Arquivo de Stefanos Tsitsipas - Fair Play

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André Dias PereiraMaio 20, 20193min0

Rafael Nadal conquistou, este domingo, em Roma, o seu primeiro título do ano na terra batida. A hegemonia do espanhol tem vindo a ser interrogada nas últimas semanas. Djokovic, venceu em Madrid, Thiem em Barcelona e Fognini em Monte Carlo. Torneios esses habitualmente que o maiorquino tem vindo a vencer. De resto, foi a primeira vez na carreira que Nadal chegou a Maio sem títulos. As limitações físicas de El Toro Miura também têm condicionado as suas exibições e gerado interrogações sobre se pode estar a perder o domínio na terra batida.

Só que, este domingo, Nadal deu uma resposta cabal. Contra, nada menos, que Novak Djokovic, o número dois do mundo ganhou por 6-4, 4-6, 6-1. Em 54 jogos entre os dois tenistas, pela primeira vez houve lugar a um ‘pneu’. Nadal precisou de 2h25 para vencer pela nona vez o torneio da cidade eterna. Uma espécie de vingança pelo que aconteceu no Autralian Open, quando o sérvio atropelou o espanhol na final (6-3, 6-2 e 6-3).

“Ganhar um título é importante, mas o mais importante para mim é sentir-me saudável e que estou a melhorar. Estou muito feliz pela vitória e por ter jogado bem”, reconheceu Nadal.

A vitória de Nadal volta a adiantar o espanhol no número de vitórias em Masters 1000. Antes desta final, os dois somavam o mesmo número de triunfos (33). Este é, aliás, o 81º título da carreira de Nadal.

A confirmação de Tsitsipas e o retorno de Del Potro

O torneio de Roma representa um grande balão de oxigénio na confiança de Rafa Nadal para atacar Roland Garros. E se este torneio foi um teste, o espanhol passou com distinção. Em quatro dos cinco jogos disputados, aplicou um ‘pneu’ (Jeremy Chardy, Nikoloz Basilahvili, Verdasco e Djokovic). O único que não levou o ‘0’ foi Tsitsipas, nas meias finais (6-3, 6-4). O grego volta a fazer um bom torneio e mostrar a sua boa fase, depois de vencer o Estoril Open. É certo que beneficiou da desistência de Roger Federer nos quartos de final, mas a sua consistência ao longo da época mostra que é preciso contar mesmo com ele.

Destaque também para Diego Schwartzman. O argentino atingiu as meias-finais, deixando para trás Kei Nishikori, Matteo Berrettini, Albert Ramos Vinolas e Yoshihito Nishioka.

Outro nome que não pode ser ignorado, sobretudo na terra batida, é Juan Martin del Potro. O argentino parece estar mesmo de volta, após (mais uma) longa paragem por lesão. Foi afastado nos quartos de final, por Djokovic, mas vendeu cara a derrota: 4-6, 7-6, 6-4. Casper Ruud e David Goffin foram as vítimas do argentino neste torneio.

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André Dias PereiraMaio 13, 20192min0

Novak Djokovic conquistou, este domingo, em Madrid, o seu segundo título do ano. Mas não foi um título qualquer. Porque o sérvio vinha de uma crise de resultados, porque conseguiu ganhar pela terceira vez no país do seu maior rival em terra batida, e, também, porque igualou Nadal com 33 vitórias em Masters 1000.

Para isso, Djokovic teve que vencer na final Stefanos Tsitsipas (6-3, 6-4). O grego, 20 anos de idade, atravessa um momento inegavelmente bom. Depois de vencer o Estoril Open, El Greco reiterou que também é preciso contar com ele na terra batida.

A melhor prova, talvez, tenha sido as meias-finais. Tsitsipas deixou para trás nada menos que o favorito Rafa Nadal (6-4, 2-6 e 6-3). Prossegue assim o jejum de vitórias do espanhol na terra batida. Em Monte Carlo e Barcelona, o maiorquino também caiu nas meias-finais. Esta foi, de resto, a 70ª meia final de Nadal em um torneio Masters 1000.

Tsitsipas reconheceu ter sido uma das mais importantes vitórias da sua ainda curta carreira profissional. “Pode parecer estranho, mas prefiro defrontar Nadal na terra batida”, reconheceu o grego, que, no Australian Open, foi eliminado precisamente pelo espanhol.

Nos quartos de final de Madrid, Tsitsipas ultrapassou outro “master” da terra batida, Alexander Zverev (3-6, 6-4 e 6-4).

O adeus de Ferrer

Por seu lado, Djokovic também afastou Dominic Thiem nas meias-finais (7-6 e 6-4). O austríaco, igualmente um especialista na terra batida e vencedor em Monte Carlo, havia eliminado Roger Federer na eliminatória anterior (3-6, 7-6 e 6-4). Os quartos de final de Madrid, foram, aliás, um regalo para os apreciadores do ténis, juntando 5 vencedores de Major (Djokovic, Federer, Nadal, Cilic e Wawrinka) e três dos mais proeminentes tenistas mundiais (Tsitsipas, Thiem e Zverev). Aqui, destaque para a evolução de Stan Wawrinka. Está longe dos seus melhores tempos, mas parece, aos poucos, regressar a um nível alto. Nadal, contudo, acabou por levar a melhor sobre o suíço com naturalidade (6-1 e 6-2).

O Masters de Madrid também confirmou o final de carreira de David Ferrer. O espanhol, 37 anos, manteve uma carreira longa, sendo conhecido pela sua capacide física e mental. Alexander Zverev acabou por colocar o ponto final, ao vencer, na segunda eliminatória, por 6-4 e 6-1.

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André Dias PereiraMaio 7, 20192min0

Em 2008, Stefanos Tsitsipas assistia à vitória de Roger Federer no Estoril. O menino, de então 9 anos de idade, sonhava poder ali estar. Este domingo, o sonho cumpriu-se.

Depois de ter sido eliminado na época passada para João Sousa, nas meias-finais, desta vez o grego confirmou o favoritismo que lhe era atribuído e sucede ao português como campeão do Estoril Open. Foi o seu terceiro título da carreira, o segundo este ano.

O número 10 do mundo venceu outro ídolo na final. Pablo Cuevas, por 6-3 e 7-6. Cuevas, diga-se, até nem era para chegado tão longe. O uruguaio foi afastado na última ronda de qualificação, beneficiando de desistências no quadro principal. Esta foi, de resto, a 10ª vez nos últimos 20 anos que um lucky looser chega a uma final de torneio ATP. “Foi uma semana especial. Não é todos os dias que se perde na qualificação e se atinge a final”, admitiu Cuevas, 33 anos.

A surpresa espanhola

Para atingir a final, Tsitsipas deixou para trás Guido Andreozzi, o português João Domingues e David Goffin. O belga, 23º do mundo, era outro candidato à vitória em Portugal. E deixou para trás nada menos que João Sousa, campeão em título. O vimarenense perdeu por 6-3 e 6-2. “Perder em casa é duro. O David mostrou porque já foi top-10”, declarou o tenista luso. De resto, no histórico entre os dois tenistas, Goffin já venceu Sousa por 5 vezes, enquanto o luso o conseguiu apenas uma vez.

Quem também desiludiu foi Gael Monfils e Frances Tiafoe. O norte americano, finalista vencido o ano passado, caiu perante Pablo Cuevas (6-2, 7-5), nos quartos de final. Já o francês, um dos primeiros nomes confirmados no torneio, perdeu para Alejandro Davidovich Fokina. O espanhol, 127 do mundo, foi a grande surpresa da edição deste ano do Estoril Open, que reuniu perto de 40 mil espectadores ao longo da semana. Mais 8 mil em relação ao ano passado.

Fokina foi avançando na prova até à surpreendente meia-final, onde perdeu para Cuevas (6-0, 6-7 e 7-2).

Tsitsipas, com o público a favor, acabou por ser um importante vencedor para o torneio. O facto de ter 20 anos acaba por simbolizar o que o Estoril Open pretende ser. Um torneio que apresente os valores emergentes do ténis. O grego é, contudo, já uma certeza. E também um dos mais acarinhados pelo público português, conforme se viu esta semana. De resto, o grego acabou por trocar algumas bolas na Boca do Inferno, em Cascais, e ainda deixou a sugestão no ar de comprar uma casa em Portugal. Um sinal de que poderá ter vontade regressar nas próximas edições? Os fãs agradecem.

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André Dias PereiraMarço 12, 20192min0

Ainda não foi desta. Alexander Zverev voltou a desiludir e caiu na estreia de Indian Wells. É certo que o alemão tem toda uma carreira pela frente, mas a sua condição de número 3 mundial gera sempre expetativa em seu redor. Até porque nos últimos três anos colecionou nada menos do que 10 títulos.

Zverev parece, contudo, talhado para falhar nos grandes momentos. Tem sido assim em Grand Slam e também em Indian Wells. Desta vez foi superado por Jean-Lennard Struff. O número 55 do mundo venceu por 6-3 e 6-1. O alemão mostrou estar fora de forma, sobretudo no primeiro set. Permitiu que Struff quebrasse o seu serviço e chegasse ao 4-2. No segundo set foi ainda mais desastroso. Struff começou logo por quebrar o serviço e fechou o jogo em 6-1.

Para Struff este é um momento importante. É a primeira vez que o alemão vence três jogos seguidos em um Masters 1000. Até aqui tinha o registo de uma vitória e três derrotas. Para além de Zverev, em 2016 Struff eliminou Stan Wawrinka, então no top-10.

O alemão vai agora defrontar o canadiano Milos Raonic nos quartos de final.

Karlovic, o eterno

Também apurado para os quartos de final está Gael Monfils. O francês, que eliminou Albert Ramos Vinolas (6-0. 6-3), deverá jogar com Novak Djokovic. O sérvio é o grande favorito a repetir as vitórias de 2008, 2011, 2014, 2015 e 2016. Para atingir os quartos de final terá que vencer Philip Kohlschreiber. Interessante será também acompanhar o duelo entre Roger Federer e Stan Wawrinka. Federer está no mesmo lado da chave de Nadal e, se chegarem lá, poderão defrontar-se nas meias-finais. Para isso o espanhol terá de levar de vencido o argentino Diego Schwartzman.

Nota de destaque também para Ivo Karlovic. Perto de completar 40 anos continua em alto nível.  Já eliminou Mathew Ebden, Borna Coric e Prajnesh Gunneswaren. Agora, prepara-se para jogar com o favorito Dominic Thiem.

Já de fora da competição está Stefanos Tsitsipas. O grego caiu na ronda inaugural perante Felix Auger Aliassime. O vice-campeão do Rio Open ganhou por 6-4 e 6-2. Tsitsipas acabou por acusar o desgaste físico, apontando o dedo à quantidade de jogos realizados esta temporada.

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André Dias PereiraMarço 4, 20193min0

Roger Federer é quase uma unânimidade no desporto em geral e no ténis em particular. Numa era com Nadal e Djokovic ninguém pode colocar as mãos no fogo sobre quem terminará a carreira com mais Major, contudo, poucos se atrevem a dizer que o suíço não é hoje o maior da história.

Este final de semana, Federer voltou a fazer mais história. Ao vencer Stefanos Tsitsipas (duplo 6-4) na final do ATP Dubai, o suíço conquistou o 100º título da sua carreira. “Vale muito o sacrifício. É um sonho se tornando realidade para mim (chegar onde cheguei). Eu estou feliz que estou saudável, que tenho uma equipa maravilhosa, uma família maravilhosa, tenho que agradecer muito a eles”, explicou Federer.

Mas aos 37 anos pode ainda erguer mais Grand Slam? Pode, mas é improvável. Djokovic, líder mundial, parece hoje num nível que dificilmente o suíço poderá contrariar. Nos últimos dois anos, um dos segredos do helvético tem sido a forma como gere a temporada e os torneios. Abdicando da temporada de terra batida, Federer surge no segundo semestre do ano mais forte. Em 2017 somou sete títulos, entre eles Wimbledon e Australian Open. O ano passado venceu Melbourne pela sexta vez. Foi o seu 20º Grand Slam. Um registo impressionante para o jogador mais velho de sempre a vencer um Major. Só que esse período de novo domínio e onde voltou a ser número 1 mundial, correspondeu também à recuperação de Nadal e Djokovic. E quando o sérvio voltou às vitórias e à condição de líder do ranking, não tem tido havido para mais ninguém.

Apesar de ser hoje quatro do mundo, Federer diz que o mais importante é continuar competitivo, sobretudo contra Djokovic e Nadal. Só que isso não tem acontecido. Nolan tem não apenas dominado os Majors, como emplacado vitórias sucessivas sobre o suíço. E mesmo diante a nova geração a sua hegemonia é contrariada. No Australian Open caiu precisamente para Tsitsitas nos oitavos de final.

À espreita de Jimmy Connors

Aos 37 anos e com uma carreira tão vitoriosa há poucos objetivos por alcançar. E se aumentar o seu legado em Grand Slams parece improvável, há uma meta importante que Federer persegue em 2019. Alcançar Jimmy Connors como o maior campeão de torneios ATP. Connors conquistou nada menos que 109 troféus. Federer soma agora 100. “Eu não estou aqui para conseguir todos os recordes, eu acho que o que Jimmy (Connors) fez foi incrível e precisa ser lembrado”, explicou.

Certo é que este ano Federer vai voltar a jogar a época de terra batida. E mesmo não sendo um favorito a vencer Roland Garros, tem chances de jogar mais torneios e se aproximar do norte-americano. E por mais que Federer continue a dizer que essa meta não é prioritária, a forma como organiza o seu calendário de torneios diz o contrário.

Federer, diz o próprio, jogará enquanto se sentir competitivo e a família o permitir. Mas se ao registo de maior campeão de Grand Slam e maior tempo como líder mundial, juntar o registo de maior campeão de torneios ATP, será ainda mais incontestado como líder mundial. Mesmo que Nadal ou Djokovic o possam igualar ou ultrapassar como maior vencedor de Major.

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André Dias PereiraFevereiro 18, 20192min0

O francês Gael Monfils conquistou o seu oitavo título no circuito ATP, em Roterdão. Diante Wawrinka, o gaulês impôs-se ao suíço por 6-3, 1-6 e 6-2, em uma hora e 44 minutos.

Monfils conquistou, desta forma, o seu segundo ATP 500. O primeiro foi em Washington, em 2016. Desde que venceu o seu primeiro título, em 2005 (Sopot), o francês nunca conseguiu vencer mais dois torneios na mesma temporada. Conhecido pelo espírito de ‘entertainer’, Monfils impos-se numa prova que contou também com Kei Nishikori e Daniil Medvedev. Ambos foram eliminados nas meias-finais. Pior estiveram Tomas Berdych e Milos Raonic, que cairam nos oitavos de final. Também Tsitsipas, Gofin, Chardy e Chung não foram além da primeira ronda.

O ano de 2019 está a começar bem para o Monfils. Mesmo tendo sido afastado na segunda ronda do Australian Open, alcançou, recentemente, as meias-finais em Sofia, Bulgária. As suas prestações valem-lhe uma subida de 10 posições no ranking, a sua melhor classificação desde Agosto de 2017.

Já Wawrinka, mesmo não vencendo, sobe para o 41º lugar do ranking. Um ano e meio depois, o suíço volta a jogar uma final. Ele que já esteve no top-5 mundial, vencendo 3 Major.

Monfils no Estoril Open

Entretanto, Gael Monfils já assegurou a sua presença no Estoril Open. Foi o quinto nome confirmado. Kevin Anderson, Stefanos Tsitsipas, João Sousa e Alex de Minaur são os outros nomes garantidos.

Carismático e com ténis acrobático, Monfils jogará pela primeira vez o torneio luso. “Mal posso esperar por jogar, pela primeira vez, o novo torneio no Estoril. Vários colegas deram-me as melhores referências. Espero que os meus fãs portugueses e a comunidade francesa radicada em Portugal possam vir ver-me jogar”, disse Monfils.

O seu estilo será, por certo, um espectáculo dentro de outro espectáculo. O Estoril Open joga-se entre 27 Abril e 5 Maio.

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André Dias PereiraJaneiro 28, 20194min0

Novak Djokovic tornou-se, este domingo, o maior campeão da história do Autralian Open. Ao vencer pela sétima vez em Melbourne, o sérvio destacnou-se de Roger Federer e Roy Emerson, ambos com seis conquistas.

Nolan  não fez por menos. Diante Rafa Nadal o sérvio conquistou uma das mais consistentes vitórias da sua carreira. Com os parciais de 6-3, 6-2 e 6-4, Djokovic mostrou o porquê de ser o grande favorito e que está vários passos à frente da concorrência. Mesmo que essa concorrência seja Nadal ou Federer. Ao contrário do que aconteceu na final entre os dois em 2012, que durou quase seis horas, desta vez Djokovic precisou apenas de duas horas e quatro minutos.

Djokovic foi superior em quase todos os capítulos. Mais ases, maior percentagem de colocação de primeiro serviço ou maior percentagem de vitórias no primeiro e segundo serviços. Mas, acima de tudo, impressiona a supremacia de jogo na rede. Djokovic conquistou 89% dos pontos contra 50% de Nadal. Também em erros não forçados, o espanhol cometeu 28, contra 9 do sérvio. É certo que o maiorquino estaria reduzido físicamente, mas reconheça-se que Djokovic esteve a um nível raramente visto na história do ténis e que deixa uma pergunta no ar. Pode o sérvio tornar-se o maior de sempre?

Aos 31 anos, Djokovic soma agora 15 Grand Slam, contra 17 de Nadal e 19 de Federer. O número um mundial parece, todavia, bem à frente dos rivais, físicamente e mentalmente. Sendo mais novo dos três, é de acreditar que, talvez ainda esta temporada, se possa aproximar ainda mais do espanhol. Nadal é, contudo, o grande favorito para Roland Garros. Mas Djokovic pode também ter uma palavra a dizer. Além disso, há ainda Dominic Thiem e Alexander Zverev, cuja a terra batida, é o seu piso preferencial.

E agora, 2019?

Mas se há lição que Melbourne nos trouxe é que apesar do crescimento da NextGen, a velha escola ainda dita regras. É preciso recuar até 2005 para encontrar uma final que não inclua Federer, Nadal ou Djokovic.

Quem parece mais distante dos grandes títulos é Federer. O suíço, vencedor das últimas duas edições, caiu aos pés de Tsitsipas, na quarta ronda: 6-7, 7-6, 7-5 e 7-6. Não que o suíço tenha feito uma má partida, mas o grego mostrou ter outro andamento, sobretudo em jogos de cinco sets. Veremos o que o helvético poderá fazer, sobretudo em Wimbledon. Vencer o 20º Major parece mais improvável do que ultrapassar Jimmy Connors como o maior campeão de títulos ATP.

Da nova geração, Stefanos Tsitispas e Lucas Pouille foram os melhores, ao atingirem as meias finais. O grego parece confirmar o grande 2018, não se amedrontando com nenhum adversário. Também Frances Tiafoe atingiu pela primeira vez os quartos de final. Outros nomes, como Zverev ou Borna Coric cairam precocemente nos quartos de final. De todos, o alemão representou a maior desilusão. Porque é número 4 do mundo, mas sobretudo porque tem sentido dificuldades em progredir em Grand Slams. Os quartos de final de Roland Garros, em 2018, continua a ser o seu melhor registo.

É certo que o ano acabou de começar. Tudo está, por isso, em aberto. E há vários factores que podem influenciar como o ano vai progredir. Há um ano, por exemplo, Federer dominava o circuito e Djokovic colocava em causa a sua continuidade na competição. E, claro, há sempre o factor de lesões. Mas, em condições normais, Djokovic terá neste momento como motivação aproximar-se de Connors, Lendl, Sampras e Federer com maior número de semanas como número 1 mundial. Mas, acima de tudo, ambiciona ultrapassar Nadal e Federer como maior campeão de Grand Slams. Para já, é o tenistas que mais vezes vencer torneios Masters 1000. E, olhando o momento que atravessa, tudo dependerá das lesões e gestão que fizer de seus torneios. Aos 31 anos, Djokovic assume que esse objetivo “é muito difícil, mas não impossível”.

Veremos o que a temporada nos reserva.

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André Dias PereiraJaneiro 22, 20193min0

O Australian Open, que arrancou no dia 13, avança já para os quartos de final. E do que se viu na primeira semana, surge a pergunta. Após 15 anos de hegemonia, terá finalmente chegado a oportunidade da nova geração tomar conta dos courts mundiais?

Ainda é muito cedo para tirar conclusões. É certo que Djokovic continua a ser o grande favorito para vencer Melbourne e se tornar o maior campeão do torneio. Também é certo que falta uma e decisiva semana para o fim do torneio. E há ainda uma temporada inteira pela frente.

Mas os indicadores estão aí. Stefanos Tsitsipas, 20 anos de idade, já afastou Roger Federer de Melbourne, e vai agora defrontar Baustista Agut. O grego mostra que a temporada passada não foi obra do acaso. Um dos segredos é a sua confiança. Jogou olhos nos olhos com o campeão em título, serviu com mestria e salvou os 12 break points que teve de enfrentar. Apesar da idade, parece ser um veterano em court. E isso valeu-lhe uma vitória por 6-7, 7-6, 7-5 e 7-6. Diga-se também que Tsitsipas conquistou, este ano, as primeira vitórias no Australian Open. A primeira foi com Nikolz Basilashvili: 6-3, 3-6, 7-6 e 6-4.

Para Federer, a derrota diante o grego foi um golpe duro. O ano 2019 terminou de forma inconsistente, depois de um bom arranque com a vitória no Autralian Open. O suíço espreita Wimbledon, mas, antes disso, deverá voltar a jogar a temporada de terra batida após dois anos de interregno.

Também Francis Tiafoe, 21 anos, surge nos quartos contra Rafa Nadal. Tiafoe será, porventura, a maior promessa e esperança norte americana para voltar ao topo do ténis mundial. Os quartos de final são, para já, o seu melhor resultado em Major. Para trás deixou Andrea Seppi (6-7, 6-3, 4-6, 6-4 e 6-3) e Grigor Dimitrov (7-5, 7-6, 6-7 e 7-5).

Zverev volta a desiludir

Zverev volta a desiludir em Melbourne. Foto: Fox Sports

Mas nem tudo foram rosas para a nova geração. Os oitavos de final contaram com Deniil Medvedev, Alexander Zverev e Borna Coric, mas nenhum conseguiu passar para a fase seguinte. A maior desilusão terá sido mesmo o alemão. Outra vez, o número quatro mundial volta a cair precocemente em um Major, desta vez perante Milos Raonic: 6-1, 6-1 e 7-2. Apesar do estatuto de número 4 mundial e ser apontado como o futuro líder da hierarquia, a verdade dos Grand Slam é outra. A sua melhor prestação continua a ser os quartos de final de Roland Garros. Pouco para quem já conquistou 10 títulos ATP, entre eles um Masters Final.

Se Medvedev não era favorito diante Djokovic (4-6, 7-6, 2-6, 3-6), Borna Coric tinha boas chances diante Lucas Pouille (7-6, 6-4, 5-7, 6-7). O francês igualou o seu melhor registo em um Major, como acontecera em Wimbledon e US Open, em 2016.

Djokovic continua a ser o grande favorito para se tornar o maior campeão da história de Melbourne. Mas para isso, terá que ultrapassar Nishikori. O japonês, que eliminou João Sousa na ronda inagural (7-6, 6-1, 6-2) vem de uma autêntica maratona com Carreño Busta (6-7, 4-6, 7-6, 6-4 e 7-6). Por outro lado, Nishikori atravessa um bom momento, com a vitória em Brisbane.

Nadal, de regresso à competição desde o US Open, também é sempre um nome a ter em conta, mas o seu sucesso dependerá da sua condição física.

Até domingo tudo está em aberto. E apesar da ‘velha guarda’ ser favorita, parece cada vez maior o equilíbrio de forças da nova geração. Veremos como evolui o ano, ainda que, por agora, pareça difícil que um novo rosto vença o primeiro Major do ano.

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André Dias PereiraJaneiro 14, 20194min0

Roger Federer, Rafael Nadal, Novak Djokovic e Andy Murray. O chamado Big Four do ténis mundial está outra vez reunido em um Grand Slam. O Australian Open arrancou este domingo e o quarteto que tem dominado o ténis nos últimos 14 anos, poderá estar junto pela última vez. É que Andy Murray anunciou que este poderá ser o seu último torneio. As lesões que o têm atrapalhado no último ano e meio continuam a fazer-se sentir. De acordo com o britânico ainda é possível jogar, mas não ao nível que quer. E em função das dores que sentir poderá já nem disputar Wimbledon.

A estreia do britânico será contra Bautista Agut. O espanhol é um adversário duro que se encontra em bom momento de forma. Prova disso foi a recente vitória no Qatar. Longe da melhor forma, ainda com dores, e após longa paragem, terá Murray capacidade para progredir em Melbourne?

De qualquer forma, o torneio australiano é o primeiro grande momento do calendário do ténis em 2019. Outra vez, Novak Djokovic, Roger Federer e Rafael Nadal partem como os principais favoritos. O sérvio e o suíço têm um estímulo extra. Os dois brigam pela oportunidade de se destacar como o maior campeão do torneio, com sete títulos. Federer, recorde-se, venceu as últimas duas edições, mas Djokovic é número 1 mundial e está numa fase mais favorável da carreira, conforme mostram os últimos confrontos entre ambos.

Tudo está, contudo, em aberto. Depois dos quatro títulos em 2018, o sérvio não está ainda no pico de forma. Nem seria o desejável nesta fase. Em Doha o sérvio foi eliminado surpreendentemente nas meias-finais mas é, porventura, o grande favorito para Melbourne. Nolan arranca diante o norte-americano Mitchell Kruger, podendo jogar depois com Tsonga ou Klizan. Os talentosos Shapovalov, Goffin ou Medvedev poderão ser outros adversários incómodos a defrontar.

Já Roger Federer terá na sua chave o arqui-rival Rafa Nadal. Os dois poderão se encontrar nas meias-finais se lá chegarem. O espanhol acaba por correr por fora no favoritismo ao título. A recuperar de uma lesão, o maiorquino não joga uma partida oficial desde que foi afastado por lesão no último US Open. Nadal é, aliás, o único tenista capaz de roubar a liderança mundial a Djokovic em Melbourne. Mas isso parece bem improvável. Nadal terá que tirar uma diferença de 1.655 pontos para poder reassumir o topo da tabela, já que ele possui 7.480 pontos, e Djokovic tem 9.135. Para que tal aconteça o Toro Miura terá que vencer o torneio e esperar que o sérvio caia antes dos oitavos de final.

Quem pode surpreender?

Nadal arranca o seu percurso com o australiano James Duckworth. A jogar em casa este será um momento simbólico para Duckworth. Nos últimos seis meses foi operado cinco vezes tendo caído para fora do top-1000. Agora, em 237º, o australiano conseguiu um Wild Card para participar pela sétima vez em Melbourne.

Entretanto, Roger Federer jogará com Denis Istomin. O suíço defende os últimos dois títulos e poderá ter de jogar, para além de Nadal, com nomes como Marin Cilic ou Stefanos Tsitsipas. O percurso até à final é espinhoso, mas Federer, mesmo aos 37 anos, já mostrou que pode voltar a fazê-lo. O ano, aliás, começou com a vitória na Hopman Cup, ao lado de Belinda Bencic.

Há, contudo, outros nomes que também devem ser acompanhados com atenção. O principal, Alexander Zverev. O alemão, que perdeu recentemente a final da Hopman Cup, coleciona resultados importantes, mas sempre parece falhar nos Grand Slam. A sua melhor prestação foi os quartos de final, em Roland Garros. O ano passado não passou da terceira ronda no Australian Open. Aos 21 anos de idade é número 4 do mundo e tem aqui mais uma oportunidade para tentar chegar, pelo menos, às meias-finais.

Também Kei Nishikori é um nome que não pode ser negligenciado. Com a recente vitória em Brisbane, o japonês mostrou que está outra vez no seu melhor. Foi a sua primeira vitória de um torneio nos últimos três anos. De qualquer forma, no final de 2018 já mostrara sinais de que o seu melhor ténis estava de regresso, após longa paragem por lesão e alguns resultados menos conseguidos. De resto, Medvedev, Rublev, De Minaur e Tsitsipas são nomes que ganharam grande consistência em 2018 e que poderão surpreender em Melbourne. Shapovalov e Kyrgios também não podem ser ignorados. O australiano, de resto, jogará com Milos Raonic na ronda inaugural, que representa um dos principais jogos do primeiro dia. Diga-se também que De Minaur jogará com o português Pedro Sousa. Já João Sousa defrontará o argentino Guido Pella.

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André Dias PereiraNovembro 12, 20183min0

Stefanos Tsitsipas coroou o ano de 2018 com a vitória na Next Gen Finals. A prova reúne os tenistas com até 21 anos de idade do circuito que mais se destacaram no ano. Frente ao australiano Alex de Minaur, El Greco, como também é conhecido, venceu por 2-4, 4-1, 4-3 (7-3) e 4-3 (7-3) e leva um prize money de 407 mil dólares.

“Estou incrivelmente grato pela oportunidade de jogar aqui em Milão e ser o segundo vencedor do torneio. É um momento muito especial para mim. Acho que posso tirar alguma confiança dessa conquista e jogar melhor no futuro”, disse o grego, que dá sequência ao triunfo do coreano Hyeon Chung, vencedor a edição inaugural.

Mais do que uma promessa, Tsitsipas é já uma certeza no ténis. No mês passado conquistou em Estocolmo o seu primeiro torneio ATP, frente Ernest Gulbis. Esta temporada foi também finalista vencido em Toronto e em Barcelona. Em ambas havia perdido para Rafa Nadal.

Aos 20 anos de idade, Tsitsipas é 15º do mundo e está em clara ascensão no torneio. Em final de temporada, El Greco tenta, na próxima época, evoluir o seu jogo e tentar entrar no top-10 mundial. Treinado pelo pai, Apostolos Tsitsipas, El Greco é já o nome maior da história do ténis do seu país. Com um jogo agressivo, sobretudo no fundo do court, e um saque forte, o grego precisa também evoluir mais em Grand Slam. A quarta ronda em Wimbledon, este ano, foi o seu melhor resultado. No Australian Open caiu na primeira ronda, e em Roland Garros e US Open, na segunda.

De Minaur, o futuro da Austrália

Também Alex de Minaur teve um ano para recordar. Apesar de não ter ainda vencido qualquer torneio ATP, foi finalista este ano em Sidney e Washington. Aos 19 anos é 31º do mundo, jogando com grande maturidade para a sua idade. Aos 18 anos já representava a sua selecção na Davis Cup. E o ano de 2018 não podia ter começado melhor. Ao atingir as meias-finais em Sidney e Brisbane tornou-se o primeiro jovem, desde Rafael Nadal, a conseguir esse feito. Para trás deixou jogadores experientes como Fernando Verdasco, Damir Dzumhur ou Feliciano Lopez. No Australian Open, Wimbledon e US Open atingiu a terceira ronda. Na Next Gen teve ainda o mérito de atingir a final sem perder qualquer set.

Pode dizer-se, pois, que os dois jovens mais promissores do ano se defrontaram na final de um torneio que tem tudo para continuar a evoluir. Para já, fica a ideia de que Tsitsipas está num estágio mais avançado que De Minaur, contudo, os dois terão por certo conquistas importantes no futuro.

Diga-se que em terceiro lugar da Nex Gen ficou Andrey Rublev. O russo levou a melhor sobre Jaume Munar por 1-4, 4-3 (7-4), 2-4, 4-2 (7-3).

A vitória de Stefanos Tsitsipas sobre Alex de Minaur


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É com Fair Play que pretendemos trazer uma diversificada panóplia de assuntos e temas. A análise ao detalhe que definiu o jogo; a perspectiva histórica que faz sentido enquadrar; a equipa que tacticamente tem subjugado os seus concorrentes; a individualidade que teima em não deixar de brilhar – é tudo disso que é feito o Fair Play. Que o leitor poderá e deverá não só ler e acompanhar, mas dele participar, através do comentário, fomentando, assim, ainda mais o debate e a partilha.


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