22 Mai, 2018

Alexis é o #11 do mundo

João BastosJulho 30, 20173min0

Alexis é o #11 do mundo

João BastosJulho 30, 20173min0

Último dia dos 17ºs campeonatos do mundo de desportos aquáticos, com apenas duas provas individuais no programa e ambas com a presença de portugueses. Victoria Kaminskaya e Alexis Santos fecharam a participação da equipa portuguesa em Budapeste

Como é habitual, a última sessão de eliminatórias estava reservada para as provas de 400 metros estilos masculinos e femininos e 4×100 metros masculinos e femininos. Nas provas individuais de estilos participaram os recordistas nacionais.

Primeiro foi a vez de Victoria Kaminskaya. A nadadora do Estrelas de São João de Brito já tinha nadado os 200 metros estilos e 200 metros bruços e em ambas tinha ficado aquém do seu melhor, por isso vinha para a prova de 400 estilos determinada a fechar a sua participação com novo record nacional da distância. 

Victoria partiu com tudo em mariposa, incentivada pela mariposista Zsuzsanna Jakabos que nadava ao seu lado. Passou aos 100 metros quase 1 segundo abaixo do parcial para o record nacional (1:03.00 vs 1:03.95). No percurso de costas continuou a aumentar o ritmo e fez o seu parcial mais rápido de sempre (1:11.71 vs 1:12.05). Até aqui, Victoria tinha 1,29 segundos de avanço para o record nacional. O pior veio depois.

A nadadora portuguesa acabou por pagar o forte início de prova e no percurso de bruços já não conseguiu manter a decalagem em relação ao seu melhor tempo. Cumpriu os 100 metros bruços em 1:20.27, quando no Open de Espanha (onde bateu o record nacional) nadou o percurso em 1:17.64. Aqui já ia 1,34 segundos acima do tempo a bater.

O percurso de crawl foi nadado em 1:09.98, quando em Abril fechou a prova em 1:06.47.

O tempo final foi de 4:44.96, bem acima dos seus 4:40.11, classificando-se no 17º lugar, subindo um lugar em relação à start list. Apesar do resultado final há que enaltecer a determinação (e uma ponta de coragem) de Victoria que não se contentou em jogar pelo seguro.

Arriscou, tentou fazer diferente e, quem sabe, chegar o mais perto possível da possibilidade de nadar à tarde. Não deu certo, mas que numa próxima ocasião volte a arriscar porque é a melhor via para a superação.

Foto: FPN

Seguiu-se Alexis Santos, já 12º classificado nestes campeonatos do mundo nos 200 metros estilos.

Na prova de 400 metros tinha o 16º melhor tempo de inscrição com o seu record nacional, estabelecido no ano passado, no Rio de Janeiro, de 4:15.84.

Geriu a prova andando sempre muito próximo dos seus parciais para record nacional. Nadou mariposa em 58.62 (vs 58.57) e costas em 1:06.77 (vs 1:06.61). Foi em bruços que houve as diferenças maiores, uma vez que em Budapeste nadou o percurso em 1:12.65 e no Rio fê-lo em 1:11.63. Não significou que estivesse em quebra, uma vez que terminou em 59.30, quando no Rio tinha terminado em 59.03, no percurso de crawl.

O tempo final foi de 4:17.34, acima dos seus 4:15.84, mas que deram a Alexis a sua melhor classificação de sempre em mundiais. Foi o 11º classificado, terminando a sua participação com duas classificações dentro dos 16 primeiros.

Foto: FPN


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