22 Mai, 2018

À 13ª prova, Ledecky perdeu

João BastosJulho 26, 20176min0

À 13ª prova, Ledecky perdeu

João BastosJulho 26, 20176min0

13 é mesmo o número do azar para Katie Ledecky. A jovem americana ia numa série invicta de 12 provas em mundiais, mas à 13ª veio a recordista do mundo marcar claramente o seu território

Imperatrice Federica

Já ontem tínhamos dito que a recordista mundial dos 200 metros livres não ia ser figurante na sua prova ao lado daquelas que muitos consideram as duas melhores nadadoras de sempre – Katie Ledecky e Katinka Hosszu.

Federica Pellegrini já tinha mostrado os seus argumentos na meia final e, na final, voltou a fazê-lo de forma categórica e da maneira que ela mais gosta e melhor sabe fazer: com um ataque implacável nos últimos 50 metros.

Com efeito, aos 150 metros a italiana era apenas 4ª classificada, mas um fecho de prova em 28.82 deu-lhe o seu 3º título mundial na prova, ela que desde 2005, ou seja, por 7 mundiais consecutivos, vai ao pódio dos 200 livres em campeonatos do mundo.

Ledecky ainda teve de dividir a prata com a australiana Emma McKeon enquanto Hosszu ficou apenas no 7º lugar.

Foto: Budapest2017

Chad sobre Cseh

Na meia final de ontem tinha ficado a dúvida sobre a capacidade de Le Clos para os 200 mariposa quando deu um grande estouro nos últimos 50 metros…logo ele que venceu tantas vezes a prova na última piscina.

A táctica que trouxe para a final foi exactamente a mesma, ou seja, sair bem na frente. Uma táctica que faz sentido, já que dos presentes na final ele é o melhor nadador de 100 metros, obrigando assim os restantes a desgastarem-se logo numa fase inicial da prova.

Quem não foi em cantigas foi Laszlo Cseh que esperou pelo momento certo para atacar. E atacou forte, mas não o suficiente para anular a vantagem do sul-africano.

Le Clos terminou com 1:53.33, revalidando o título que tinha conquistado em 2013, mas que em 2015 tinha perdido para o húngaro. Cseh teve de trocar de lugar no pódio com Le Clos, sendo prata com 1:53.72. Daiya Seto fechou o top-3.

Foto: Budapest2017

Desta vez sem record

Depois de ontem se ter tornado o primeiro ser humano a nadar 50 bruços em piscina longa abaixo de 26 segundos, a questão para a final da prova era saber se Adam Peaty bateria pela terceira vez o record do mundo dos 50 bruços, nestes campeonatos.

Como sempre acontece, Peaty começou a nadar atrás e acabou a nadar à frente. Esteve sempre em cima da linha para record do mundo, mas por 4 centésimos não conseguiu fazer o pleno.

Chegou para voltar a baixar dos 26 segundos, sagrando-se campeão mundial com 25.99.

O Brasil começa a coleccionar pratas e João Gomes Júnior juntou mais uma, com direito a record americano de 26.52. Cameron van der Burgh foi terceiro.

Foto: Budapest2017

Dia em cheio para a Itália

Nos 800 metros livres previa-se uma batalha fratricida entre os italianos Gabriele Detti e Gregorio Paltrinieri, e assim foi, mas com um companheiro de luta, o polaco Woicjech Wojdak.

Os três fizeram a prova sempre ao mesmo ritmo, alternando na liderança, com vantagem para Greg e Wojdak que nadavam lado a lado, enquanto Detti tinha uma pista de intervalo entre ele e o polaco.

No entanto, o favorito prevaleceu e o líder mundial do ano, Gabriele Detti, é também agora o campeão do mundo e recordista europeu. Wojdak estragou a dobradinha italiana e levou a prata, enquanto Paltrinieri desceu um lugar face a 2015 e foi bronze.

O tri-campeão do mundo da prova, Sun Yang, confirmou que nesta fase da carreira está mais voltado para provas mais curtas e acabou apenas no 5º posto.

Foto: Budapest2017

EUA não dá hipóteses

Os EUA tem os melhores nadadores do mundo e as melhores nadadoras do mundo. Sobretudo em distâncias de 100 metros nos vários estilos. O que acontece na estafeta mista 4×100 estilos? Os EUA são muito melhores que o resto do mundo.

E assim foi. Com uma equipa com Matt Grevers (vice-campeão do mundo dos 100 costas), Lilly King (campeã e recordista do mundo e olímpica dos 100 bruços), Caeleb Dressel (líder mundial do ano dos 100 mariposa) e Simone Manuel (campeã olímpica dos 100 livres) não havia nada que enganar.

Título e record do mundo para os EUA. De resto, até deu para bater o record do mundo de manhã, nas eliminatórias, com uma equipa completamente diferente: Ryan Murphy, Kevin Cordes, Kelsi Worrel e Mallory Comerford.

A Austrália foi 2ª classificada e o Canadá 3º.

Foto: Budapest2017

Imprevisibilidade para amanhã

As meias finais de hoje deram para ter uma certeza para as finais de amanhã: é que haverá muitas dúvidas…em relação aos vencedores.

A brasileira Etiene Medeiros e a chinesa Fu Yanhui nadaram ambas os 50 costas em cima do record do mundo. Provavelmente vai mesmo ser preciso batê-lo para uma delas (ou outra das 8 finalistas) ser campeã do mundo da prova.

Nos 100 livres, um francês superiorizou-se a dois americanos e dois australianos. Veremos se amanhã Mehdy Metella se volta a impor aos favoritos Caeleb Dressel, Cameron McEvoy e Nathan Adrian.

Nos 200 mariposa femininos haverá chuva de estrelas para a final. Katinka Hosszu não se qualificou com facilidade, ao contrário de Mireia Belmonte e Franziska Hentke.

Finalmente na prova onde participou Alexis Santos (200 estilos), foi o americano Chase Kalisz a qualificar-se com o melhor tempo, seguido do japonês Kosuke Hagino e do britânico Max Litchfield. Veremos quem é o primeiro vencedor da prova depois dela ter sido repartida por Phelps e Lochte nos últimos 14 anos…

Saiba como correu o dia dos portugueses aqui.


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