Arquivo de Sevens - Fair Play

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Francisco IsaacJunho 27, 201716min0

Internacional de XV e 7’s, prata da casa do CF “Os Belenenses”, jogou no Chile, viveu as emoções de Hong Kong e agora chega ao Fair Play: Bernardo Seara Cardoso, ponta dos azuis, explica o dia-a-dia de um jogador de rugby, as dificuldades, os estudos, a paixão e a importância da família. Uma entrevista em exclusivo do Fair Play

fpBernardo, como foi voltar ao CF “Os Belenenses” nesta época e conseguir nove jogos seguidos sem parar? Foste o segredo?

BSC. Antes de começar, gostava de agradecer à equipa do Fairplay e ao Francisco Isaac pelo convite.

Estive de Erasmus na primeira metade da época, sem jogar rugby, portanto foi bastante bom poder voltar não só ao rugby mas também ao Belenenses. Regressei numa fase crescente da equipa onde se notava um clima positivo de trabalho e a prova foram os tais nove jogos sem perder. Segredo claro que não! O Belenenses é uma equipa de topo em Portugal e como tal, sabíamos que tínhamos que fazer os possíveis para não aceitar uma posição que fosse fora da final six.

fp. O Belenenses está em fase de reestruturação… vamos ter uma equipa mais forte me 2017/2018? É possível lutarem pelo campeonato?

BSC. Como disse atrás, o Belenenses tem uma história firmada no rugby português e deve estar entre as melhores equipas de Portugal. Desde há uns 4, 5 anos, temos perdido bastantes jogadores o que não tem ajudado muito na luta pelos campeonatos. Há, e tem havido, uma escassez de jogadores da geração entre a do Diogo Miranda, Salvador Cunha ou Duarte Moreira e a minha mas esta falta de maturidade tem vindo a ser compensada pela garra dos jogadores mais jovens que vão ganhando terreno e lugar na equipa sénior. Ano após ano, cada vez mais sentimos que estes tais jogadores jovens vão amadurecendo o que nos aumenta as aspirações. Lembro-me por exemplo dos últimos dois anos em que perdemos nos quartos de final com o Cascais, em que senti que nos faltou alguma maturidade para saber gerir melhor o jogo. Mas tudo isso se ganha e sinto que estamos no bom caminho.

Este ano, teremos o incentivo extra do campo novo que irá ajudar muito o Belenenses não só no escalão sénior mas também em todas as camadas jovens. A direcção do clube e muitos outros “amigos do Belém” têm feito um trabalho fenomenal que nos irá permitir ter o nosso espaço, um espaço para crescermos e pormos o Belém no topo do rugby nacional.

Este ano sentiu-se um aumento na competitividade do campeonato e a umas semanas do fim pensava-se que havia umas 3 ou 4 equipas podiam levantar o troféu. Penso que é muito bom para o rugby nacional que isso aconteça, pois a hegemonia de duas equipas além de baixar a espetacularidade da corrida pelo título, resulta também em que se disputem jogos menos competitivos ao longo do ano. Quando isso acontece, os jogadores que integram as seleções nacionais sentem, quando confrontam equipas com jogadores habituados a outras andanças, que o ritmo de jogo dos adversários é superior o que nos dificulta a tarefa de aspirar a mais altos voos.

Posto isto, a minha resposta é sim, o Belém é sempre um candidato ao título! As provas que demos este ano, após vencer todas as equipas (excepto o Direito), a crescente competitividade no campeonato e a crescente maturidade que temos ganho, essencial para vencer os jogos mais disputados, dão aso a que possamos sonhar com uma luta real pelo campeonato.

fp. Como chegaste ao rugby d’ “Os Belenenses”? E foi logo uma ligação imediata com o rugby ou demorou?

BSC. A minha caminhada no rugby começa uns anos antes de entrar para o Belenenses. Eu era (e ainda sou um pouco!) hiperactivo e os meus pais procuravam todas as actividades possíveis para me entreter/cansar. A minha irmã mais velha tinha amigos que jogavam rugby então sugeriu aos meus pais que me inscrevessem no rugby. O meu pai, apesar de hoje em dia ser fanático pela modalidade e ser o fotógrafo com maior rácio de fotografias por jogo, nunca jogou rugby portanto não foi uma coisa hereditária.

Na altura eu vivia no Porto e o CDUP foi o clube onde joguei os meus primeiros 5 anos e onde aprendi os básicos do rugby. Desde cedo conectei com o rugby e sempre adorava quando chegavam os dias de treino. Mais tarde, com 11 anos, mudei-me para Lisboa e não queria deixar o rugby por nada. Além de sugerirem o Belenenses ao meu pai, o facto de viver no Restelo também contribuiu para que eu fosse para os Belenenses.

fp. O rugby ajudou-te a crescer como estudante e pessoa?

BSC. Sem dúvida! Há um clichê de que o rugby é uma escola de vida e que muitas entidades empregadoras gostam de jogadores de rugby pelos seus valores. Sobre os clichês, se existem, é porque alguma verdade contêm. Sei que o facto de ter um horário mais carregado me obrigou a desenvolver um maior sentido de organização e sinto que me é bastante natural trabalhar em equipa também porque estou habituado a isso pelo rugby. O espírito de companheirismo que se vive no rugby é inigualável e eu sempre o  senti tanto quando jogava no CDUP como no Belenenses.

Não posso deixar de falar sobre o espírito de sacrifício e o que isso também ajuda para a vida diária. Dado o carácter físico do rugby, é extremamente importante que os atletas se protejam com idas ao ginásio, é importante treinar os skills para se salientar dos demais e sobretudo é importante não faltar à equipa. Isto significa abdicar de muitos jantares e saídas à noite, implica deixar de passar fins de semana fora e significa ir treinar mesmo quando chove torrencialmente e está frio.

fp. Atleta da Selecção de XV e 7’s… qual foi o momento mais especial que tiveste nas duas? Recordas-te de algum episódio engraçado em alguma das digressões?

BSC. Há um momento que sem qualquer dúvida sobressai na minha carreira. Estávamos em Hong Kong, clima muito abafado, mas sobretudo muito quente nas bancadas do estádio com mais de 40 mil pessoas a gritar por Portugal. O público tende a puxar pelos “underdogs”, mas neste caso, penso que poucos eram os que pensavam que o Nuno Sousa Guedes ia marcar um ensaio à Nova Zelândia na bola de jogo que iria igualar o marcador. A sensação de ouvir a bancada a explodir com o ensaio e de eu, dentro de campo, a pensar que tinha acabado de empatar com os all mighty All Blacks ficará para sempre na minha memória.

A batalha dos sevens (Foto: Luís Seara Cardoso Fotografia)

fp. Gostas dessa pressão?

BSC. Sinceramente, gosto! Quer jogue pelo Belenenses, quer jogue por Portugal, quando entro em campo tenho sempre a noção do que represento e das gerações que já usaram e suaram aquela camisola. Não é, nem pode ser indiferente, falhar um passe ou uma placagem e penso que é importante que quem joga rugby, perceba que existe pressão para ser melhor e essa pressão tem que contribuir para a própria melhoria do atleta.

A pressão dos jogos, a pressão de ter que jogar bem e saber que há pessoas em casa a ver, pessoas a acordar de madrugada para ligar o streaming para ver os sevens é uma pressão que nos faz sentir vivos. É sinal que estamos a fazer algo com significado e que as nossas acções não são indiferentes.

fp. Conseguiste combinar a vida académica com a desportiva? Achas que há algo a mudar nesse sentido entre a Federação e as Universidades e mesmo com futuros empregadores?

BSC. Eu tive a sorte de conseguir gerir bem as duas vertentes e de ter uma família e namorada que sempre me apoiaram em tudo. Tomei a opção de me dedicar exclusivamente ao rugby durante um tempo e não me arrependo nada disso. Penso que o preconceito de ter que fazer uma vida académica imaculada com as mais altas notas e exactamente no tempo estipulado se está a perder e isto deve-se ao crescente reconhecimento que as actividades extracurriculares têm. Os futuros empregadores já estão a fazer isso. Hoje em dia, uma pessoa que não pratique desporto, não faça voluntariado ou não viaje já tem um “handicap” em relação a outros. As notas já não são o único factor avaliado nos CVs e isso é bom para ajudar os atletas. Um jogador de rugby que perca exames para disputar um campeonato mundial de rugby, é mais valorizado hoje em dia do que era antes.

Do lado das Universidades sim, penso que poderia haver algo a mudar. Há casos e casos, mas no geral, são sempre os professores da cadeiras em causa, que decidem se um aluno pode ou não faltar a um exame para representar o seu país. Como tal, há professores que toleram e ajudam os alunos mas outros que não. E isso é injusto para quem tem que tomar decisões do género: vou ao campeonato da Europa sub 20 e fico um semestre para trás a repetir uma cadeira ou não vou jogar?

Penso que deveria haver um processo mais estandardizado que promovesse a equidade entre os atletas e não um processo onde os professores têm a faca e o queijo na mão. Eu tive a sorte de ir a um mundial no Chile e fazer os exames no mês seguinte (ainda que mais difíceis que os da primeira fase) mas tenho colegas que não tiveram a mesma sorte.

Do lado da federação, não tenho quaisquer queixas e sempre me arranjaram as declarações que precisei, trataram dos processos de estatuto de alta competição, etc.

Sacrifício acima de tudo (Foto: Luís Seara Cardoso Fotografia)

fp. Quem foi importante neste teu processo de crescimento? Achas que os pais têm um papel fundamental no desenvolvimento como jogador?

BSC. A família é extremamente importante. Tanto a minha mãe que lava equipamentos com lama (hoje em dia bolas de borracha do sintético) quase todos os dias, que antigamente preparava os lanches para torneios, que organizava as boleias para os treinos e que me dava sempre apoio, como o meu pai que desenvolveu uma paixão pelo rugby e que sempre tira milhares de fotografias nos jogos além de sempre insistir para que eu treine mais e me torne melhor. Sem o apoio da família, torna-se difícil aguentar a pressão da gestão dos estudos e lesões e torna-se difícil ter sempre motivação para continuar. Fundamental é a palavra certa!

fp. Recordações… melhor ensaio pelo Belenenses? E pela Selecção?

BSC. Melhor é difícil pensar/lembrar… Lembro-me que marquei um ensaio ao Técnico na minha estreia pelos séniores e isso foi especial. Também foi especial marcar pela seleção de XV, ainda que o ensaio tenha sido de intersecção, portanto não dos melhores…

fp. Há algum colega teu que jogue contigo desde os sub16? Quem e foi/é fácil jogar com ele?

BSC. Joguei com o Carlos Sottomayor desde os Bambis e gostava muito de jogar com ele, até porque era dos meus melhores amigos. Passados uns anos tornámo-nos adversários e confesso que não é fácil jogar contra ele, até porque parece que joga sempre melhor contra o Belenenses. Da minha geração de sub 16, muitos foram os que já deixaram… Hoje ainda jogam nos séniores o Manel Bonneville, Zé Fino e o Vasco Poppe.

fp. Na tua opinião existe desportivismo, fairplay e companheirismo no rugby Nacional ou são valores “vazios” por cá? Recordas-te de algum momento de fairplay de uma equipa adversária

BSC. Penso que existe, sim. Algumas das muitas coisas que admiro no desporto em que pratico são exactamente esses valores. Recordo por exemplo o CDUL a ir em massa ajudar o banco alimentar e de promover a iniciativa junto de outras equipas.

fp. Chegaste a jogar fora de Portugal correcto? Como foi a tua experiência no Chile e fala-nos de uma memória que guardes com força.

BSC. Vivi um semestre em Santiago do Chile e fui muito bem acolhido por uma equipa chamada Old Reds. Mudei-me para lá dois meses depois de ter disputado o mundial sub 20 em Temuco, Chile e aproveitei para conhecer alguns jogadores chilenos e fazer contactos para quando me mudasse para lá.

O rugby lá é parecido ao de cá. O futebol domina, mas o rugby tem se vindo a desenvolver. O espírito é muito bom e eles levam a terceira parte mais a sério. Há sempre churrascadas no fim dos jogos e, no meu clube, no fim de todos os treinos de quinta, também havia sempre a “parrillada”.  Toda a experiência foi espetacular e o rugby contribuiu muito para a minha integração no país e no espírito chileno. Guardo com força a imensa receptividade com que fui recebido. Lembro-me de dormir em casa de metade da equipa, de passar férias em família com um jogador na sua casa de férias e até de visitar a campa de um antigo jogador que é regularmente visitado pela equipa, uma coisa que achei espetacular.

fp. Vais continuar a jogar rugby durante muito tempo? Até onde gostavas de ir?

BSC. Se respondesse a esta pergunta há um ano, a resposta seria completamente diferente. Sempre tive a ambição de jogar rugby até aos trintas. Contudo, pelo menos por agora, irei deixar os relvados porque vou trabalhar para o Reino Unido durante uns anos e parece-me, pelo menos para já, impossível conciliar o horário que vou ter com os treinos.

Quando voltar, espero ter a porta do Belenenses aberta para poder regressar!

fp. O CF “Os Belenenses” é um clube grande na tua opinião? Achas que a secção de rugby ganhará outras dimensões com o novo campo?

BSC. O Belenenses é um grande clube, sem dúvida alguma! Volto a dizer, o Belenenses tem uma história firmada no rugby português e deve estar entre as melhores equipas de Portugal. Acho que o novo campo será fulcral para catapultar as ambições do clube, e que ter o nosso espaço, onde miúdos possam estudar, passar tempo, treinar skills e treinar livremente, será uma grande mais valia para nós.

A grande família azul de Bernardo Seara Cardoso (Foto: Luís Seara Cardoso Fotografia)

fp. Perguntas rápidas: quem critica mais o teu jogo, o teu pai ou treinador?

BSC. Pai, claramente.

fp. Nova Zelândia, Inglaterra ou Austrália? E se não for nenhuma das três qual é e porquê?

BSC. África do Sul e depois Argentina. Apesar de adorar ver a classe com que jogam os All Blacks, sempre tive uma admiração especial pelos Springbocks.

fp. Shane Williams, Santiago Cordero ou Julian Savea?

BSC. Bryan Habana

fp. País que gostavas de ter jogador rugby?

BSC. Argentina

fp. Um offload por trás das costas ou um gruber?

BSC. Dados os meus skills, é mais provável uma boa placagem try saver

fp. Rugby de XV ou 7’s? E porquê?

BSC. Apesar de adorar as duas, tenho uma certa preferência pelos 7s. Há mais bola na mão e estamos sempre em jogo. Gosto da intensidade do jogo e da sensação de cansaço extremo.

fp. Melhor jogador dos últimos anos do Belenenses?

BSC. Para mim, Sebastião Cunha.

fp. Adversário que mais gostaste de jogar contra?

BSC. É sempre especial jogar contra o CDUP por ter sido o clube onde me formei, gosto sempre dos jogos!

fp. Deixa uma mensagem especial aos teus colegas, pais, comunidade de rugby.

BSC. Obrigado a todos os que contribuem para o rugby em Portugal, desde os pais dos jogadores, público, managers, trabalhadores no back office e aos jogadores.

No Chile (Foto: Rugbiers)
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João DuarteMaio 26, 20176min0

Realizou-se, dias 20 e 21 de maio, a décima e última etapa do circuito mundial de Sevens da World Rugby 2016/2017 em Londres. Com o vencedor do circuito já decidido, esta etapa servia apenas para ter a certeza de quem seria a equipa despromovida para a próxima época, para determinar as classificações finais e entregar o troféu de campeão à África do Sul.

Como “Wild Card” participou novamente a Espanha, à semelhança do já tinha acontecido em Paris.

Dia 1

A grande surpresa do primeiro dia foi a não qualificação das Fiji para a disputa da Cup, tendo perdido dois jogos e vencido apenas um. A primeira derrota foi com o Canadá por 19-22, com os canadianos a estarem a perder por 12-7 ao intervalo e a marcarem um ensaio na bola de jogo por intermédio de John Moonlight que esteve em destaque ao marcar dois ensaios na partida.

A segunda derrota das Fiji surgiu contra a Nova Zelândia, onde os fijianos estiveram novamente a vencer ao intervalo, mas acabaram por perder o confronto, com os All Blacks a marcarem dois ensaios e uma conversão nos últimos 2 minutos de jogo. Destaque para Joe Webber que bisou na partida.

Feito o primeiro dia de jogos, era tempo de verificar as partidas do segundo dia.

Consulte as tabelas em: https://goo.gl/YbtLv9

Scotland heroes! (Foto: World Rugby)

Quartos-de-final da Cup:

Estados Unidos vs. Austrália

Nova Zelândia vs. Escócia

Inglaterra vs. África do Sul

Argentina vs. Canadá

Quartos-de-final da Challenge:

Quénia vs. Espanha

Ilhas Fiji vs. Rússia

Samoa vs. Páis de Gales

França vs. Japão

Dia 2

O segundo começou com o Quénia a vencer facilmente a Espanha por 33-7, as Fiji a vencerem a Rússia por 31-5, que não era mais do que a sua obrigação ou não fossem os campeões olímpicos e mundiais.

A Samoa iria perder com o País de Gales por 21-29 e a França vencer facilmente o Japão que já não tinha hipóteses de se salvar da despromoção do circuito (para isso tinha de se qualificar para a Cup de maneira a fazer mais de 9 pontos relativamente à Rússia).

Nos quartos-de-final da Cup os jogos eram mais intensos. Os Estados Unidos venceram facilmente a Austrália por 31-14, com Perry Baker a fazer o hat-trick.

Com alguma surpresa a Escócia iria manter-se na luta pela Cup depois de vencer a Nova Zelândia por 21-24, com dois ensaios marcados no último minuto e na bola de jogo por Jamie Farndale.

A Inglaterra impediu a África do Sul de tentar vencer mais uma Cup esta época ao vencer os africanos por 17-12, num jogo que foi a prolongamento e foi decidido com um ensaio de Dan Norton.

No último jogo dos quartos-de-final o Canadá venceu facilmente a Argentina e ocupou o último lugar nas meias-finais da Cup.

Nas meias-finais do 13º lugar a Rússia e a Samoa acabaram com a particição da Espanha e do Japão, respetivamente, no World Series 2016/2017.

Nas meias-finais da Challenge as Fiji mostraram que as equipas Challenge não estão ao seu nível e venceram o Quénia por 5-45. A Outra meia-final foi ganha pelo País de Gales num confronto bem disputado com a França.

Para a disputa do 5º lugar iríamos ter um Austrália-África do Sul, depois destas terem vencido com relativa facilidade a Nova Zelândia e a Argentina.

Na final da Cup iríamos ter uma final Bretã para presentear o público londrino, depois da Escócia vencer os Estados Unidos e Inglaterra o Canadá.

Seguíamos assim para os últimos jogos do World Series 2016/2017.

A Samoa mostrou ser mais forte que a Rússia e conquistou o 13º lugar no torneio e no circuito.

As Fiji venceram o País de Gales, levando a Challenge para casa e garantindo o 3º lugar do World Series.

O 5º lugar foi conquistado pela África do Sul que se consagrou também campeã mundial do World Series, com Cecil Afrika, uma das estrelas da equipa africana, a fazer o brilharete no último jogo da época ao marcar 16 pontos.

No 3º lugar iria ficar o Canadá depois de vencer os Estados Unidos por uns escassos 3 pontos depois de ter estado a perder por 14-5 ao intervalo.

Quem venceu a final bretã e a última final do World Series da época, foi a Escócia que soube ter a frieza de na segunda parte aproveitar as oportunidades concedidas e marcar os 12 pontos que lhe iriam dar a vitória final, depois de ter estado a perder 0-7 com o conjunto que se iria consagrar vice-campeão mundial de Sevens, a Inglaterra.

London Winners! (Foto: World Rugby)

Os campeões – África do Sul

Os grandes campeões do World Series foram a África do Sul que apesar de ter terminado esta última etapa em 5º lugar, só não disputou uma outra final, em Singapura. Foi assim a justa vencedora deste World Series ao vencer cinco das oito finais em que participou e o deixar a segunda classificada, a Inglaterra, a 28 pontos do título.

Demonstraram assim ao longo dos últimos meses de competição que tinham a melhor equipa, uma super equipa, que soube dar a volta aos resultados desfavoráveis e controlar os jogos decisivos.

World Series 2016/2017 Champions! (Foto: World Rugby)

 

The final

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João DuarteMaio 19, 20177min0

Disputou-se, dias 13 e 14 de maio, a nona e penúltima etapa do circuito mundial de Sevens da World Rugby 2016/2017 em Paris. Etapa decisiva para a atribuição do título do circuito e para se perceber quem iria ser a equipa despromovida na próxima época.

Apesar do deslize da África do Sul em Singapura, as Fiji e a Inglaterra não conseguiram tirar proveito do mesmo, sendo que as Fiji acabaram mesmo por perder pontos e a Inglaterra não foi além do 3º lugar no torneio, tendo ficado aquém das expectativas.

Em Paris assistimos à consagração da África do Sul como campeã do World Series, mesmo com uma etapa por disputar. Para além da muito provável despromoção do Japão, que necessita de fazer mais 8 pontos que a Rússia na etapa de Londres para garantir um lugar como equipa residente na próxima época.

Como “Wild Card” participou a Espanha, que venceu a qualificação para ocupar um lugar como equipa residente no circuito, por troca com a equipa despromovida.

Dia 1

Logo a abrir a etapa, a Samoa surpreendeu ao vencer as Fiji. Os fijianos pareciam ter o jogo controlado ao estar a vencer 12-7 ao intervalo, mas na segunda parte os samoanos foram melhores e arrancaram uma difícil vitória por 17-19 com um ensaio convertido na bola de jogo.

No quinto jogo era a Escócia a vencer a África do Sul por 12-19 e a dar esperanças à Inglaterra e às Fiji de uma possível não qualificação para a disputa da Cup dos africanos.

Quem mostrou estar mesmo num fim-de-semana sim foi a Samoa que venceu a Austrália por 14-21, num jogo que os australianos acabaram a jogar com seis jogadores depois de um cartão vermelho mostrado na primeira parte.

Os samoanos que iriam garantir a qualificação para a Cup com um empate por 19-19 frente à Rússia, naquele que era supostamente a partida fácil e que acabou por ser a mais complicada.

No último jogo da fase de grupos o Quénia conseguiu assustar a Inglaterra, na tentativa de se qualificar para a Cup, mas não foi além do empate por 12-12 conseguido no último minuto de jogo.

Consulte as tabelas em: https://goo.gl/cIJQDI

Scotland rocks in day 1! (Foto: World Rugby)

Quartos-de-final da Cup:

Escócia vs. Fiji

Inglaterra vs. Estados Unidos

Samoa vs. África do Sul

Nova Zelândia vs. França

Quartos-de-final da Challenge:

Canadá vs. Rússia

Quénia vs. Argentina

Austrália vs. Japão

País de Gales vs. Espanha

Dia 2 – A marcha do campeão

O segundo dia começou com os favoritos a ganhar os respetivos jogos dos quartos-de-final da Challenge e a passarem às meias-finais.

O Canadá venceu a Rússia por 33-0. A Argentina com algumas dificuldades ganhou ao Quénia por 7-12 com um ensaio marcado nos últimos minutos de jogo. Já a Austrália e o País de Gales venceram de forma mais fácil o Japão e a Espanha, respetivamente.

Nos quartos-de-final da Cup seria diferente e começava logo com a Escócia a vencer as Fiji por 24-0 e a deixar os fijianos em maus lençóis na disputa pela liderança do circuito.

Nos outros três jogos não haveriam surpresas. A Inglaterra manteve-se de pé na luta pela vitória da etapa ao vencer os Estados Unidos por 26-12.

A África do Sul arrancou uma vitória suada frente à Samoa e a Nova Zelândia ultrapassou a França, em jogos que não tiveram qualquer ponto na segunda parte dos mesmos.

Nas meias-finais do 13º lugar a Rússia e o Japão venceram o Quénia e a Espanha respetivamente e marcaram presença na final, onde teríamos o Japão a tentar encurtar os pontos em relação à Rússia para evitar a despromoção do circuito.

Nas meias-finais da Challenge iríamos assistir a dois jogos bastante disputados.

Primeiro o jogo que opôs o Canadá à Argentina e que os canadianos estiveram a vencer desde o início até à bola de jogo, altura em que os argentinos conseguiram marcar o seu terceiro ensaio da partida e vencer por apenas um ponto.

Depois foi a vez da Austrália vencer o País de Gales, com os galeses ainda a marcarem um ensaio convertido na bola de jogo, mas a ficarem a dois pontos de empatar a partida e levá-la para prolongamento.

Nas meias-finais do 5º lugar as Fiji defrontaram os Estados Unidos. Os fijianos começaram melhor, mas ao intervalo perdiam por 7-14. Na segunda parte ainda empataram a partida, mas os americanos não queriam deixar fugir a vitória e marcaram mais dois ensaios, terminando assim as aspirações dos fijianos na defesa pelo título do World Series.

Na outra meia-final eram os samoanos a demonstrarem estar num bom fim-de-semana e a passar à final do 5º lugar depois de vencer a França por apenas dois pontos.

Na luta pela vitória da etapa a Escócia venceu a Inglaterra, num jogo em que Dan Norton marcou três ensaios, que foram insuficientes devido às duas conversões falhadas por Tom Mitchell.

Na outra meia-final a África do Sul despachou a Nova Zelândia por 26-5 e garantiu desde logo um lugar na final da Cup e a vitória do circuito.

Na luta pelos últimos lugares o Japão venceu a Rússia e aproximou-se desta na luta pela despromoção, ainda que tenha ficado distante de a evitar.

A Argentina levou a melhor sobre a Austrália e ergueu a taça Challenge.

Em 5º lugar ficaram os Estados Unidos que bateram os samoanos, num jogo em que estes ainda deram luta até ao final.

Na luta pelo 3º lugar foram os neo-zelandeses a levar a melhor sobre uma Inglaterra que sabia que já não podia vencer o circuito, restando-lhe ultrapassar as Fiji na classificação geral do World Series para ficar em segundo lugar.

A final da Cup foi ganha pelos campeões do circuito mundial de Sevens 2016/2017, a África do Sul, que arrecadou assim a 5ª vitória da Cup em 9 etapas disputadas, mostrando estar um nível acima de todas as outras seleções.

The Champs! (Foto: World Rugby)

Próxima etapa – Londres

A última etapa do World Series é em Londres nos dias 20 e 21 de Maio.

A África do Sul já é a campeã do World Series 2016/2017, com uma diferença de 34 pontos sobre a segunda classificada, a Inglaterra. Resta-nos saber quem será a equipa despromovida do circuito.

Assim sendo, será que o Japão irá conseguir pontuar mais 8 pontos que a Rússia e fugir à despromoção?

Será que a Inglaterra e as Fiji, mesmo sabendo que já não conseguem chegar ao primeiro lugar da classificação geral, irão tentar levar a vitória da etapa?

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João DuarteAbril 18, 20177min0

Teve lugar, dias 15 e 16 de abril, a oitava e antepenúltima etapa do circuito mundial de Sevens da Wolrd Rugby em Singapura. Esta etapa faz parte do circuito desde o ano passado e este ano foi importante para se perceber se ainda haveria hipóteses de outra equipa se aproximar da África do Sul na disputa do título do circuito.

Singapura foi decisiva para se perceber se ainda haveria hipóteses das Ilhas Fiji ou da Inglaterra se classificarem melhor na etapa que a África do Sul e ter a possibilidade de disputar a liderança do ranking geral do circuito até ao fim. A Inglaterra foi a seleção das três referidas que chegou mais longe, mas não foi suficiente para se aproximar da África do Sul.

Como “Wild Card” participou a Hong Kong, que é presença no circuito como equipa convidada.

Dia 1

No primeiro dia e como já é hábito, houve várias surpresas, a primeira delas a vitória do Quénia por 7-22 sobre a Argentina com Frank Wanyama a bisar e a deixar os argentinos com um pé fora da disputa da Cup.

No terceiro jogo era a vez da França surpreender e a deixar a Inglaterra em apuros no grupo B, com a vitória por 14-24, com um super Jean Pascal Barraque a marcar 17 pontos para os gauleses.

Mais para o final do dia foi o Japão a surpreender a França com uma vitória por 14-21, retirando-lhes a hipótese de se qualificarem para a Cup.

Ainda no grupo B, a Inglaterra não quis ficar de fora da luta pelos primeiros lugares logo na fase de grupos e viu-se obrigada a vencer à África do Sul, que até esteve a vencer ao intervalo por 7-5, mas acabou por perder por 12-17 para os ingleses.

A última surpresa do primeiro dia foi a vitória de Hong Kong sobre a Rússia, o que ainda assim não foi suficiente para aspirarem à qualificação para a disputa da Cup.

Para o segundo, na disputa da Cup, teríamos as Fiji e o Canadá, vencedores do grupo A, Inglaterra e a África do Sul, primeiros lugares do grupo B, Austrália e o Quénia, que conseguiu deixar de fora a Argentina e, do grupo D, a Nova Zelândia e os Estados Unidos.

Consulte as tabelas em: https://goo.gl/ixkVUH

Super Baker with fans! (Foto: World Rugby)

Quartos-de-final da Cup:

Fiji vs. Estados Unidos

Austrália vs. África do Sul

Nova Zelândia vs. Canadá

Inglaterra vs. Quénia

Quartos-de-final da Challenge:

Hong Kong vs. Escócia

Argentina vs. França

País de Gales vs. Rússia

Japão vs. Samoa

Dia 2

O segundo dia teve também algumas surpresas. Nos quartos-de-final o único resultado menos esperado foi a vitória da França frente à Argentina por 24-26. Os outros jogos foram ganhos pela Escócia, País de Gales e Samoa.

Já nos quartos-de-final da Cup a história era diferente e começava com a vitória suada dos Estados Unidos frente às Fiji, que deixava os fijianos com poucas esperanças de se aproximarem da África do Sul.

Logo a seguir seriam os sul africanos a perder diante da Austrália por apenas uma conversão e a deixar a competição em aberto.

O Canadá confirmou estar a realizar uma boa etapa e derrotou a Nova Zelândia por 14-26, com Nathan Hirayama em destaque a marcar 3 ensaios e 3 converões.

No último jogo destes quartos-de-final os ingleses iam ficando pelo caminho contra o Quénia, mas uma penalidade de Dan Bibby na bola de joga deu a vitória à Inglaterra por um ponto e a possibilidade de lucrar com as derrotas das Fiji e da África do Sul.

Para a disputa do 13º lugar seguiu a Argentina, depois de vencer facilmente Hong Kong por 7-33 e a Rússia que venceu o Japão por 24-21. Os nipónicos ficam assim obrigados a fazer bons resultados nas duas últimas etapas do circuito para não serem despromovidos do mesmo.

A disputa da Challenge iria ser jogada pela Escócia e pelo País de Gales que deixaram a França e a Samoa pelo caminho, respetivamente.

Já na disputa pela presença no jogo de atribuição do quinto lugar, tínhamos uma partida que colocava frente a frente as equipas que mais finais da Cup tinham protagonizado este ano e que lutam pela liderança do circuito, as Fiji e a África do Sul.

Desta feita e como aconteceu na generalidade dos confrontos entre as duas, quem levou a melhor foram os africanos que ainda foram perder para o intervalo por 14-7, mas que acabaram por aproveitar a expulsão de um fijiano para na segunda parte vencer por 14-19.

A equipa que iria defrontar a África do Sul era a Nova Zelândia que até esteve a perder por 0-14 frente ao Quénia, mas que acabou por dar a volta ao jogo e vencê-lo por 24-21 com um ensaio de Lewis Ormond na bola de jogo.

Já a final da Cup iria ser jogada pelos Estados Unidos que com Perry Baker e Stephen Tomasin a bisar despacharam a Austrália e pelo Canadá que surpreendentemente afastou a Inglaterra com uma vitória por 17-5 conseguida na segunda parte da partida.

Seguiram-se os últimos e decisivos jogos da etapa. O 13º lugar foi conquistado pela Argentina que facilmente venceu a Rússia.

A taça secundária do torneio foi vencida pelo País de Gales à Escócia com dois ensaios nos últimos dois minutos de jogo, aproximando-se desta na classificação geral.

O 5º lugar foi atribuído à Nova Zelândia depois de vencer a África do Sul que estava já descansada depois de despachar as Fiji nas meias-finais, adiando ainda assim a conquista absoluta do circuito para uma das duas últimas etapas.

O 3º lugar foi conquistado pela Inglaterra já na segunda parte por 12-14, conseguindo assim aproximar-se das Fiji no segundo lugar do ranking geral.

Na final estavam surpreendentemente e pela primeira vez este ano os Estados Unidos e o Canadá, final que nas etapas anteriores tinham sido disputadas sempre pela África do Sul e pelas Fiji ou pela Inglaterra.

O Canadá começou melhor, tendo estado a vencer por 0-19, até à altura em que os americanos “acordaram” e começaram a mexer no jogo. Ao intervalo os canadianos venciam por 12-19.

Na segunda os americanos ainda empataram o marcador, mas os canadianos não quiseram desperdiçar esta oportunidade e marcaram o ensaio da vitória no último minuto da partida.

The Podium of the Singapore World Series (Foto: HSBC)

Próxima etapa – Paris

O Worl Series vai ter as duas últimas etapas na Europa e a próxima é em Paris, dias 13 e 14 de Maio.

Teoricamente a África do Sul vai ser a vencedora do circuito mundial deste ano, apesar de matematicamente ainda ser possível às Fiji e à Inglaterra chegarem à liderança do ranking e para isso terão de ficar bem classificados nas duas etapas que faltam disputar, esperando que os africanos escorreguem em ambas.

Será que a África do Sul vai garantir a vitória do circuito já em Paris ou será que a consagração irá ficar novamente adiada?

Serão as Fiji e a Inglaterra capazes de incomodar a África do Sul?

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João DuarteAbril 11, 20179min0

Realizou-se no fim de semana, 7 a 9 de abril, a sétima etapa do circuito mundial de Sevens da World Rugby com lugar em Hong Kong. É uma das etapas mais antigas do circuito e uma das mais espetaculares em termos de entretenimento para o público do evento, além disso, foi também o hospedeiro do evento de qualificação da equipa residente do circuito na próxima época.

Qualifier

O “qualifier” é um evento que se realiza com as melhores classificadas de cada continente, excluindo as equipas que são residentes no circuito mundial.

Ao todo são 12 equipas, 2 da europa, 2 africanas, 2 da Oceânia, 2 asiáticas e 4 americanas, distribuídas por 3 grupos de 4.

Na fase de grupo as equipas que se destacaram foram a Espanha, a Alemanha e o Chile que venceram os três jogos realizados. Para os quartos-de-final passaram os 1ºs, 2ºs e os 2 melhores 3ºs classificados.

Para as meias-finais passaram a Espanha que venceu a Papua Nova Guiné e ocupou a primeira vaga na final e a Alemanha que venceu o Chile e nos garantiu que a vaga no World Series iria ser ocupada por uma equipa europeia, uma vez que a final ia ser entre a Espanha e a Alemanha.

Na final a Alemanha começou a vencer, mas a Espanha reagiu ainda antes do intervalo e marcou ensaio para encurtar a diferença pontual. Na segunda parte os espanhóis garantiram a vitória do qualifier logo ao segundo minuto com um ensaio convertido.

Winners of qualifier! (Foto: Wold Rugby)

Juntamente com a programação do qualifier decorria o World Series.

Hong Kong foi o palco do início da tentativa das Fiji defenderem o título do circuito ao encurtarem a distância na classificação geral para a líder África do Sul. Os fijianos e os ingleses estavam obrigados a ficar melhor classificados que os sul africanos para se aproximarem da liderança, mas só os primeiros o conseguiram.

Como “Wild Card” participou a Coreia do Sul, que é presença habitual nos Hong Kong Sevens e uma das melhores equipas asiáticas.

Dia 1

No primeiro dia foi apenas disputada a primeira ronda de jogos. A Samoa quase surpreendeu a Austrália, num jogo que perdeu por 22-19, mas que podia muito bem ter ganho se tivesse marcado os dois últimos ensaios mais cedo e ainda tivesse tempo para mais um, aproveitando o ascendente no final da parida.

Dia 2

No segundo dia iríamos ter a segunda e a terceira rondas da fase de grupos.

Se no primeiro dia a Samoa tinha ficado a escassos pontos de arrancar a vitória à Austrália, o mesmo iria acontecer frente à Inglaterra, onde perdeu por 12-10. A Samoa esteve inclusive a ganhar por duas vezes, mas a Inglaterra conseguiu dar a volta e garantiu a vitória com apenas uma conversão de diferença.

A primeira grande surpresa do dia foi o empate das Fiji contra o País de Gales. Os galeses estiveram a vencer até ao último minuto de jogo, mas os fijianos empataram-no com um ensaio de Amenoni Nasilasila no último minuto de jogo que podia mesmo ter dado a vítoria, não fosse a conversão falhada.

Já na terceira ronda a Inglaterra iria ser surpreendida pela Austrália. Num encontro equilibrado desde o início, as equipas foram empatadas para o intervalo a 5 pontos.

Na segunda parte o jovem experiente Henry Hutchison marcou o ensaio que colocou a os australianos na frente do marcador, que os ingleses só não conseguiram empatar por terem falhado a conversão do ensaio marcado por Tom Bowen nos últimos minutos de jogo.

A última surpresa do dia foi a vitória da Rússia por 5-14 frente à Escócia, depois de terem estado a perder ao intervalo, o que acabou por não ser suficiente para se qualificarem para a Cup.

Na Cup teríamos a Austrália e a Inglaterra, vencedores do grupo A, a África do Sul e o Canadá, vencedores do grupo B, Fiji e Nova Zelândia, líderes do grupo C e, por fim, os Estados Unidos e a Argentina, primeiros classificados do grupo D.

Consulte as tabelas em: https://goo.gl/affJI1

The striker! (Foto: World Rugby)

Faltavam saber os jogos que iríamos ter nos quartos-de-final da Cup e da Challenge no segundo dia.

Quartos-de-final da Cup:

Austrália vs. Argentina

Fiji vs. Canadá

Estados Unidos vs. Inglaterra

África do Sul vs. Nova Zelândia

Quartos-de-final da Challenge:

Samoa vs. Escócia

País de Gales vs. França

Rússia vs. Coreia do Sul

Quénia vs. Japão

Dia 3

O terceiro dia eram os dias das finais.

Nos quartos-de-final da Challenge, a Samoa depois de boas exibições nos dois primeiros dias da etapa, não conseguiu vencer a Escócia, que ganhou 26-21.

A França venceu o País de Gales, que conseguiram bons resultados no início do circuito e que nas últimas etapas têm vindo a baixar o seu rendimento, por 21-28.

A Rússia despachou facilmente os convidados, Coreia do Sul, por 43-0 e o Quénia iria vencer o Japão por 21-17 depois de ao intervalo terem estado a perder.

Era altura de grandes decisões na disputa da Cup.

O confronto entre a Austrália e a Argentina ainda começou equilibrado, mas na segunda parte os australianos mostraram ser superiores, vencendo por 21-12.

O Canadá ainda se conseguiu bater contra as Fiji na primeira parte, mas na segunda os fijianos tomaram conta da partida e venceram-na por 29-12, com Vatemo Ravouvou e Kalione Nasoko a marcarem dois ensaios cada.

A grande surpresa dos quartos-de-final foi a vitória dilatada dos Estados Unidos sobre a Inglaterra por 27-7, afastando os ingleses da luta pela vitória da etapa e como iríamos verificar a seguir, também da liderança na classificação geral.

No último jogo dos quartos a África do Sul garantiu a passagem às meias-finais da Cup contra a Nova Zelândia que ainda conseguiu dar luta, perdendo apenas por 2 pontos.

Na disputa pelos últimos lugares, o País de Gales venceu a Samoa e o Japão a Coreia do Sul, marcando encontro para a disputa do décimo terceiro lugar.

Para garantir um lugar na disputa da Challenge, a Escócia defrontou a França num jogo equilibrado em que os escoceses estiveram a perder por 7-19 e o ganharam com um ensaio convertido no último minuto de jogo para fechar o jogo em 21-19.

Já o Quénia venceu facilmente a Rússia por 5-24.

Nas meias-finais de disputa do quinto lugar, a Argentina arriscou ser eliminada pelo Canadá, ainda que com mais ensaios marcados. Para conseguirem a vitória tiveram de marcar um quarto ensaio que lhes garantiu a vaga no jogo do quinto lugar por apenas um ponto.

A Nova Zelândia garantiu a outra vaga ao vencer a imputente Inglaterra, que este fim-de-semana se mostrava mais fraca que o habitual.

Nas meia-finais da Cup as Fiji em grande forma derrotaram a Austrália por 12-33, ficando à espera do para saber quem iam defrontar na final.

A outra meia-final foi emotiva e de muitos nervos. Quando na primeira parte parecia que a África do Sul tinha a vitória garantida, na segunda os americanos mostraram que não garantias e empataram a partida em 24-24 na bola de jogo. A partida seguiu para prolongamento e a África do Sul conseguiu marcar o ensaio da vitória através do decisivo Ruhan Nel.

Nos jogos que determinam as classificações finais e os vencedores das taças, o Japão conseguiu vencer o País de Gales numa partida que estiveram a perder por 21-7 e que conseguiram dar a volta com Kosuke Hashino e Kameli Raravou Soejima em destaque com dois ensaios cada e a garantir o 13º lugar.

A final da Challenge foi mais um confronto equilibrado, com o Quénia a marcar na bola de jogo, mas a ser insuficiente para a vantagem de 9 pontos que a Escócia tinha e que lhes deu a vitória por 21-19.

A Nova Zelândia garantiu o quinto lugar contra a Argentina, num jogo muito defensivo, com poucos espaços e muito físico.

A Austrália, por sua vez, conseguiu o terceiro lugar contra os Estados Unidos que estiveram desde o início a correr contra o prejuízo e acabaram por perder 26-19.

Chegava assim a tão esperada final. Certo era que no final a líder da classificação geral iria continuar a ser África do Sul que no máximo iria perder 3 pontos de vantagem sobre as Fiji.

E assim foi, as Fiji não deram hipóteses dos africanos chegarem perto da área de validação e tomaram conta da partida, vencendo-a por 22-0, marcando 4 ensaios sem resposta e garantindo a vitória na etapa.

The Winners! (Foto: World Rugby)

Próxima etapa – Singapura

A próxima paragem do World Series é em Singapura, etapa que faz parte do circuito desde a época passada e irá realizar-se este próximo fim-de-semana, 15 e 16 de Abril.

Para que as Fiji ainda pensem vencer o circuito é necessário que se classifiquem melhor que a África do Sul e que esta não consiga chegar à final nas três etapas que faltam realizar. Será que as Fiji irão conseguir vencer novamente a etapa, aproximando-se da liderança? Ou será que a África do Sul para garantir a vitória no circuito vão tentar levar mais uma vitória para casa?


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