23 Nov, 2017

Arquivo de Nba - Fair Play

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João PortugalNovembro 16, 201710min0

Descubra as duas melhores equipas da NBA neste início de temporada. Os Celtics têm a série vitoriosa mais longa da presente época e uma defesa acima das demais. Os Warriors estão a caminho de bater todos os recordes ofensivos que possamos sequer imaginar que existam.

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Rui MesquitaNovembro 8, 20175min0

Depois de uma off-season de loucos por toda a NBA, é justo dizer que os Oklahoma City Thunder venceram a off-season. Oladipo e Sabonis por Paul George e Enes Kanter e Doug McDermott (e uma 2nd round pick) por Carmelo Anthony foram as trocas dos Thunder. Dois all-stars para juntar ao MVP Westbrook a troco de contratos prejudiciais para a organização. Mas o que reserva o presente para a equipa da “Loud City”?

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João FerreiraNovembro 3, 20177min0

As lesões são naturais no desporto. O que não é natural é que tantos jogadores profissionais, com uma preparação física acima da média, se estejam a lesionar em jogadas perfeitamente banais. Melhores dias virão, mas até agora, são dias negros na NBA

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João PortugalOutubro 17, 201716min0

Antevisão da nova época da NBA, na Conferência Oeste, onde os Warriors estão mais fortes do que nunca, existem 3 pretendentes de enorme valor e a luta pelos restantes lugares do playoff será uma selva autêntica.

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João PortugalOutubro 15, 201713min0

Antevisão da nova época da NBA, na Conferência Este, onde Cavs e Celtics vão dividir as atenções pelo terceiro ano consecutivo na luta para chegar à Final, contudo serão os Wizards a celebrar o topo da tabela da fase regular.

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João PortugalJulho 27, 201713min0

Kyrie Irving e uma possível saída dos Cleveland Cavaliers… porquê, como e que impacto terá este facto para os vice-campeões da NBA? Estará LeBron James implicado nesta situação? E que soluções pode a equipa do Midwest procurar para preencher a possível lacuna? Uma visão e artigo em parceria com o SAPO 24

O verão dos Cleveland Cavaliers não estava a ser nada famoso. Pouca ou nenhuma flexibilidade para melhorar o plantel sem sair algum dos 7/8 melhores jogadores que fazem parte da rotação, já que estão hard capped – significa que estão acima do limite salarial que os proíbe de contratar jogadores por mais que o salário mínimo. Existe ainda a mid-level exception que as equipas que estão em situação de pagar luxury tax, o imposto que os franchises pagam por ultrapassarem 119,2 M$ de folha salarial, podem utilizar para contratarem um jogador excepcionalmente, como o nome indica, sem que seja pelo salário mínimo. Neste caso tem o valor de 2,6 milhões de dólares por ano.

Até à bomba que Kyrie Irving detonou na sexta-feira passada, que certamente já teria acontecido no seio da equipa, já tinha havido um episódio bastante caricato que mostrou quão frágil está a organização liderada por Dan Gilbert. Como foi noticiado na altura, o General Manager David Griffin terá sido desvinculado quando até estaria em negociações para a aquisição via troca de Jimmy Butler, dos Chicago Bulls. Os Cavs estiveram sem homem do leme nas semanas mais importantes da offseason, o período que começa no dia 1 de Julho com a abertura do mercado de jogadores livres.

Lebron James mostrou-se logo descontente e perturbado com a situação e agora ficámos a perceber que não foi o único. Kyrie Irving reuniu-se com o seu agente e com o dono dos Cavaliers, Dan Gilbert, e pediu para ser trocado. De acordo com a reportagem de Brian Windhorst, da ESPN, Irving deseja ser a primeira opção de uma equipa e que não quer mais jogar com Lebron James. Desta a vez a reação de James foi que terá ficado devastado com a notícia.

Muito rapidamente, antes de irmos analisar possíveis trocas, lendo nas entrelinhas, o que parece é que Kyrie Irving não quer mais jogar em Cleveland. A Final deste ano mostrou que estão a anos-luz de Golden State, têm poucas possibilidades de melhorarem, o banco está velho e não conseguem defender a um nível tão elevado como o que é necessário para parar a melhor equipa da história. A saída de David Griffin numa altura tão capital, no meio de negociações com um jogador do calibre de Jimmy Butler, em vésperas de começar a free agency, certamente que colocou Kyrie ainda mais em alerta e nem mencionei os rumores de que Lebron James poderá entrar na sua última temporada como Cavalier.

Irving está a ver a situação na sua atual equipa a deteriorar-se, com alguma falta de rumo vinda da direção, com o segundo melhor jogador de todos os tempos prestes a abandonar o barco e um pensamento que poderá ter passado pela sua cabeça é que quanto mais cedo sair, melhor será para todos, principalmente para si e para o que ainda pretende da sua carreira na NBA.

Não nos podemos esquecer que Kyrie Irving tem 25 anos, já tem um anel de campeão e vem de 3 Finais consecutivas. Está nos primeiros anos do seu prime, o seu valor de troca nunca será mais alto que o que é agora, o que facilita a organização que lhe paga a arranjar um bom negócio mais facilmente e, acima de tudo, não precisa de hipotecar 1 ou possivelmente 2 anos numa equipa onde não quer jogar.

[Fonte: Anthony Dejak – Associated Press]
 

Se o base dos Cavaliers pretende ser um franchise player, uma primeira opção, e que construam um plantel à sua volta, certamente que não deseja que tal aconteça em Cleveland, Ohio. Se os rumores de que Lebron vai mesmo sair no próximo verão se tornarem mesmo realidade, Irving automaticamente se tornaria a face da equipa. Contudo ele quer ter esse poder bem longe dali, e faz sentido que assim seja, já que, incluindo o próprio James, 3 dos 6 maiores contratos na folha salarial de Cleveland são jogadores que pertencem à agência de Lebron, a Klutch Sports. Kyrie Irving não tem qualquer poder nos Cavaliers, mas ganha-o forçando a sua saída.

Faltam 2 anos até se poder tornar um jogador livre pela primeira vez na sua carreira, porque escolher a equipa onde querem jogar e a cidade onde pretendem viver é uma liberdade que só aparece ao terceiro contrato das suas carreiras – são escolhidos num draft por um franchise e no final do vínculo de rookie, quem os escolheu tem direito preferencial por si, logo só ao oitavo ou nono ano de carreira na NBA é que geralmente ganham essa capacidade contratual. Como referi um pouco acima no texto, o valor de troca de Kyrie Irving nunca mais será tão elevado como é agora, porque a equipa que arriscar dar uma série de ativos pelo base dos Cavs, quererá algumas garantias de poder assinar um novo contrato com ele, ou, pelo menos, aproveitar ao máximo 2 dos seus melhores anos de carreira para o convencer a ficar.

Não vou discutir quem terá tornado a vontade do jogador pública porque há dois lados completamente opostos a serem noticiados. Ou partiu de Irving e do seu agente para mostrar que quer sair e acelerar o processo, ou do lado de Lebron James para deixar o seu colega de equipa mal na fotografia. Segundo Adrian Wojnarowski, Kyrie já tinha pedido para ser trocado logo após as Finais em Junho, só que os Cavs não poderam aceder a tal porque o seu GM estava de malas feitas no olho da rua. Portanto, já não existe a possibilidade de o trocarem por picks do draft que passou, mas ainda podemos imaginar alguns cenários bem interessantes e de acordo com as intenções do jogador ou da equipa, vamos a isso!

Os 4 alvos do base de 25 anos, de acordo com a primeira notícia que saiu na ESPN, são San Antonio, Miami, Minnesota e Nova Iorque. Irving não tem qualquer poder decisório nas negociações mas pode influenciar a que estas 4 equipas ofereçam mais por ele tendo mais garantias de que permaneça no próximo vínculo que realizar. Os Spurs seriam a sua grande prioridade, supondo que mesmo sabendo que não seria o melhor jogador nesse plantel, já que existe Kawhi Leonard, mas acima de tudo há também uma muito superior gestão de egos. Esta separação que Kyrie quer de Lebron parece muito devido ao facto dos seus egos não caberem numa mesma sala, no mesmo court e não haver ninguém capaz de geri-los ou controlá-los.

A escolha dos Spurs seria passar de uma organização que está prestes a implodir, para uma das duas organizações por excelência da NBA, sendo os Golden State Warriors a outra. A reportagem deste domingo, dia 23, que saiu na ESPN co-escrita por Brian Windhorst, Ramona Shelbourne e Dave Mcmenamin com colaborações de Zach Lowe e Chris Haynes, indica que o ex-General Manager David Griffin até conseguiu controlar as aspirações de Kyrie Irving querer ser o co-líder da equipa com relativo sucesso, não se sabendo ainda o timing exacto em que o base dos Cavs pediu para ser trocado a primeira vez. Nos Spurs há uma gestão de recursos humanos, uma divisão de responsabilidades e uma união quase robótica em torno do objectivo de ganhar tal que é o que Irving deseja.

[Fonte: Andrew D. Bernstein – Getty Images]
 

O trabalho, a confiança e a vontade de vencer sempre estiveram presentes em si, porém um obstáculo que se tornou inultrapassável na sua estadia em Cleveland é a diferença de tratamento em comparação com Lebron James. Em San Antonio nunca pareceu haver tais distinções entre Tim Duncan, Tony Parker e Manu Ginobili, nem mesmo mais recentemente com Kawhi Leonard e LaMarcus Aldridge. Há franchises que parece que trabalham sob uma magia que modifica logo o comportamento das grandes estrelas. Outro exemplo, as 4 estrelas dos Warriors, Steph Curry, Kevin Durant, Draymond Green e Klay Thompson, têm um valor para a equipa diferente dentro do court, mas são tratados de igual maneira pela organização.

Se Miami quiser ser um dos possíveis destinos para Kyrie, quase de certeza que Dion Waiters teria que vir em sentido contrário ou ser colocado numa terceira equipa, já que eles nunca se deram bem quando jogaram juntos em Cleveland. Waiters também assinou agora um contrato de 52 milhões de dólares por 4 anos, o que também pode complicar a situação visto que um jogador livre depois de assinar um contrato novo não pode ser trocado para outra equipa nos primeiros 3 meses após a assinatura do vínculo, ou antes do dia 15 de Dezembro, como seria o caso aqui, por ser o que acontece mais tarde.

Para Minnesota, possivelmente implicaria o regresso de Andrew Wiggins à equipa que o escolheu em primeiro lugar no draft de 2014, considerando que Karl-Anthony Towns e o recém-chegado Jimmy Butler são inegociáveis para Tom Thibodeau. Jeff Teague também seria alguém que estaria de saída, provavelmente para uma terceira equipa (os Cavs acabaram de contratar Derrick Rose), colocando-se a mesma situação que Dion Waiters em Miami. Só pode ser trocado a partir do dia 15 de Dezembro.

Finalmente, os New York Knicks seriam uma espécie de regresso a casa, já que Irving apesar de ter nascido em Melbourne, cresceu em New Jersey. Seria uma oportunidade de ouro para os Knicks juntarem um grande jogador ao talento proeminente de Kristaps Porzingis, de se livrarem de Carmelo Anthony e de Lebron James ver mais dois amigos juntarem-se à sua equipa. A troca mais falada até ao momento seria uma que envolveria uma terceira equipa, os Phoenix Suns e que seria algo como Kyrie Irving ir para NY, Eric Bledsoe e Carmelo Anthony para Cleveland e Frank Ntilikina e Iman Shumpert para Phoenix. Haveria também uma movimentação de escolhas do draft, com os Cavs a receberem uma de primeira ronda dos Knicks e a darem uma de segunda ronda aos Suns. Eric Bledsoe é agenciado por Rich Paul, melhor amigo de Lebron James, com quem partilha a titularidade da agência Klutch Sports.

Para além dos 4 alvos de Irving, certamente existirão outras equipas a atirarem-se para a frente, já que é raro um jogador desta qualidade estar disponível no mercado de trocas, ainda para mais com 2 anos no seu atual contrato por cumprir, que para o panorama salarial atual é extremamente atrativo. Também é igualmente necessário perceber que tipo de ativos é que os Cavaliers pretendem receber numa troca de Kyrie Irving. Isto torna-se especialmente difícil por causa da cada vez mais provável saída de Lebron James no final da época que se avizinha. Aquela proposta de Eric Bledsoe e de Melo tornar-se-ia um péssimo retorno caso James só fique mais este ano.

“Quero ser o The Man” [Fonte: Anthony Dejak – Associated Press]
 

O dono dos Cavs, Dan Gilbert, e o recém-promovido a General Manager Kobi Altman devem começar a pensar num futuro pós-Lebron James e têm este trunfo em Kyrie Irving para conseguir um considerável retorno para suplantar a saída do principal símbolo do franchise dentro de 12 meses. É por isso que eles devem olhar para outras equipas com jovens ativos que estão em ascensão na NBA e engodá-los a saltarem uns passos no desenvolvimento ao trocarem pelo talentoso base de 25 anos.

Dentro deste grupo temos Milwaukee, Denver, Phoenix e Philadelphia como as 4 que considero que vão tentar alguma coisa. Um candidato muito perigoso seriam os Boston Celtics. Da maneira como o plantel dos comandados de Brad Stevens está construído com Jae Crowder, Gordon Hayward, Marcus Morris e Al Horford, a dupla Lebron James-Kevin Love terá muito mais dificuldades em dominar uma potencial série de playoffs entre ambas, enquanto que com a saída de Avery Bradley para Detroit, Isaiah Thomas ficaria muito mais exposto perante Kyrie Irving. Se retirarmos Irving de uma série entre Cleveland e Boston, é retirar a arma que mais pode magoar os vencedores da fase regular no Este na época que terminou.

Lebron James parece magoado com toda esta situação e a continuação do seu feito incrível de 7 Finais consecutivas, à procura da oitava, vai ser colocado em cheque. A noite de domingo terminou com mais duas notícias, uma de cada lado do conflito, que mostram como a situação já não foge da separação litigiosa. Enquanto que a facção Irvinguiana garante que terá sido Lebron a fazer chegar a sua intenção de ser trocado à imprensa, o que faz todo o sentido visto que James costuma ser a principal fonte de Brian Windhorst no que toca a assuntos dos Cavs. Por outro lado, a facção Jamesiana transmitiu que o que quer que aconteça com Kyrie, Lebron não levantará a cláusula do seu contrato que o impede de ser trocado sem o seu consentimento. Está tudo nas mãos de Dan Gilbert, que ficou a saber que nem vale a pena pensar em limpar o castelo. Lebron James vai certamente querer dar uma lição a Kyrie Irving dentro do court. Uma ruptura no franchise que tem dominado finalmente veio tornar a Conferência Este imperdível.

Imaginem o quão escaldante vai ser o regresso de Kyrie a Cleveland com a sua nova equipa no dia de Natal depois de Stephen A. Smith ter tornado público (através de fontes próximas do jogador) que Lebron está capaz de lhe dar uma carga de pancada se o vir à frente!

Dúvidas, reparos, perguntas, comentários sobre este ou qualquer outro tema em torno da NBA, o meu Twitter está sempre disponível.

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João FerreiraJunho 26, 20176min0

Mais um ano de NBA, mais um ano de espetáculo sem igual. Um ano com um final esperado mas cujo caminho até lá teve tudo o que se pedia para ser considerado fantástico. Desde a confirmação do estatuto de super-equipa por parte dos Golden State Warriors até aos 70 pontos marcados por Devin Booker, 2016-2017 teve de tudo e o Fair Play não podia deixar de fazer um balanço daquilo que é considerado mais importante neste percurso que pareceu demasiado curto.

Golden States Warriors: os Campeões da NBA

Falar em NBA, neste momento, é o mesmo que falar em Golden State Warriors. Depois de no início do ano a equipa de Oakland ter ido buscar Kevin Durant aos OKC, ficou a dúvida de que forma é que o conjunto se ia adaptar à entrada de um jogador daquela magnitude.

O que se seguiu foi um verdadeiro passeio para GSW e para os seus dois principais jogadores: Stephen Curry e Kevin Durant. A equipa melhorou substancialmente o seu jogo defensivo com Draymond Green em destaque( daí estar nomeado para  NBA´s Defensive Player of the Year) e ofensivamente manteve a sua eficácia com os Splash Brothers em destaque principalmente durante a lesão de Kevin Durant que chegou a fazer recear os adeptos dos Dubs.

No final o que fica para a história são as 16 vitórias contra apenas 1 derrota nos playoffs, o completo domínio da NBA deste ano( matando os fantasmas no ano passado) e a certeza de que iremos ver os GSW a lutar pelos títulos durante muitos anos.

Cleveland Cavaliers

Em Cleveland, o reinado dos King James teve um ano bastante bom embora em termos práticos só se olhe para o 1-4 sofrido nas Finais. No nosso ponto de vista, o principal problema são as soluções de qualidade que vêm do banco. Se parecia, após o período de trades, que os Cavaliers estavam com um plantel mais profundo, as Finais provaram que jogadores como Derron Williams, Channing Frye ou Kyle Korver não têm estofo suficiente para estar nesta equipa.

Por outro lado a inconsistência demostrada por Tristan Thompson e Kevin Love torna se preocupante para um conjunto que luta para ser campeão todos os anos mas que para isso não pode só contar com LeBron James e Kyrie Irving em grande forma.

É aqui que reside o principal problema da equipa de Cleveland, que desta maneira pretende aumentar o seu leque de opções com jogadores como Paul George, Carmelo Anthony ou Dwayne Wade (rumores de transferências).

Russel Westbrook: o verdadeiro NBA MVP

Visto que ainda não foi divulgado quem foi o vencedor do prémio de MVP da NBA não podemos discutir entre James Harden e Russel Westbrook.

No entanto, não podemos deixar de afirmar que o base dos Oklahoma City Thunder devia ser considerado o NBA´s Most Valuable Player. Sim, devia! Porquê? Simples. Durante toda a fase regular e durante a primeira ronda foi o jogador a carregar toda a equipa de Oklahoma. Para além de ter levado toda a equipa às costas, bateu o recorde de Triplos-Duplos, 42, (atenção que não é fácil fazer um quanto mais 42!).

É um jogador fantástico que precisa de uma equipa organizada com um segundo base consistente e com um ala que seja power forward capaz de lançar de triplo e de meia distância tão bem ou melhor que o próprio Westbrook.

Se assim a equipa dos OKC conseguir fazer, terão uma equipa para lutar pelos playoffs do próximo ano. 

Chicago Bulls

É incrível como os tempos mudam. Os adeptos de Chicago ainda se alimentam dos tempos de Michael Jordan e Scottie Pippen mas este ano foi mais passado a discutir do que propriamente a jogar.

O treinador Fred Hoiberg não conseguiu lidar com os egos de Jimmy Butler, Dwayne Wade e Rajon Rondo e foram muitas as vezes que foram divulgados casos de desentendimentos entre os três jogadores e que acabaram por afectar o balneário.

Apesar destes conflitos, a equipa acabou por conseguir marcar a presença nos playoffs e mostrou que jogadores como Carter-Williams, Denzel Valentine, Cristiano Felicio ou Bobby Portis não têm qualidade suficiente para fazerem parte do plantel de Chicago, quanto mais do 5 inicial. 

Vamos ver o que futuro nos reserva em relação aos Bulls já que Jimmy Butler se mudou para Minnesota e está claramente em andamento uma transfiguração no plantes.

O ambiente pesado vivido em Chicago (Foto:ESPN)

Outras equipas

Há outros destaques deste ano que passou, volto a frisar, demasiado rápido.

A equipa dos Spurs com um verdadeiro senhor do basquetebol de seu nome Kawhi Leonard. Não fosse a lesão do jogador no jogo 1 frente ao GSW e este artigo poderia ser diferente e poderia ter escrito que os San Antonio Spurs de Greg Popovich tinham sido outra vez campeões da NBA.

A equipa dos Miami Heat , que a meio da época regular estava no fundo da tabela da Conferência Este e que no final lutaram com Chicago por um lugar nos 8 primeiros. Neste capítulo há que dar os parabéns ao treinador Erik Spoelstra (para nós, devia ser considerado o NBA´s Coach of the Year ).

Um homem de fé na NBA (Foto:GettyImages)

O miúdo de 20 anos fez história! Devin Booker. Vamos ouvir falar muito do base dos Phoenix Suns no futuro. No entanto, após esta época desastrosa por parte da sua equipa, o que tiramos é o jogo dos Suns contra os Celtics em que Devin Booker se tornou o 4º jogador na história da NBA a chegar aos 70 pontos!

Estes foram os momentos, equipas, jogadores ou treinadores que se destacaram ao longo da época de 2016-2017. Uma coisa é certa. Esta época encheu as medidas a todos os adeptos de basquetebol. Só é pena ter de terminar. É também um facto de que o ano que vem vai ser tão bom ou melhor que este e a ansiedade para que comece a nova época é enorme. Até lá, vamos ver o que acontece às composições das diferentes equipas.

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João FerreiraAbril 14, 20179min0

Todos os anos, os espectadores da NBA esperam ansiosamente pela fase dos playoffs. É o momento da época que traz o melhor basquetebol do mundo aos pavilhões norte-americanos assumindo-se como a parte mais espectacular e fenomenal do ano. As melhores equipas batem-se umas contras as outras para mostrarem a sua supremacia e a sua qualidade dentro do court.

Dentro de todos os jogos, que vão animar as próximas semanas no Mundo do basquetebol, existem 4 jogos que têm uma vertente competitiva mais acentuada. Apesar de haver encontros como Raptors vs Bucks com um confronto físico bastante interessante entre Giannis Atentokounmpo e DeMar DeRozan, Spurs vs Grizzlies com um confronto directo entre os irmãos Gasol, Clippers vs Jazz com um embate feroz entre dois dos melhores postes da liga (Rudy Gobert e DeAndre Jordan), e um Golden State Warriors vs Portland Trail Blazers que promete ser uma série muito interessante e entusiasmaste, destacamos quatro jogos que prometem ser os grandes matches desta primeira ronda dos playoffs.

Cleveland Cavaliers vs Indiana Pacers

Os campeões em título da NBA, os Cleveland Cavaliers, tiveram uma época regular um pouco atribulada e acabaram por finalizar esta fase da temporada em 2º lugar, atrás dos Boston Celtics. Apesar de parecer que a entrega dos jogadores durante a última semana de jogos diminuiu com 4 derrotas nos jogos realizados no mês de Abril, os Cavaliers demonstram ser uma equipa capaz de derrotar qualquer uma outra nos playoffs sendo uma das mais temíveis, senão mesmo a mais temível, da liga. Com LeBron James numa forma assombrosa (aos 32 anos continua a surpreender a forma como domina todos os confrontos físicos em que entra), com Kyrie Irving (um dos melhores point guards da liga), com J.R. Smith a voltar em força após uma lesão que o afectou ao longo da maior parte da época regular, e com Kevin Love a assumir uma parte importante do jogo da equipa de Cleveland, os Cavaliers podem muito facilmente passar esta série.

No entanto, do outro lado está um colectivo que vê nos jogos em casa o seu principal ponto forte, os Indiana Pacers. A equipa de Indianópolis tem em Paul George o seu principal jogador, um verdadeiro líder. Este promete complicar a vida aos Cavaliers no seu caminho para a revalidação do título. Apesar de George dar mais nas vistas, os Pacers veêm no colectivo a sua principal arma, com jogadores como Myles Turner, Jeff Teague, Thaddeus Young ou Monta Ellis a darem o contributo necessário para que esta equipa sonhe em ir mais longe nos playoffs, apesar de ter estado em risco de não os jogar.

Previsão: Os Cleveland Cavaliers não deverão ter problemas em passar esta 1ª ronda dos playoffs apesar de terem que se aplicar mais nos jogos fora com a série a ficar resolvida ao 5º jogo.

Será que George consegue consumar o milagre? (Foto: Getty Images)

Washington Wizards vs Atlanta Hawks

Um dos jogos mais equilibrados desta 1ª ronda, onde o confronto físico e a velocidade de jogo vão ser uma constante. O 4º e 5º classificados da conferência Oeste da NBA encontram-se numa das séries mais esperadas nesta ronda inicial dos playoffs.

De um lado, os Wizards, que contam com John Wall como líder de uma equipa jovem mas bastante promissora. A equipa da capital dos Estados Unidos da América é uma das principais equipas a ter em conta no futuro, com jogadores como Bradley Beal, Otto Porter Jr. e Marcin Gortat. No entanto, os Wizards resolveram um problema grande que caracterizava a sua equipa: a falta de banco. Com jogadores capazes de contribuir com bastantes pontos como Bojan Bogdanovic, Kelly Oubre Jr. e Tomas Satoransky, os Whashington Wizards são uma equipa muito forte nestes playoffs da Conferência Este.

Do outro lado, os Hawks, têm no colectivo a sua força suprema. A equipa de Atlanta já é uma presença habitual nos momentos decisivos da liga norte-americana de basquetebol. A equipa dos Hawks que contam com jogadores como Paul Millsap (4x NBA All-Star), Kent Bazemore, Dwight Howard, o veterano da equipa de Atlanta que já ganhou tudo o que havia para ganhar na NBA, Denis Schroder, o point guard alemão bastante talentoso. Este conjunto de Atlanta reforçou-se bastante bem durante o período de trades, onde contrataram Ersan Ilyasova e Mike Dunleavy, reforçando um banco que já contava com Malcom DelaneyKris Humphries, e Tim Hardaway Jr.

Previsão: Apesar de ser uma das séries mais complicadas de prever, achamos que os Hawks irão conseguir dar a volta ao parcial desfavorável da época regular deste ano, levando a melhor a série no 7º jogo.

Será possível travar Wall? (Foto: Getty Images)

Oklahoma City Thunder vs Houston Rockets

Um dos grandes jogos de toda a 1ª ronda. O encontro entre os dois principais favoritos à vitória do prémio de MVP (Most Valuable Player): Russell Westbrook e James Harden.

Os OKC partem para os playoffs com a moral em cima depois de no início do ano ter sido completamente desvalorizada pensando-se que iria ser Westbrook a carregar a equipa às costas. Por um lado, foi isso que aconteceu, possibilitando ao base dos Thunder o recorde de 43 triplos-duplo (passando Oscar Robertson), mas o conjunto mostrou-se bastante capaz de acompanhar o ritmo do líder da equipa, principalmente após o período de trades, com a entrada de Taj GibsonDoug McDermott e com a subida de rendimento de Victor Oladipo, Steven Adams Enes Kanter.

Do outro lado do court, a equipa dos Houston Rockets vai querer mostrar porque é umas das principais favoritas ao título final. Comandada por James Harden, o “barbudo” que esta época fez números fenomenais (só para ter em atenção os 22 triplos-duplo), o colectivo de Houston tem no conjunto o seu principal ponto-forte. Clint CapelaEric GordonLou WilliamsTrevor Ariza dão consistência ao jogo dos texanos, fazendo assim com que seja possível sonhar com uma presença na final da Conferência Oeste da NBA.

Previsão: Apesar de terem feito uma época bastante positiva, tendo em conta a perda de Kevin Durant no começo desta temporada, os Oklahoma City Thunder terão dificuldade em levar vencido o conjunto muito forte dos Houston Rockets, que vencerão  a série ao fim do 6º jogo.

Harden vs Westbrook (Foto:Getty Images)

Boston Celtics vs Chicago Bulls

Dos últimos jogos a ser definido, senão mesmo o último, nestes playoffs , os Celtics (1ºlugar) e os Bulls (8º lugar) vão se defrontar num jogo que promete entusiasmo e competitividade até ao fim.

Por um lado, o surpreendente plantel de Boston, que garantiu, na última jornada da época regular da NBA, o primeiro lugar da Conferência Oeste. Este conjunto, comandado por Isaiah Thomas, extensão do treinador Brad Stevens dentro do court, mostrou ser capaz do melhor (acabando com um recorde de 53-29), mas também do pior (acabou por ser completamente humilhada pelos Cavaliers no último confronto entre as duas equipas). No entanto com jogadores como Al Horford, Jae Crowder e Avery Bradley em forma e com Marcus Smart a assumir cada vez mais preponderância no jogo praticado pelos “irlandeses”, os Celtics vêem-se com grandes probabilidades de avançar à próxima ronda.

No entanto, os verdes de Boston vão enfrentar os vermelhos de Chicago. Os Chicago Bulls, a mítica equipa de Michael Jordan, enfrentou uma época regular bastante atribulada, com as suas principais estrelas a mostrarem-se descontentes com o treinador Fred Hoiberg. Apesar de todas as quezílias no seio dos Bulls, os jogadores juntaram-se e mostraram que eram capazes de bem melhor. Jimmy Butler, Dwayne Wade, Robin Lopez e Rajon Rondo (que assumiu o jogo da equipa nos últimos jogos), têm-se destacado como importantes nas aspirações da sua equipa. É importante destacar o contributo de Nikola Mirotic, Paul Zipser e Denzel Valentine, que mostraram que os Bulls podem contar com eles para o futuro.

Previsão: Os Boston Celtics serão forçados a fazerem uma grande série se quiserem passar à próxima ronda, pois a equipa dos Chicago Bulls está bastante motivada. Assim pensamos que a série cairá para o lado dos Celtics ao fim de 6 jogos.

Será Isaiah capaz de passar por Jimmy Butler? (Foto: Getty Images)

Outros Jogos

Toronto Raptors vs Milwaukee Bucks (7 jogos)

Golden State Warriors vs Portland Trail Blazzers (5 jogos)

Los Angeles Clippers vs Utah Jazz (6 jogos)

San Antonio Spurs vs Memphis Grizzlies (5 jogos)


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É com Fair Play que pretendemos trazer uma diversificada panóplia de assuntos e temas. A análise ao detalhe que definiu o jogo; a perspectiva histórica que faz sentido enquadrar; a equipa que tacticamente tem subjugado os seus concorrentes; a individualidade que teima em não deixar de brilhar – é tudo disso que é feito o Fair Play. Que o leitor poderá e deverá não só ler e acompanhar, mas dele participar, através do comentário, fomentando, assim, ainda mais o debate e a partilha.


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