19 Ago, 2017

Rugby e Transferências: PRO12

Francisco IsaacJulho 26, 201610min0

Rugby e Transferências: PRO12

Francisco IsaacJulho 26, 201610min0

O Mundo do Rugby não pára e desde Abril que há novidades no Mercado de transferências. De Maio a Julho, vamos rever as transferências mais sonantes de cada uma das divisões de maior calibre, com a PRO12 a ser a nossa primeira “convidada”.

Guinness_Pro12_LogoA um ritmo acelerado, bem ao jeito do Rugby, tem decorrido o mercado de transferências da modalidade. Desde o Super Rugby até ao TOP14, os maiores campeonatos mundiais têm visto os seus clubes a sofrer amplas “transformações” com várias alterações nos plantéis, em especial em França. Por se terem registado mais de várias centenas de transferências, só vamos analisar algumas em concreto, com apresentação de quadros com as mais importantes. Esta análise estará divida em vários artigos, com o primeiro a ser o da PRO12.

O Campeonato que compõe equipas galesas, irlandesas, escocesas e italianas (poderá vir a ter em 2018 equipas dos EUA ou outros pontos do Hemisfério Norte), viu em 2016 um novo campeão a assumir o “trono” do Norte: Connacht. A vitória da pequena província “obrigou” as formações mais tituladas a redefinir os plantéis.

pro12

Em mais de cem transferências, só trinta é que foram entre clubes da mesma divisão, o que demonstra a saída de alguns activos importantes para fora da PRO12. Ian Madigan, Leinster, sai em direcção do Bordeaux-Bégles, naquilo que poderá ter sido um “adeus” ou “até já” à Selecção da Irlanda. Não era de estranhar o abandono do médio de abertura, uma vez que estava “tapado” por Johny Sexton, um dos melhores 10 a nível Mundial. Nas saídas para França, Leone Nakarawa, 2ª linha fijiano, conseguiu assinar um contracto com os campeões franceses do Racing Metró 92, abrindo espaço na 2ª linha dos Glasgow Warriors.

Outra saída a destacar é de Taqele Naiyaravoro (foto abaixo), o hulk ponta dos Glasgow Warriors, partiu para o Hemisfério Sul apresentando-se nos Waratahs (realizou dois jogos antes do final de temporada), devendo jogar pelos Panasonic Knights durante meia temporada. O ponta foi autor de 6 ensaios na Pro12, mais três na Champions Cup, numa das exibições mais memoráveis do ponta na sua carreira. Um hattrick frente aos Scarlets, despoletou um interesse no atleta australiano, que acabou por conseguir regressar a casa, fazendo parte do setup dos Wallabies nos últimos jogos frente à Inglaterra, com um ensaio no 3º jogo. A saída foi colmatada com a chega de Leonardo Sarto, ex-Zebre, um das caras-forte da Itália. Pela sua squadra azurra conseguiu já atingir a marca de 8 ensaios (em 30 jogos), com destaque para a sua velocidade, capacidade técnica e hand skills… mas chegará para encantar o público de Glasgow, que tanto deseja volta a ser campeão da PRO12?

E por falar em campeões, o que terá acontecido à equipa de Pat Lam nesta período de afinações? Perderam Robbie Henshaw, o centro de 23 anos, que rumou para Leinster (atenção às pretensões desta equipa para 16/17) foi a maior perda, uma vez que era dos melhores jogadores do Connacht, com 65 jogos e 45 pontos em 4 anos, após ter saído das camadas jovens da equipa do noroeste da Irlanda. Mas, não caindo no desespero de perder o seu nº13, Lam apostou na contratação de Eoin Griffin, proveniente dos London Irish. Com 25 anos, Griffin assinou um contracto de dois anos, onde irá tentar ganhar não só o lugar no Connacth mas, e principalmente, na Irlanda.

Para além de Henshaw, AJ MacGinty, o médio de abertura dos Estados Unidos da América, segue para o AVIVA Premiership, em concreto o Sale Sharks. O nº10 em 16 jogos conseguiu somar 64 pontos, tendo sido uma das peças para a conquista da PRO12. Mais uma vez, Lam apostou numa nova aquisição, desta vez saído dos Emirates Lions, Marnitz Boshoff. O médio de abertura só jogou um jogo em 2016, frente aos Bulls (vitória dos Lions por 56-20), em que converteu 7 pontapés (21 pontos) durante os 80 minutos de jogo. A saída, anunciada em Janeiro, facilitou a Ackermann a missão de entregar a camisola 10 a Elton Jantjies, tirando Boshoff do spotlight. Terá em Connacht uma oportunidade para voltar aos Springboks (1 internacionalização)?

A grande contratação da PRO12 foi, sem qualquer margem para dúvida, Charles Piutau (foto abaixo). O defesa que já alinhou pelos All Blacks por mais de 16 jogos (4 ensaios), apostou em 2015 em sair da Nova Zelândia para tentar a sua sorte no Hemisfério Norte. Na sua primeira experiência pela Europa, assinou pelos London Wasps, dando um show repleto de ensaios, handoff’s, quebras de linhas… bem tudo o que se pode pedir a um defesa com 1,87 com 95 kilos. Em 23 jogos fez 8 ensaios, conseguindo levar os Wasps às meias-finais da AVIVA Premiership e da Champions Cup, tendo sido nomeado para Melhor jogador do ano da divisão inglesa de rugby.

A saída para o Ulster já tinha sido definida em 2015, mas devido a não terem espaço para um jogador extra-Europa, não foi possível inclui-lo para a temporada de 2015. Mas agora, em 2016, chega a altura de rumar a paragens irlandesas… conseguirá espalhar o “terror” da mesma forma que conseguiu em Inglaterra? O campeonato da PRO12 foge ao Ulster desde 2006… vai ser preciso o melhor Piutau para ajudá-los a levar ao título. Piutau receberá 1,5M€ durante dois anos, num das transferências mais sonantes do Hemisfério Norte dos últimos anos. Detalhes do negócio pode ver em: goo.gl/ybjvjY

A equipa que mais se reforçou foram os Scarlets, que após mais uma época decepcionante investiram na reformulação do seu plantel. Entre os reforços sonantes destacamos o regresso de Jonathan Davies (ex-Clermont, é internacional galês com 56 jogos), a aquisição do jovem Rhys Patchell (jogou até 2016 em Cardiff), o experiente pilarão Werner Kruger (ex-Blues e Springbok em mais de 4 ocasiões) e o entusiasmante ponta neozelandês Johnny McNicholl (ex-Crusaders). Com a entrada de mais 3 ou 4 aquisições, estes Scarlets querem modificar o seu espectro de títulos, uma vez que nunca levantaram qualquer honra no seu palmarés. A grande saída foi de Rhodri Williams, um formação que vinha a despontar nos Scarlets e que podia ter dado outra “luta” a Gareth Davies, uma das maiores “lendas” do rugby dos Scarlets.

O Cardiff pode ter perdido Rhys Patchell ou Sam Hobs para os Scarlets ou os Newport Dragons, mas conseguiu um stunt de mercado quando convenceram Willis Halaholo a assinar pela equipa da capital do País de Gales. O centro dos Hurricanes abandona Wellington e a Nova Zelândia para abordar um novo projecto, em busca não só de novos “horizontes” mas de conseguir um contracto mais vantajoso. Não constava na shortlist de Steve Hansen para os próximos jogos dos All Blacks, arriscando nesta saída o “adeus” definitivo à possibilidade de chegar a ser internacional pelo seu país natal. Halaholo (na foto abaixo) vai trazer todo aquele “charme” do Super Rugby, com uma técnica individual de categoria completada com uma boa agressividade no que toca à defesa (é dos centros com melhor % de placagem, com 40 placagens e só 8 falhadas). Em 2016 participou em 16 jogos dos Hurricanes, conseguindo um ensaio, quatro assistências para o mesmo “fim” e 12 quebras de linha. Pode ser uma forma de dar outra expressividade à linha de 3/4’s dos Cardiff Blues. Para mais: goo.gl/kNe37H

Outra saída importante, é de Taulupe Faletau (na foto abaixo), um dos melhores nº8 a nível Mundial. O jogador que nasceu no Tonga, mas que aos 7 anos mudou-se para o País de Gales, abandona, em definitivo, os Newport para tentar a sorte em Bath, equipa de George Ford por exemplo. A saída de Faletau vai tirar algum jogo de “cintura”, no que toca a ter um nº8 que emana liderança, sabe jogar com a bola e que nunca foge a uma boa entrada, seja curta ou à ponta (marcou um ensaio assim frente à Nova Zelândia). A saída do jovem nº8 (25 anos) gerou uma “guerra” entre a federação galesa (WRU) e os Newport Dragons, que acusam a Union de não ter resolvido a questão da melhor forma e que acabaram por perder 600 mil euros com a quebra de negociações. Invés de receberem esse valor pelo passe de Faletau, a equipa de Newport não terá direito a receber qualquer compensação, uma vez que o contracto do nº8 expirou em Maio de 2016. Para mais sobre esta negociação clicar em: goo.gl/1eUT5U

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