22 Mai, 2018

Todos esperam a época de afirmação do Feirense

Marcelo BritoAgosto 4, 20174min0

Todos esperam a época de afirmação do Feirense

Marcelo BritoAgosto 4, 20174min0
Na luta pela descida, manutenção e o sonho de estar Europa subsiste o Feirense, um clube que está a fazer História na Liga NOS... mas o que acontecerá esta temporada à equipa de Sta. Maria da Feira?

O Feirense disputará história na próxima edição da Primeira Liga. Depois de na temporada transacta conseguir, pela primeira vez na narrativa do clube, a manutenção no principal escalão português, a turma azul e branca tem que provar a pertença de uma preciosa e muito procurada vaga no futebol nacional.

Desengane-se quem julga que o oitavo lugar da temporada anterior garante que o clube de Santa Maria da Feira é merecedor de pertencer à elite da modalidade. A primeira metade da época 2016/17 transpareceu lacunas, quer do ponto de vista desportivo, quer do ponto de vista institucional. Se na parte desportiva apareceu um revolucionário denominado de Nuno Manta Santos, a vertente institucional carece de qualidade.

A política de transferências do clube fogaceiro mostra-se, a cada defeso, uma incógnita. O guarda-redes revelação da temporada, a par de Ederson, actual dono das balizas do Manchester City, foi Vaná. Peça importantíssima do xadrez de Nuno Manta Santos que impediu, por diversas vezes, resultados menos positivos do clube. Saiu para um FC Porto onde será suplente, mas, não estando isso em discussão, os valores envolvidos superiorizam-se à lacuna desportiva? Duvido. Actualmente, e com a também partida de Peçanha para o Académico de Viseu, o Feirense dispõe de Alampasu – guardião que jogou em 13 partidas no Campeonato de Portugal Prio ao serviço do Cesarense – e de Ivo – ex-júnior que acabou por descer de divisão e a quem qualidades faltam para uma Primeira Liga. Já o brasileiro Murilo Prates, contratação ainda por confirmar, tem treinado e jogado com o Castelo ao peito, mas não convence. Contratado esta semana, Caio Secco chega sem qualquer referência. Será um dos sectores que mais dor de cabeça, e não pelas melhores razões, proporcionará ao jovem técnico.

Na defesa, saem Paulo Monteiro, Ícaro Silva e Vítor Bruno sendo que estes últimos dois mostraram-se preponderantes para o sucesso da fase terminal da temporada anterior. À direita tudo manter-se-á igual com Barge a assumir uma vaga pretendida por Jean Sony e Diga. No eixo, só resta esperar pelo companheiro de Flávio Ramos. Será Luís Rocha, Briseño ou Bruno Nascimento. Para a esquerda, é incompreensível a contratação de Kiki, ex-Olhanense que nem nos jogos de pré-época tem actuado tendo, inclusive, Nuno Manta adaptado Diga.

Um sector no qual registou-se um maior número de saídas do que entradas foi o meio-campo. Saíram Pelé, Rúben Oliveira, Ricardo Dias e Fabinho não tem contrato. Como reforços surgem Alphonse e João Tavares. O primeiro tem impressionado e não fará vida fácil ao capitão Cris ou a Babanco. Já o segundo foi o melhor jogador dos juniores do clube na época anterior, tem feito o gosto ao pé nesta pré-temporada e quer rivalizar com Luís Aurélio, Tiago Silva e Edson Farias.

O sector que, visto à lupa, e em forma de antevisão, ganha força é o atacante. Apesar das saídas de Tchuameni e Wellington, mas principalmente de Platiny e Karamanos, dois dos mais influentes do ano transacto, os reforços têm mostrado serviço. Nas alas, Luís Machado e Etebo devem assumir o papel principal tendo como concorrência Hugo Seco e os reforços Ermel e Pedro. Do primeiro, é esperar para ver. Do segundo, vindo do CPP onde representou Sanjoanense e Gafanha na época passada, e pelo demonstrado em alguns jogos de pré-época, será um suplente pouco utilizado. O cargo de homem-golo será entregue a José Valencia, o reforço mais bem conotado, pelo que tem demonstrado. Luís Henrique chega com rótulo de promessa, mas será a primeira experiência do brasileiro no futebol europeu.

O Feirense reformulou muito o seu plantel. Antevê-se uma equipa que na fortaleza Marcolino de Castro quererá garantir o máximo de pontos possível para tranquilizar os adeptos que temem por nova despromoção. É preciso ter em conta que, à semelhança do ano transacto, as duas equipas que atingiram a promoção estão a reforçar-se e não querem voltar a dar um passo atrás. Chaves e Feirense garantiram de forma pacífica a manutenção e Portimonense e Aves querem o mesmo, mas como sabemos, duas terão, obrigatoriamente, que descer. O surpreendente tombo de Arouca e Nacional despertou os restantes clubes. Embora o Feirense tenha feito crescer água na boca com a segunda volta efectuada a apontar para os lugares europeus, a próxima época passará, como foco principal, pela manutenção.

Plantel durante o estágio em Seia [Créditos: Facebook do Clube Desportivo Feirense]


Entre na discussão


Quem somos

É com Fair Play que pretendemos trazer uma diversificada panóplia de assuntos e temas. A análise ao detalhe que definiu o jogo; a perspectiva histórica que faz sentido enquadrar; a equipa que tacticamente tem subjugado os seus concorrentes; a individualidade que teima em não deixar de brilhar – é tudo disso que é feito o Fair Play. Que o leitor poderá e deverá não só ler e acompanhar, mas dele participar, através do comentário, fomentando, assim, ainda mais o debate e a partilha.


CONTACTE-NOS



newsletter