25 Mai, 2018

10 destaques do Open de Portugal

João BastosJulho 30, 20179min0

10 destaques do Open de Portugal

João BastosJulho 30, 20179min0

Os campeonatos nacionais de Juvenis e Absolutos – Open de Portugal decorreram no complexo olímpico do Jamor entre os dias 20 e 23 de Julho. O Fair Play traz-lhe o essencial sobre a última competição da época 2016/2017, em Portugal

Com várias competições a decorrer em paralelo, o Open de Portugal foi uma oportunidade para outros nadadores terem maior destaque na competição que fecha o calendário competitivo da natação pura em Portugal.

O Fair Play destaca 10 pontos sobre os campeonatos:

1. Os 200 estilos de Diogo Carvalho

O olímpico Diogo Carvalho estava convocado para os Mundiais de Natação em Budapeste mas pediu dispensa à FPN, podendo assim estar presente no Open de Portugal.

Ainda assim, só o vimos actuar no último dia, e na sua prova de eleição: os 200 metros estilos.

Para dissipar qualquer dúvida que pudesse subsistir sobre o seu momento de forma, ou se a recusa em estar presente no Mundial se prendia com um desejo de abrandar a preparação, Diogo Carvalho deixou tudo claro ao marcar 1:59.86, a sua melhor marca do ano, um tempo que lhe permitiria ir à meia final dos mundiais, conjuntamente com Alexis Santos.

Foto: FPN

2. Os 800 livres de Alexandra Frazão…

Um excelente tempo da juvenil-A logo a abrir os campeonatos, a baixar dos 9 minutos aos 800 metros. Os 8:59.54 deram à nadadora individual o título de campeã juvenil e vice-campeã do Open de Portugal.

Apesar de não ser record nacional do escalão (esse é de Tamila Holub com 8:50.68) é um excelente tempo que a tornam na terceira melhor portuguesa do ano, só atrás das mundialistas Tamila Holub e Diana Durães e já é mesmo a 10ª melhor portuguesa de sempre!

Este tempo dá-lhe mínimo A para os Jogos Olímpicos da Juventude que decorrerão no próximo ano em Buenos Aires e já está abaixo do tempo de participação exigido para participar nos Europeus de Juniores do próximo ano.

Foto: Luís Filipe Nunes

3. …e os 800 livres de José Lopes

Também no sector masculino a prova de 800 metros livres teve um destaque individual. O nadador do Sporting Clube de Braga, José Paulo Lopes, acabado de regressar dos Europeus de Juniores, onde também deu boa conta de si, melhorando em Netanya o seu melhor nesta prova.

No Jamor ainda melhorou mais e ao fazer 8:16.79 foi o terceiro classificado no Open de Portugal, mas melhor que isso, garantiu também o passaporte para Buenos Aires (que terá de ser ratificado, visto que a quota de participação imposta pelo COI é apertada).

Também não é record nacional júnior-B, que pertence a Gustavo Santa com 8:13.49, e curiosamente também é o 10º melhor tempo português de sempre, nesta prova que no sector masculino não é nadada há muito tempo, com regularidade, em Portugal.

Naturalmente também é uma marca abaixo do mínimo para os Europeus de Juniores do próximo ano, onde Lopes, certamente repetirá a presença deste ano. Vamos ver com que objectivos.

Foto: Luís Filipe Nunes

4. O record absoluto do Algés

O único record nacional absoluto estabelecido durante os quatro dias de competição foi o dos 4×200 metros livres pelo Sport Algés e Dafundo. O anterior tempo a bater era de 8:27.04 do Futebol Clube do Porto e as algesinas nadaram em 8:26.91.

Como nota dominante, regista-se o facto de no quarteto estarem duas juniores, o que indicia que esta equipa ainda tem potencial para voltar a melhorar este tempo, num futuro próximo.

As novas recordistas nacionais são: Madalena Azevedo (2:06.46), Raquel Pereira (2:08.81), Carolina Marcelino (2:08.02) e Rita Frischknecht (2:03.62).

Foto: Oeiras Digital

5. Os outros recordes

Para além do record nacional absoluto do Algés nos 4×200 metros livres femininos, foram estabelecidos mais três recordes de categoria.

O primeiro veio por Tiago Machado do Sporting Clube de Aveiro que estabeleceu um novo record nacional juvenil-B dos 50 metros livres masculinos. O tempo de 24.61 apaga da lista o máximo que Tiago Venâncio tinha estabelecido em 2002 de 24.68.

Também no escalão juvenil-B, Camila Rebelo realizou o tempo de 2:20.53, melhorando o seu próprio tempo de 2:22.24, que tinha sido estabelecido a 30 de Abril deste ano.

Finalmente, e também na categoria juvenil-B – a categoria que se revelou mais forte neste campeonato, já lhe explicamos a razão, no ponto 10 – a equipa do Sporting, constituída por Diogo Valente (1:02.69), Martim Malfeito (1:10.24), Ruy Domingos (59.50) e Vicente Gomes (56.15) realizou o tempo de 4:08.58 nos 4×100 metros estilos masculinos e quebrou o máximo que estava fixado em 4:09.78 pelo GDNVNFamalicão.

Foto: FPN

6. O penta de Francisca Mesquita

A nadadora Francisca Mesquita, do Colégio Monte Maior, foi a maior ganhadora no Campeonato Nacional de Juvenis.

Fazendo uso da sua polivalência, a nadadora de 15 anos impôs-se sem 5 provas.

Começou por vencer os 400 metros estilos, no tempo de 5:01.99, seguiram-se os 100 metros mariposa com o tempo de 1:04.15, depois vieram os 200 metros bruços com 2:41.48, seguindo-se os 200 metros mariposa com 2:20.95, finalizando o pleno de vitórias com os 200 metros estilos, no tempo de 2:23.72.

Só nos 400 estilos não melhorou o seu record pessoal que é de 5:01.32, nas restantes quatro provas, fez o seu melhor de sempre, comprovando que esteve em grande forma nestes campeonatos.

Foto: Luís Filipe Nunes

7. As vitórias de Ana Rodrigues

Tal como aconteceu nos nacionais de Coimbra, Ana Pinho Rodrigues esteve em evidência. Apesar de nos nacionais primaveris ter conseguido obter um record nacional e agora não, esteve igualmente bem nas provas rápidas.

Foi a maior vencedora do Open, ao levar três provas.

Venceu os 50 metros bruços com 32.07, os 50 metros livres com 25.99 e os 100 metros livres com 56.96. Ainda foi vice-campeã do Open nos 100 metros bruços com 1:10.89.

A nadadora da Associação Estamos Juntos realizou uma época de grande nível, mas vê agora o seu futuro indefinido. O seu treinador, Luís Ferreira, foi dispensado da AEJ e a nadadora já anunciou a intenção de continuar a ser orientada por ele.

Foto: FPN

8. O regresso de Ana Catarina Monteiro

Este é mais um regresso de quem nunca chegou a ir. O título mais acertado seria “o regresso de Ana Catarina Monteiro ao nível a que estamos habituados a vê-la”.

A nadadora do Fluvial Vilacondense, que no ano passado representou Portugal nos Europeus de Londres e esteve próxima do apuramento olímpico nos 200 mariposa, teve uma lesão no final da época passada, que a obrigou a uma paragem prolongada.

Já tinha regressado à competição nos nacionais de Coimbra e deu para ser campeã nacional absoluta dos 100 mariposa, mas naquela que é a sua prova de eleição (os 200 mariposa) foi superada por Victoria Kaminskaya, fazendo o tempo de 2:14.62.

Passados três meses, volta à sua posição de sempre, a de dominadora absoluta da prova, sendo a campeã Open com 2:11.91, um tempo mais consentâneo com a sua qualidade.

Ainda estabeleceu um novo record pessoal nos 200 livres com 2:05.59, correspondente ao segundo lugar no Open.

Foto: Luís Filipe Nunes

9. E o regresso de João Vital

Um regresso nas mesmas condições de Ana Monteiro. O nadador do Sporting começou a época a competir nos mundiais de piscina curta, mas não conseguiu terminar competindo nos mundiais de piscina longa.

Pelo meio, esteve todo o ano de 2017 sem competir, vindo a este Open um pouco “às cegas” em relação ao que poderia fazer, mas para um nadador sem ritmo competitivo, Vital mostrou uma excelente forma com a obtenção de recordes pessoais nas suas melhores provas.

Foi o campeão do Open nos 400 metros estilos com o RP de 4:21.42 e dos 200 metros costas com 2:03.63, a escassos 8 centésimos do seu melhor. Ainda foi terceiro nos 200 metros mariposa com novo record pessoal de 2:02.65.

Definitivamente João Vital está de volta e ao seu melhor nível…

Foto: Luís Filipe Nunes

10. As ausências

Como é característico em Campeonatos Nacionais realizados nesta altura do ano, há várias competições internacionais a decorrer em simultâneo. Os nadadores convocados para os mundiais não participaram nas provas (à excepção de Vânia Neves e Angélica André porque já tinham chegado de Budapeste), e os melhores nadadores juvenis também só participaram no primeiro dia (alguns), uma vez que na 6ª feira partiram também para a Hungria, mas para participar na Taça Comen.

Daí que os nadadores juvenis-B tivessem dado boa conta de si, sem a presença de alguns dos melhores nadadores um ano mais velhos.

Os nadadores juniores que estiveram presentes em Netanya, nos Europeus de Juniores, na sua generalidade conseguiram prolongar o pico de forma e até alcançaram melhores resultados no conforto do território nacional.

Foto: FPN

E assim decorreu o último nacional do ano. Para a maioria dos nadadores nacionais começa agora o período de férias. Em Outubro regressam as competições com o arranque da época 2017/2018. Veremos que novidades nos trará.


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