23 Nov, 2017

Arquivo de John John Florence - Fair Play

bells-beach-Kirstin-Scholtz.jpg?fit=1024%2C683
Eduardo MenezesAbril 28, 20178min0

Um país, três etapas, diferentes vencedores e um antigo líder. A perna australiana do WCT, da World Surf League, começou agitada e mostrando que, realmente, o campeonato de 2017 tende a ser o mais disputado dos últimos anos. Mas o domínio dos melhores, entre os melhores, tende a continuar.

Se em Gold Coast, pudemos ver a coroação da superação e do talento nato, com a vitória de Owen Wright (AUS). Em Margaret River, ficamos com exibições quase perfeitas do último campeão, John John Florence (HAW), confirmando aquilo que todos já sabiam, o Havaiano tem muito surf e está cada vez mais competitivo. Porém faltava alguém tocar o sino na última etapa da perna australiana – Bells Beach, uma das mais antigas e icónicas etapas do tour -, coube ao sul-africano, Jordy Smith, essa honraria, demonstrando que o seu vice-campeonato de 2016 não foi por acaso e que 2017 poderá ser diferente.

Os 3 primeiros e Andino

John John Florence, figura mais que carimbada em todos artigos e conversas de surf, como o surfista com mais potencial de dominar a cena mundial, começou o ano como ou melhor do que terminou  2016, surfando muito, tirando manobras improváveis, mas não impossíveis para ele. Consistente e cada vez mais estratégico, assegurou duas 3º posições e uma vitória, somando 23,000 pontos e a lycra amarela. Se assim continuar, poderá assegurar o Bi-campeonato antes da derradeira prova em sua casa, Pipeline.

Jordy Smith, o vice-campeão de 2016 parece estar cada vez mais decidido em se sagrar o novo rei do surf. Iniciou com uma 9ª colocação e pareceu estar apenas a aquecer, para a última etapa australiana em Bells Beach, onde detonou e levou o sino para casa. Já soma 19,200 pontos e está na cola do havaiano.

Owen Wright, como num enredo de cinema, o australiano iniciou o ano da melhor forma possível. Vencendo em sua casa, após um ano fora da elite, devido a uma grave lesão que o obrigou a reaprender a surfar. Nas etapas seguintes, continuou consistente, ficando com uma 5ª e 9ª colocação, empatado com Smith na 2ª posição do ranking.

Saiba quando e onde serão as 11 etapas do WCT 2017: Os 11 palcos do WCT 2017.

O surfista norte-americano, Kolohe Andino, merece sim um destaque nesse início do tour, o 4º colocado do ano passado, começou o ano tão bem quanto terminou a última época. Se conquistar alguma vitória nos próximo eventos, poderá chegar às últimas etapas do ano ou Pipeline com changes de título, e assim ser o underdog do ano. Andino está atualmente com 13,750 pontos e em 5º lugar.

Brazilian Storm

4 entre 12 dos melhores posicionados no ranking da WSL, são brasileiros. Com destaque a Adriano de Souza, o conhecido Mineirinho, com seu surf constante e competitivo, entretando muito potente e vistoso, chegou a dois quartos-de-final e uma 9ª posição, o que lhe garantem 14,400 pontos e a quarta posição na tabela de classificação, nada mal para quem tenciona ser campeão novamente.

Filipe Toledo em sua especialidade. [Foto: Henrique Pinguim]
 

Filipe Toledo se redimiu da péssima desclassificação logo no round 2 em Gold Coast, chegando a uma meia-final  e um 5º lugar nas etapas seguintes, dominando ondas pesadas, algo não muito comum no surf do brasileiro, caracterizado pelos seus aéreos. Sua melhora, o credencia para novamente ganhar a próxima etapa no Rio de Janeiro e lutar pela coroa ao final do ano.

O rookie de 2016, Caio Ibelli, surpreendeu em Bells Beach ao chegar a sua primeira final, após eliminar Frederico Morais (PT) nos quartos-de-final e ninguém menos que John John Florence, na meia-final. Junto com a dupla 13º colocações nas etapas iniciais, o zuca faz ótima figura em 2017, tendo o próximo evento em casa para consolidar entre os 10 primeiros, antes da ondas tubulares, que podem causar algum estrago as pretensoes do jovem surfista.

O grande expoente da geração brasileira, Gabriel Medina, aparece na 11ª colocação, muito aquém, daquilo que o surfista tupiniquim pode alcançar e da posição que costuma estar. Porém, todos já conhecem o grande potencial de Medina no tubos e na onda brasileira da próxima etapa, o que nos faz crer, que irá galgar posições no ranking nas próximas etapas.

Os novatos

Rookies 2017 – [Imagem: torcedores.uol.com.br]
 

Se assim podemos dizer, Leonardo Fioravanti (ITA) fica com o prémio de decepção nesse início de época, apesar dos resultados alcançados serem normais para um rookie, o jovem italiano e um dos primeiros classifcados pelo WQS de 2016 acostumou o mundo do surf com altas performances, quando assim competiu como wildcard no WCT 2016, por exemplo, sua 5ª colocação em Margaret River. Neste ano ainda não passou pelo round 2 e soma apenas 1,500 pontos.

Conheça todos os rostos que disputarão o título de melhor surfista do mundo, na nossa galeria: Os 34 candidatos ao título da WSL 2017.

Como destaques positivos temos o havaiano Ezekiel Lau, surfista que ficou com a úlitma vaga no WCT, graças a ajuda de Kanoa Igarashi (USA) que avançou a final em Pipeline e se garantiu também pelo WCT, deixando a vaga ao amigo pelo QS. Lau em Bells Beach alcançou sua primeira meia-final, perdendo apenas para Jordy Smith, campeão da etapa. O jovem já soma 8,750 e está em 11º, empatado com Medina e logo a frente de Kelly Slater.

Outro novato que iniciou o ano muito bem foi Connor O’Leary (AUS), o primeiro colocado do QS 2016, correu as três etapas em casa, uma grande vantagem nessa caminhada longa e dura que é o WCT. Logo na primeira prova do ano, chegou aos quartos-de-final, quando foi derrotado pelo campeão do evento e compatriota Owen Wright.

Não poderíamos deixar de falar dele, Frederico Morais (PT). O jovem português, caracterizado pelo seu power surf , continua muito estratégico e competitivo em todos seus heats. Alcançou um notável 5º lugar na última etapa da perna australiana, seu melhor resultado no ano, quando perdeu para o finalista do evento Caio Ibelli (BRA). O WCT é muito competitivo, mas Kikas já mostrou que tem força e mentalidade para se manter entre os melhores e se o campeonato acabasse hoje, Freferico estava na elite de 2018, uma vez que se encontra 19º lugar com 7,450 pontos.

Parece difícil e, realmente, é

Muitas vezes ao escrever um artigo sobre o WCT ou ao ler algo sobre a elite do surf, pareço estar sempre a ver os mesmos nomes. Os mesmo candidatos estão sempre lá, alternando apenas algumas peças e por assim dizer que dentro do dream tour, estar entre os melhores é uma tarefa muito difícil.

Se andarmos 2 anos atrás, quando o Capitão, Adriano de Souza (BRA) foi campeão e compararmos com a época passada, temos 5 atletas iguais nas 12 primeiras posições. E de notar que tanto Florence e Smith se lesionaram na época de 2015, Mick Fanning (AUS) não correu todas as etapas do tour de 2016 e Owen não participou da época passada, o que poderia significar 9 atletas iguais nas 12 primeiras posições.

Ao se comparar o ranking após os 3 eventos iniciais com o do final de 2016, 9 dos atletas classificados entre os 12 primeiros em 2017, estão na lista de 1 a 12 de 2016.

Ranking WCT 2016 e 2017. [Imagens: WSL]
 

Confira a classficação do WCT masculino aqui.

Podemos verificar algumas semelhanças e afirmar que estar na elite é muito difícil, mas estar entre os melhores da elite, requer muito mais. Demonstrando que no prime time, existe um domínio e para quebrá-lo, o atleta terá que dominar todos os tipos de ondas, desde de pequenas à enormes e tubulares.

Sem falar que apenas 6 surfistas, entre os 32 do WCT 2017, foram capazes de ficar no lugar mais alto do pódio.

Logo, podemos ver aqui que as prestações de Frederico Morais são muito boas e se notarem bem, ele tem os mesmos resultados que o tetra campeão, Mick Fanning. Ainda mais que pelo sistema da WSL, os heats cruzam os melhores classficados com os que vão mais abaixo da tabela, logo o Frederico está sempre a dividir ondas com àqueles acima citados. OBS.: com Fanning ocorre o mesmo nesse ano, uma vez que sua classificação em 2016 não foi a das melhores, ou alguém imaginaria um round 1 com Fanning e Slater? Ou round 2 contra Owen Wright?

Acreditar no power surf do português é uma realidade e que Kikas consiga se adaptar as mais diferentes ondas, como algumas menores que podem aparecer pelo tour e as usuais tubulares.

Ainda há muito a acontecer, 8 etapas com diferentes ondas e muitos candidatos ao posto mais alto, o WCT em seu melhor!

Imagem-WSL-artitas.jpg?fit=828%2C315
Eduardo MenezesMarço 29, 20177min0

Vitória emocionante; rivalidades acirradas; rookie a despachar favoritos; tudo isso em apenas 1 etapa. O tour apenas começou, mas já demonstrou que não podemos perder nenhum minuto do surf da WSL. Agora, o que esperar no segundo evento? Muito mais…

O primeiro show, que deve continuar

Como prometido e previsto por nós, o ano da WSL começou em grande, já marcada pela emocionante conquista da primeira etapa pelo australiano Owen Wright. Após um ano de recuperação de uma grave lesão (concussão cerebral), que o impossibilitou de disputar o tour do ano passado, como também de simplesmente surfar.

Owen precisou “reaprender” a se por em pé numa prancha, dentro desse processo alguns duvidaram de sua volta, mas muitos fanáticos pela arte do surf e ouso dizer que 100% dos envolvidos no tour acreditavam e sabiam que o aussie voltaria a demonstrar seu talento ondas afora. Talvez uma vitória logo em sua volta, tenha sido inesperada, mas a emoção dessa vitória retratada pelo choro de Owen e de sua esposa ao abraçá-la juntamente com seu primogênito, é simplesmente impagável. Cenas que somente o desporto pode nos trazer.

A emoção que só o desporto proporciona [Foto: Corey Wilson]
 

A final em Gold Coast necessitava de um antagonista, este papel coube a Matt Wilkinson (AUS), que foi a surpresa do ano passado. Wilko iniciou 2017 de forma muito semelhante a 2016, com surf consistente em sua casa, vitórias a cada bateria e mais uma final. Promete novamente brigar pela coroa do surf e começar bem a perna australiana é fundamental.

Os australianos foram defrontados nas meias-finais, pelo atual campeão, John John Florence (HAW), e pelo sempre candidato ao bi campeonato, Gabriel Medina (BRA), – Wilkinson x Florence e Wright x Medina – . Demonstrando que os jovens campeões vieram, novamente, com sede de título e ser campeão pela 2ª vez é um objetivo, o qual podemos considerar plenamente atingível.

Se assim o podemos considerar, a velha guarda da elite foi representada por Kelly Slater (USA) e Joel Parkinson (AUS) nos quartos de final. Slater teve uma disputa épica, de novo, contra Medina decidindo a bateria na última onda, esperando a nota final e o vencedor do heat, já fora da água. O americano ainda questionou os juízes sobre uma possível interferência de Gabriel, o que não foi aceito pela comissão, mas essa atitude diz muito sobre o maior campeão de sempre, ele quer mais um título e vai brigar muito por isso. Já Parko foi parado pelo seu compatriota Matt Wilkinson numa bateria dominada pelo vice-campeão nas ondas de Snapper Rocks.

 

A juventude chegou e demonstrou para que veio. Connor O’Leary, rookie australiano, despachou ninguém menos que Julian Wilson (AUS) no round 3 e venceu o round 4, contra ninguém menos que Wright e Jordy Smith (ZAF), atual vice-campeão da WSL, indo diretamente para os quartos de final, onde encontrou novamente Wright que dessa vez não deu chances ao novato. (Nota: o round 4 não é eliminatório, o vencedor segue para os quartos de final, enquanto os outros 2 perdedores vão para uma repescagem – round 5).

Saiba quando e onde serão as 11 etapas do WCT 2017: Os 11 palcos do WCT 2017.

Frederico Morais, o representante português, iniciou muito bem seu primeiro ano de “prime time”, vencendo sua bateria na primeira ronda, desbancando Filipe Toledo (BRA) e Adrian Buchan (AUS), porém não conseguiu repetir seu feito e bater o mito Slater no round 3. Sendo eliminado, ficando em 13º colocado no evento e acumulando 1,750 pontos no ranking. Pode parecer ruim, mas avançar baterias, se acostumar com o tour e o nível de disputa é muito difícil, Kikas segue num bom rumo e ritmo para almejar melhores posições. A prestação do português é de se aplaudir, torcer e acreditar no seu power surf é um fato que os portugueses devem levar adiante.

#2 Drug Aware Margaret River Pro

Se emoção e altas disputas não faltaram na etapa de estréia, o segundo evento do ano promete seguir a mesma linha. Pois já se inicia com um heat alucinante, Kelly Slater x Mick Fanning (AUS) x Leonardo Fioravanti (ITA), com os primeiros 2 nomes somam-se 14 títulos mundiais, o que significa muito surf no pé, adicione a isso a participação do estreante Leo, italiano que em 2016 fez bonito em Margaret River, saindo de wildcard a 5º colocado.

Os principais nomes em Gold Coast devem avançar rounds e acirrar a disputa pelo t-shirt amarela. Owen já demonstrou que está totalmente recuperado, logo voltar a tirar 10 perfeitos aliados a vitórias em baterias e etapas não será tão difícil assim 2017, talento não falta a esse aussie que deseja ser igualmente campeão do mundo, como sua irmã Tyler Wright, detentora do título do WCT feminino.

 

Já seu compatriota, Matt Wilkinson repete seu bom início de ano, calando muitos que disseram que o ano passado seria uma doce exceção na carreira do irreverente surfista australiano. Briga novamente pelo título dessa etapa e pela liderança do ranking.

Conheça todos os rostos que disputarão o título de melhor surfista do mundo, na nossa galeria: Os 34 candidatos ao título da WSL 2017.

Medina, expoente do Brazilian Storm, parece ter aprendido a lição do anos anteriores e se quer ser campeão novamente, teria que arrancar o ano em melhor forma, e assim o fez em Snapper. Apesar de uma pequena lesão, Medina tem tudo, surf e estratégia, para chegar longe novamente na segunda etapa da perna australiana.

Florence parece não ter ficado sem foco ou com menos gana, após seu primeiro título. Pelo contrários, o havaiano chegou em 2017 ainda mais calmo e confiante em seu surf. Se em 2016 caiu no round 3, esse ano aparenta que vai chegar mais longe e quem sabe já começar a liderar o tour e ter de volta sua camisola (lycra) amarela.

A baixa do evento será o brasileiro Ítalo Ferreira, após se lesionar no free surf não poderá competir a segunda perna australiana. O rookie de 2015, iniciou muito bem 2017, mas essa lesão o tira de ação e esperamos que se recupere e volte logo.

Classificação 2017. [Imagem: WSL]
 

Se alguém precisa melhorar, leia-se ficar melhor colocado, para ganhar confiança e brigar pelo sonhado título, esse é Jordy Smith (ZAF), vice-campeão do WCT 2016, acumula 4,000 pontos, relativo ao 9º lugar em Gold Coast. E quem o conhece, tem a certeza que o gigante sul-africano chegará em Margaret River com muita gana para passar heats e subir na classificação.

Como sabemos, o surf sempre reserva o imprevisto a cada swell, os favoritos começaram bem e tem tudo para seguir assim. Mas nunca podemos declarar um vencedor por antecedência, por isso a única coisa de devemos fazer é não perder o segundo show do ano.

E que nesse espetáculo, tenhamos Kikas a demonstrar todo seu repertório da arte do surf. Para o português seria ideal avançar diretamente ao round 3, trazendo maior tranquilidade e confiança, dado que disputará uma vaga contra o atual rei da coroa do surf, John John Florence. Se ano passado, a vitória em cima do prodígio havaiano não veio, nem na última nota (faltou 0,01), que esse ano reserve uma melhor sorte a Frederico, pois surf, como já dissemos e gostamos de repetir, não lhe falta.

Não perca o CT #2 Drug Aware Margaret River Pro, com janela de disputas entre 29/03 e 09/04 e chamadas as 7:30 do horário local (00:30 de Portugal). Confira em direto no site da World Surf League ou pelo Facebook.

snapper.jpg?fit=960%2C606
Eduardo MenezesMarço 12, 20178min0

A bela onda de Snapper’s Rocks – Queensland, Austrália, já está pronta para receber os melhores surfistas do mundo, pela primeira etapa da World Surf League 2017. E tudo indica que será o melhor e mais disputado tour de muitos anos. Muita expectativa pela volta de Owen Wright (AUS) e Mick Fanning (AUS), e quem sabe, pela última época de Kelly Slater (USA).

A dificuldade em apostar quem será o campeão após os 11 eventos do WCT 2017 da World Surf League (WSL), é diretamente proporcional a elevada expectativa de disputas épicas heat a heat, na briga pelo título até a etapa final de Pipeline.

No tour haverá 6 campeões – Slater, Fanning, Parkinson, Medina, Adriano e Florence – , além de muitos potenciais surfistas, que quer por sua evolução quer por seu talento, são indicados aspirantes ao título inédito como Wilkinson, Julian Wilson, Bourez, Andino, Filipinho e Smith, este último vice-campeão em 2016.

Saiba quando e onde serão as 11 etapas do WCT 2017: Os 11 palcos do WCT 2017.

E não podemos descartar, que algum rookie ou atletas com menos mediatismo, com mais ou menos experiência, não possa fazer bonito e dar muito trabalho aos principais favoritos, surfistas como Caio Ibelli, Ítalo Ferreira, Nat Young, Josh Kerr, Adrian Buchan, Conner Coffin e Sebastian Zietz, por exemplo.

Tudo indica para um dos melhores e mais disputados tour da WSL nos últimos tempos. Ser regular e somar pontos em todas a etapas será necessário para chegar ao topo no final ano. 2017 promete e muito!

Alguns dos campeões

No ano em que se promete muita ação, o expoente do surf havaiano John John Florence buscará manter o troféu da liga em sua residência, tentando tornar-se bi-campeão, feito que muitos acreditam ser possível após um ano 2016 muito consistente e cheio de vitórias marcantes. John John superou-se e retirou o peso de levar o título para sua terra natal. Tudo indica, que sem esta pressão seu surf será ainda melhor e competitivo.

 

Talvez em sua última temporada no tour, Kelly Slater fará de tudo para conquistar seu 12º título, e nunca duvide do mito Slater. O qual não necessita de nenhuma explicação, para ser considerado como indicado ao título do WCT. O experiente norte americano vem forte para o tour deste ano e que seus concorrentes se preparem, pois um rei nunca perde sua coroa.

O regresso de Mick Fanning, após um ano meio sabático, já que disputou algumas etapas do WCT 2016, que o garantiram para a elite de 2017. Irá trazer de volta todo seu surf de borda, com manobras explosivas, além de toda sua estratégia e resistência de ser batido. Fanning voltará com suas energias renovadas e com muita vontade de vencer, com ele na elite, uma vaga de candidato ao título, sempre está preenchida.

Os que buscam seu sonho

Ótimas atuações e um final de época 2016 espetacular, credenciam ainda mais o gigante sul-africano Jordy Smith ao título de 2017. O vice-campeonato deixou um sabor amargo a ele, mas com certeza dará mais forças e vontade de experimentar o sabor da título mundial da WSL. Seu surf está cada vez melhor em diferentes tipos de ondas e um melhor arranque no início da época poderá ser determinante para levar o título ao continente africano.

Kolohe Andino (USA), Michel Bourez (PYF) e Julian Wilson (AUS) tentarão provar as expectativas que sempre tiveram neles, buscar o título de 2017 provará todo o talento deles. Andino se credencia pelo 4ª posição em 2016, Bourez por dominar tubos e vencer Pipeline na época passada, já Wilson um dos queridos e talentosos surfistas da Austrália precisa provar todo seu valor e ganhar a coroa da WSL.

Menção especial a Owen Wright (AUS), que volta as disputas após um ano, devido a recuperação de uma lesão ocorrida no aquecimento da etapa de Pipeline 2015, quando ainda brigava pelo título mundial. A concussão cerebral que teve, acarretou problemas em seus movimentos, tendo necessidade de reaprender a surfar. Esperamos que o título e a homenagem feita por sua irmã Tyler Wright, inspire um dos mais talentosos aussies, em sua volta as competições.

Brazilian Storm

Brazilian Storm [Foto: WSL – Kelly Cestari]
 

Na turma dos campeões, Gabriel Medina sabe que precisa iniciar o ano com mais força e melhores resultados, pois seus inícios de época demonstram-se irregulares como 2015 e 2016, apesar do último ano ter sido melhor, o mau arranque tem lhe custado estar mais próximo da briga pelo bi-campeonato, em 2014 Gabriel começou com o título em Snapper e o final já conhecemos. Adriano de Souza, por incrível que pareça sofreu do mesmo mal que Medina, após ser campeão em 2015, teve um 2016 irregular e não fez nenhuma final de etapa, porém tudo indica que o capitão virá para 2017 com toda força e foco, suas características marcantes.

Já Filipe Toledo, um dos brasileiros mais talentosos, principalmente na “arte” de mandar aéreos, apesar de ainda  não ter conquistado nenhum título da WSL,  é sempre muito bem cotado para ser um novo campeão. Na etapa de Gold Coast, onde se sagrou campeão em 2015, pode iniciar a frente na briga pela coroa de melhor surfista do ano.

Podemos assim dizer, que estes são os “zucas” favoritos a iniciar o ano com uma vitória na perna Australiana e concorrerem ao título de 2017. Mas não se esquecer dos “outros” Brasileiros na elite, Caio Ibelli, o rookie de 2016 que poderá consolidar seu surf em sua segunda época,  Ítalo Ferreira um dos brasileiros que já deu muito trabalho a grandes surfistas e do guerreiro Jadson Andre. Mesmo não sendo candidatos ao título, poderão ser uma pedra no caminhos de muitos favoritos ou mais renomados surfistas.

A Europa e o retorno de um Português a elite da WSL

Bom, Frederico Morais, dispensa apresentações ao público português. O cascalense, que detonou tudo e todos nas etapas da Tríplice Coroa Havaiana, chega ao seu ano de estréia com boas perspectivas de sucesso, dado seu ótimo final de época e por já ter disputado heats e finais contra alguns dos “monstros” como Kelly Slater e John John Florence, por exemplo. Por mais jovem que seja, Frederico apresenta certa experiência e vivência em etapas do tour principal da WSL.

Um português de volta a elite. [Foto: WSL – Poullenot]
 

Mas Kikas deve ter a consciência que o tour de elite é muito mais disputado, com ondas diferentes a cada etapa e terá que demonstrar desde a primeira etapa do ano, todo seu surf. Avançar rounds e somar pontos logo em Queensland o dará confiança e tranquilidade para os próximos desafios. As previsões para o jovem lusitano são boas, pois seu power e rail surf se encaixam com as direitas de Snapper. É torcer e esperar que suas performances do final de 2016 continuem e a sorte esteja ao seu lado.

Conheça os outros europeus e os todos os rostos que disputarão o título de melhor surfista do mundo, na nossa galeria: Os 34 candidatos ao título da WSL 2017.

A Europa conta com mais 5 surfistas, tendo maior destaque o Italiano Leonardo Fioravantti, que em 2016 ficou em 3º lugar em Margaret River – AUS e em 13º em mais 2 outras etapas, todas elas participou com wildcard. Essas boas atuações o credenciam a ser uma ótima aposta a rookie do ano de 2017.

Quiksilver Pro Gold Coast

A primeira etapa do ano. [Imagem: WSL]
 

O evento inicial em ondas Australianas, num  banco de direitas que continua mágico e com ondas bastante compridas, propícia para regular surfers, em manobras velozes e fortes. Segue na mesma linha de imprevisibilidade, sem um favorito disparado. Se Matt Wilkinson (AUS) surpreendeu ao vencer a etapa de Gold Coast em 2016, por que não teremos surpresas nessa época?

A aposta de Palex Ferreira, surfista da Costa da Caparica e autor no Fairplay, “Esta etapa inaugural do circuito, em 2016 foi vencida pelo Matt Wilkinson, que teve um início de temporada genial. Torna-se difícil de prever o que vai acontecer, porque o nível está cada vez mais alto, e os surfistas melhores preparados, logo não se consegue afirmar quem será o favorito a vencer o primeiro evento do ano. Atreveria a meter um Mick Fanning que teve um ano sabático, ou o regresso do Owen, depois de uma longa recuperação… Não é fácil prever como vai ser, apenas enquanto portugueses, queremos que o Frederico “Kikas” Morais se dê bem, por Snapper”.

O Quiksilver Pro Gold Coast tem janela de competições entre 14 e 25 de Março.

Esperemos que as previsões de ondulação sejam perfeitas, com altas disputas e muito surf a todos.

Artigo com co-autoria de Palex Ferreira.

You-cant-WSL.jpg?fit=960%2C355
Eduardo MenezesMarço 5, 20171min0

A World Surf League (WSL) tem início em Março e o FairPlay apresenta os 34 surfistas que disputarão a coroa de melhor do mundo.  John John Florence(HAW) defenderá seu título e Portugal está de volta a briga, com Frederico Morais.

Cada vez mais abrangente, o tour de 2017 contará com atletas de várias partes do globo. A Europa será bem representada por 4 atletas, enquanto o Brazillian Storm não perde sua força, com 9. Já os 3 Havaianos lutarão para manter o título em seu arquipélago; porém os 12 Aussies querem por novamente seu país no topo do pódio, do mesmo modo que Kelly Slater (USA), em sua possível última temporada, contará com a ajuda de 3 compatriotas e tentará levantar seu 12º para os Estados Unidos. Um Sul-africano e um nativo da Polinésia Francesa completam o mapa de candidatos ao título de 2017 da WSL.

Pipe-Master.jpg?fit=828%2C315
Eduardo MenezesDezembro 11, 20164min0

Chegou a hora da etapa mais esperada do ano, o Billabong Pipe Masters. Na mítica praia de Banzai Pipeline – Havaí, local onde costuma-se separar os grandes protagonistas da multidão do surf mundial.

A prova de Pipeline não perde sua importância no cenário do surf, mesmo com o campeão da World Surf League 2016 já definido. John John Florence (HAW) sagrou-se campeão mundial na etapa Portuguesa de Peniche, fazendo o título do WCT retornar ao Havaí, após 12 anos da vitória de Andy Irons em 2004.

Pipeline tem em seus tubos, tanto para direita como para esquerda, o poder de coroar apenas os grandes surfistas. Sendo assim, conquistar uma vitória nessas ondas Havaianas significa muito mais que 10,000 pontos no ranking, mas o respeito de dominar um dos maiores, mais perfeitos e temidos tubos do mundo.

Se, por um lado a briga pelo título 2016 está terminada, a guerra por uma das 22 vagas no WCT 2017 está mais que viva. Muitos surfistas, como Keanu Asing (HAW), Nat Young (USA), Wiggolly Dantas (BRA) e Miguel Pupo (BRA), por exemplo, entrarão para sua última batalha, sendo essa de vida ou morte. Estar até a 22º colocação significa ter o privilégio de surfar as 11 etapas de 2017, enquanto, estar para além dessa posição fará cada um desses atletas disputar o QS do ano que vem e tentar sua volta à elite.

Para além da emoção e importância na corrida por uma vaga do WCT 2017, o Billabong Pipe Master é o último evento do Vans Triple Crown, a Tríplice Coroa Havaiana. Competição composta por 3 etapas disputadas no Havaí, sendo elas dois eventos QS10,000, o Hawaiian Pro e o Vans World Cup.

Essa competição, paralela ao tour mundial, determinará o rei das ondas Havaianas, sendo o Português Frederico Morais o atual líder, com a soma de 16,000, após 2 segundas colocações nas etapas do QS. Kikas é seguido de perto por Florence e Jordy Smith (ZAF), vencedores do Hawaiian Pro e do Vans World Cup, respectivamente.

Confira a classificação da Tríplice Coroa Havaiana 2016.

Tendo em conta a importância da última etapa do tour, para a cena do surf mundial, além do que está em disputa. O Fairplay separou 11 fatos a saber sobre o Billabong Pipe Masters:

1 – Adriano de Souza (BRA) é o atual campeão de Pipe Masters, além de ser o campeão mundial de 2015;

2 – Andy Irons foi o último local a vencer essa etapa, no ano de 2006;

3 – Nenhum goofy footer ganhou em Pipeline nos últimos 15 anos, última vitória foi de Rob Machado (USA);

4 – São os possíveis nomes das meias-finais e favoritos ao título do Pipe Masters 2016 : John John Florence (HAW), Kelly Slater (USA), Jordy Smith (ZAF) e Gabriel Medina (BRA);

Backdoor e Pipeline [Imagem: WSL]
5 – A onda tubular que quebra para a direita chama-se Backdoor, enquanto a que vai para a esquerda é nomeada de Pipeline;

6 – É o número de nacionalidades que venceram em Pipeline, sendo vitórias do Havaí (16), da Austrália (16), Estados Unidos (10), África do Sul (1), França (1) e Brasil (1);

7 – Kelly Slater é o maior vencedor, sendo campeão 7x nos tubos Havaianos (1992, 1994, 1995, 1996, 1999, 2008 e 2013);

8 – Frederico Morais será o representante Português na etapa de 2016 e briga pelo título da Tríplice Coroa Havaiana;

9 – É a última prova do ano e definirá os 22 surfistas que terão acesso ao WCT 2017;

10 – Apesar de mágica, é a mais temida, sendo umas das mais mortíferas do mundo, senão há mais;

11 – É a 11ª do tour e tem janela de competição entre 08/12 e 20/12, com chamadas diárias as 7:30 do horário local, 17:30 no horário de Portugal.

Meo-Rip-Curl-2016.jpg?fit=828%2C315
Eduardo MenezesOutubro 18, 20166min0

Ondas tubulares, aéreos incríveis e disputa pela liderança. O melhor do surf masculino volta a Portugal. E a Praia de Supertubos, Peniche, é o penúltimo palco da disputa rumo ao título de melhor surfista do ano.

O Meo Rip Curl Pro Portugal 2016, tem início dia 18 de outubro, com 11 dias de janela para o término da competição. As ondas lusitanas podem definir um novo t-shirt amarela e ser um passo importante na disputa do título da World Surf League.

A briga pelo título mundial da WSL segue muito acirrada, agora apenas 2.700 pontos separam o líder John John Florence (HAW) do Brasileiro Gabriel Medina, 2º colocado e vice-campeão da última etapa, em Hossegor – FRA. A prova Francesa foi vencida pelo  Keanu Asing, 21º colocado do ranking, marcando assim a primeira conquista do jovem surfista Hawaiano.

John John (48.150 pontos), que caiu na meia-final para seu compatriota Keanu, na etapa Francesa, viu a distância para Medina diminuir. Terminar atrás do Brasileiro pode significar a perda da liderança e mais pressão para última etapa em sua casa, para além da desvantagem. Assim não pode repetir a performance de 2015, quando caiu no round 3.

A corrida pelo título da WSL 2016. [Imagem:WSL]
A corrida pelo título da WSL 2016. [Imagem:WSL]
 

O atual segundo colocado, Gabriel Medina (45.450), dessa vez, não chega a Portugal podendo sagrar-se campeão do tour, como aconteceu em 2014. Mas pode assumir a corrida pelo título e desbancar o seu concorrente Havaiano, para isso terá de abrir seu repertório de manobras, encontrar tubos e aéreos, uma de suas especialidades.

Em caso de vitória Florence na etapa Portuguesa, Medina tem que chegar, novamente, aos quartos-de-final como em 2015, para se manter vivo na briga do tour de 2016.

A grande sensação do ano, o aussie Matt Wilkinson, terá que voltar ao seu melhor surf, aquele demonstrado na perna Australiana, para assim chegar a Pipeline vivo na disputa do título da WSL. Wilko (38.250) está a, praticamente, 10.000 do líder e uma vitória significaria o retorno a briga.

Para além dos grandes candidatos a rei do surf 2016, Peniche receberá o 11x campeão: Kelly Slater (USA); o campeão do tour de 2012: Joel Parkinson (AUS); o vencedor da última etapa: Keanu Asing (HAW); o atual 4º colocado e vencedor em Trestles: Jordy Smith (ZAF); o campeão de Margaret River: Sebastian Zietz (HAW). E os renomados Kai Otton (AUS), Julian Wilson (AUS), Michel Bourez (PYF), Adrian Buchan (AUS) e Natt Young (USA), entre outros surfistas que completam a elite de 2016.

A baixa será a ausência de Mick Fanning (AUS), que optou por correr apenas algumas etapas este ano. E, infelizmente, Portugal não entrou em sua rota para 2016.

Brazilian Storm

Se em 2015, os Brasileiros dominaram a etapa de Peniche, com a vitória de Filipe Toledo, sobre o também brasileiro Ítalo Ferreira, numa final cheia de aéreos e notas altas. Em 2016, muito pode-se esperar dos surfistas tupiniquins.

Filipinho com uma bela prestação em Hossegor, chega para defender seu título, e demonstrar que está totalmente recuperado da lesão ocorrida no início dessa época. Já Adriano de Sousa, campeão do tour 2015, surfa sem pressão e nunca pode-se duvidar de um campeão mundial. Ítalo Ferreira, eleito o rookie do ano em 2015, tenta voltar a demonstrar o surf do início de 2016 e detonar novamente com incríveis aéreos. Por fim, o campeão do WQS 2015, Caio Ibeli chega credenciado a ir longe, após seu 13º em Peniche 2015.

Os outros Brasileiros vêm com “sangue nos olhos” e sabem que a praia Portuguesa se encaixa muito bem no surf progressivo e cheio de aéreos, para além dos tubos é claro, que esses atletas sabem muito bem fazer. Miguel Pupo, Jadson Andre, Alejo Muniz, Alex Ribeiro e Wigolly Dantas buscam um ótimo resultado para se manterem na elite em 2016, pois não podem deixar todas as apostas para a derradeira e mágica etapa de Pipeline – HAW.

Os Portugueses

Alta expectativa em relação aos wildcards locais, após a prestação de 2015, quando Vasco Ribeiro chegou a meia-final, alcançando o melhor resultado de um Português na etapa lusitana do WCT, além da 5ª colocação de Frederico Morais. Em 2016, Kiko será novamente um dos surfistas Portugueses, juntamente com Miguel Blanco, os representantes locais.

Frederico Morais - Supertubos 2015 [Imagem: WSL / Kirstin Scholtz]
Frederico Morais – Supertubos 2015 [Imagem: WSL / Kirstin Scholtz]
 

Frederico entra na água para a disputa da bateria 5, contra Gabriel Medina e Conner Coffin (USA). Enquanto, Miguel Blanco surfará logo em seguida, no heat 6, e enfrenta John John Florence e Jadson Andre.

Escolha seu surfista preferido e fique na torcida! Sem deixar de apoiar os surfistas locais!

Acompanhe em direto no site da World Surf League, com narração em Português e Inglês. Com janela entre 18 a 29 de Outubro e chamadas diárias às 8:00, horário local.

A grande campeã.

O WCT Feminino já está definido, com o título inédito de Tyler Wright (AUS). A jovem surfista aussie, 22 anos,  que coleciona feitos e já havia assombrado o mundo do surf. Em 2008, na Austrália, quando ganhou  sua primeira etapa do WCT com apenas 14 anos e estreou no tour principal ocorreu em 2011, tornando-se também a mais jovem atleta, 16 anos.

Tyler voltou a fazer história em 2016, derrubando o reinado de Stephanie Gilmore e Carissa Moore, vencedoras dos 9 últimos anos. Tornou-se campeã com números incríveis, 67.700 pontos,  6 finais e 4 vitórias, sendo a grande campeã de 2016, restando ainda um evento a ser disputado.

Após a conquista do coroa do surf,  Tyler pôde finalmente homenagear seu irmão, Owen Wright, afastado do tour desse ano devido a lesão, utilizando, na final da etapa de Hossegor-FRA, a t-shirt amarela com o número 3, aquele que Owen ostenta em sua lycra.

Hossegor.jpg?fit=960%2C631
Eduardo MenezesOutubro 4, 20165min0

A WSL desembarca em Hossegor, França, para a disputa do CT #9 do ano. Local que poderá sagrar a nova campeã mundial do circuito feminino e acirrar ainda mais a disputa no masculino. Uma etapa decisiva e que reserva altas emoções para o mundo do surf.

Roxy Pro France

Após o Women’s Cascais Pro, em Portugal, vencido por Courtney Conlogue (USA), a corrida pela coroa de melhor surfista do ano continua em aberto e mais disputada do que nunca. A final da etapa Portuguesa colocou frente-a-frente as duas melhores surfistas do ano, numa bateria bem disputada e emocionante a Americana, 2º colocada, venceu Tyler Wright (AUS), líder, por 13,00 a 12,26. E se aproximou ainda mais da aussie na corrida pela liderança.

A briga pelo titulo [Imagem: WSL]
A briga pelo titulo [Imagem: WSL]
 

Com a briga pelo título do tour 2016 restrita a Tyler Wright e Courtney Conlogue. A penúltima etapa do ano pode já definir uma nova campeã mundial, caso a líder do ranking, Tyler Wright, vença o Roxy Pro France. Lembrando que a surfista detentora da t-shirt amarela, vai a França para defender seu título conquistado em 2015.

Já a Americana precisa de um ótimo resultado, para se manter viva na disputa do título mundial, ou  uma combinação de resultados, caso não seja bem sucedida na etapa européia, para deixar a decisão em as águas Hawaianas, na última do tour de 2016.

Confira a classificação do WCT feminino.

Quiksilver Pro France

Quiksilver Pro France 2016 [Imagem: WSL]
Quiksilver Pro France 2016 [Imagem: WSL]
 

No masculino as atenções retornam a elite do surf mundial, depois da etapa do Qualifying Series 10,000 de Portugal, que teve o brasileiro Jesse Mendes como campeão. O Quiksilver Pro France inicia mais um capítulo do acirrado ranking de 2016, no qual ainda restam 5 competidores na briga para ser coroado como o melhor surfista do ano.

Apesar da eliminação precoce na Califórnia, no round 3, John John Florence (HAW), se manteve como atual líder do tour (41,650). Em Hassegor terá que apresentar o melhor de seu surf para manter a t-shirt amarela e chegar a meia-final, no mínimo, para garantir a manutenção do topo, independente do resultados dos seus principais adversários. Um novo vacilo poderá custar o posto de número 1 e deixar  o título do mundial de surf  com riscos de voltar a sua terra natal.

Gabriel Medina, 37,450 pontos, defende seu título em águas francesas. O vice-líder do ranking da WSL pode assumir a primeira posição caso seja bi-campeão e seu oponente Havaiano caia até os quartos-de-final.  Medina chega a França para mostrar que é um dos principais concorrentes ao título do tour 2016 e apagar a imagem contrariada da etapa Americana, onde foi eliminado no Round 3 e contestou fortemente a decisão dos juízes e as notas dadas em sua bateria contra Tanner Gudauskas (USA).

Outro atleta que também contestou as decisões dos juízes em Trestles, o Australiano Matt Wilkinson, agora o 3º colocado (36,500), tentará apagar as últimas más prestações, caiu no round 3 nas etapas de J-Bay e Teahupo’o e no round 2 em Trestles, para seguir como candidato a coroa de 2016. Com uma combinação de resultados, o aussie pode voltar a ostentar a t-shirt amarela, caso chegue no mínimo a meia-final, Florence caia ainda no round 2 e Gabriel não chegue a meia-final.

O Sul-africano Jordy Smith, vencedor da etapa em Trestles, galgou 1 posição no ranking e se consolidou como 4º (35,200) e na disputa pelo título do tour. Podendo conquistar a t-shirt amarela já neste evento, Smith precisa vencer em Hassegor e torcer para que Florence não passe do round 3 e Medina não chegue a final. Mais que assumir a liderança, é imprescindível ter um bom resultado nesta etapa e se afirmar como um concorrente a disputa do tour 2016.

Depois de ressurgir, vencendo a etapa de Fiji, Kelly Slater, 5º colocado (29,650) ainda se mantém vivo na briga por mais um título mundial daWSL e pode assumir a vice-liderança do campeonato, caso vença a etapa Francesa e Gabriel Medina não passe do round 3. Uma ótima combinação de resultados o colocará na briga direta e assim faltarão apenas duas etapas para o fim do campeonato, sendo uma delas Pipeline, onde o Americano é o rei dos tubos. Nunca é bom duvidar do 11x campeão mundial.

Confira a classificação do Men’s Championship Tour Jeep Leaderborder.

A etapa Francesa também é decisiva para quem ainda não se garantiu no WCT de 2017, apenas os 22 primeiros colocados de 2016 estarão presentes no tour do ano seguinte – 10 vindos do QS e 2 wildcards completam a elite da WSL.

Velhos conhecidos das etapas do WCT, como o aussie Kai Otton e o atleta local Jeremy Flores, correm grandes perigos de não se classificarem pelo WCT e precisam ir muito bem em Hossegor, somando importantíssimos pontos na classificação geral. Para que continuem vivos na disputa nos dois últimos eventos do ano, Peniche – Portugal e Pipeline – Hawai, e assim se mantenham na elite do surf mundial.

Confira toda a emoção do Roxy Pro France e do Quiksilver Pro France. As chamadas ocorrem as 7:30 do horário local e a janela de competições será de 04/10 a 15/10, com transmissão em direto pelo site da WSL.

Hurley-Pro-2016_2.jpg?fit=800%2C296
Eduardo MenezesSetembro 7, 20165min0

A contagem decrescente para o Hurley Pro at Trestles 2016 está aberta. John John Florence defenderá a liderança; Matt Wilkinson lutará para ter sua t-shirt amarela de volta; Gabriel Medina voará para a vitória. A Califórnia – USA já está preparada para receber os melhores surfistas do mundo e determinar quem restará na batalha do título do Samsung Galaxy Championship Tour 2016.

Com janela de competição entre 07 a 18 de Setembro, as ondas norte-americanas poderão determinar quem buscará, para além dos 3 líderes, o título da WSL 2016. Uma vitória daqueles que estão entre 4º e 8º poderá incluir mais um concorrente ao título. O mais cotado a se inserir nesta acirrada disputa é o atual 8º colocado, Kelly Slater (24.450) que mostrou toda a sua magia, vencendo a última etapa em Teahupo’o, voltando as glórias da vitória, após mais de 2 anos, com muita emoção e determinação, para quem sabe lutar pelo seu 12º título.

O surfista norte-americano, sem surpresa nenhuma, é o maior vencedor das ondas de Trestles, 6 vezes campeão da etapa que está no circuito desde 2000. Chegou a 5 finais seguidas entre 2004 e 2008, vencendo 2005, 2007 e 2008. E após um “péssimo” resultado em 2009 (3º lugar), voltou a ser tricampeão da etapa (2010 a 2012). Mesmo não tendo ótimos resultados nos últimos 3 anos (round 2, meia-final e round 5), respectivamente, Kelly é sempre favorito nas ondas Californianas. No Tahiti mostrou que tem muito surf, mas muito mesmo, determinação para brilhar e vencer os atletas mais jovens e seus incríveis e potentes aéreos.

Lower Trestles [Foto: Kirstin Scholtz - WSL]
Lower Trestles [Foto: Kirstin Scholtz – WSL]
 

John John Florence (39.900) irá defender seu posto de líder do ranking. Após ser vice-campeão nas duas últimas etapas, nas ondas de J-Bay e no tubos de Teahupo’o. O Havaiano, que lidera a corrida pela primeira vez no ano, não pretende entregar seu posto a Matt Wilkinson ou Gabriel Medina. As ondas de Trestles, local onde foi vice-campeão em 2014, favorecem seu surf progressivo e com altos aéreos, nada melhor que uma vitória para se consolidar na melhor posição do ranking.

Wilko (36.000), após sair muito decepcionado do mar do Tahiti, pela sua eliminação ainda no round 3, deixando o caminho livre para Florence assumir a liderança, voltará a cair no mar para tentar reassumir o posto número 1, que lhe pertenceu até a última etapa. O Australiano terá que mostrar uma enorme força mental, não sucumbir a pressão e surfar como no início da temporada, quando ganhou 2 provas em seguida.

Medina (35.700), atual 3º colocado, pode atingir o topo caso tenha um bom desempenho, e não há dúvidas que o primeiro Brasileiro campeão mundial se esforçará ao máximo para conquistar a t-shirt amarela. Igualmente a Florence, as ondas Californianas se encaixam perfeitamente ao seu surf e não faltarão aéreos impressionantes e grandes ondas surfadas.

A disputa pela liderança:

John John Florence VS Matt Wilkinson: se enfrentaram 11 vezes, com 6 a 5 para o Havaino (54% de aproveitamento);

John John Florence VS Gabriel Medina: se encontaram 14 vezes no mar, Grabiel venceu em 10 ocasiões (85%);

Matt Wilkinson VS Gabriel Medina: 7 disputas e novamente vantagem para o Brasileiro, 6 a 1 (85%).

2016 Men's Championship Tour Jeep Leaderboard [Imagem:WSL]
2016 Men’s Championship Tour Jeep Leaderboard [Imagem:WSL]
Classificação completa:

http://www.worldsurfleague.com/athletes/tour/mct?year=2016

Outros destaques são: Mick Fanning volta aos holofotes do surf mundial para defender seu título de 2015 da etapa norte-americana, o aussie Adrian Buchan 3º colocado no Tahiti e atual 4ª do Jeep Leader, Julian Wilson (5º) outro expoente do surf australiano, Jordy Smith (6º) campeão da etapa em 2014 e Adriano de Sousa (7º) o último campeão do Samsung Galaxy Championship Tour e vice em Trestles 2015.

Uma vitória, para qualquer um dos citados acima (exceto Fanning, uma vez que poderá não participar em todas as provas até o final do ano por escolha própria), significará a entrada para a disputa do título nas 3 etapas restantes. Infelizmente, o inverso também é verdadeiro, um mau resultado é o início do planeamento do ano seguinte.

O campeonato chega em sua parte final, escolha seu surfista predileto ou favorito ao título, e façam suas apostas. Apenas um será o rei das ondas ao final do ano.

Em tempo, o Azores Airlines Pro 2016, válido pelo WQS, divisão de acesso a elite do surf internacional, já se inicou na ondas da Ilha de São Miguel, arquipélago dos Açores – PT. Não perca um detalhe e torça pelos surfistas portugueses.

Azores Airlines Pro 2016: 6 a 11 de setembro, com chamadas as 7h  (horário local).

Confira: http://www.worldsurfleague.com/events/2016/mqs/1494/azores-airlines-pro/live

billabong-final-3.jpg?fit=800%2C487
Eduardo MenezesAgosto 24, 20166min1

Paisagem paradisíaca, ondas tubulares e potentes, heat do ano, notas 10 perfeitas, atuações espetaculares, quedas arrepiantes, pranchas quebradas, retorno de uma lenda a vitória e um novo líder. Tudo numa mesma etapa do ano, Billabong Pro Thaiti 2016.

Não demorou muito para a ação começar, com apenas um dia de lay day que ocorreu no primeiro dia da janela de competições, as ondas apareceram e com elas um surf do mais alto nível, porém num mar muito inconstante, as séries de ondas muito espaçadas dificultaram a ação dos surfistas e raras notas excelentes ocorreram. As condições melhoraram gradualmente nos 2º e 3º dias, mas a inconstância das séries influenciava a estratégia dos surfistas. Pegar ondas menores e pontuar ou esperar uma “bomba” e tirar uma nota excelente, foi a tónica de muitas baterias disputadas. Os rounds 2 e 3 ocorreram com poucas notas na casa do excelente mas algumas surpresas, como a eliminação de Adriano de Souza e Matt Wilkinson.

A queda do até então t-shirt amarela, Matt Wilkinson, no round 3 para o Brasileiro Bruno dos Santos, era um prenúncio de um novo líder. O que pode ser considerado por muitos uma zebra, acaba por ser explicado pelo histórico e especialidade desse wildcard nas ondas de Teahupo’o, Bruno dos Santos já foi campeão nessas ondas em 2008, além de ser um exímio tube rider. Isso aliado a diferente estratégia adotada na bateria, Wilko esperou as melhores e maiores ondas que não vieram, com isso surfou apenas 2 ondas (1.93 e 4.90), contra 9 ondas de Bruninho que somou 12.33 pontos com suas maiores notas (5.50 e 6.83). Wilko caiu muito cedo, mostrou um semblante chateado e preocupado, mas nada que não possa ser superado pelo experiente Australiano que ainda segue em 2º na corrida pelo Samsung Galaxy Championship Tour.

Talvez Netuno tenha reservado o melhor para as finais, as condições que melhoraram dia a dia, ficaram praticamente perfeitas a partir do Round 5, daí não faltaram notas 10, tubos alucinantes, algumas quedas assustadoras e um show particular do mestre ou extraterrestre, o maior campeão de todos os tempos Kelly Slater.

Kelly simplesmente tirou o 10 perfeito por 2 vezes na mesma bateria, contra o Havaiano Keanu Asing e assegurou sua vaga nos quartos-de-final. O show começava ali e só cabia aos pobres mortais apreciar e esperar por mais, no épico Billabong Pro Thaiti 2016. Medina e John John Florence também avançaram para os quartos-de-final em baterias muito disputadas contra Jadson André e Joel Parkinson, respectivamente.

Os quartos-de-final iniciaram com Adrian Buchan a derrotar Kolohe Andino, com um somatório de 18.16. O próximo adversário de Slater estava definido, era então vencer Bruninho do Santos e disputar mais uma meia-final em sua carreira. Kelly fez o simples, pelo menos para ele pareceu, tirou um 9.27, mais um 10 e avançou. Bruno lutou mas não conseguiu bater a lenda, como antes fizera no round 4 (não eliminatório) e encerrou sua honrosa participação em águas Tahitianas. Gabriel Medina passou por Josh Kerr com certa facilidade, deixando o Australiano em combinação.

Kelly Slater e seu tubo - Meias Finais - WSL / [Foto: Kelly Cestari]
Kelly Slater e seu tubo – Meias Finais – WSL / [Foto: Kelly Cestari]
 

A última disputa para chegar a meia-final foi emocionante e dramática, sendo definida na última onda. John John Florence, que já era o líder do campeonato a essa altura, iniciou a bateria mostrando suas credenciais, com uma onda muito boa (8.17), deixou a pressão para Julian Wilson, que sofreu novamente uma queda grave durante esse heat, foi contra os corais, na praia que “quebra crânios”, Julian já havia se magoado em J-Bay quando caiu e bateu com o rosto contra uma barreira de mariscos, característica da praia sul-africana. Mesmo um corte profundo em seu queixo e outras pequenas lesões, o aussie não se abateu e de forma espectacular tirou um 10 perfeito e fez com que o crowd que estava no canal vibrasse muito. Porém quando a virada parecia iminente para o guerreiro australiano, o jovem expoente do surf Havaiano deu o troco e com 9.17 em sua última onda nos minutos finais da bateria, pôs fim a disputa e assegurou seu lugar mas meias-finais contra o brasileiro Medina.

Heat do ano, John John Florence e Gabriel Medina fizeram o que pode ser considerada a melhor bateria do ano, com somatórios de 19.66 contra 19.23, o novo t-shirt amarela chegava a mais uma final. Medina campeão da etapa em 2014 e vice em 2015 não poderia se despedir sem um 10, e foi o que fez. Forçou o melhor de John John e, igualmente ao adversário, teve uma nota superior a 9 como descarte, somou 19.23 mas ainda assim precisava um 9.66 para avançar. Florence garantiu sua vitória nas duas últimas ondas (9.93 e 9.73) e assim descartou seus excelentes 9.17 e 9.27, para encontrar o mito Kelly Slater na final.

Slater foi seletivo e preciso na meia-final, surfou 4 ondas e somou 18.40 com suas duas melhores notas, eliminando assim seu algoz de 2013, Adrian Buchan.  Australiano que lutou dignamente contra um “Deus” do surf, pegou diversas ondas, somou 16.10 pontos mas mesmo assim terminou a bateria em combinação. O experiente americano, com ondas potentes e impressionantes, seguiria com seu show rumo a mais uma final nas ondas do pacífico sul.

Após ter se emocionado, com a receção do Andy Irons Award, prêmio que leva o nome de seu maior rival, morto em 2010, e destinado ao surfista mais destemido da bancada de corais de Teahupo’o. Era hora de entrar na água para mais uma final, algo que não disputava há 2 anos, quando perdeu para Gabriel Medina na etapa de Teahupo’o 2014, e assim garantir o segundo troféu do dia para sua extensa galeria.

Kelly entrou para a disputa muito calmo e relaxado, surfou seu melhor, não deu hipóteses a Florence. O 10 não veio, mas o showman estava lá com seus tubos perfeitos e indescritíveis, finalizou um dia perfeito com 19.67, contra os 15.23 do Havaiano que terminou em combinação, e assim escreveu mais uma linha em sua impressionante história, consquistando o Billabong Pro Thaiti 2016.

Kelly Slater Campeao Teahupoo 2016 [WSL]
Kelly Slater Campeão Teahupoo 2016 [WSL]
 

Mais um título para a lenda, o maior, o rei, o extraterrestre, o mestre ou qualquer outro adjectivo que possa descrever Kelly Slater, 4 notas 10, 5x campeão em Teahupoo, 11x Campeão Mundial e recordista de vitórias no tour, 55.

14074414_1148215531909417_2080035922_o.jpg?fit=980%2C654
Eduardo MenezesAgosto 19, 20165min0

O Surf volta a ser o centro das atenções dos desportos radicais, com a mítica, deslumbrante e temida etapa do Billabong Pro Tahiti, na Polinésia Francesa, terminando assim mais de um longo mês de espera dos fãs do surf.

Fãs e admiradores do surf puderam acompanhar, na última etapa realizada na África do Sul, o retorno triunfal e emocionante do Australiano Mick Fanning a J-Bay. Local em que a cerca de um ano atrás, o Tri-Campeão Mundial foi atacado, surpreendentemente, por um tubarão durante a disputa da final, contra seu compatriota Julian Wilson. Por sorte ou força do destino, nada de grave lhe aconteceu e ele pode voltar ao mesmo mar que quase pôs fim a sua carreira e ainda conquistar a etapa sul-africana.

14054672_1148222085242095_1190433078_n
Corais no Tahiti (Foto: Kirstin Scholtz)

Com janela de competições aberta entre 19/08 a 30/08, a próxima etapa realizada em Teahupo’o, com suas ondas tubulares e poderosas num local paradisíaco, poderá alterar a liderança do tour, com a troca da t-shirt amarela de Wilkinson para Florence ou Medina.

Altamente focado e competitivo, o antes irreverente Australiano Matt Wilkinson (34.250 pontos) mantém-se na liderança do Samsung Galaxy Championship Tour 2016 desde o início do campeonato. Quando, de forma surpreendente, venceu as 2 primeiras etapas do WCT em ondas australianas. Apesar de manter uma incrível regularidade no ano, sua posição no ranking nunca correu tanto perigo quanto agora e pode ser tomada por um de seus rivais.

Matt Wilkinson e seu troféu de Bells Beach - (Foto: WSL / Ed Sloane)
Matt Wilkinson e seu troféu de Bells Beach
– (Foto: WSL / Ed Sloane)

John John Florence, 2º colocado com 31.900 pontos, conquistou sua primeira etapa na carreira, o Oi Rio Pro, na cidade do Rio de Janeiro. Seguido de um 5º Lugar nas ondas tubulares de Fiji e um vice-campeonato na última etapa na África do Sul, se credenciou definitivamente a disputa do título de melhor surfista no ano de 2016. Com apenas 2.350 pontos atrás do atual líder, o jovem e talentoso Havaiano parece estar agora preparado física e psicologicamente para que o tão sonhado e aguardado título mundial volte a pertencer ao Hawai.

O líder enfrenta, talvez, o mais forte e habilidoso integrante do intitulado Brazillian Storm, com poder em manobras clássicas de borda e com habilidades de um tube rider, sem mencionar seus aéreos inacreditáveis. Gabriel Medina (29.200) já teve a glória de vencer numa final, nesse local em 2014, ninguém menos que Kelly Slater. Além de ser o atual vice-campeão das ondas de Teahupo’o, volta com tudo a corrida da Jeep Leader para tentar sagrar-se Bi-Campeão Mundial da elite do surf, feito alcançado em 2014.

14087271_1148215521909418_2678633_o
Gabriel Medina mergulha após uma nota 10 perfeita. (Foto: WSL / Kelly Cestari)

Para além dos 3 líderes, não podemos excluir praticamente ninguém desta insana busca por tubo e notas altas, com atenção ao Brasileiro Adriano de Sousa, último campeão da WSL e cada vez melhor em ondas tubulares; Jeremy Flores, actual detentor do título da etapa; os promissores surfistas do Brazillian Storm como Ítalo Ferreira e Filipinho; Michel Bourez, surfista da casa; os experientes e sempre competitivos Jordy Smith, Kay Otton, Sebastian Zietz, Nat Young, Josh Kerr e Joel Parkinson e por fim o Australiano Julian Wilson que apesar de um ano irregular apresenta talento e disposição para voltar a corrida do título de melhor surfista do ano, como fez ano passado até a derradeira prova de Pipeline.

E claro, nunca podemos de nos esquecer da maior lenda e mais vitorioso surfista do tour: Kelly Slater, o americano detentor de 11 títulos mundiais, número que leva em sua lycra, por todo seu talento e precisão em suas manobras e leitura das ondas, o maior campeão da história do surf profissional é sempre candidato a aumentar sua estatística de vitórias, podendo chegar a incrível marca de 4 títulos na temida bancada de Tehupo’o.

O que se espera é muita adrenalina num mar com ondas fortes, tenebrosas e de arrepiar qualquer um.

Notas rápidas:

1- O Tri-Campeão, Mick Fanning, não disputará a clássica prova do Tahiti. Após um ano de 2015 muito intenso e exaustivo – ataque de tubarão e a perda do irmão na noite anterior ao dia de disputa que poderia dar-lhe 4º título Mundial nas ondas mágicas do Hawai. O Australiano resolveu tirar um ano quase sabático e correr apenas algumas etapas em 2016 como aconteceu na perna Australiana, Fiji e J-Bay. Agora esperar que ele volte para mais algumas etapas…e por que não em Peniche?

2- Todas as etapas do WCT são transmitidas em directo, com narração em Inglês e Português, e podem ser vistas no site da WSL – World Surf League (www.worldsurfleague.com).

3- Atente-se ao horário e as chamadas para as provas: atualmente Portugal Continental e Madeira estão 11 horas  a frente, enquanto Açores está a 10 horas.


Quem somos

É com Fair Play que pretendemos trazer uma diversificada panóplia de assuntos e temas. A análise ao detalhe que definiu o jogo; a perspectiva histórica que faz sentido enquadrar; a equipa que tacticamente tem subjugado os seus concorrentes; a individualidade que teima em não deixar de brilhar – é tudo disso que é feito o Fair Play. Que o leitor poderá e deverá não só ler e acompanhar, mas dele participar, através do comentário, fomentando, assim, ainda mais o debate e a partilha.


CONTACTE-NOS




Newsletter


Categorias