24 Mai, 2018

Alexis, o semifinalista

João BastosJulho 26, 20173min0

Alexis, o semifinalista

João BastosJulho 26, 20173min0

O quarto dia da natação pura em Budapeste viu o primeiro português em competição a nadar à tarde. Alexis Santos voltou a ser o 12º melhor do mundo, posição que já tinha obtido em Barcelona 2013 e nos JO do Rio

Hoje competiram em Budapeste dois portugueses, Miguel Nascimento foi o primeiro a entrar em acção, na série 8 dos 100 metros livres.

Com o record nacional do seu ex-companheiro de equipa, Alexandre Agostinho, no ponto de mira, Miguel ia para a prova determinado em fazer baixar um tempo que já dura há oito anos.

A questão era saber se os 200 mariposa, nadados ontem, tinham feito mossa. Assim parece não ter sido e o nadador do Benfica saiu rápido, melhor que o parcial do seu record pessoal aos 50 metros, e voltou rápido, marcando a sua melhor marca de sempre: 49.56 é o seu novo máximo, que ficou a escassos 6 centésimos da marca de Agostinho.

Já na prova de 50 metros livres, Miguel já ficou este ano a apenas 3 centésimos do record nacional (também de Agostinho). Nos 100 não o superou nestes mundiais, mas fica a sua excelente prova que deu 33º lugar em 120 participantes. Seguem-se os 50 livres na 6ª feira para Nascimento fechar a sua participação em Budapeste, que é como quem diz: com o seu tão ambicionado e merecido primeiro record nacional absoluto individual da carreira.

Foto: Facebook Miguel Nascimento – Atleta

Uns minutos depois foi a vez do medalha de bronze dos últimos europeus de piscina longa, Alexis Santos, nadar a sua prova de eleição: os 200 metros estilos. Para um nadador com o currículo de Alexis, atingir as meias finais de um mundial já é um resultado que se considera normal, mas a verdade é que nunca aconteceu.

O nadador do Sporting já se classificou entre os 16 primeiros em Barcelona 2013, mas na prova de 400 metros estilos, que tem final directa. Assim, era com a expectativa de se estrear a nadar à tarde num mundial que Alexis partiu para a prova.

E sem surpresa, conseguiu-o. Desde logo com um percurso de mariposa forte (melhor que o parcial para o seu record nacional), esteve sempre dentro da qualificação, terminando com o tempo de 1:59.69, classificando-se no 14º lugar.

À tarde nadou na pista 1 da primeira semifinal e ainda nadou o percurso de mariposa mais forte, nadando em 25.61, um percurso de costas perto do seu melhor nível (30.06), bruços, que é o seu pior percurso, também bastante perto do seu melhor (34.87) e só no percurso de crawl cedeu face ao seu record nacional (28.68 vs 28.24), que foi estabelecido em Abril, em Coimbra, quando foi neste percurso que estabeleceu maiores distâncias face a Diogo Carvalho e a Gabriel Lopes.

Ou seja, não foi agora que teve um percurso de crawl fraco, foi em Abril que teve um crawl muito forte e por isso não conseguiu chegar hoje ao record nacional. 1:59.22 foi o seu tempo final que lhe valeu o 12º lugar. 

A final fechou em 1:57.81, a primeira vez que se teve de nadar abaixo de 1:58 para chegar à final dos 200 estilos em mundiais. Nem em Roma, com os fatos de poliuretano o tempo foi tão baixo. E há que notar que este é a primeira vez em 14 anos que a prova não conta com a presença de Michael Phelps e/ou Ryan Lochte.

Alexis Santos volta a nadar no último dia, desta feita os 400 metros estilos.

Foto: FPN


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