18 Jan, 2018

Arquivo de Palmeiras - Fair Play

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Rafael RibeiroJunho 28, 20175min0

Palco de grandes promessas, o Campeonato Brasileiro sempre se torna garimpo de jovens que podem, a qualquer momento, despontar em seus clubes nacionais, chamarem atenção de grandes da europa e serem grandes reforços. O Fair Play seleciona três jogadores que podem fortalecer FC Porto, SL Benfica e Sporting CP.

 

O Brasileirão caminha para chegar a sua metade. Depois dos campeonatos estaduais e quase um turno completo do nacional, já pode-se ver com mais clareza quais jogadores estão se firmando como promessas que podem render grandes transferências a Europa. Se por um lado esta janela de transferências desfalca muitos times ao longo do campeonato, para os jogadores é a chance de construir uma carreira internacional. E Portugal sempre foi um destino muito bem quisto. Grandes nomes do futebol português têm sangue verde e amarelo em suas veias, como Pepe, Deco e mais recentemente David Luiz. E novos nomes podem pintar como alvos dos grandes portugueses.

 

LUAN

Posição: Avançado lateral / Avançado centro / Falso 9 / Extremo
Idade: 24 anos (27 de março de 1993)
Nacionalidade: Brasileira
Clube: Grêmio

 

(Foto: Lucas Uebel/Grêmio)

 

Luan Guilherme de Jesus Vieira, 1,80 m, destro, é o destaque do Grêmio nas últimas competições nacionais. O maior artilheiro da Arena do Grêmio, Luan se destacou em seu primeiro Brasileirão, em 2015, após completar sua formação na base do tricolor gaúcho. Foi campeão da Copa do Brasil em 2016 pelo Grêmio, e participou na conquista do Ouro Olímpico pela seleção brasileira no Rio-2016, crescendo durante a competição e se tornando titular ao longo dos jogos, com 3 gols e 2 assistências na competição, e um excelente entrosamento com Neymar.

Luan tem por características principais a velocidade e o controle da bola. Com isso, suas arrancadas podem ser decisivas para quebrar as linhas de marcação. Joga com mais destaque pelos lados do campo, principalmente o esquerdo, mas pode atuar centralizado ou como falso nove. Sua batida na bola é precisa, e tais qualidades o fazem aparecer como alvo de grandes clubes. Mesmo sondado por clubes chineses e da Premier League, Luan pode ser destaque em qualquer grande português. De nossa lista de reforços vindo do campeonato brasileiro, Luan pode despontar como o principal jogador, com mais chances de se tornar uma das maiores vendas do ano, tendo seu passe estipulado em 12 milhões de euros.

 

GUSTAVO SCARPA

Posição: Médio ofensivo / Médio centro
Idade: 23 anos (5 de janeiro de 1994)
Nacionalidade: Brasileira
Clube: Fluminense

 

(Foto: Nelson Perez/Fluminense FC)

 

Gustavo Henrique Furtado Scarpa, 1,76 m, canhoto, é o organizador tático do meio de campo do Fluminense. Das categorias de base do Flu, Scarpa foi emprestado ao Red Bull Brasil no início de 2015, onde atuou inclusive como lateral esquerdo improvisado. Após o Paulista daquele ano, retornou ao Fluminense e teve mais chances ao longo do Brasileiro com o técnico Enderson Moreira. Foi suficiente para que se tornasse titular e um dos pilares do time. Em 2016, foi campeão da Primeira Liga e o líder em assistências no Brasileirão, com 10 passes.

Típico camisa 10, Gustavo Scarpa é um exemplo de técnica, bons passes e chute preciso. Pensa o jogo, cadencia e vê espaços onde muitos não enxergam. Com aparições na seleção brasileira sub-23 em 2015/16, e uma convocação este ano para a seleção principal por Tite, Scarpa mostra que tem potencial para galgar novos horizontes, e o futebol português seria uma ótima oportunidade. Mesmo depois de sondagens de times italianos e de ter tirado o passaporte comunitário, o Benfica inclusive já teria demonstrado interesse em contar com seu futebol.

 

ROGER GUEDES

Posição: Avançado lateral / Extremo
Idade: 20 anos (2 de outubro de 1996)
Nacionalidade: Brasileira
Clube: Palmeiras

 

(Foto: Cesar Greco/Estadão Conteúdo)

 

Roger Krug Guedes, 1,84 m, destro, joga pela beirada do campo, usualmente aberto pela direita, e demonstra explosão, rapidez e controle de bola necessários para criar boas chances de gol. Formado nas bases do Grêmio, teve destaque pelo catarinense Criciúma, até que o Palmeiras o contratou como promessa do futebol brasileiro. Ao lado de Gabriel Jesus e Dudu, formou o trio de ataque Campeão Brasileiro em 2016. Foi o ano em que mais atuou como profissional (34 partidas, 4 gols e 5 assistências). Em 2017, na metade do ano, já ultrapassou o número de gols do ano passado, com 6, e empatou no números de assistências, com 5.

Excelente driblador, Roger Guedes tem atualmente sido utilizado como arma surpresa ao longo da partida, principalmente após um início com baixo rendimento em 2017 (tanto dele quanto do próprio Palmeiras, reforçado e um dos candidatos a títulos no ano). O início de 2017 foi conturbado devido a problemas com o elenco palmeirense, o que deixou a situação do jogador próxima de um fim. O retorno do técnico Cuca foi bom para que Roger voltasse a ganhar novas chances, porém ele mesmo não esconde a vontade de se transferir. É cotado como uma das próximas grandes transferências do time paulista, que já recebeu contatos de times europeus e inclusive já havia recusado oferta de 8 milhões de euros do Spartak Moscow (RUS).

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Rafael RibeiroFevereiro 18, 20178min1

Da Vila Peri para Manchester. Das categorias de base do Palmeiras para a titularidade do Manchester City. De aposta de Oswaldo de Oliveira, à alento de Pep Guardiola. Como Jesus encantou palmeirenses, brasileiros, ingleses e amantes do futebol como um todo?

Com carisma, humildade e muita bola, Gabriel Fernando de Jesus se consolida entre jovens jogadores com potencial para serem protagonistas na Europa e em suas seleções. Ainda que todos respirem fundo aguardando notícias sobre sua mais recente lesão (uma fratura no pé direito), é possível acreditar que ainda veremos muitos feitos do jogador pelo City e pelo Brasil.

O início

Na Copa São Paulo de Futebol Júnior em 2015, o Palmeiras e sua torcida estavam diante de uma promessa a ser consolidada, Despontava para o futebol brasileiro, o menino Jesus. 1,75m de altura, 17 anos à época, e 5 gols em 6 jogos na competição. Menos conhecido para os outros, que ainda não voltavam os olhos ao garoto da base, que tinha feito 16 gols no Campeonato Paulista sub-17 de 2013 e incríveis 37 gols em 22 jogos do Paulista sub-17 do ano seguinte, artilheiro em ambos, sendo este último número recorde da competição.

Fato é que a ascensão de Gabriel Jesus veio a calhar. No período em que brilhava pelas categorias de base, o time principal penava para se manter na primeira divisão do campeonato nacional. Já em 2015, bancado pelo técnico Oswaldo de Oliveira no time principal, fez seu primeiro jogo no Campeonato Paulista, contra o Bragantino, em vitória por 1 a 0. Entrou aos 24 minutos do 2º tempo, já com a torcida gritando por seu nome.

Após boas aparições no campeonato nacional que iniciara, fez seu primeiro gol profissional pela Copa do Brasil,  numa vitória também por 1 a 0 contra o ASA de Alagoas, em 15 de julho de 2015. Copa que ganharia ao final do ano,  numa final contra o Santos de Gabriel Barbosa, o Gabigol (o Fair Play já sabia qual dos dois era o melhor), e Lucas Lima, sendo este seu primeiro título profissional. Destoando das inconstantes apresentações do Palmeiras no Brasileirão, o clube foi bem na competição que Gabriel Jesus ajudara a conquistar, com três gols e uma assistência.

Golaço de Jesus contra o Cruzeiro, nas oitavas de final da Copa do Brasil. (Fonte: Giphy)

Jesus seguia firme em sua ascensão. E o ano de 2016 foi divino, individual e coletivamente. O Palmeiras espantou a má fase, acertou em pontos importantes fora de campo, como a boa administração do Presidente e torcedor Paulo Nobre, a consolidação de uma arena que continua atraindo bons públicos (e consequentemente boa renda) e junto com um dos maiores investimentos em patrocínio do país. Dentro de campo, o camisa 33 fazia seu segundo campeonato Paulista profissional, anotando cinco gols em 12 jogos, e mesmo sem o título, os torcedores já tinham uma canção a entoar: “Glória glória aleluia, é o Gabriel Jesus!”.

O Campeonato Brasileiro

Na estreia do Brasileirão 2016, um início arrasador. Vitória por 4 a 0 sobre o Atlético-PR, dois destes gols anotados por Gabriel Jesus. E aos poucos os adversários iam sofrendo na mão (ou pés) do atacante que, se não devidamente apresentado na temporada anterior, desta vez driblava desconfianças e zagueiros, corria de repórteres e marcações, e mostrava um futebol vertical, objetivo, livre de manias, mas cheio de habilidades. Outros dois jogos de destaque do Gabriel Jesus nesta campanha de título palmeirense foram na 12ª e 22ª rodadas do Brasileirão:

Contra o Figueirense, em vitória por 4 a 0, com dois gols do menino, Jesus ficou com a artilharia isolada do campeonato no momento (já com nove gols), mantendo 100% de aproveitamento do time como mandante, e deixando o time na liderança isolada do Brasileirão; e contra o Fluminense, uma vitória por 2 a 0 fora de casa. Este jogo marcou o retorno de Gabriel Jesus após o ouro olímpico, (o qual falaremos em breve). Mesmo sem marcar, foi um dos melhores em campo, em partida onde foi extremamente caçado, curiosamente saindo com sua chuteira rasgada por um carrinho adversário.

Um detalhe bastante comentado a partir de então foi que Gabriel Jesus já havia sido comprado pelo Manchester City, em 2 de Agosto, e ainda assim deu o máximo que podia em campo até o final do campeonato, não “tirou o pé” em nenhuma dividida, e mesmo sendo menos eficaz que no primeiro semestre, foi fundamental na conquista do campeonato brasileiro, terminando a competição com 12 gols.

Gabriel foi eleito o craque do Brasileirão. (Foto: Youtube)

O ouro olímpico inédito

Após dois empates em 0 a 0 nas duas primeiras rodadas da fase de grupos da competição, o sentimento não era de muito entusiasmo. Individualmente destaques em seus clubes, coletivamente o Brasil não empolgava. Precisando de um resultado positivo para avançar as quartas, o Brasil reagiu bem, e Gabriel Jesus desencantou.Aberto pela esquerda, executou tais qualidades citadas anteriormente, e guardou um gol na goleada de 4 a 0 sobre a Dinamarca, pela última rodada da fase de grupos. Voltou a brilhar já na meia final, contra Honduras, num passeio da seleção brasileira, 6 a 0, com direito a dois gols de Jesus, substituído sob aplausos por Felipe Anderson.

O segundo golo de Jesus contra Honduras (Fonte: Giphy)

Na final, contra a Alemanha, após muita aplicação tática, cobrindo espaços, tenso como os companheiros, viu o cansaço tomar conta de suas pernas na prorrogação. Sorte é que pôde comemorar a vitória nos pênaltis por 5 a 4, e colocar no peito uma medalha que, para os jogadores, foi resposta à críticas de pessimistas.

Welcome to Manchester, Gabriel Jesus!

Para completar sua escalada na carreira, Jesus escolheu o Manchester City para o próximo passo e muitos ainda analisam o que foram as primeiras apresentações de Jesus pela equipe. Nem os mais otimistas cravariam que o jogador rapidamente seria titular e goleador do time, ainda que soubessem que isso seria uma questão de tempo. Mas, quanto tempo? Exatamente 13 minutos:

21 de Janeiro – vs Tottenham – Premier League:

Entrou aos 37 minutos do 2º tempo, substituindo Sterling. Na primeira jogada, uma cabeçada muito próxima do gol. Na segunda, uma arrancada pela esquerda, recebendo um cruzamento rasteiro, e o gol. A glória. Segundos mágicos, interrompidos pela sinalização de fora de jogo. O jogo continuara 2 a 2, e a tal glória fora adiada. Mas a impressão? Das melhores, suficientes para ganhar a titularidade no jogo seguinte.

28 de Janeiro – vs Crystal Palace – Copa da Inglaterra:

Titular,  atuando durante os 90 minutos, Jesus obteve a rápida redenção que lhe cabia. Uma bela assistência para Sterling marcar o primeiro, e depois sofrendo falta para Yaya Touré marcar o terceiro, Gabriel Jesus foi saudado com a chuva de Manchester; eram as boas vindas.

1 de Fevereiro – vs West Ham – Premier League:

Titular pela primeira vez na Premier League, na vitória por 4 a 0 fora de casa, Jesus comandou o time, deu assistência para De Bruyne aos 16 do 1º tempo, e fez seu primeiro gol aos 38 após assistência de Sterling. As câmeras não sabiam se focavam no sorriso de Guardiola, ou no olhar incrédulo de Aguero (do banco de reservas). O técnico tentou minimizar qualquer polêmica colocando Aguero para jogar junto com o brasileiro, deslocando-o para a ponta esquerda. Fim de papo, e o brasileiro caía de vez nas graças dos citizens.

5 de Fevereiro – vs Swansea City – Premier League:

Não contente com um gol e uma assistência, Jesus resolveu logo marcar dois na mesma partida, e garantir a vitória por 2 a 1 em casa. Um dos gols aos 11 do 1º tempo, e outro já nos acréscimos. Se a torcida do Palmeiras já havia criado música para o menino, os citizens não ficaram atrás: “Gabriel Jesus! Eu acho que vocês não entendem! Ele é o número 33, ele é melhor que o Rooney, nós temos Gabriel Jesus!”

E agora?

Depois dos “milagres” contados aqui, fica a nota de pesar. Gabriel Jesus foi substituído logo aos 14 minutos do 1º tempo do jogo contra o Bournemouth, em 13 de Fevereiro, após sentir uma lesão. Exames confirmariam uma fratura no quinto metatarso do pé direito. Após uma estimativa de 3 meses parado, perdendo jogos da Champions League e Eliminatórias da Copa de 2018, Gabriel Jesus foi a Barcelona se consultar com um médico indicado por Guardiola, e já foi rapidamente operado. A tentativa é diminuir ao máximo o tempo de recuperação, para quem sabe 8 semanas. Guardiola sabe que, se quiser brigar por título ainda nesta temporada, só Jesus salvará. Pelo bem do futebol, rezemos por uma rápida recuperação.

Gabriel e a esperança de uma boa recuperação. (Foto: Divulgação/Facebook Manchester City)

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Victor AbussafiFevereiro 14, 20171min0

Duas transferências agitaram o mercado brasileiro no fim desta janela. Impulsionado por sua patrocinadora, o Palmeiras investiu pesado para adquirir um dos grandes destaques da última Libertadores e o São Paulo, com dinheiro após vender uma de suas maiores promessas, trouxe o ponta de lança titular da Seleção Argentina, de Bauza.

Essas duas transferências entraram no ranking das mais caras da história do Futebol Brasileiro. Juntam-se aos recordes do Corinthians, na época da MSI, da loucura do Santos por Damião (que fracassou) e de outros grandes investimentos do São Paulo.

Números vultuosos que contrastam com valores de outras épocas. Edmundo em 1993 (do Palmeiras para o Vasco por US$ 1,8 milhão) e Rivaldo em 1994 (US$ 2,8 milhões do Mogi Mirim – estava emprestado ao Corinthians- para o Palmeiras) já foram as aquisições mais caras feitas por clubes brasileiros, numa época em que os valores eram anunciados em dólar, antes do plano Real.

Confira o ranking e deixe sua opinião nos comentários. Os clubes acertaram ao investir esses valores?

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Victor AbussafiJaneiro 12, 20178min0

Futebol Chinês continua a esbanjar. Agora quebrou o recorde de maior transferência interna de sua história com a movimentação de um conhecido do futebol português. K-9 de volta à Liga NOS, italianos a pensar no futuro, velhos conhecidos portugueses envolvidos em negócios e muito mais…

OFICIAL

  • Keirrison, já conhecido como K-9 e ultimamente desaparecido das manchetes, está em Arouca,  para reforçar o clube de Lito Vidigal. O negócio foi anunciado hoje pelo Twitter do clube.
  • Foi quebrado o recorde da maior transferência interna de sempre do futebol chinês. Zhang Chengdong, lateral direito de 27 anos, foi contratado pelo Hebei Fortune aos Beijing Guon, por 20 milhões de euros. O chinês já esteve no futebol português, tendo passado por clubes como o Mafra, o União de Leiria e o Beira-Mar, e ficou conhecido em Portugal por marcar um hat-trick num jogo da Taça de Portugal contra o Sporting. O jogador já jogou de avançado e foi o primeiro chinês a jogar em Espanha. : Já desde o final da época passada que se apontava Zhang Chengdong como sendo um dos alvos principais do Hebei China Fortune. A equipa treinada por Manuel Pellegrini pretende ascender ao pódio rapidamente e para isso necessita de contar com um bom núcleo de jogadores nacionais. Zhang será, ao que tudo indica, dono e senhor da lateral direita do onze inicial do técnico chileno e reforçará uma defesa que se apresentou bastante permeável no ano transacto.
  • A Internazionale continua a se reforçar em Milão com o capital chinês. A bola da vez foi o jovem Gagliardini, que chega da Atalanta por empréstimo com cláusula de compra obrigatória de €20 Milhões no Verão de 2018.
  • Já a Juventus também olha para o futuro, mas na sua defesa. Hoje, o clube de Turim anunciou a contratação de Mattia Caldara, defesa central do Atalanta, por € 15 Milhões, sendo que o jogador permanece no clube atual até 2018 para continuar a se desenvolver.
  • Com a chegada de Morgan Schneiderlin, o Everton liberou o também ex-United Tom Cleverley por empréstimo, com opção de compra, ao Watford. O jogador, que perdeu espaço com a chegada de Koeman, falhou ao tentar impressionar o novo treinador e seguirá para o seu terceiro clube na Premier League:

  • Ainda na Premier League, mas em Gales, o Swansea concretizou a contratação do extremo Luciano Narsingh, junto ao PSV. Com 26, o jogador deixa a Holanda após 116 jogos e 21 gols pelo clube de Eindhoven.
  • O Nantes, clube do treinador Sérgio Conceição, contratou um velho conhecido do futebol português. O médio colombiano Felipe Pardo, ex-Braga, foi contratado junto ao Olympiacos por empréstimo, com opção de compra de €5 Milhões no final da corrente época.
  • Depois de sair sem deixar saudade ao torcedor do Benfica, Ola John decepcionou mais uma vez. Agora, sem conseguir garantir uma posição no Wolves, o jogador seguirá para o Deportivo La Coruna, até o final da temporada. O negócio ainda envolve uma opção de compra pelo time espanhol.
  • Cruzeiro e Palmeiras anunciaram uma troca envolvendo três jogadores. Robinho (o médio, não o atacante famoso), que estava emprestado ao Cruzeiro, fica em Minas Gerais e o Palmeiras recebe os direitos federativos de Fabiano, lateral direito que já estava no clube campeão brasileiro, e de Willian Bigode: Bom negócio do campeão brasileiro, que se reforça inteligentemente com um avançado procurado por seus principais rivais. Willian não é o substituto ideal de Gabriel Jesus, mas pode render bem.
  • Dia de apresentações hoje para os clubes de São Paulo. O turco/inglês Kazim Richards foi apresentado no Corinthians e o médio Michel Bastos, ex- São Paulo, pulou o muro (literalmente, já que os clubes são vizinhos de CT) para se juntar ao Palmeiras.
  • O Grêmio anunciou a renovação do meia Douglas, especulado em diversos rivais, até o fim de 2018. De quebra, ainda confirmou a chegada do lateral Leo Gomes, que jogava na terceira divisão do Brasil.
  • Ainda em terras tupiniquins, o Fluminense segue com uma política de contratações mais económicas e anunciou a contratação do lateral direito Lucas, com passagens por Botafogo, Palmeiras e Cruzeiro, seu último clube, onde esteve por empréstimo desde o Palmeiras.
  • German Mera transferiu-se do Colorado Rapids para o Club Brugge. O colombiano é o mais novo reforço para a defesa do clube belga:

  • Muito contestado pela torcida, mas, pelo visto, querido por José Mourinho, Fellaini renovou com os Red Devils de Manchester até 2018.
  •  O Galatasaray anunciou a contratação do ala Ahmet Çelik, num negócio avaliado em €4 Milhões.
  • Mais um europeu seduzido pelos dinheiro chinês. Neste caso estamos a falar de Joan Verdú que assinou pelo Qingdao Huanghai a custo zero. O médio ofensivo de 33 anos foi formado no Barcelona e passou por vários clubes em Espanha. : Vai acrescentar experiência e qualidade a uma equipa que esteve muito perto de ascender à Super Liga esta temporada. Depois de uma experiência no Baniyas dos Emirados Árabes Unidos, o médio espanhol ingressa no futebol chinês e num conjunto que já conta com um núcleo de jogadores espanhóis bem interessante.
  • O atacante do Napoli, Roberto Insigne (irmão do mais famoso Insigne, Lorenzo) transferiu-se para o Latina, clube da Serie B italiana.
  • Aos campeões sulamericanos, o Atlético Nacional, retorna o volante Aldo Leão Ramírez, que estava no Cruz Azul, do México. Num empréstimo de um ano, com opção de compra, o médio regressa ao clube que o revelou, depois de 8 temporadas.
  • Os franceses do Lyon, emprestaram o jovem médio Olivier Kemen ao Ajaccio, por 6 meses, para a disputa da segunda divisão francesa. O franco-camaronês junta-se ao 13º colocado da Ligue 2.

RUMORES

  • Um dos destaques do último campeonato inglês, Dimitry Payet teria recebido uma proposta para retornar à França, para o Olympique de Marseille. Entretanto, o West Ham teria recusado a oferta de cerca de £19 Milhões, mesmo com o extremo não conseguindo repetir as mesmas boas atuações da última época.
  • Vitória de Guimarães recebeu proposta da China por Soares, rondando os €6 Milhões. O clube português tenta aumentar a proposta para compensar o desfalque no plantel. (O Jogo)
  • Ex-jogador de Liverpool, Juventus e PSG, Mohamed Sissoko, teria sido oferecido aos brasileiros do Corinthians. O malinês de 31 anos disse não ter contacto com nenhum dirigente do clube paulista, mas gostaria de jogar no Brasil. (Globo Esporte)
  • O irmão do defesa encarnado Luisão, Alex Silva, que teve maior destaque no São Paulo, negocia para jogar a Libertadores 2017 pelo Jorge Wilstermann, da Bolívia. (Globo Esporte)
  • Luis Filipe Vieira e Jorge Mendes estariam na China para discutir a venda do avançado Jimenez. Sendo este um dos jogadores especulados como possíveis saídas dos encarnados nesta janela, espera-se lucrar com a venda da maior contratação de sempre do Benfica. (O Jogo)
  • Na Terra da Rainha, o Crystal Palace avança com proposta de cerca de €7 Milhões pelo lateral esquerdo holandês, Van Aanholt, do Sunderland. (The Telegraph)
  • Depois de ter sido associado ao Atlanta United, Lucas Biglia (Lazio) é agora apontado como alvo dos Los Angeles Galaxy. (GhanaSoccerNet)
  • O trinco Álex Bergantiños (Deportivo) está a avaliar uma proposta do Sporting Kansas City. (La Voz)
  • Stewart Downing (Middlesborough) poderá mesmo rumar à MLS (The Telegraph)
  • Steve Clark (Columbus Crew SC) é cobiçado por diversos emblemas dinamarqueses. (mlssoccer.com)
  • O panamiano Alberto Quintero é mesmo para ficar em definitivo, de acordo com os responsáveis dos San Jose Earthquakes. (mlssoccer.com)
  • A hipótese de Jonathan dos Santos acompanhar o irmão Giovani nos Galaxy é cada vez mais forte. (Marca-Claro)
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Victor AbussafiDezembro 28, 201610min0

Palmeiras campeão depois de 22 anos. Robinho e Diego destaques do campeonato depois de 14 anos. Internacional rebaixado pela primeira vez. Muito equilíbrio, como previsto. Algumas surpresas. Foi assim o Brasileirão 2016.

O Fair Play conta as principais histórias do Brasileirão 2016, desde a promessa de Cuca de que daria o título ao Palmeiras até ao triste grupo de salvamento do Internacional, chamado de “Swat” pelos dirigentes, e seu fracasso retumbante.

Palmeiras, 22 anos depois

Bicampeão brasileiro em 1993 e 1994, o Palmeiras era um esquadrão imparável. Nos tempos em que os craques do Brasil ficavam no país, o Verdão reunia Rivaldo, Edmundo, Zinho, Evair, Roberto Carlos, Antonio Carlos Zago, Mazinho, César Sampaio… todos multi-campeões pelo clube e por onde passaram nos anos que se seguiram.

Vinte e dois anos depois, não há nenhum craque. Talvez Gabriel Jesus se consagre como tal, mas hoje a “cara” do Palmeiras é um elenco voluntarioso, equilibrado e muito bem armado taticamente, como são os últimos campeões nacionais num Brasil fornecedor de artistas para o futebol europeu.

Gabriel Jesus foi um dos principais jogadores do Palmeiras (Foto: SEP)

Este Palmeiras campeão foi forjado pela obsessão de seu presidente. Paulo Nobre resgatou o clube de dois rebaixamentos em 10 anos, para revitalizar as finanças, entregar uma arena de primeiro nível e um grupo campeão. Foram 76 contratações em 4 temporadas e 3 títulos (A Série B de 2013, Copa do Brasil de 2015 e Brasileirão de 2016).

O time de 2016 fez um primeiro turno excepcional e um segundo turno eficiente. Com apenas 6 derrotas, viu as pretensões dos concorrentes caírem pelo caminho. Só esteve perto de perder a liderança, conquistada na nona rodada e recuperada pela última  vez na décima nona, perto do clássico contra o Corinhtians, mas a vitória afastou o Flamengo da briga e apontou o caminho para o título alviverde.

Muito bem armado por Cuca, que previu o título no início do campeonato, o melhor Palmeiras, mesmo oscilando durante o ano, mostrava muita agressividade na recuperação de bola e intensidade em campo, teve o segundo melhor ataque e a defesa menos vazada.

Teve Gabriel Jesus que desequilibrou no primeiro turno e foi muito participativo no segundo. Dudu em grande nível. Zé Roberto aos 42 anos. Jaílson, o herói improvável. Prass, mesmo lesionado, Mina, Moisés, Tchê Tchê e grande elenco.

Pressão na saída de bola, jogo direto e vertical. Assim foi o Palmeiras campeão. (Fonte: ESPN Brasil)

Viúvas de Tite

Campeão em 2015, o Corinthians sofreu um desmanche ao perder seus principais jogadores para a China. Mas estava tudo controlado, por que o seu maior nome permanecia: Tite. Com peças de reposição inferiores aos que deixaram o clube, a inteligência tática do treinador fazia o time manter o padrão e continuar a sonhar com o título.

Mas a saída do treinador para a Seleção Brasileira, na virada do turno, fez o time sair dos eixos. Nem Cristóvão Borges, nem Oswaldo de Oliveira, mostraram-se a altura do campeão brasileiro e o desempenho do time despencou. Para piorar, o clube vive uma das piores crises financeiras de sua história recente e não parece conseguir vencer a espiral negativa.

Oswaldo foi chamado para classificar o Corinthians para a Libertadores e falhou. No fim, ficou apenas 60 dias. (Foto: Twitter Corinthians)

No fim, ficou fora da Libertadores, mesmo com o aumento no número de vagas de 4 para 6, e terminou o ano sem o apoio do seu torcedor. Para 2017, aposta em Fabio Carrile, ex-auxiliar de Tite, depois de uma debandada geral da comissão técnica e de uma crise política intensa. No começo do ano, ninguém previa esse final trágico para o time campeão de 2015.

Vergonha internacional

Este campeonato marcou negativamente uma das maiores torcidas do país. Pela primeira vez, em 107 anos, o Internacional foi rebaixado à Segunda Divisão. Num ano que começou com a aposta nos jovens talentos e o empréstimo do ídolo D’Alessandro ao River Plate, os primeiros meses animaram a torcida Colorada.

Com o hexacampeonato e uma arrancada histórica nas primeiras rodadas do Brasileirão (Em 8 jogos, foram 6 vitórias e 1 empate, a melhor campanha da história do clube gaúcho), o Internacional parecia querer ser um dos destaques do campeonato. Argel, treinador com feitio defensivo, colocava em campo um time duro de ser batido.

Uma sequência de 14 jogos sem vitórias seguiu ao bom desempenho inicial e o time entrou numa espiral negativa sem fim. Foram 4 treinadores, sem padrão pré definido de jogo (do retranqueiro Argel, para o técnico Falcão, de volta para um treinador defensivo Celso Roth e terminando com o “maluco” Lisca).

Torcedoreas do Inter choram com o rebaixamento. (Foto: Marcos Nagelstein/Vipcomm)

Reforços, como Nico Lopez, que não vingaram, uma péssima campanha como visitante e uma fracassada tentativa de salvação ao recorrer a “velhos conhecidos”. Foram chamados ao serviço dirigentes ilustres e o treinador Celso Roth, campeão da Libertadores com o clube, mas a “Swat”, nome como se auto denominava esta força-tarefa, fracassou após cerca de 100 dias. No fim, o Inter meteu os pés pelas mãos durante a tragédia com a Chapecoense e viu os torcedores de todos os outros clubes pedirem o seu rebaixamento.

Cheirinho de hepta e Peixe em ascensão: os concorrentes ao título

Os principais concorrentes ao título foram o Flamengo e o Santos, cada um num determinado momento do campeonato. Primeiro foi a vez do rubro-negro carioca, que ouvia sua torcida cantar que já sentia um “cheirinho” de hepta. O Flamengo, embalado após o início do trabalho de Zé Ricardo, treinador que assumiu como interino após a saída de Muricy Ramalho e que terminou valorizado como um dos melhores treinadores do campeonato.

Com Guerrero, Diego e companhia, o Flamengo foi um dos destaques do campeonato (Foto: Gilvan de Souza/ CRF)

Zé Ricardo montou um time inteligente taticamente e soube aproveitar o melhor das peças do elenco. Engatou uma sequência de vitórias e esteve a uma rodada de assumir a liderança, mas viu o Palmeiras derrotar o Corinthians e nunca mais assustou o time alviverde. No fim das contas, foi um bom ano, com destaques para a chegada de Diego, o crescimento de Zé Ricardo e a promessa de um bom 2017. Pena que o “cheirinho” de hepta apenas alimentou os memes dos rivais.

Do outro lado, o Santos, que já havia disputado com o Palmeiras o título da Copa do Brasil do ano passado, foi quem brigou nas últimas rodadas. Dorival Júnior preparou uma equipe marcada pelas variações táticas e movimentos pouco usuais de seus jogadores, como nos laterais que constantemente fechavam para marcar e começar as jogadas pelo meio.

O Peixe teve grande desempenho jogando dentro da Vila Belmiro, mas perdeu pontos importantes para times da parte de baixo da tabela, como o Internacional e o América-MG. No fim do campeonato, foram esses os pontos que fizeram falta para ameaçar de verdade a tranquilidade do Palmeiras.

Botafogo bipolar

Outra surpresa do campeonato foi a brilhante campanha do Botafogo. Apontado por 99% dos especialistas como candidato ao rebaixamento, o clube de General Severiano viu, em 4 meses, sua vida mudar da água para o vinho.

Quando Ricardo Gomes, treinador que trouxe o time de volta à Série A, aceitou proposta do São Paulo, o Botafogo tinha apenas 20 pontos. Comandado pelo treinador Jair Ventura, ex-treinador do sub-20 do clube e filho do ídolo, campeão da Copa de 70, Jairzinho, o Fogão arrancou rumo à Libertadores e conquistou a vaga, na última rodada.

Ao lado de Zé Ricardo, do Flamengo, Jair Ventura foi uma das revelações do campeonato (Foto: Divulgação/Botafogo FR)

Com apenas 37 anos, fã de estatística e de contrato renovado, Jair Ventura fez o Botafogo render acima do esperado, acumulou vitórias e terminou o campeonato na quinta colocação. Com elenco limitado, o mérito do treinador foi encaixar uma tática equilibrada, que permitiu o crescimento de jogadores como Sassá e Camilo.

Domingo de homenagens

Este campeonato também foi marcado por um fato triste. O acidente com o avião da Chapecoense, rumo à Medellin para a final da Copa Sul-Americana, que vitimou 71 pessoas. Uma tragédia que chocou o mundo.

A última rodada do Brasileirão foi adiada por uma semana. O jogo Chapecoense e Atlético-MG nunca aconteceu. E nas demais 9 partidas desta rodada, os clubes fizeram questão de homenagear o clube catarinense. Minutos de silêncio, camisas especiais e muita emoção. Uma despedida melancólica do maior campeonato do Brasil.

Homenagem no jogo Vitória e Palmeiras pela última rodada do Brasileirão. (Foto: Varela Notícias)

Distinções Fair Play

Jogador do Ano: Gabriel Jesus (Palmeiras)

Treinador do Ano: Cuca (Palmeiras)

Avançado do Ano: Gabriel Jesus (Palmeiras)

Médio do Ano: Renato (Santos)

Defesa do Ano: Geromel (Grêmio)

Guarda-Redes do Ano: Vanderlei (Santos)

Golo do Ano:

Veja também: Galeria com os melhores jogadores do Brasileirão

Classificação final do Brasileirão 2016 (Fonte: CBF)

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Victor AbussafiDezembro 11, 20161min1

O campeonato acabou, com festa do Palmeiras, choro dos rebaixados e muito equilíbrio até o final.

Num ano marcado pela triste tragédia envolvendo a Chapecoense (um dos destaques da competição), é hora de lembrar alguns dos craques que brilharam em campos brasileiros.

Esses são os destaques do campeonato segundo o Fair Play, mas queremos sempre ouvir a sua opinião.

Faltou alguém? Não concorda com a lista? Deixe sua sugestão nos comentários!

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Tomás da CunhaNovembro 27, 20164min0

Foram precisos 22 anos para que o Palmeiras pudesse saborear de novo a conquista do Brasileirão. O Verdão não foi o campeão do bom futebol, nem sequer uma equipa que se destacou pela qualidade da organização, mas tem o mérito de ter mantido a regularidade ao longo do campeonato.

Cuca preparou o conjunto para o título. No imediato, para quebrar o jejum de uma vez por todas. Se há coisa que não se pode dizer é que o Palmeiras não é uma equipa trabalhada. Foi sempre um conjunto pragmático, que não facilitou em encontros acessíveis e que esteve sempre à altura dos desafios mais exigentes.

Alternando entre o 4-3-3 e o 4-2-3-1, os novos campeões do Brasil nunca apresentaram um futebol muito envolvente, preferindo ter alguma segurança. O modelo de Cuca privilegia o jogo exterior, daí que os laterais Jean e Zé Roberto (por vezes Egídio), ambos muito experientes, tenham sido fundamentais ao longo da temporada. Os médios ficam responsáveis pelos equilíbrios, sobretudo quando o marcador é favorável.

Não se pense, contudo, que o emblema paulista não apresentou qualidade ofensiva. Apesar de a construção a partir de trás ser pouco arrojada, com inúmeras bolas bombeadas na frente sem critério, a forma como os três jogadores da frente se associavam com Moisés, habitualmente o médio mais ofensivo, originou momentos de bom nível.

A defender, o Palmeiras não fugiu ao paradigma do futebol brasileiro. As referências individuais deixam muito espaço entre sectores e também na mesma linha, provocando desequilíbrios frequentes. Contudo, a turma de Cuca conseguia ganhar grande parte dos duelos durante o jogo, com os centrais Vítor Hugo (a quem a bola atrapalha) e Mina a fazerem valer a sua dimensão física.

Gabriel e outras figuras do título

Gabriel Jesus foi a figura maior do Palmeiras Foto: Pedro Martins/Mowa Press
Gabriel Jesus foi a figura maior do Palmeiras
Foto: Pedro Martins/Mowa Press

No último terço, a qualidade individual dos jogadores fez a diferença em muitos encontros. Gabriel Jesus apareceu nos momentos decisivos e tem o perfil dos bons velhos avançados brasileiros. É um “rato” de área, com um poder de desmarcação assinalável e muita agressividade na finalização. Sente-se mais confortável com espaço, partindo das alas, mas conseguiu ser uma referência à altura. Crescerá no jogo sem bola e vai adquirir naturalmente a frieza que lhe falta em algumas situações de exigência.

O jovem foi a figura do campeonato, e o que fez pelo Palmeiras mostra o amor que tem pelo clube. Fez questão de ficar até ao final da temporada, apesar de já ter assinado pelo Man City, obrigando-se a sacrifícios enormes para poder contribuir na caminhada. Jogou em Lima, no Peru, e menos de 48 horas depois foi titular pelo Verdão no terreno do Atlético Mineiro. As lágrimas de emoção quando marcou o golo da sua equipa têm um significado forte e provam que Gabriel não esquece as origens.

Os parceiros do ataque são duas revelações, embora com estatutos diferentes. Roger Guedes fez, aos 20 anos, a primeira temporada neste nível, cativando a atenção de vários olheiros europeus. Não parece ter potencial para ser um jogador de topo, mas teve a sua importância no título. Curiosamente, possui algumas características em comum com o português Gonçalo Guedes, sendo também ele muito vertical. Peca por ter um perfil de decisão algo imaturo, mas no corredor central, como segundo avançado, poderia ganhar outra dimensão no seu jogo.

Dudu, apesar da qualidade, sempre foi um extremo algo inconsequente e irresponsável. Cuca foi inteligente, deu-lhe a braçadeira de capitão e elevou-o a outro patamar. Mais focado no jogo, foi uma referência para a equipa e um dos desequilibradores de serviço do Palmeiras. Falando em referências, não se pode ignorar o papel de Moisés, o patrão do meio campo, ligando sectores e emprestando critério na posse. Foi decisivo na recta final da temporada.

O outro caso de sucesso é Tchê Tchê, que foi contratado ao Audax São Paulo após o campeonato paulista. Não sendo muito criativo, é um jogador bastante disponível fisicamente e que pode desempenhar várias posições em campo (foi lateral-direito e médio). Mesclando experiência e juventude, o Palmeiras conseguiu superar a concorrência de Santos, Flamengo e Atlético Mineiro. É campeão.

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Victor AbussafiOutubro 22, 20167min0

Palavra chave na filosofia de Tite, treinador da Seleção Brasileira. Para ele, vitórias e conquistas devem ser merecidas através do trabalho. Uma boa preparação, muito treinamento, dedicação e seriedade para gerar um bom futebol e dignificar aquele grupo como merecedor de conquistas. O que essa filosofia tem a ver com o desempenho de Palmeiras e Flamengo, que lutam pelo título no Brasil, e dos grandes que lutam para não cair?

Com 4 jogos como treinador do Brasil, Tite levou a equipe da sexta posição para a liderança das eliminatórias. 12 golos marcados e apenas 1 sofrido e um bom futebol que faz a Seleção merecer as vitórias. Mas podemos extrapolar o merecimento para a atuação fora de campo, inclusive. Tite melhorou o ambiente da Seleção, conquistou os jogadores e apresentou um novo modelo de trabalho, mais intenso e moderno. O resultado veio.

Fábio Mahseredjian, Tite e Edu Gaspar durante a convocação dos jogadores que irão atuar nas partidas da Seleção Brasileira contra Argentina e Peru, válidas pelas Eliminatórias da Copa da Rússia 2018 (Foto: Pedro Martins / MoWA Press)
Fábio Mahseredjian, Tite e Edu Gaspar durante a convocação dos jogadores que irão atuar nas partidas da Seleção Brasileira contra Argentina e Peru, válidas pelas Eliminatórias da Copa da Rússia 2018 (Foto: Pedro Martins / MoWA Press)

Nos clubes, a história é a mesma. Não é à toa que Palmeiras e Flamengo brigam pelo título do Campeonato Brasileiro, rodada a rodada.

Depois de duas quedas de divisão em 10 anos, o Palmeiras ressurge como clube de ponta. Com uma gestão polêmica de Paulo Nobre, acionista de um dos maiores bancos do país, o clube reestruturou suas finanças com um empréstimo de cerca de R$ 100 Milhões (€30 Milhões) de seu presidente. Isso permitiu ao clube parar de correr atrás de juros de empréstimos de curto prazo e trabalhar com alguma organização.

Gabriel Jesus é o grande destaque do Palmeiras que caminha para o título brasileiro de 2016. (Foto: José Edgar de Matos/UOL Esporte)
Gabriel Jesus é o grande destaque do Palmeiras que caminha para o título brasileiro de 2016. (Foto: José Edgar de Matos/UOL Esporte)

O novo estádio, o belíssimo Allianz Parque, promoveu um crescimento recorde nas médias de público e nas adesões ao plano de sócios Avanti, que já vai em cerca de 100 mil sócios, impulsionando as receitas do clube. Hoje o Palmeiras tem 32.677 pagantes por partida, a melhor média de público do Brasileirão e superior ao seu melhor índice em todos os tempos no Campeonato Brasileiro.

O Flamengo não precisou de um “sugar daddy” para reformular sua gestão, mas sim da habilidade estratégica de um grupo de empresários e gestores de grandes empresas, liderados por Eduardo Bandeira de Mello, ex-BNDES, e apoiado por um time de executivos de peso como Wallim Vasconcelos, economista; Luiz Eduardo Baptista, presidente da Sky Brasil; Carlos Langoni, ex-Banco Central e Flávio Godinho, executivo do Grupo EBX.

Apesar de ter se dividido para as próximas eleições, foi sob a gestão deste grupo que o Flamengo deu um salto econômico que pode representar o renascimento de uma hegemonia. Um lucro de R$ 130,4 milhões no balanço financeiro do Flamengo foi registrado na última temporada, mais do dobro de 2014 (R$ 64,312 milhões). Em 2015, o clube foi quem mais faturou, considerando a receita sem transferência de atletas, com R$ 344 milhões. Entretanto, até este ano, os resultados em campo não refletiam esse crescimento econômico.

O Flamengo cresceu sob o comando do ex-interino Zé Ricardo e conta com Diego e companhia para lutar pelo título (Foto: Staff Images / Flamengo)
O Flamengo cresceu sob o comando do ex-interino Zé Ricardo e conta com Diego e companhia para lutar pelo título (Foto: Staff Images / Flamengo)

Em 2016, o Flamengo aumentou ainda mais as receitas e aumentou o investimento no futebol (que mesmo assim representa 44% das receitas, quando nos outros clubes a média é de mais 80%). Enquanto paga suas dívidas, o Flamengo se reconstrói e agora briga pelo título do Campeonato Brasileiro, com fôlego para investir no retorno do meia Diego, por exemplo.

Em campo, Palmeiras e Flamengo contrataram bem, contam com uma filosofia de jogo ofensiva, brigam ponto a ponto e parecem construir um futuro promissor. Na outra ponta da tabela, no entanto, a realidade é outra. São Paulo, Cruzeiro e Internacional estão seriamente ameaçados pelo rebaixamento.

Com gestões que pararam no tempo – São Paulo e Inter tem os mesmos dirigentes da época em que disputaram a final da Libertadores e eram modelos de gestão, há mais de 10 anos – e com uma sucessão de más decisões administrativas, seguiram mais ou menos o mesmo roteiro. Montaram times caros, investiram mais do que podiam e os resultados não vieram. Os bastidores políticos agitados não colaboram e não existe um plano esportivo planejado.

O São Paulo, por exemplo, apostou no futebol moderno e ofensivo de Juan Carlos Osório, no pragmatismo de Edgardo Bauza e agora foi buscar um Ricardo Gomes que tinha 35% de aproveitamento no campeonato e não tem estilo parecido com nenhum dos dois. O Cruzeiro, buscou um treinador europeu, Paulo Bento, no meio da competição e deu apenas dois meses para ele treinar o time. Sem resultados, caiu rapidamente.

No Internacional, a crise foi ainda mais evidente. Líder nas primeiras rodadas, com um futebol extremamente pragmático com Argel, acumulou derrotas seguidas que o levaram a última posição. Passaram pelo positivista Falcão e voltaram, um mês depois, para o maior defensor do pragmatismo, Celso Roth. O desespero bateu.

São Paulo e Inter venceram na última rodada, mas a briga contra o rebaixamento continua. (Foto: Ricardo Duarte/Internacional/Divulgação)
São Paulo e Inter venceram na última rodada, mas a briga contra o rebaixamento continua. (Foto: Ricardo Duarte/Internacional/Divulgação)

Hoje, a 8 rodadas do fim, São Paulo tem 4 pontos a mais que o primeiro rebaixado, Cruzeiro tem 3 e Internacional 1. O sofrimento vai ser até o final. Triste para torcedores acostumados a dias melhores.

Isso só prova que Tite está certo. Que apesar do futebol ser um esporte imprevisível durante seus 90 minutos, quando se olha numa imagem distanciada é fácil identificar os padrões e os motivos que fazem a bola entrar. Afinal, como diria Ferran Soriano, a bola não entra por acaso.

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Victor AbussafiSetembro 19, 20166min0

A Rodada 26 confirma que a briga pelo título no Brasileirão será um embate entre cariocas e paulistas. Entre o torcedor alviverde que canta e vibra e o rubronegro que é Flamengo até morrer. Duas boas equipes, com propostas vencedoras e com o olho na taça. O cheiro de título pode ser sentido pelas duas torcidas. Quem leva o troféu para casa?

Defesa que ninguém passa, linha atacante de raça.

Com a melhor defesa e o melhor ataque, o Palmeiras é também o melhor visitante da competição, ao lado do seu rival Flamengo. Não perde desde julho e acabou por passar invicto por uma das sequências de jogos mais difíceis do seu calendário. Contra Fluminense, São Paulo, Grêmio, Flamengo e Corinthians, foram 3 vitórias e 2 empates.

Jogadores comemoram gol contra o Corinthians. Palmeiras derrubou treinador adversário após vencer o clássico. (Foto: Marcos Ribolli)
Jogadores comemoram gol contra o Corinthians. Palmeiras derrubou treinador adversário após vencer o clássico. (Foto: Marcos Ribolli)

Favoritos desde o início da competição, foi a chegada de Cuca que mudou o clima no Allianz Parque. Apesar do título da Copa do Brasil no ano passado, o time não decolou sob o comando de Marcelo Oliveira, agora no Atlético Mineiro, e parecia ter mais um ano de potencial não alcançado. Mas sob o comando do novo treinador a equipe deu um salto de qualidade e contou com o crescimento do novo camisa 9 da Seleção Brasileira, Gabriel Jesus.

Com um futebol agressivo, principalmente nos inícios das partidas, e futebol mais direto, o Palmeiras chega ao gol adversário com velocidade. A marcação adiantada, fortalecida por Moisés e Tchê Tchê, dupla de meias que conseguem marcar e jogar, faz com que o adversário tenha sempre dificuldade em jogar.

Tem, nos próximos jogos, a oportunidade de arrancar rumo ao título com uma sequência de jogos mais fácil que a anterior. O Palmeiras recebe o Coritiba, visita o Santa Cruz e  o América, recebe o Cruzeiro, visita o Figueirense e recebe o Sport. Na rodada de Atlético x Flamengo, o Palmeiras visita o Santos.

Sempre amado, o mais cotado

O Flamengo é o time de maior torcida no Brasil e costuma-se dizer que esta torcida tem a capacidade de carregar o time aos títulos. É verdade que não é sempre que a torcida rubronegra se empolga com o Flamengo e a sequência de vacas magras vem desde 2009, ano do último título.

Naquele ano, comandado por Adriano, o Imperador, o Flamengo arrancou nas últimas rodadas, ultrapassou seus concorrentes e foi impulsionado pela impressionante festa nas arquibancadas. Foi imparável. Em 2016, esse filme parece poder se repetir, dessa vez liderado pela nova contratação estelar, Diego.

Diego chegou e caiu como uma luva no Flamengo. (Foto: Reprodução Twitter)
Diego chegou e caiu como uma luva no Flamengo. (Foto: Reprodução Twitter)

Coincidentemente, o time foi comandado por um treinador recém-promovido de auxilar para técnico. Em 2009 foi Andrade, hoje é Zé Ricardo. O projeto para 2016 envolvia Muricy Ramalho, mas um problema de saúde o afastou do futebol. Enquanto procurava um novo treinador, o Flamengo colocou o ex-auxiliar como interino e o bom futebol do time o promoveu.

Zé Ricardo criou uma equipe organizada, com proposta ofensiva e vistosa, e passou a acumular vitórias. Logo alcançou os líderes e agora deixou todos para trás. Só falta o Palmeiras e o último confronto entre eles, terminado em 1-1, mostrou que a briga será ponto a ponto.

Um time equilibrado faz crescer o desempenho de jogadores medianos. Por isso, o futebol de Fernandinho, Damião, Réver e cia. melhorou. Soma-se a isso a grande fase de Willian Arão e a chegada de um novo Maestro, Diego. Fora das últimas jornadas, o time ainda conta com o artilheiro peruano Paolo Guerrero.

Entretanto, os próximos desafios são perigosos. Na sequência do campeonato, o Flamengo receberá o Cruzeiro, visitará o São Paulo, receberá o Santa Cruz, visitará o Fluminense, visitará o Internacional e receberá o Corinthians. Pode sair dos próximos jogos líder ou perder o Palmeiras de vista.

Quem corre por fora

O Atlético-MG tem, possivelmente, o melhor elenco do país. Mas nem a experiência de Pratto, Robinho e Fred consegue fazer o time parar de oscilar. Marcelo Oliveira ainda depende do brilho de suas estrelas para conquistas vitórias e isso pode ter custado ao clube a chance de brigar por título. Hoje, está a 5 pontos do Palmeiras.

No Santos, perder pontos para os pequenos (foi derrotado por América-MG, Coritiba e pelo Figueirense em casa) pode ter sido fatal. Claramente o time está a jogar próximo do seu limite, impulsionado pelo ótimo trabalho de Dorival Júnior. Um Lucas Lima menos brilhante tem decepcionado, Gabigol rumou para a Itália, mas o conjunto garante a possibilidade de brigar pelo menos por G-4. Está a 6 pontos do líder.

Corinthians, Grêmio e Fluminense não conseguiram evoluir, entraram em pequenas crises e perderam seus treinadores. No Flu, Levir Culpi faz um bom trabalho e parece seguro no cargo. Mas, nos rivais, a vida dos treinadores não foi fácil. Roger deixou o Grêmio após dois ótimos campeonatos, destacando que não conseguia mais motivar o elenco. Cristóvão Borges foi demitido do Corinthians após a derrota no clássico contra o Palmeiras, sem nunca ter caído nas graças da torcida.

Roger deu adeus ao Grêmio após queda de rendimento no segundo turno (Foto: Eduardo Moura)
Roger deu adeus ao Grêmio após queda de rendimento no segundo turno (Foto: Eduardo Moura)

A briga pelo título do Brasileirão polarizou. De um lado, um Palmeiras sedento por títulos após uma fase negra marcada por duas quedas para a Série B. Do outro, um Flamengo reconstruído, com sinais de boas gestão e com um torcedor esperançoso. Quem leva?

Classificação após a 26° Rodada:

Soccerway
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Pedro NunesAgosto 3, 20163min0

Chega em janeiro um novo menino prodígio para Guardiola moldar. Vem do Palmeiras, é avançado, e chama-se Gabriel Jesus; Candreva é jogador do Inter de Milão; Porto cede defesa chileno à Liga Adelante; Lateral revelação da Ligue 1 vai jogar uma temporada nos girondins; Sporting tem Sirigu como guarda à saída de Patrício; Chelsea disposto a abrir os cordões à bolsa por Lukaku.

OFICIAL

  • Kasami (Olympiacos) por empréstimo no Nottingham Forest. Contrato válido por uma temporada.
  • Gabriel Jesus (Palmeiras) e já avaliado pelo iconaqui – é reforço do City. Assina contrato até 2021 e chegará ao clube de Manchester em janeiro de 2017.
  • Nathan Dyer (Swansea) renova pelos Swans até junho de 2020.
  • Bartosz Kapustka (Cracóvia), extremo-esquerdo de 19 anos, é reforço do campeão inglês, Leicester. Jogará com o dorsal 14 e custou perto de 9M €.
  • Roma exerceu opção de compra por Mohamed Salah (Chelsea).
  • Cedido pelo Southampton, Rayo Vallecano apresentou o portero Paulo Gazzaniga.
  • Finalizado o contrato com o Atalanta, Borriello assina pelo Cagliari.
  • Diamé, médio senegalês de 29 anos, sai do Hull City para firmar contrato com o Newcastle.
  • Bedoya não é mais jogador do Nantes e está a caminho da terra-Natal para jogar na MLS, no Philadelphia Union.
  • Antonio Candreva ruma ao Inter e terá contrato até 2020.
  • Uma das revelações da Ligue 1, o lateral direito Youssouf Sabaly, rodará uma época no Bordéus, por empréstimo do PSG.
  • Médio ofensivo Tobias Werner troca Augsburgo pelo Estugarda.
  • Porto empresta Lichnovsky ao Valladolid.
  • Werder Bremen cede defesa Galvez ao Eibar.
  • Sassuolo confirma aquisição de Letschert ao Utrecht.

RUMORES

  • Rejeitado pelo Manchester United, Schweinsteiger tem pretendentes em Itália. (Calciomercato)
  • Monchi, diretor desportivo do Sevilha, afirma que Llorente pode estar de partida para o futebol inglês. O homem-forte dos sevillistas também diz que Navas (City) voltará ao clube, só não sabe quando. (Calciomercato)
  • Sporting tem Sirigu (PSG) em mente para o lugar de Rui Patrício, caso o campeão europeu abandone o clube. (Calciomercato)
  • Draxler (Wolfsburgo) confirma que quer deixar o clube e tem Madrid como preferência de destino. (AS)
  • Chelsea aponta com 30M € para trazer Mustafi (Valencia). (Calciomercato)
  • Tentativa do Stoke City de resgatar Van Persie (Fenerbahce). (Calciomercato)
  • Swansea rejeita oferta do Everton por Ashley Williams. (L’Équipe)
  • Musacchio (Villarreal) mais longe do Milan. (Di Marzio)
  • Fazio cada vez mais próximo de assinar pela Roma. Já há fotos dos exames médicos do central, inclusivamente. (Di Marzio)
  • Lazio faz proposta por Leitner (Dortmund).  (Di Marzio)
  • Capel deixará o Genoa e viajará para a Bélgica a fim de jogar no Anderlecht. (Di Marzio)
  • Possibilidade de sociedade entre Juventus e Wolfsburgo para negociar Zaza e Luiz Gustavo. (Di Marzio)
  • Chelsea envolve-se em negócio astronómico para trazer Lukaku (Everton). Loic Remy poderá estar incluído no acordo. (BBC)

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É com Fair Play que pretendemos trazer uma diversificada panóplia de assuntos e temas. A análise ao detalhe que definiu o jogo; a perspectiva histórica que faz sentido enquadrar; a equipa que tacticamente tem subjugado os seus concorrentes; a individualidade que teima em não deixar de brilhar – é tudo disso que é feito o Fair Play. Que o leitor poderá e deverá não só ler e acompanhar, mas dele participar, através do comentário, fomentando, assim, ainda mais o debate e a partilha.


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