Inter de Milão quer o Scudetto já este ano
Pedro Sousa é autor do projeto Bola na Relva e colaborador do Fair Play!
Em Itália, normalmente, tem sido regra: Juventus arranca tarde, mas muito a tempo de segurar o título de campeão. O Nápoles ainda tentou roubar o trono à Vecchia Signora, mas o emblema de Turim acabou por sorrir mais alto. Contudo, este ano, há alguém que quer definitivamente tirar a hegemonia do clube onde joga Cristiano Ronaldo. O investimento do Inter de Milão foi forte no verão e nesta janela de inverno parece que não vai ser mais fraco, almejando algo que tem estado distante.
A fórmula começou na contratação de António Conte
Muitos treinadores passaram pelos nerazzurri nos últimos anos, mas creio que nunca houve o acerto necessário para reerguer um dos principais clubes italianos. Erros de casting e temporadas mal definidas foram arrastando o sucesso do Inter para o fundo do poço. Com isto, o emblema de Milão foi perdendo força interna e externa. Nas competições europeias, quando conseguia qualificação, nunca alcançou uma boa caminhada.
Porém, no início desta temporada, a contratação de uma pessoa experiente e que já foi campeão italiano como jogador e treinador, foi um passo forte e um sinal de força para os mais diretos rivais, principalmente, para a Juventus. Conte chegou a Milão com promessas de mudar o clube e foi isso que começou logo a fazer.
Mudou a forma de jogar e meteu mãos à obra. Pediu os jogadores certos para a sua ideia de jogo e o arranque de temporada foi auspicioso. Aliás, a única derrota para o campeonato dos nerazzurri é frente à Juventus.
A mudança tática resultou e os jogadores que chegaram encaixaram na perfeição nas ideias do técnico italiano. Lukaku foi o principal reforço, mas Lautaro Martinez elevou o jogo do Inter para outros patamares. Os dois forma uma dupla que tem incendiado as defesas contrárias.
O ingrediente que pode estar a chegar para apimentar a formação de Milão
Os reforços que chegaram no verão permitiram colocar o Inter na rota do título. Apesar de estar a quatro pontos do líder, o emblema de Milão tem claras pretensões de chegar ao Scudetto. No entanto, o maior sinal de força e alerta para os rivais diretos pode estar a chegar à cidade italiana. Christian Eriksen, ao que tudo indica, pode vestir a camisola listada de azul e preta já em janeiro. Num meio campo onde já jogam Nicolò Barella, Stefano Sensi, Roberto Gagliardini, Matías Vecino e Marcelo Brozović, o médio dinamarquês pode ser a joia da coroa em Milão. Talvez, Eriksen pode fazer um pouco de Wesley Sneijder e trazer o requinte que falta à formação de Conte.
Quem deve estar a torcer por esta aquisição, para além dos adeptos, deve ser Lukaku e Lautaro Martinez. Até a este momento, os dois jogadores, juntos, já marcaram mais de 30 golos. Com Eriksen a jogar atrás deles, a dupla pode atingir números bem mais altos e até dobrar a contagem. Qualidade de passe, visão de jogo e exímio nas bolas paradas – fator que os treinadores, principalmente, italianos gostam – são caraterísticas que todos já conhecemos no internacional dinamarquês. Aposto que pode ser a chave para desbloquear a fechadura do título. Isto, se a Juventus quebrar.
Porém, neste mercado intermédio de transferências chegaram reforços não tão sonantes, mas importantes para a restante temporada. Ashley Young e Victor Moses chegaram para reforçar as laterais do Inter, sendo jogadores que António Conte conhece muito bem. Aliás, Moses já foi treinado pelo italiano no Chelsea e em Londres exibiu o melhor futebol da carreira. Adaptado ao lado direto da defesa, o nigeriano fez muitas corrias pelo flanco e foi um jogador importante na conquista da Premier Legue dos Blues em 2016/2017. Fez 40 jogos e apontou 4 golos. Revelou uma capacidade fora do normal para um jogador que tinha dificuldades em defender e a controlar os espaços, mas Conte educou-o e, agora no Inter, quer retirar o mesmo do atleta.