cortámos-lhe o rating...mas pouco.
Com efeito, 2017 foi mais um bom ano para o semifinalista olímpico, do qual ressalta o magnífico novo recorde nacional absoluto dos 200 metros estilos de 1:58.88, assim como a meia final do mundial, obtida nesta mesma prova.
Alexis também bateu o recorde nacional dos 200 livres e, assim, passou a ser o nadador português detentor do maior número de recordes nacionais absolutos individuais em piscina longa. No total são 4!
#1 - Diana Durães (SLB) [Foto: FPN]
Este foi sem dúvida o ano de Diana!
Olhando para as marcas que a nadadora do Benfica fazia no final de 2016 e para aquelas que faz agora, no final de 2017, custa a crer que apenas passou um ano.
Os Mundiais foram uma competição de grande afirmação para ela,trazendo da Hungria três recordes nacionais e todos por larga margem. Destaque para os 4:10.07 aos 400 livres, um tempo de grande valia internacional.
Terminou o ano com o 5º lugar aos 400 livres nos Europeus de curta e um novo recorde nacional.
Ela foi mesmo a nadadora que mais recordes nacionais bateu em 2017, somando mais um que Victoria Kaminskaya, ou seja, 10!
É com Fair Play que pretendemos trazer uma diversificada panóplia de assuntos e temas. A análise ao detalhe que definiu o jogo; a perspectiva histórica que faz sentido enquadrar; a equipa que tacticamente tem subjugado os seus concorrentes; a individualidade que teima em não deixar de brilhar – é tudo disso que é feito o Fair Play. Que o leitor poderá e deverá não só ler e acompanhar, mas dele participar, através do comentário, fomentando, assim, ainda mais o debate e a partilha.