Top 10 da natação nacional em 2016

João BastosDezembro 30, 20167min0

Top 10 da natação nacional em 2016

João BastosDezembro 30, 20167min0

A natação portuguesa teve vários momentos altos em 2016.

Desde classificações de relevo em provas internacionais aos 27 recordes nacionais estabelecidos no ano civil de 2016 foram vários os nadadores que podiam figurar neste “ranking” do Fair Play.

Apesar deste top ser dedicado à natação pura (em piscina), não podemos deixar passar em branco o excelente apuramento (conseguido na etapa de Setúbal da Taça do Mundo de Águas Abertas) de Vânia Neves para a prova de 10 km dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro e na qual terminou no 24º lugar.

Confira a nossa lista dos 10 melhores nadadores portugueses em 2016, para o Fair Play

Guilherme Pina cumpriu dois anos de treino do Centro de Alto Rendimento de Rio Maior, coordenado pela FPN.
Durante o presente ano transferiu-se do Benedita Sport Clube para o Sporting Clube de Portugal, mas foi ainda ao serviço do seu antigo clube (no caso, ao serviço da selecção) que viveu o seu momento mais alto de 2016.
Nos Europeus de Juniores disputados no mês de Julho, na Hungria, Pina voltou com dois lugares de finalista (dois sextos lugares) e dois recordes nacionais de juniores – aos 800 e 1500 metros livres.
Em território nacional, Guilherme Pina ganhou todas as provas que nadou com distância igual ou superior a 800 metros (incluindo o nacional de longa distância, com nova melhor marca absoluta)
(Foto: Guilherme Pina)
A júnior algesina guardou o seu melhor para o fim.
A sua grande competição internacional em 2016 também foi o Campeonato da Europa de Juniores, onde alcançou uma meia final na prova dos 200 bruços e três recordes pessoais nas três provas que nadou.
Mas foi nos nacionais de piscina curta e nos nacionais de clubes que vieram as suas melhores prestações do ano.
Nos nacionais de piscina curta foi a MVP dos campeonatos ao estabelecer 4 novos recordes nacionais de juniores nas 4 provas individuais que nadou.
Na 1ª divisão feminina ajudou o Algés a chegar ao título com 3 vitórias individuais em 3 provas nadadas.
(Foto: Luís Filipe Nunes)
2016 foi um ano de afirmação para Gabriel Lopes.
O jovem lousanense passou a ser presença assídua nas convocatórias da selecção nacional, tendo marcado presença nos Europeus de Londres e nos Mundiais de Curta de Windsor.
Foi na prova canadiana que Gabriel esteve em maior evidência, melhorando (e nalguns casos melhorando muito) 5 recordes pessoais em 6 provas individuais.
Os mínimos para os Campeonatos do Mundo 2017 estão feitos, mas na prova mais forte da natação masculina em Portugal (200 estilos), pelo que terá de confirmar esse mínimo.
(Foto: FPN)
Pela terceira vez na carreira, Nuno Quintanilha fica “à porta” dos Jogos Olímpicos nos 200 mariposa.
E em todos os períodos de qualificação olímpica tem correspondido com melhorias dos seus recordes pessoais.
Quintanilha tem um registo impressionante de ter nadado 35 vezes abaixo dos 2 minutos na sua prova de eleição e nesta olimpíada nadou pela primeira vez em 1:57. Foi no Open de Espanha do ano passado, marcando 1:57.55.
Este ano, o ponto alto foi a obtenção da meia-final nos Europeus de Londres, na qual se classificou no 15º lugar.
Depois de toda a carreira ter representado o Clube Vasco da Gama, mudou-se em Setembro para Os Belenenses, ajudando a equipa a subir à primeira divisão.
(Foto: FPN)
Se Quintanilha ficou à porta dos JO nos 200 mariposa, Nascimento já tinha um pé lá dentro, mas a verdadeira trapalhada provocada pela FINA nesta qualificação olímpica fez com que o algarvio fosse “desconvocado” depois de estar pré-convocado.
Ainda assim, 2016 foi um ano de ouro para Nascimento que o viu confirmar-se como o melhor especialista nacional da actualidade nos 100 e 200 livres e 200 mariposa.
Apesar de ainda não deter nenhum record nacional individual absoluto, a sua evolução em 2016 colocaram várias dessas marcas à sua mercê.
Em termos de provas internacionais, este ano participou nos Europeus de Londres e nos Mundiais de Curta de Windsor, estando em particular evidência nesta última com 3 recordes pessoais em 4 provas individuais.
Para esta época, trocou o Estrelas de São João de Brito pelo Benfica e sagrou-se vice-campeão nacional por clubes (o que já tinha acontecido também pelo Estrelas).
(Foto: FPN)
O nadador aveirense anda há já vários anos na alta roda da natação mundial, tendo já obtido 2 pódios em Campeonatos da Europa.
Este ano participou nos seus terceiros Jogos Olímpicos, quartos Europeus e quintos Mundiais de Curta.
O seu ponto alto foi o 5º lugar nos Europeus nos 200 estilos.
Nos JO ficou (e pela terceira vez) muito perto da meia final na mesma prova, classificando-se no 19º lugar.
Ao contrário do que já nos habituou, este ano não bateu nenhum record nacional individual, razão pela qual não está mais acima neste top.
(Foto: FPN)
Diana teve um ano incrível no que respeita a fazer baixar os melhores tempos nacionais de sempre dos 200 e 400 livres, quer em piscina curta, quer em piscina olímpica.
Os seus 4:05.39 aos 400 livres em piscina curta são uma marca extraordinária.
Também esteve nos Europeus e nos Mundiais, mas foi em solo nacional que produziu as melhores marcas.
Este ano protagonizou uma transferência entre rivais, mudando-se do FCPorto para o SLBenfica, sendo um elemento fundamental no título da 2ª divisão para as encarnadas.
(Foto: FPN)
Chegamos ao pódio onde temos a nossa melhor especialista em todos os estilos, Victoria Kaminskaya.
À semelhança dos anos anteriores, Victoria esteve nos principais eventos internacionais, tendo-se estreado em Jogos Olímpicos.
No Rio, conseguiu inclusivamente o apuramento para duas provas (200 e 400 estilos) e nos Europeus chegou à meia final dos 200 estilos, onde foi 14ª.
Mas a sua grande competição, em termos de marcas, foi o Meeting de Coimbra onde conseguiu os fantásticos recordes nacionais dos 200 e 400 estilos de 2:14.76 e 4:42.53, respectivamente.
(Foto: FPN)
17 anos feitos este ano e já com um currículo tão vasto.
Tamila Holub guardará para sempre boas lembranças de 2016, o ano em que foi campeã da Europa de Juniores.
Decorria o mês de Julho (um mês de boa memória para os portugueses, no que ao desporto diz respeito) e a bracarense subia ao lugar mais alto do pódio da impronunciável cidade húngara de Hodmezovasarhely.
Como se não fosse já prémio suficiente, conseguiu qualificar-se para os Jogos Olímpicos, sendo a mais jovem atleta da comitiva lusa.
Tem proporcionado grandes disputas com Diana Durães nos 400 e 800 livres (Diana mais especialista nos 400 e Tamila mais forte nos 800), o que fez com que os recordes nacionais dessas provas tivessem sido melhorados mais de uma dezena de vezes, só este ano.
(Foto: Lusa)
Alexis Santos teve dois momentos em 2016 que, qualquer um deles isoladamente, lhe dariam o primeiro lugar deste top (mesmo com uma campeã da Europa “metida ao barulho”).
Foi medalha de bronze nos Europeus de Piscina Longa e alcançou a meia final dos JO.
Na História da natação portuguesa só Alexandre Yokochi fez melhor (prata nos Europeus e finalista dos JO).
Para acabar o ano em grande, alcançou mais uma meia final nos mundiais de piscina curta – com direito a record nacional – e alcançou o hexacampeonato nacional de clubes pelo Sporting.
(Foto: FPN)

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