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André Dias PereiraJulho 17, 20174min0

Roger Federer, outra vez. Oito vezes Federer. O helvético tornou-se, este domingo, o maior campeão de Wimbledon, ao vencer o Torneio dos Cavalheiros pela oitava vez. A lenda suíça soma agora o recorde de 19 títulos de Grand Slam.

Em 2001, Pete Sampras, 35 anos de idade e sete vezes campeão de Wimbledon, preparava-se para apadrinhar a estreia de um jovem, então de 19 anos e de rabo de cavalo, que surgia nos courts do All England Club pela primeira vez. Esse jogo viria a tornar-se histórico não apenas porque seria o único que colocou frente a frente Pete Sampras e Roger Federer, mas porque marcou a passagem de testemunho no ténis. Hoje é o suíço a ter 35 anos e, este domingo, tornou-se o maior campeão da história de Wimbledon (destronando o norte americano) ao conquistar o oitavo título em partida frente ao croata Marin Cilic (6-3, 6-1 e 6-4).

Roger Federer amplia para 19 o recorde de Grand Slam e mostra que aos 35 anos continua no auge e para durar, “até que a Mirka (mulher do suíço) diga que está cansada de viajar“. Depois de vencer o Australian Open, Federer tornou-se ainda o segundo jogador na lendária história de Wimbledon a vencer o torneio sem perder qualquer set, repetindo o feito de Bjorn Borg, em 1976.

A queda de Nadal, Murray, Djokovic e Stan

Num torneio em que Nadal foi eliminado precocemente (oitavos-de-final) em uma partida épica de quase cinco horas perante Giles Muller (6/3, 6/4, 3/6, 4/6 e 13/13) – que chegou pela primeira vez aos quartos de final, Andy Murray também não passou das meias-finais. O tricampeão britânico foi surpreendido por Sam Querrey (3/6, 6/4, 6/7 (4-7), 6/1 e 6/1). Murrray não vive o melhor momento de forma e até foi aconselhado pelo irmão a fazer uma pausa na carreira.

Na actualização do ranking ATP segue líder, ainda que os 7750 pontos sejam os mais baixos para um comandante desde 2009. Quem ainda poderia alcançar a liderança seria Novak Djokovic, mas o sérvio acabou por abandonar o jogo com Tomas Berdych por um “incómodo no cotovelo que incomoda há ano e meio”. O sério poderá ir à mesa de operações a falhar o resto da temporada. “Vou falar com vários especialistas para ver a melhor opção“, assumiu o sérvio, que deixou o caminho livre para Tomas Berdych para regressar às meias-finais de Wimbledon, depois de ter sido finalista vencido em 2010. Para trás, logo na primeira ronda, tinha ficado o número três mundial Stan Wawrinka, que se ressentiu também de uma lesão no joelho, perdendo para o russo Daniil Medvedev (6/4, 3/6, 6/4, 6/1).

O regresso da hegemonia Fedal

Com Murray, Djokovic, Nadal e Wawrinka de fora, Federer, a atravessar uma fase excepcional – e à qual não é alheia a forma como preparou e calendarizou este torneio e a sua época desportiva – tornou-se o grande favorito. Cilic foi o rival natural, depois de fazer um torneio em alto nível. O croata, ao vencer Sam Querrey –  6/7, 6/4, 7/6 e 7/5 – garantiu pela primeira vez o acesso à final de Wimbledon. Cilic, vencedor do US Open em 2014, chegou aos quartos de final sem ceder qualquer set, vencendo aí Giles Muller e, depois, Sam Querrey.

Este domingo, acabou por ceder perante “o melhor jogador de todos os tempos”. A incerteza durou apenas os primeiros quatro jogos, até Federer tomar conta das rédeas do jogo. Cilic foi condicionado por dores que o levaram às lágrimas mas manteve-se firme em court até final. Ainda assim, sem conseguir oferecer resistência ao melhor ténis de Federer.

De resto,  Roger Federer e Rafael Nadal têm mostrado porque têm dominado o ténis e os courts nos últimos década Pela quinta vez na história, os dois tenistas venceram os três primeiros Grand Slam da época. Falta agora o US Open, e, por esta altura, o suíço e o espanhol são os grandes favoritos à vitória final. A lenda continua.

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André Dias PereiraNovembro 29, 20166min0

Talvez mais importante do que qualquer vitória, ou conquista de Grand Slam, a coroação de Andy Murray como número um seja o mais importante feito do escocês, que se tornou no primeiro britânico a chegar à liderança do ranking mundial na era moderna.

Treino. Persistência. Perserverança. Estes são, por certo, três pilares fundamentais para o sucesso de qualquer desportista de topo. Para Andy Murray  não foi diferente. O escocês, cujo talento foi quase sempre olhado com desconfiança por muitos críticos do ténis, precisou de chegar aos 29 anos para se tornar número um do mundo, o primeiro britânico na era moderna a fazê-lo. E é também o segundo tenista mais velho a conquistar essa condição, sendo apenas superado por John Newcombe, em 1974, com 30 anos de idade. Mas ao contrário do tenista australiano, é expectável que o britânico se mantenha por lá mais do que oito semanas. Se vai, ou não, suplantar as 122 completadas por Novak Djokovic parece um cenário difícil de prever, mas que só o tempo o dirá.

“O Andy mostrou uma dedicação incrível e uma determinação muito grande no seu caminho para se tornar número um. É difícil pensar num atleta que mereça mais, já que vivemos numa das eras mais competitivas deste desporto”, admitiu Chris Kermode, presidente do ATP.

Certo é que o ano de 2016 figurará como o mais glorioso da carreira do Britânico – vencedor do Torneio de Wimbledon, do Ouro Olímpico no Rio de Janeiro e, mais recentemente, do Masters Final – e um marco na história recente do ténis Mundial. É preciso recuar até 2003 para encontrar um número um que não fosse Roger Federer, Rafael Nadal ou Novak Djokovic. E esse será, porventura, o maior mérito do escocês. Não sendo o mais talentoso do circuito, conseguiu intrometer-se na elite e, com treino, persistência e preserverança, fez com que, no final, tudo valesse a pena. Para aqui chegar Murray teve que atravessar o caminho das pedras. Derrotas, lesões, e a enorme supremacia do Big-3. Dizem que nada é mais inexorável do que o tempo. E foi com o tempo que Murray foi ganhando o seu espaço e estatuto, alargando o conceito para Big-4. Apesar de contar “apenas” com três Grand Slam, o seleccionador britânico, Miles Maclagan, concorda que Murray “merece estar ao lado de Boris Becker e John McEnroe – tenistas que venceram mais de cinco Grand Slam e que foram também números um. Ele tem três Slams neste momento mas as duas medalhas olímpicas e Taça Davis colocam-no entre os maiores”.

Desde que se tornou profissional em 2005 Murray conquistou 44 títulos, sendo 2016 o ano mais profícuo, com nove no total: Roma, Queens, Wimbledon,  Rio Janeiro (Jogos Olímpicos), Pequim, Shangai, Viena, Paris e ATP Masters Finals.

Murray é hoje certamente um atleta muito diferente daquele que venceu, em 2006, em San José, o seu primeiro título ATP. O seu primeiro Grand Slam chegou em 2012, nos EUA, e teve sequência no ano seguinte, em Wimbledon. Um feito repetido este ano. Murray foi igualmente finalista vencido em Paris, também este ano, mas a sua grande pedra no sapato é Australia, onde já perdeu cinco finais: 2010, 2011, 2013, 2015 e 2016.

A HEGEMONIA E O ARRANQUE DE ANO FULMINANTE DE DJOKOVIC

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Vencedor de Wimbledon, Masters Final e Ouro Olímpico. 2016 coroou Murray.

Foram ao todo 122 semanas no topo da hierarquia mundial. Novak Djokovic, que aproveitou a fase descendente de Roger Federer e Rafael Nadal para cravar a sua hegemonia no ténis, parecia um líder inabalável no início de 2016. Depois de ter conquistado 11 títulos em 2015 (41 entre 2011 e 2015) o sérvio arrancou o ano a vencer em Doha e o primeiro Grand Slam do ano, em Austrália, ganhando essa final precisamente a Andy Murray. Seguiram-se vitórias importantes em Indian Wells, Miami e Madrid, antes de vencer em Paris, naquele que foi, provavelmente, o mais simbólico e emotivo título de Djokovic. Ao ganhar Roland Garros, após perder as finais de 2012, 2014 e 2015, Nolan imortalizou-se no restrito lote de jogadores que completou o Carreer Grand Slam. A vítima foi, outra vez, Andy Murray. Djokovic é, provavelmente, o grande rival do britânico. Em 35 encontros que ambos disputaram o sérvio ganhou 24.

As derrotas para Nolan nas finais de Melbourne e Paris foram um golpe duro para Murray. E é também isso que torna esta conquista algo de especial. Chegar ao final de um ano como este, onde o maior adversário parece mais vigoroso do que nunca, com vitórias retumbantes a meio do percurso, e alcançar, ainda assim, a liderança mundial, só está ao nível que quem coloca diariamente, a cada treino, a cada jogada e em cada jogo, paixão pelo desporto. Murray recompôs-se e Djokovic começou a descer o seu nível, com algumas derrotas surpreendentes. De Junho atá aqui, o sérvio venceu apenas o torneio do Canadá. Murray soube ser consistente, pensou jogo a jogo, torneio a torneio e a janela de oportunidade surgiu. Para isso o escocês tinha que chegar à final do torneio de Paris. A desistência de Milos Raonic, nas meias-finais, foi o necessário. “Nunca pensei chegar a número um do mundo. Têm sido tantos anos de trabalho e tão difíceis devido ao alto nível dos meus adversários”, desabafou Murray, que, semanas mais tarde, defendia a sua nova condição no Masters Final. E, no derradeiro jogo, Murray e Djokovic reencontraram-se como que discutindo quem era o melhor de 2016. Afinal, foram os dois tenistas que mais venceram no ano e o torneio reunia os melhores entre Janeiro e Dezembro. A coroa de rei do ténis estavam também em jogo. E se Djokovic começou melhor 2016, Murray confirmou a tendência de que é o tenista em melhor forma no circuito. Venceu por 2-0 (6-3 e 6-4). O coroa ficara gravada definitivamente na cabeça do escocês.

Tendo em conta os anos e o trabalho que Murray teve para chegar aqui, tendo em conta o seu perfil, não é expectável que o reinado do escocês seja efémero. Andy já tinha feito história ao liderar a vitória na Copa Davis para o Reino Unido, que agora se pode orgulhar também de voltar a ter um número um, o primeiro na Era moderna.

A coroação de Murray é também a coroação do treino, da persistência e preserverança. E é sobretudo a prova de que sem trabalho, o talento de nada serve. Longa vida ao Rei.

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Djokovic e Murray continuarão, em 2017, a discutir o trono do ténis mundial
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André Dias PereiraOutubro 16, 20165min0

Não é o mais popular ou o maior vencedor. Tão pouco é a maior referência do seu país na modalidade. Nunca foi número um do mundo. Nem número dois. E raramente é o primeiro nome que vem à cabeça quando se pensa num favorito para vencer um major. Apesar de tudo, Stan Wawrinka está a um Grand Slam de se completar o carreer e gravar para sempre o seu nome entre os maiores na história do ténis.

O dedo indicador da mão direita apontado para a cabeça. O gesto já se tornou um clássico. Um ícone para Stan Wawrinka em representação da sua força mental, uma das suas principais armas em court. Nem podia ser de outra maneira. Só desenvolvendo um grande trabalho mental e uma gigante força de vontade poderia intrometer-se entre os maiores de uma das melhores gerações da história do ténis. Sendo contemporâneo e compatriota de Roger Federer, Stan parecia destinado ao papel secundário no circuito. O tempo tem mostrado que não é bem assim.

Stanislas Wawrinka, 31 anos de idade, não é o mais popular e também nunca foi o número um do mundo. Mas John McCanroe, antigo líder da hierarquia mundial, considera-o um dos mais completos tenistas do circuito. E não é para menos.  O seu palmarés conta com três Grand Slam em pisos diferentes. Australia (2014), Roland Garros (2015) e US Open (2016). Se vencer o torneio de Wimbledon, passará a integrar o restrito lote de atletas a completar o carreer Grand Slam, hoje composto por Roger Federer, Rafael Nadal, Novak Djokovic, André Agassi, Fred Parry e Roy Emerson.

Dos seus quinze títulos conquistados no circuito, onze foram nos últimos três anos, entre eles os três Grand Slam. Talvez o segredo do seu sucesso possa ser encontrado nas palavras que proferiu após vencer (outra vez) Novak Djokovic numa final, desta vez no US Open este Verão. “És um grande campeão. Por tua causa hoje sou quem sou”. Quando um grande torneio começa, o nome de Wawrinka normalmente figura entre os favoritos, mas raramente numa primeira linha. O helvético cresceu no circuito a ver Federer a tornar-se no maior de sempre e Nadal a superar-se fisicamente para atingir também um nível estratosférico. Depois, acompanhou a ascensão e a consolidação de Novak Djokovic e o surgimento de Andy Murray. Stan jogou, perdeu, caiu mas nunca atirou o tapete ao chão. O ponto de viragem, admite, teve lugar em 2014 quando venceu Novak Djokovic no Australian Open. “Foi aí que comecei a ser duro comigo mesmo. Se quero realmente ter chance com jogadores de topo, tenho que estar preparado mentalmente para isso”. O título alcançado nesse torneio, frente a Nadal, também ajudou. Foi o seu primeiro título de Grand Slam e a oportunidade de mostrar ao mundo que há outro suíço capaz de vencer os principais torneios. “Todos estão habituados a ver Federer em fases finais, não a mim”, disse na altura Wawrinka. Esta foi a primeira vez desde 2009 que um tenista fora do Big-4 (Djokovic, Nadal, Federer e Murray) venceu um major.

Mesmo como outsider, Wawrinka sempre se mostrou capaz de vencer qualquer adversário em court. Já venceu cinco vezes Djokovic, três Nadal, três Federer e sete diante Andy Murray. É número três mundial e já acumulou mais de 22 milhões de dólares em prémios ao longo da carreira.

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Stan e Federer, uma parceria que valeu o Ouro Olímpico e uma Copa Davis à Suíça

A ASCENSÃO E A RELAÇÃO COM FEDERER

Stan, the man. É assim que também é conhecido este helvético, cujo nome é de origem polaca, apesar de o pai ser alemão e a mãe suíça. Aos 15 anos deixou a escola, pelo menos de forma presencial, para perseguir o sonho de se tornar em um tenista profissional. Em 2003 sagrou-se campeão de Roland Garros e chegou a sétimo entre os juniores. O seu primeiro título como profissional teve lugar em 2006, na Croácia. Nesse ano terminou no top-40 e no seguinte continuou a galgar posições. Em 2008 jogou ao lado de Roger Federer, alcançando a medalha de ouro em pares, nos Jogos Olímpicos de Pequim. A parceria com o rei do ténis suíço viria a dar mais frutos, em 2014, quando os dois lideraram a Suíça ao inédito título da Taça Davis. A relação entre ambos, contudo, nem sempre foi a mais pacífica. Em 2014, por exemplo, em vésperas da final da Copa Davis, de acordo com o Daily Mail os dois compatriotas terão discutido no hotel, na sequência de um desentendimento de Stan com a mulher de Federer, Mirka, que o terá provocado. Discussões à parte, os dois jogadores estiveram fora dos Jogos Olímpicos este ano no Rio de Janeiro.

O ano de 2015 está a ser tão bom como o ano passado, quando alcançou quatro títulos. Para além do US Open, Wawrinka venceu também em Geneva, Dubai e Chenai. Afastado recentemente do torneio de Xangai, perante Gilles Simon, tem ainda um importante título em disputa. O Masters no final do ano. Federer passará o ano em branco, já que não jogará mais em 2016.

Actualmente com 5910 pontos no ranking ATP, o número três mundial está longe de Murray (9845) e Djokovic (13540) parece inalcançável. No entanto, aos 31 anos de idade, Stan ainda tem muito para conquistar na carreira. Mas independentemente do que aí vem, Wawrinka conseguiu deixar a sombra a que parecia destinado a ficar. E isso está-lhe no corpo, no suor e também tatuado no braço, onde se pode ler o pensamento de Samuel Beckett: “Ever tried. Ever failed. No matter. Try again. Fall again. Fail better”.

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André Dias PereiraAgosto 11, 20162min0

Djokovic não disse adeus ao Brasil. Disse até já. O número um mundial caiu com estrondo nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro mas soube seduzir e conquistar o público brasileiro. Na hora da despedida, o número um mundial chorou e o Brasil chorou com ele.

Há amores assim. Curtos mas intensos. E o Verão é cheio deles. Djokovic não é exactamente um adolescente, aos 29 anos de idade vive o melhor período da sua carreira desportiva. Mas o grande favorito à conquista do ouro olímpico leva da Cidade Maravilhosa apenas uma história de amor para com o Brasil.

Juan Martin del Potro, que este ano regressou à alta roda do ténis mundial após longa paragem por lesão, fez-nos recordar que os Jogos Olímpicos são, de facto, um torneio à parte em que o espírito olímpico e de superação encurtam distâncias entre os desportistas, mesmo em modalidades altamente profissionais como o é o caso do ténis.

Djokovic, que chegou ao Rio de Janeiro a grangear sorriso e carisma, tirando selfies com os fãs e aproximando-se à comunidade local, saiu de cena lavado em lágrimas após perder para o argentino logo na primeira ronda por 7-6 (7-4) e 7-6 (7-1). O sérvio, que construiu quase toda a sua carreira na sombra da popularidade de Roger Federer e Rafael Nadal e que tantas vezes se queixou da falta de apoio nos courts mundiais, encontrou, no Brasil, o seu público. “Djoko, Djoko”, gritava o sonoro público brasileiro a cada ponto que o sérvio fazia.

Só que a vitória não chegou e Del Potro eliminou, pela segunda vez na sua carreira, Djokovic em olimpíadas. A primeira foi em Londres, em 2012. Ficou o sonho de ouro, sobraram as lágrimas. “É uma das derrotas mais dolorosas da minha carreira. Não foi a primeira vez que perdi nem será a última, mas é uma Olimpíada, o que aumenta a dor”, sintetizou o sérvio, que não se cansou de agradecer ao público, recolhendo aos balneários levando as raquetas num saco verde e amarelo.

Já esta segunda-feira o adeus foi definitivo aos courts dos Jogos Olímpicos. Na competição de duplas Djokovic e Nenad Zimonjic foram afastados pela dupla da casa Bruno Soares e Marcelo Melo. Foi um doce adeus, pela relação construída com o Brasil. “Senti-me em casa. Parecia que eu era brasileiro”, referiu o número um mundial dizendo que o provo brasileiro “é agora irmão”.

Como todos os amores de Verão a passagem de Djokovic pelo Rio de Janeiro foi fugaz mas intensa. E para quem fica, continuará para sempre a esperar outro regresso.


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