21 Jun, 2018

Super Rugby, Super Final e Super Convidados

Francisco IsaacAgosto 3, 201719min0

Super Rugby, Super Final e Super Convidados

Francisco IsaacAgosto 3, 201719min0
A Antevisão da Final do Super Rugby com "novidades" e surpresas! Fica a conhecer as nossas perspectivas para o jogo que mete Lions e Crusaders frente-a-frente

Depois de 5 meses de Super jogos, numa competição fenomenal e Super incrível, recheada de grandes ensaios e Super momentos, o Super Rugby chega ao seu final com um duelo “milenar” entre sul-africanos e neozelandeses, ou seja, entre Lions e Crusaders. Com comentários de cinco convidados do Fair Play

Foram meses de grande rugby no Hemisfério Sul, num ano marcado pelo Tour dos Lions em terras neozelandesas (que terminou num anti-climático empate…), com as equipas da Nova Zelândia a ocuparem quatro dos cinco primeiros lugares na fase-regular (se a tabela só se guiasse por pontos e não por conferências), com os Lions de Joanesburgo a terminarem, curiosamente, em primeiro lugar nesse aspecto.

Pois é, a equipa de Faf de Klerk (que pouco jogou, devido ao crescimento de Cronjé e, também, ao facto da sua saída não ter sido a mais simpática), Elton Jantjies, Lionel Mapoe, Andries Coetzee, Warren Whiteley, Courtnall Skosan, (entre outros) somou 65 pontos ao fim de 15 jogos, dos quais 14 foram vitórias. Uma formação com um jogo muito rápido, acelerado e dinâmico, que depende muito da entrega e capacidade de resistência dos seus 23 jogadores. Se um falha é o início de um erro grave, algo que foi notório na primeira parte das meias-finais frente aos Hurricanes.

Mas a avançada acordou (novo belo jogo de Malcolm Marx, o talonador do momento) e as linhas atrasadas corresponderam com ataques “venenosos” que viraram um 10-22 para um 44-29 ao fim dos 80. Contudo, os Lions só ultrapassaram os campeões em título quando estes jogavam com 14 (amarelo para Beauden Barrett), num lance que deixou várias dúvidas não pela sua ilegalidade, mas pela dualidade de critérios que Jaco Peyper apresentou. O problema dos Lions pode ser exactamente o mesmo que afectou os Hurricanes: disciplina. Jaco Kriel, Kwagga Smith, Lionel Mapoe ou Franco Mostert são jogadores que jogam muito dentro da ilegalidade… ou do para lá do limite da legalidade… e têm escapado a cartões ou penalizações mais graves nos últimos tempos.

Todavia, o que interessa é que estão na final! E merecem estar pela qualidade de rugby apresentada durante toda a época e pelo 1º lugar na fase regular. Do outro lado estarão os Crusaders, os underdogs que ninguém esperava… em 2016 foi uma época “cinzenta” que terminou nos playoff, ficando assim afastados das meias-finais.

Scott Robertson pegou nos “cacos”, construiu uma equipa que precisava de novo sangue e meteu os Crusaders na rota do sucesso… chegaram a estar invencíveis sem derrotas até à última jornada da fase regular… foram 14 vitórias consecutivas, numa das conferências mais complicadas do Super Rugby. Jogaram frente aos Chiefs, Highlanders, Blues, Brumbies ou Hurricanes (os únicos a derrotarem-los até ao momento) e ganharam 99% dos seus jogos, faltando apenas o tal 1% que a equipa dos Hurricanes “roubou”!

Ao contrário do que alguns predestinavam, jogadores como Israel Dagg (o jogador “dispensável” marcou um ensaio e deu dois a marcar na meia-final, provando que ainda é um dos melhores jogadores a jogar na Nova Zelândia), Wyatt Crockett (quando entra a formação ordenada ganha uma 2ª vida) ou Matt Todd (uma época grande do asa que está na sombra de Kaino, Cane, Savea ou Squire) deram a volta por cima e vão marcar presença na final do Super Rugby.

Um rugby pesado mas ao mesmo tempo veloz e ritmado, construído através de fases e fases de jogo, polvilhado pelo domínio dos avançados (93% dos alinhamentos conquistados, 95% das formações ordenadas próprias ganhas, 95% dos rucks dominados) e a eficácia das linhas atrasadas (Tamanivalu, Dagg ee Havili têm sido um trio-de-trás de altíssima qualidade), os Crusaders partem para a final com o sonho de conquistar o seu 8º título na competição.

A PALAVRA DOS OUTROS PROTAGONISTAS 

Mas, o Fair Play entrevistou cinco dos melhores users da Fantasy do Super Rugby: Diogo Stilwell (vencedor), João Quintela (2º lugar), Tomás Cardoso (5º lugar), Victor Ramalho (Portal do Rugby) e Lino Rebolo (7º). Para além destes, estendemos o convite a Victor Ramalho, um dos directores do Portal do Rugby.

Começamos com Tomás Cardoso, um dos maiores seguidores do Hemisfério Sul que nos apresentou respostas um pouco mais longas, mas recheadas de pormenores e informações importantes para seguir com atenção até à final!

Tomás… Lions e Crusaders, é a melhor final do Super Rugby? Ou querias outros candidatos?

Antes de mais gostaria de te agradecer pelo convite Francisco de comentar/prever nesta grande página uma final que penso que ficará para sempre guardada nas memórias das pessoas.

Após assistir aos dois jogos do passado fim-de-semana penso que é justo dizer que são as duas melhores equipas que estão presentes na final. Quanto aos Crusaders penso que não há muito a dizer. Foram de longe a melhor equipa da fase regular, mesmo que não tenham sido a equipa com mais pontos, sofrendo apenas uma derrota, na última jornada da fase regular. Nem sempre foram a equipa a jogar melhor rugby, nem a dominar os 80 minutos de cada partida, mas conseguia-se notar dentro de campo uma maturidade tão grande, fruto da experiência de vários dos seus jogadores nestas “andanças”. Parecia que tinham quase sempre o jogo controlado mesmo que não estivessem em vantagem no resultado.

Relativamente à outra equipa que defrontaria os Crusaders na final é que estava a dúvida. Os Lions, de facto, terminaram em 1º lugar a fase regular à frente dos seus dos Saders por uns escassos 2 pontos, mas a verdade é que o calendário da equipa de Joanesburgo não foi de todo tão complicado como a de Christchurch ou até como qualquer uma das outras equipas sul-africanas. Os Lions acabaram por não defrontar qualquer equipa neozelandesa na fase regular, jogando contra equipas das outras conferências, mais “acessíveis”. Sendo assim, não seria propriamente a jogar contra equipas australianas (hoje em dia muito pouco competitivas) ou contra os Sunwolves (os Lions alcançaram a maior vitória de sempre do Super Rugby com um resultado de 94-7) que seriam mesmo postos à prova. Mesmo assim, acabaram por sofrer uma derrota diante dos Jaguares na Argentina, algo que já tinha acontecido na época passada.

Contudo, o jogo do fim de semana passado pôs fim a qualquer tipo de dúvidas que as pessoas pudessem ter em relação à capacidade de jogo dos Lions. Demonstraram ser uma verdadeira equipa com uma velocidade fora do normal capaz de responder a qualquer tipo de adversidade (não é qualquer equipa que consegue passar de um 3-22 para 44-29 contra os campeões em título, os Hurricanes), merecendo o tão desejado lugar na final.

Achas que os Lions saem com o favoritismo… ou será o 8º título dos Crusaders na competição? Pontos fracos de ambas as equipas?

É uma pergunta complicada… Penso que a maioria das pessoas dizem que os Lions vão para esta final como favoritos por jogarem em casa e também pelos níveis de motivação elevadíssimos que ficaram depois da reviravolta alcançada no sábado passado.

De facto, a equipa sul-africana consegue imprimir uma velocidade de jogo estonteante, gozando de uma 3ª linha de luxo. Sem poder contar com o seu capitão Warren Whiteley, atualmente também capitão dos Springboks, os 3as linhas Ruan Ackermann, Jaco Kriel e Kwagga Smith (internacional pelos sevens, o jogador até chegou a ser testado a ponta contra os Sunwolves) põem em pânico as defesas adversárias devido à sua mobilidade e enorme poder de explosão. Destaque ainda para jogadores como Franco Mostert, Ross Cronje e Harold Vorster que têm surpreendido tudo e todos com exibições de sonho e com os dois primeiros a serem premiados com as respetivas chamadas à seleção.

Contudo, a equipa sul africana vai defrontar a equipa que para mim foi a mais consistente a temporada inteira. Os Crusaders, alavancados por um pack de avançados de nível mundial (quase todos internacionais All Blacks), por um abertura em pico de forma (época sensacional de Richie Mo’unga) e por um par de centros explosivos (como Rian Crotty e Jack Goodhue ou também Tim Bateman), tem armas que chegam e sobram para reclamar um título que lhes foge desde 2008. A solidez defensiva à volta dos rucks, as formações ordenadas e a frieza que toda a equipa transmite dentro de campo, muito devido à experiência que a maior parte dos jogadores têm por estarem habituados a finais (muitos dos jogadores dos Crusaders são campeões ou bicampeões mundiais, fora outros títulos conquistados) são tudo fatores que fazem com que as pessoas não consigam facilmente escolher um vencedor.

Porém, ninguém é perfeito. Tanto uma equipa como a outra têm pontos fracos que serão aproveitados pela equipa adversária. No caso dos Lions, para quem viu apenas a 1ª parte contra os Hurricanes, só pode achar uma piada verem a equipa sul-africana na final. Os Canes sufocaram de tal forma os Lions quer defensivamente quer ofensivamente, tanto em formações ordenadas ou em jogo corrido, que os erros eram constantes e os pontos sofridos também. Os Lions, devido à pressão sofrida, largaram muitas bolas para a frente quando atacavam e falharam várias placagens, algo que no próximo dia 5 poderá ser letal.

Quanto aos Crusaders, foram muitos os jogos que a equipa esteve em desvantagem, mas conseguiu sempre dar a volta… Coisa que pode não acontecer desta vez caso entrem a dormir no jogo. Algo que a equipa neozelandesa se dá mal é com a velocidade de jogo muito elevada que os adversários por vezes imprimem (viu-se na derrota frente aos Hurricanes), arrecadando muitos erros a nível defensivo (muito espaço dado nos últimos 15 metros e falhas de placagem).

Sendo assim, penso que é complicado escolher um vencedor. É verdade que os Lions partem com algum favoritismo para a final, muito também por causa do fator casa que pode vir a ser decisivo, mas como adepto desde que comecei a jogar rugby e devido à enorme experiência que a maioria da equipa tem em jogos do tudo ou nada, aposto na vitória dos Crusaders.

Como venderias esta final a um público que não costuma acompanhar a modalidade?

Essa é uma pergunta muito engraçada. Infelizmente, o rugby português encontra-se numa crise que penso que já não há memória, e sendo jogador de rugby sinto isso quer dentro quer fora de campo.

Portugal vive para o futebol, o que dificulta muito a propagação de outros desportos como o rugby. Sendo assim, o número de atletas não aumenta, o número de pessoas interessadas anda a diminuir e por muito que me custe dizer isto, a grande maioria das pessoas prefere ver um jogo pacato da Liga Nos do que um grande jogo do Top 14 por exemplo. Hoje em dia, um atleta prefere permanecer numa equipa da Divisão de Honra e estagnar dentro dela sem qualquer tipo de hipóteses de jogar pela equipa principal do que jogar por uma equipa da 1ª divisão e tentar elevar o seu jogo e aumentar a qualidade das outras equipas, aumentando também a competitividade.

Sem competitividade não há interesse e é cada vez mais o que está a acontecer ao rugby em Portugal. Visto que hoje em dia é raro ver-se um jogo de rugby na Sporttv devido às baixas audiências e outros assuntos (este ano nem a Final do Campeonato Nacional foi transmitida), e também devido ao facto da Sporrtv ter o monopólio quase todo no que toca à transmissão de desporto, cabe a nós recorrer a streams de qualidade muitas vezes duvidosa para poder assistir aos jogos.

Sendo assim, é da responsabilidade dos atletas, principalmente aos jogadores internacionais, voltar a despertar o interesse das pessoas no rugby (especialmente através de visitas a escolas e divulgação do desporto no interior do país) de maneira a que o número de interessados volte a aumentar de forma constante e não apenas quando nos qualificámos em 2007 pela 1ª vez para um mundial. Então, como jogador e grande adepto desde desporto incrível, desafio as pessoas a pegaram nos seus computadores, tablets ou smartphones, a convidarem amigos e amigos de amigos, e a verem todos juntos através de links de alguma qualidade como o Batman Stream ou a Total Sportek uma final que será muito provavelmente inesquecível entre duas das melhores equipas do mundo a jogaram rugby a um nível “de ver e chorar por mais”.

Lino Rebolo, preparador-físico da AEIS Agronomia e um dos que mais surpreendeu no posicionamento final da Fantasy (iniciou num 25º lugar terminando em 7º), dá as suas opiniões sobre o que espera desta final.

Lino… alguma vez esperavas que esta fosse a grande final da competição? Preferias ver outra equipa a ocupar o lugar dos Crusaders ou Lions?

Na verdade achava que os Canes é que estariam na final juntamente com os Crusaders, mas isto é  assim, às finais vai quem ganha os jogos.

Quem fica com o favoritismo? A super avançada dos Crusaders ou o mega colectivo dos Lions? Que equipa é mais explorável?

Apesar de ser a segunda final seguida dos Lions acho que o favoritismo vai para os Crusaders, estiveram muito fortes durante toda a época e seria uma pena vê-los fracassar agora na final. São duas boas equipas que chegaram por mérito próprio à final, não têm muito por onde explorar, a equipa que conseguir aplicar por mais tempo e com menos erros o seu plano de jogo irá ganhar… resumindo, na final ganham os Crusaders.

Como venderias esta final a um público que não costuma acompanhar a modalidade?

Bem, se não acompanham a modalidade que melhor forma de começar a segui-la se não numa final onde estarão as melhores equipas do campeonato, será um jogo muito físico que certamente proporcionará um bom espetáculo.

João Quintela, um antigo atleta do CDUL e agora treinador dentro do Moita Bairrada (que por muito pouco não fazia o número de subir para a Divisão de Honra em menos de dois anos!), foi mais comedido nas palavras mas explicou o porquê dos Lions estarem na final!

João… és um fã dos Springboks e, por extensão, dos Lions correcto? Porquê?

Na verdade, não sou um grande fã dos Springboks dos últimos tempos. O tipo de jogo de “atirar armários para cima da defesa” não faz o meu género, que me parece, passe o exagero da simplificação, a estratégia usada pelo Heineke e também pelo Coetzee.

Dás o favoritismo da final aos Lions? Quais são os pontos fortes da melhor equipa na fase regular? E por onde achas que eles vão “partir” com os Crusaders?

Os Lions fogem ao típico jogo Sul Africano, e são, por certo – e isto tem alguma graça – de todas as equipas do Super 18, a mais “newzellander”. Simplificando os Lions jogam um jogo abrangente e físico em simultâneo, quase conseguindo a simplicidade de métodos dos All Blacks.

Neste jogo com os Crusaders, além do fator casa, os Lions atingem a segunda final consecutiva o que demonstra o seu potencial. Não será fácil defrontar os Super avançados visitantes, mas com a alegria que tem conseguido meter no jogo podem ganhar a final. Os Lions têm uma grande equipa (destaco o Marx, a 3 linha e o 3 de trás) e já provaram que podem defrontar qualquer pack avançado (ver a meia final, por exemplo), têm uma qualidade no jogo ao pé digna de registo. Será com certeza um grande jogo. Uma palavra aos Crusaders que também estão numa forma incrível (noto, mais uma vez, que a final será jogada entre 1ª e 2ª da fase regular). No fundo penso que a equipa que menos inventar, e menos errar, ganhará o jogo.

Como venderias esta final a um público que não costuma acompanhar a modalidade?

Essa é a parte difícil! Sem o apoio dos media, TV em especial, não vamos lá – e com isto falo do rugby em Portugal no geral.
De qualquer modo o modo de vender o jogo será sempre pela simplificação do jogo – explicar e mostrar o jogo de uma forma simples. É possível mesmo a este altíssimo nível. Sempre defendi que o Rugby é um jogo simples…(basta ver os All blacks).

No que concerne ao grande vencedor da Fantasy do Super Rugby do Fair Play, Diogo Stilwell, os Crusaders têm o total favoritismo!

Diogo… infelizmente, não há Hurricanes na final… o teu apoio vai pender para os Crusaders ou Lions? E achas que é um blockbuster de uma final?

São as duas equipas que acabaram no topo da tabela classificativa (reparem que eu não disse que eram as duas melhores equipas), portanto estou certo que vai ser uma grande joga. O meu apoio vai para os Crusaders. Aliás ser o primeiro da conferência Neozelandesa já devia ser suficiente para lhes entregar o título.

Quem tem o favoritismo? E que pontos fortes têm os Crusaders para este jogo?

Se pensarmos que uma equipa está jogar em casa, tem um árbitro do próprio país,  e está a um passo de fazerem história, eu diria que o favoritismo continua a estar do lado dos sacanas dos Saders.

Como venderias esta final a um público que não costuma acompanhar a modalidade?

O dobro da emoção de uma final de futebol, o triplo do coração e zero da toxicidade do dinheiro e esquemas mafiosos. Puro coração, treino e vontade, o que mais se pode pedir de um desporto?

Por fim, Victor Ramalho director do Portal do Rugby dá os seus prognósticos, com uma das melhores análises do frente-a-frente deste sábado!

Victor esta é a Super final que nos foi prometida? Os Lions e Crusaders podem dar o espectáculo total neste sábado que vem?

Caros amigos do Fair Play, sim, a final com as duas equipas de melhor campanha era até esperada. Porém, se olharmos as prévias antes da época começar, ao passo que os Lions eram cotados como os melhores da África do Sul, os Crusaders não eram máximos favoritos na Nova Zelândia. A ausência dos Hurricanes é uma surpresa diante do que prometiam. 

Lions e Crusaders entregarão um grande espetáculo, pois sempre estiveram entre as equipas com os melhores ataques do Super Rugby 2017 e o fato de chegarem à decisão com apenas uma derrota mas costas cada impressiona. Enquanto os Crusaders provaram ao longo do ano sua força contra poderosos adversários kiwis, os Lions foram às semifinais com a ressalva de quem não haviam encarado neozelandeses. Pois bem, eles acabaram por derrotar ninguém menos que os atuais campeões Hurricanes, únicos que venceram os Crusaders em 2017.

Comsegues dar o favoritismo a alguma das equipas?  E se sim quem? E que detalhes as pessoas devem ter em atenção?

Se fosse lançar meu dinheiro em alguém lançava-o nos Lions, mas com grande risco. Vários dados estatísticos dos Lions são superiores, mas seus oponentes foram mais fracos que os oponentes dos Crusaders durante a maior parte do certame. Portanto, o favoritismo se anula na prática. Os Lions têm um ofensivo mais interessante, mantendo e dando solidez ao jogo que mostraram em 2016, com homens como Cronjé, Jantjies, Skosan, Coetzee e Mapoe em alta. A evolução do time de Joanesburgo foi defensiva e isso ficou claro nos momentos mais complicados. Os ‘’Saders, contudo, têm um pack superior e alguns líderes vencedores que talvez faltem aos Lions nesse momento, como Whitelock, Read, Franks e Dagg.

Como venderias esta final a um público que não costuma acompanhar a modalidade?

As duas maiores escolas do rugby mundial em um choque na palco grandioso de Ellis Park, da final do Mundial de 1995 de Mandela, e que pela primeira vez receberá a final da maior liga do Sul. O primeiro campeão do Sul (1993 os Lions foram campeões!) contra o maior campeão do hemisfério (os heptacampeões dos Crusaders).

A final da competição está marcada para sábado 5 de Agosto às 15h00 em Joanesburgo no Ellis Park. Estes são os potenciais XV de ambas as formações

LIONS (Johan Ackermaan)
15 Andries Coetzee, 14 Ruan Combrinck, 13 Lionel Mapoe, 12 Harold Vorster, 11 Courtnall Skosan, 10 Elton Jantjies, 9 Ross Cronje, 8 Ruan Ackermann, 7 Kwagga Smith, 6 Jaco Kriel (c), 5 Franco Mostert, 4 Andries Ferreira, 3 Ruan Dreyer, 2 Malcolm Marx, 1 Jacques van Rooyen
Suplentes: 16 Akker vd Merwe, 17 Corne Fourie, 18 Johannes Jonker, 19 Lourens Erasmus, 20 Cyle Brink, 21 Faf de Klerk, 22 Rohan Janse van Rensburg, 23 Sylvian Mahuza

CRUSADERS (Scott Robertson)
15 David Havili, 14 Israel Dagg, 13 Jack Goodhue, 12 Ryan Crotty, 11 Seta Tamanivalu, 10 Richie Mo’unga, 9 Bryn Hall, 8 Kieran Read, 7 Matt Todd, 6 Jordan Taufua, 5 Sam Whitelock (c), 4 Scott Barrett, 3 Owen Franks, 2 Codie Taylor, 1 Joe Moody
Suplentes: 16 Ben Funnell, 17 Wyatt Crockett, 18 Michael Alaalatoa, 19 Luke Romano, 20 Pete Samu, 21 Mitchell Drummond, 22 Mitchell Hunt, 23 George Bridge

Foto: Investec Super Rugby

 


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